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08/11/1997 - Campeonato Brasileiro 1997 - 1ª fase - Internacional 7 x 0 Bragantino

INTER DIZ QUE JOGA PRA GANHAR
O Bragantino, adversário de hoje à noite no Beira-Rio, está longe de ser o enfoque principal da direção do Inter. Mais que se preocupar com o resultado do jogo, os dirigentes passaram o dia de ontem tentando enfatizar que, em hipótese alguma, pedirão para os jogadores entregarem o jogo, fato que pode prejudicar o arquiinimigo Grêmio.
“O Inter jamais fez isso em sua história”, esbravejou o vice-presidente Paulo Rogério Amoretty. Os jogadores reforçam o coro. “Para mim, isso não existe em futebol”, disse o meio-campo Fernando.
Para o lugar do atacante Fabiano, suspenso, o técnico Celso Roth deve optar por Paulo Diniz, que treinou melhor durante a semana. O centroavante Christian se recuperou de dores na virilha e é presença certa. Se marcar, ele chegará a 17 gols e se tornará o maior artilheiro gaúcho na história do Campeonato Brasileiro.
O time paulista, treinado pelo gaúcho Cassiá, precisa vencer para se livrar do rebaixamento. Do contrário, terá de depender de tropeços de Bahia, Criciúma ou Guarani. O desfalque é o zagueiro Pedro Luís, suspenso, que dá lugar a Nei.
Fonte: Correio do Povo (RS), 08/11/1997, p. 28.

DUPLA GRE-NAL JOGA EM SITUAÇÕES DIFERENCIADAS
Porto Alegre - A dupla Gre-Nal entra em campo neste sábado em situações completamente opostas. Já classificado para os quadrangulares da segunda fase do Campeonato Brasileiro, o Inter recebe o Bragantino no Estádio Beira-Rio pensando em vencer para ter vantagens técnicas no futuro. O jogo também tem um clima de revanche. Com a vitória sobre o Inter na última rodada do Brasileiro do ano passado, o Bragantino, ainda invicto diante do colorado, ajudou a eliminar o time gaúcho da etapa seguinte da competição.
O técnico Celso Roth exige dos jogadores empenho total, mesmo que uma possível vitória não altere a classificação do time ao final desta fase. O Bragantino, comandado pelo são- borjense Cassiá, luta para espantar o fantasma do rebaixamento depois da derrota para o Juventude na última quarta-feira.
Fonte: Pioneiro (RS), 08/11/1997, p. 42. Disponível em: http://memoria.bn.br/DocReader/885959/247613. Acesso em: 05 ago. 2023.

INTER QUER QUEBRAR O TABU DE NUNCA TER VENCIDO O BRAGANTINO
São Paulo - Quebrar o tabu de nunca ter derrotado o Bragantino é o plano do Internacional amanhã na última rodada da fase classificatória do Brasileiro. Mais do que isso o jogo se presta a uma vingança. Foi justamente o Bragantino que no ano passado, pulverizou as esperanças de classificação do Inter ao batê-lo por 1 x 0, em bragança Paulista, também na última partida da fase.
Desta vez, porém, O confronto será no Beira-Rio, o colorado garantiu por antecipação a sua vaga e o Bragantino debate-se para escapar ao rebaixamento. Outro componente que aumenta o interesse pela partida é a situação do Grêmio. Com risco remoto de cair para a segunda divisão, o arqui-rival do Inter poderá perder seu jogo, no Rio, contra o Fluminense, e se falharem os cinco demais resultados paralelos que lhe servem, fugirá ao descenso com um simples empate do colorado frente ao Bragantino.
Porém, mais três pontos na última rodada contribuirão para apurar o já ótimo desempenho da equipe e nada indica que a direção, Roth e seus jogadores pensem em abrir mão da vitória. Ganhar melhorará o índice técnico do Inter que poderá,em uma evental decisão, trazer o segundo jogo da final para Porto Alegre.
Segundo na tabela, o Inter conquistou 48 pontos em 24 partidas. Seu aproveitamento é também o segundo melhor da competição, alcançando 66,6%. Perdeu apenas uma vez em seu campo - 1 x 0 para o Juventude. Foi derrotado fora de casa por Sport (2 x 0), Vasco (2 x 1) e Atlético/PR (2 x 1).
O técnico Celso Roth terá apenas uma ausência entre seus titulares.O atacante Fabiano recebeu o terceiro cartão amarelo na derrota de 2x1 diante do Atlético/PR,em Curitiba,no sábado anterior. Roth escolherá Sandro Sottili o Paulo Diniz paraa vaga. Um deles jogará ao lado do centroavante Christian, um dos goleadores do Brasileiro.
Já o técnico do Bragantino, Cassiá, tem apenas duas dúvidas para a partida contra o Internacional. No meio-de-campo, o treinador ainda não definiu se Charles substitui Genílson. Nando ou Sandro devem fazer companhia a Paulinho no ataque. Na defesa, Nei joga no lugar de Pedro Luiz, que recebeu o terceiro cartão amarelo.
Para a despedida no brasileiro, Cassiá promete um time ofensivo. Com a suspensão do Pedro Luiz,o treinador terá apenas quatro jogadores no banco. Isto acontece porque o clube escalou um grupo de 16 jogadores para participar da partida de quarta-feira, contra o Juventude em Caxias do Sul,e seguiu diretamente para Porto Alegre, local do último jogo do time no campeonato.
Fonte: Jornal do Commercio (AM), 08/11/1997, caderno de esportes, p. 2. Disponível em: http://memoria.bn.br/DocReader/170054_02/79523. Acesso em: 26 jul. 2023. 

CAMPEONATO BRASILEIRO 1997 - 1ª FASE - INTERNACIONAL 7 X 0 BRAGANTINO
Data: 08/11/1997
Local: Beira-Rio - Porto Alegre (RS)
Público: 4.646
Renda: R$ 33.158,00
Juiz: Cláudio Vinícius Cerdeira, auxiliado por Luiz Antônio Leitão e Fábio Barros.
Cartões: Pereira, Ayupe, Geraldo e Gino (B).
Gols: Christian 6’/1 (I); Christian 20’/1 (I); Sandoval 1’/2 (I); Régis 22’/2 (I); Sílvio 27’/2 (I); Sílvio 30’/2 (I); Christian 35’/2 (I).
INTERNACIONAL: André; Enciso (Gustavo), Marcão, Régis e Espínola; Ânderson Luiz, Fernando, Sandoval e Arílson (Marcelo Rosa); Paulo Diniz (Sílvio) e Christian. Técnico: Celso Roth.
BRAGANTINO: Alex; Ayupe, Nei, Gino e Charles Guerreiro; Pereira, Baiano, Ronaldo Alfredo e Geraldo (Nando); Sandro Gaúcho (Ricardo) e Paulinho. Técnico: Cassiá.

Ao final do jogo, mesmo sendo goleados por 7 a 0,
jogadores do Bragantino comemoraram no gramado
a permanência na Série A.
Fonte: Pioneiro.

Canal: Hilhotta - Futebol Antigo

CHRISTIAN COMANDA O MASSACRE: 7 A 0
Mesmo já classificado à 2ª fase do Brasileiro, o Inter mostrou a força de seu ataque e massacrou o Bragantino por 7 a 0 sábado à noite no Beira-Rio. Apesar da fragilidade do adversário, o time do técnico Celso Roth mostrou excelente movimentação, sobretudo o centroavante Christian, que fez três gols e deu passe para outros três. O clube quebrou o tabu de nunca ter vencido a equipe paulista e, de quebra, aplicou sua maior goleada na história do Brasileiro.
Aos 5 minutos, Arílson bateu falta, a bola desviou em Christian e entrou: 1 a 0. Aos 19, o centroavante chutou de virada e fez 2 a 0. Na 2ª fase, a 1 minuto, Christian driblou o zagueiro pela esquerda e rolou para Sandoval: 3 a 0.
Aos 22, Christian tomou a bola do zagueiro e, na saída do goleiro, só rolou para Régis ampliar: 4 a 0. O time seguiu atacando forte. Aos 27, Christian cruzou da direita na cabeça de Sílvio, que só escorou para o 5º gol. Dois minutos depois, Sandoval rolou para Sílvio marcar mais um, desta vez com o pé direito. Aos 33, Gustavo levantou para a área, Régis encobriu o goleiro e Christian, quase em cima da risca, cabeceou e fez seu 19º gol, tornando-se o maior artilheiro gaúcho na história do Brasileiro. Apesar da goleada, ainda em campo o Bragantino vibrou com a permanência na 1ª Divisão.
Fonte: Correio do Povo (RS), 10/11/1997, p. 28.

A última rodada da primeira fase foi palco da quebra de dois recordes, um positivo e outro negativo. No Beira-Rio, o Internacional aplicou a maior goleada do campeonato. A cena inusitada ocorreu no final da partida. Após perderem de 7 a 0, os jogadores do Bragantino comemoraram a permanência na primeira divisão, obtida com os empates do Criciúma com o
Atlético-PR e do Bahia com o Juventude.
Fonte: Pioneiro (RS), 10/11/1997, caderno de esportes, p. 2. Disponível em: http://memoria.bn.br/DocReader/885959/247633. Acesso em: 05 ago. 2023.

INTER FAZ 7 GOLS NO BRAGANTINO
PORTO ALEGRE - Já classificado em 2º lugar, o Intermacional conseguiu a maior goleada do campeonato e massacrou o Bragantino no Estádio Beira-Rio por 7 a 0, gols de Christan (3), Sandoval, Régis e Sílvio (2). Assim, numa vingança total, quebrou o tabu de nunca ter derrotado o time paulista. Mas os jogadores do Bragantino se abraçaram no fim por escapar da 2 divisão.
Para cuidar dos adversários, o Bragantino deu uma de esperto e atrasou em 12min sua entrada em campo, iniciando-se a partida só às 21h56. Não adiantou nada e os gols colorados saíram ao natural. Arílson cobrou falta aos 6min e Christian desviou de cabeça para as redes. Aos 20min, desta vez de pé direito, o mesmo Christian ampliou para 2 x 0. Só aos 35min o Bragantino deu seu primeiro chute perigoso, com Paulinho. No segundo tempo, o Intermacional começou a todo vapor com Christian, aos 1min45s, fazendo toda a jogada e cruzando para Sandoval completar: 3 x 0. O domínio colorado se refletiu na sucessão de gols: Régis aos 22min, e Silvio. Aos 27min e aos 30min, os dois primeiros em cruzamentos de Christian. O 7º gol, novamente Christian, aos 35min, foi o seu 19º gol no campeonato.
Fonte: Jornal do Brasil (RJ), 09/11/1997, caderno de esportes, p. 2a. Disponível em: http://memoria.bn.br/DocReader/030015_11/222223. Acesso em: 26 jul. 2023.

24/11/1996 - Campeonato Brasileiro 1996 - 1ª fase - Bragantino 1 x 0 Internacional

CAMPEONATO BRASILEIRO 1996 - 1ª FASE - BRAGANTINO 1 X 0 INTERNACIONAL
Data: 24/11/1996
Local: Marcelo Stéfani - Bragança Paulista (SP)
Público: 1.054 pagantes.
Renda: R$ 10.225,00
Juiz: Léo Feldman
Cartões: Ronaldo Alfredo, Viana, Júnior Paulista, Maurinho (B); Enciso, Fernando e Gamarra (I).
Expulsões: Kelly (B); Régis (I).
Gol: Esquerdinha 14’/1 (B).
BRAGANTINO: Marcelo Martelotte; Viana, Júnior Paulista, Gustavo e Biro; Rubem, Ronaldo Alfredo (Gílson Batata), Maurinho e Esquerdinha (Rocha); Kelly e Edílson. Técnico: Pardal.
INTERNACIONAL: André; Edinho Vichetin, Gamarra, Régis e Vinícius (Paulo Isidoro); Fernando, Enciso, Marcelo Rosa e Luiz Gustavo (Alberto); Leandro Machado e Fabinho (Fabiano). Técnico: Figueroa.

Leandro Machado perdeu pênalti e o Internacional
ficou de fora da segunda fase do Brasileiro.
Fonte: Pioneiro

Canal: Paulo Conceicao

27/01/1992 - Campeonato Brasileiro 1992 - 1ª fase - Internacional 0 x 1 Bragantino

CAMPEONATO BRASILEIRO 1992 - 1ª FASE - INTERNACIONAL 0 X 1 BRAGANTINO
Data: 27/01/1992
Local: Beira-Rio - Porto Alegre (RS)
Público: 6.855
Renda: Cr$ 21.750.000,00
Juiz: Cláudio Vinícius Cerdeira, auxiliado por Paulo Jorge Alves e Teodoro Castro Lima.
Cartões: Célio Lino, Célio Silva, Élson, Helcinho, Lê (I); Carlos Augusto, Biro-Biro, Donizete Oliveira e Ronaldo Alfredo (B).
Gol: Marco Aurélio Jacozinho 1'/1 (B)
INTERNACIONAL: Ademir Maria; Célio Lino, Émerson Paredão, Célio Silva e Silvan; Júlio, Élson e Marquinhos; Helcinho, Gérson (Gélson Conte) e Lê (Alex Rossi). Técnico: Antônio Lopes.
BRAGANTINO: Marcelo MartelotteAyupe, Júnior Paulista, Carlos Augusto e Biro-Biro; Mauro Silva, Donizete Oliveira, Alberto Félix e Vágner Mancini; Ronaldo Alfredo (Claudinho) e Marco Aurélio (Ludo). Técnico: Candinho.

Canal: GeFot 1000

Gil Baiano (1993)

GIL BAIANO
(lateral-direito)

Nome completo: José Gildásio Pereira de Matos
Data de nascimento: 3/11/1966
Local: Tucano (BA)

Carreira:
1985-1988
Guarani
1988-1993
Bragantino
1993-1994
Palmeiras
1994
Vitória
1995-1996
Paraná
1996-1997
Sporting-POR
1998
Ituano
1998
Paraná
1999
Ituano
2000
Paraná
2001-2002
Comercial-SP
2002
Bragantino
2003-2006
Comercial-SP
2006-2007
Ceilândia

Assim como o São Caetano no início do século XXI, o Bragantino foi a grande sensação do futebol brasileiro nos anos 1990. O time treinado pelo promissor Vanderlei Luxemburgo conquistou o Paulistão em 90, revelando o legendário Mauro Silva para o futebol brasileiro. No ano seguinte, chegou à decisão do Brasileiro sob o comando de Parreira, perdendo para o São Paulo do multicampeão Telê Santana.
Um dos destaques deste emblemático time foi o lateral Gil Baiano, que começou no Guarani em 1985 e se transferiu ao time de Bragança Paulista em 1988, fazendo parte da ascensão do Bragantino, sendo peça essencial do time que surpreendeu o Brasil. As atuações destacadas do lateral o levaram à Seleção Brasileira. A concorrência com Jorginho, Cafu e Luís Carlos Winck frustraram os planos de Gil Baiano com a amarelinha.
Para que seu futebol tivesse maior evidência, deixou o Bragantino e rumou para o Internacional na metade de 1993, por empréstimo. A péssima campanha do clube no Campeonato Gaúcho culminou em uma passagem relâmpago do lateral pelo Beira-Rio. Dois meses depois, foi contratado pelo poderoso Palmeiras da era Parmalat.
Apesar do título Brasileiro, Gil Baiano não conseguiu se firmar com a camisa alviverde, pois a torcida tinha preferência por Cláudio em seu lugar. Em 1994, se transferiu para o Vitória para a disputa do Campeonato Brasileiro.
No ano seguinte, foi para o jovem Paraná Clube, onde teve passagem destacada novamente, conquistando o título paranaense de 1995 e 1996. Suas boas atuações renderam ao lateral uma transferência para o futebol português, quando se transferiu ao Sporting, onde não teve sucesso.
Em sua segunda passagem pelo Paraná Clube, foi acusado de doping por uso de Fenpropropex, substância proibida pela CBF por aumentar a disposição dos atletas. Foi punido por 120 dias. Quando retornou ao clube em 2000, fez parte da campanha que resultou no título do Módulo Amarelo da Copa João Havelange. Nas oitavas-de-final, teve o azar de encontrar o campeão Vasco da Gama. No jogo de ida, 3 a 1 para o Vasco no Rio de Janeiro. O Paraná venceu o jogo de volta por 1 a 0, mas perdeu a classificação no saldo de gols.
Antes de encerrar a carreira, Gil Baiano defendeu Comercial-SP, Paraná e Ceilândia.

Gélson Conte


GÉLSON CONTE
(Atacante)

Nome completo: Gélson Leonel Conte
Data de nascimento: 10/8/1968
Local: Lajeado (RS)

Carreira:
1987-1988 Lajeadense
1988 Encantado
1988 Pradense
1988 Grêmio Santanense
1989 Lajeadense
1989 Flamengo-HOR
1990 São Paulo-RG
1991 Lajeadense
1992 Internacional
1992-1993 Lajeadense
1994 Bragantino
1994 Ponte Preta
1994 Pelotas
1995 Caxias
1996 Aimoré
1997 São Luiz-RS
1997 Guarani-VA
1998 Lajeadense
1998 Novo Hamburgo
1999 Francisco Beltrão
1999 Palmeirense-RS
1999 Guarany-CA
2000 São Gabriel
???? CSA

Ao longo de seus 13 anos de carreira profissional, a vida do atacante Gélson Conte ficou marcada por muitos gols anotados Rio Grande afora. Formado nas categorias de base da Lajeadense, se profissionalizou em 87, se notabilizando ao se sagrar artilheiro do Campeonato Gaúcho de 1991 defendendo a Lajeadense, marcando 17 gols no certame.
O Internacional, impressionado com a qualidade do goleador, tratou de trazê-lo para a  disputa do Campeonato Brasileiro de 1992. Sem brilho e à sombra do emblemático centroavante Gérson, Gélson Conte retornou ao Lajeadense no segundo semestre, ficando de fora das conquistas da Copa do Brasil e do Estadual.
Em 94, deu seus primeiros passos além Mampituba, sendo vendido ao Bragantino. Sem oportunidades, foi repassado à Ponte Preta no mesmo ano, também sem conseguir manter um desempenho regular, voltando ao futebol gaúcho onde sempre esteve fixada sua raiz.
A partir de então, o atacante rodou por quase todos os cantos do estado, tendo seu grande momento em 1997, quando defendia o Guarani-VA, conquistando a Copa Galego sob o comando do jovem treinador Mano Menezes. Depois passou por Francisco Beltrão, no Paraná, e CSA, em Alagoas. Encerrou a carreira em 2000, quando jogava no São Gabriel.

Norberto

NORBERTO
(volante)

Nome completo: Norberto Arruda Lemos
Data de nascimento: 18/2/1964
Local: Umuarama (PR)

CARREIRA:
1978 - Londrina
1979-1985 - Pinheiros-PR
1986-1990 - Internacional
1990-1991 - Coritiba
1991 - Grêmio
1992 - Coritiba
1993 - Al-Arabi-SAU
1994 - Portuguesa
1995 - Fluminense
1996 - Rio Branco-SP
1996 - Goiás
1997 - Bragantino

Norberto é protagonista de uma troca um tanto inusitada no esporte. Trocou o pugilismo pelo futebol ainda na adolescência. E não foi por deficiência técnica. Norberto foi campeão londrinense na categoria peso mosca.

O meia começou a carreira no Londrina, mas logo se transferiu para o Pinheiros, um dos times que originaram o Paraná clube. Àquela altura, já era considerado o melhor jogador do estado do Paraná.

Veio para o Internacional no início de 86. Depois de um ano instável, Norberto começou 87 com a fama de jogador violento e truculento, já que Ênio Andrade recuou o meia e o designou a função de volante.

A partir de então, a carreira de Norberto engrenou, depois de administrar melhor os fatores extracampo que incomodavam o jogador. Nem mesmo a contusão que sofreu em 88 o fez perder a vaga de titular para Leomir.

Colaborou diretamente nas grandes campanhas dos Brasileiros de 87 e 88, além da semifinal da Libertadores de 89. Mas, se o volante escapou do rebaixamento com o Internacional em 1990, não teve a mesma sorte jogando no Grêmio. Caiu para a segundona em 1991.

Outro grande momento de sua carreira foi jogando pelo Fluminense, onde chegou às semifinais do Campeonato Brasileiro de 95. Porém, uma virada sensacional do Santos acabou com o sonho do volante.

Norberto sempre foi um exemplo de dedicação nos treinos e colocou nomes como Bonamigo, Bernardo e Jandir na reserva de Internacional e Grêmio. Parou de jogar aos 33 anos, no Bragantino.

Nélson Bertolazzi

NÉLSON BERTOLAZZI
(atacante)

Nome completo: Nélson Antônio Bertolazzi
Data de nascimento: 16/6/1966
Local: Ribeirão Preto (SP)

CARREIRA:
1986 - Botafogo-SP
1986-1989 - Boavista-POR
1989-1990 - Internacional
1991-1992 - Boavista-POR
1992 - Botafogo-SP
1992-1994 - Boavista-POR
1994-1995 - União Leiria-POR
1996 - Boavista-POR
1996 - Rio Branco-SP
1996 - Portuguesa
1997 - Bragantino
1997-1998 - Inter de Limeira
1998 - América-SP
1999 - Paysandu
2000 - Anápolis

Alguns jogadores começam bem a carreira, vão para o exterior e voltam com o futebol em baixa para o Brasil. Esse é um caso muito comum no Brasil e Nélson Bertolazzi é uma prova viva que passou pelo Beira-Rio.
Irmão de Paulo Egídio, ponta que fez sucesso no Grêmio, Nélson começou a carreira no Botafogo-SP em 1986,jogando ao lado de grandes nomes do futebol brasileiro, como Mário Sérgio, Gasperín e Raí. O atacante tinha como característica a velocidade, boa técnica e chute certeiro.
Chamou a atenção dos portugueses do Boavista e partiu para Portugal ainda em 1986. Em sua primeira passagem pelo clube português, não convenceu. Acabou emprestado ao Guarani em 87 e ao Internacional em 89.
Em Porto Alegre, a fase de Nélson não foi das melhores. Futebol em baixa e poucos gols não justificaram a boa fama que adquiriu quando atuava na base do Botafogo-SP. Outro fator que influenciou o desempenho do atacante foi a debandada de metade do elenco que terminou a Libertadores na semifinal, após a eliminação diante do Olimpia. Marcou três gols em clássicos Gre-Nal. Deixou o Inter na metade de 1990, depois de fracassar no Gauchão.
A volta de Nélson em Portugal teve um êxito maior, conquistando a Supertaça Cândido de Oliveira em 1992 e ganhando a confiança da torcida de Aveiro. Entretanto, atrasos em retornos de viagem ao Brasil comprometeram a confiança dos dirigentes do Boavista, atrapalhando sua adaptaçao.
Depois de retornar de um empréstimo ao União Leiria, em 1994, Nélson deixou o Boavista em 1996, retornando ao Brasil para defender o Rio Branco-SP. Depois de um bom Paulistão, a Portuguesa tratou de levar o jogador ao Canindé para a disputa do Brasileirão. Na reserva, o atacante viu sua Lusa perder a decisão para o Grêmio.
Passou por Inter de Limeira, Bragantino, Paysandu e Anápolis-GO, onde encerrou a carreira. Atualmente, administra um posto de combustível em Guatapará, interior de São Paulo.

João Santos

JOÃO dos SANTOS Ferreira (atacante)


Um cigano da bola. Nenhuma expressão pode definir melhor a carreira do atacante João Santos. O jogador nunca foi o queridinho da torcida, mas tinha prestígio com os treinadores, principalmente Vanderlei Luxemburgo, com quem trabalhou no Bragantino, Paraná Clube e Santos.

João Santos começou a carreira no Fluminense em 1986, permanecendo até 1990. No tricolor carioca, o atacante não levantou nenhuma taça. Foi emprestado na segunda metade de 89 ao América-RJ.

No início de 1990, se apresentou ao Bragantino, campeão da Série B do ano anterior. No Bragantino, fez história com a conquista do título paulista na famosa "final caipira", como ficou conhecida a decisão contra o Novorizontino. E em 1991, o grande momento: chegou na decisão do Brasileirão contra o São Paulo. Perdeu o jogo de ida por 1 a 0 no Morumbi. Na volta, no Marcelo Stéfani, empate em 0 a 0. O tricolor paulista foi o campeão do certame.

Em 1992, o Bragantino não repetiu o mesmo futebol competitivo dos três anos anteriores. João Santos acabou sendo emprestado ao Remo, onde fez boa campanha no Brasileirão de 1993. No ano seguinte, foi emprestado novamente, mas ao Araçatuba. No segundo semestre, retornou ao Bragantino. Jogou no time de Bragança Paulista até 1995.

Depois de passagens apagadas por Paraná Clube e Santos, viveu outro bom momento no Coritiba, em 1998. O clube terminou a primeira fase do Brasileirão em 3º lugar, mas caiu nas quartas-de-final para a Portuguesa.

João Santos chegou no Internacional no início de 99. Como vinha sendo há anos, a base era pouco aproveitada e a direção investia em refugos. Sem brilho e com um futebol discreto em demasia, o atacante não ficou para o Brasileirão e retornou ao Coxa.

Ainda defendeu o União São João e a Matonense. Pendurou as chuteiras em 2002.

Daniel Frasson

DANIEL FRASSON
(volante)

Daniel, catarinense, começou a carreira no Figueirense em 1987, onde jogou até 1989. Mas foi no futebol paulista que o volante passou a aprimorar seu futebol.

No Bragantino, foi campeão da Série B do Brasileirão em 1989. Na Inter de Limeira, passou a ter visibilidade, o que o levou ao Palmeiras. Ao lado de César Sampaio, disputou a decisão do Paulistão de 93. Na ocasião, o Palmeiras quebrava um tabu de 15 anos sem levantar uma taça. Frasson foi reserva imediato de Amaral no Verdão.

Chegou ao Internacional para a disputa do Brasileirão de 1993. Passou a ser utilizado na lateral-direita na maior parte de sua passagem pelo Inter. Perdeu a posição com a chegada de Luís Carlos Winck.

Em 95, foi para o Atlético-MG, onde se tornou campeão mineiro. Depois de passar por Paraná, Juventude, Juventus-SP, Criciúma, Paulista, Iraty, XV de Piracicaba e Portuguesa Santista, voltou a ser campeão estadual em 99, pelo Figueirense.

Após nova passagem pela Inter de Limeira, foi para o Fortaleza, onde se tornou um dos ídolos do time ao marcar o gol do título cearense que quebrou a hegemonia de quatro anos do Ceará. Um ano depois, levantou mais uma vez o caneco do Cearense

Defendeu o Guarany de Sobral em 2002 e teve mais uma passagem pelo Fortaleza em 2003, ano em que pendurou as chuteiras.

(agradecimento ao Dion Oliveira pelas erratas)

Jéfferson Feijão

JÉFFERSON FEIJÃO
(atacante)

Feijão deu seus primeiros chutes nas categorias de base do Cruzeiro, onde ficou por 12 anos, até se profissionalizar na Desportiva-ES. Pelo time capixaba, conquistou o estadual de 2000.

Em seu terceiro ano como profissional, foi se aventurar em Portugal, no Vitória de Guimarães. Ficou apenas seis meses na Europa e retornou ao Brasil, para defender o Criciúma. No time carvoeiro, o atacante chegou a fazer dupla de ataque com o saudoso Mahicon Librelato, em 2001. Disputou o Brasileirão de 2002 pelo Goiás.

Foi contratado pelo Inter após um problema judicial envolvendo o atacante e o Criciúma. O Colorado colocou Duílio e Tiago Freitas na negociação e o jogador desembarcou no Salgado Filho em janeiro. Começou bem o ano, marcando gols. Esteve presente como titular, ao lado de Nilmar, na decisão do Gauchão contra o 15 de Novembro, vencida pelo Inter por 1 a 0.

No Brasileirão, teve alguns lampejos, mas não correspondeu às expectativas do torcedor e da direção. Enfrentou algumas lesões e passou a ser contestado. Deixou o Internacional no final do ano e seguiu rumo à Coréia do Sul, onde jogou pelo Daegu FC e Seongnam Ihlwa.

Na volta ao Brasil, jogou novamente no Goiás, Botafogo e Avaí, todas as passagens sem emplacar. Ainda passou por Liaoning Hongyun e Guangzhou, ambos da China, Bragantino e Caldense. Pendurou as chuteiras em 2013.

Danilo Gomes

DANILO
(meia)


Nome completo: Danilo Gustavo Vergner Gomes
Data de nascimento: 15/10/1981
Local: Salvador (BA)

CARREIRA:
2002-2004 - Bahia
2004 - Internacional
2005 - FC Tokyo-JAP
2006 - Atlas-MEX
2007 - Bahia
2008-2009 - León-MEX
2010 - Bragantino
2011 - Fluminense-BA
2011 - São José-RS


O Bahia não fez boa campanha no Brasileirão de 2003, acabou rebaixado. Mas o jovem meia Danilo se destacou, marcando gols e mostrando um futebol rápido e objetivo. Isso chamou a atenção da diretoria colorada, que o contratou na metade de 2004.



O início de Danilo no Inter foi promissor: marcou gol na sua estreia contra o Flamengo, pelo Brasileirão. Mas a sua atuação marcante foi contra o Atlético-PR. Uma partida fantástica de Danilo, com quatro gols, uma assistência e um pênalti sofrido. 6 a 0 para o Colorado contra o Furacão, que terminou na 2ª colocação do Brasileirão.

Mesmo fazendo um excelente ano dentro de campo, o meia foi afastado do time por problemas disciplinares. Fora das quatro linhas, Danilo causava transtornos com a vizinhança de seu apartamento e desavença com alguns colegas. Jogar em um clube grande do Brasil mexeu com a cabeça de Danilo. O estrelismo estava pesando.

Joel Santana chegou a afastá-lo, mas recuperou algum crédito com Muricy Ramalho. Entretanto, a direção do Internacional não se dispôs a pagar pelo passe do jogador, na época, pertencente ao Bahia. O meia saiu pela porta dos fundos do Beira-Rio, rumo ao Japão. Fim da linha para Danilo "de Todos os Santos" no Colorado.