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21/10/1945 - Amistoso - Galícia 1 x 1 Internacional

O INTERNACIONAL JOGARÁ CONTRA O GALÍCIA
SALVADOR, 18 (A, N.) — O "Internacional" de Porto Alegre fará no próximo domingo à tarde sua segunda exibição, enfrentando o “Galícia Esporte Clube".
Em sua estreia aqui o campeão gaúcho derrotou o "Botafogo" local pelo score de seis a zero.
Fonte: Gazeta de Notícias (RJ), n. 245, 19 out. 1945, p. 12. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_07/24620. Acesso em: 18 jan. 2026.

O PENTACAMPEÃO CONTINUA INVICTO NO NORTE
O Internacional, de Porto Alegre, fez ontem a sua segunda exibição em campos baianos, enfrentando o forte conjunto do Galícia. Após uma luta renhida e muito equilibrada, o placar acusou o empate de 1 a 1. Magnones fez o tento dos sulinos, enquanto que Louro consignou o tento dos baianos.
Com o resultado em apreço, o pentacampeão gaúcho continua invicto na sua atual excursão ao norte do país.
Fonte: Lavoura e Commercio (MG), n. 10973, 22 out. 1945, p. 3. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/830461/6229. Acesso em: 18 jan. 2026.

AMISTOSO - GALÍCIA 1 X 1 INTERNACIONAL
Data: 21/10/1945
Local: Campo da Graça - Salvador (BA)
Renda: Cr$ 31.331,00
Juiz: Mário Viana
Gols: Americano (G); Magnones (I).
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Alfeu e Nena; Viana, Ávila e Abigail; Tesourinha, Ruy Motorzinho (Ivo Aguiar), Adãozinho, Magnones (Eliseu) e Carlitos. Técnico: Hermínio de Britto.
GALÍCIA: Nova; Jango e Niquinho; Noviciano, Albérico e Walter; Bruno, Americano, Cacuá, Novinha e Joel.
Obs.: antes do jogo contra o Galícia, o juiz Mario Viana pediu que uma torcida organizada galiciana parassem com o barulho pois assim ninguém ouviria o apito, após meia hora de espera e nada da charanga parar apesar dos apelos de dirigentes e até jogadores do Internacional, Mario decidiu ele mesmo se dirigir a torcida e peitar o maestro que no ato silenciou a charanga e a partida teve o seu inicio.

" [...] Na gravura, flagrantes do jogo com o Galícia, empate de 1 x 1".
Fonte: O Jornal (RJ).

O INTERNACIONAL DE PORTO ALEGRE EMPATOU COM O GALÍCIA
SALVADOR, 21 (Asapress) — Em prosseguimento à série de amistosos que o Internacional de Porto Alegre veio disputar nesta capital, o clube visitante defrontou-se, na tarde de hoje, com o Galícia.
Depois da brilhante vitória frente ao Botafogo local, esperava-se nova vitória do Internacional no jogo de hoje. Entretanto, soube o Galícia defender-se com galhardia frente ao seu forte adversário, o qual não foi além do empate de um tento. O jogo foi bastante movimentado, tendo os contendores se empenhado a fundo pela vitória, traduzindo, a contagem, o equilíbrio verificado na peleja. Uma boa assistência compareceu ao prélio, garantindo uma renda apreciável.
Fonte: Correio Paulistano (SP), n. 27479, 23 out. 1945, p. 14. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_09/25781. Acesso em: 18 jan. 2026.
FOOTBALL E BATUCADA...
Na Bahia, Mario Viana não permitiu que o jogo prosseguisse ao som da orquestra... — Ontem, em Álvaro Chaves, o “jazz” do Flamengo tocou durante toda a peleja — Oscar Pereira Gomes, o “árbitro-filósofo”...
A torcida do Flamengo descobriu uma maneira curiosa e estranha de estimular os seus cracks. Sob a direção do dedicado Jaime de Carvalho, os rubros-negros organizam um jazz barulhento e resistente que anima o espetáculo futebolístico, entoando músicas populares de maior sucesso. O batuque começa com o apito do juiz e termina com uma passeata em torno do campo. O espírito alegre da torcida não se deixa de ser, por outro lado, uma nota interessante no aspecto festivo da partida, todavia, tecnicamente é perigoso e desaconselhável. Ontem, por exemplo, em Álvaro Chaves, um campo totalmente fechado, o jazz do Flamengo em plena função perturbava o andamento da partida. Os jogadores devem ter sentido os efeitos do ritmo musical em contraste com o ambiente esportivo. E pior ainda, deverá ter sentido o árbitro que se fosse outro não permitiria o "número extra" da torcida rubro-negra. Só mesmo um Oscar Pereira Gomes, um juiz-filósofo, indiferente, parado e displicente é que poderia dirigir um jogo ao som ensurdecedor do jazz-band do Flamengo. E muito a propósito vamos transcrever um oportuníssimo telegrama do nosso correspondente na Bahia relatando os incidentes registrados no jogo Internacional x Galícia, realizado na tarde de ontem, em Salvador, incidentes esses provocados justamente por uma orquestra que Mário Viana não permitiu que continuasse perturbando a sua arbitragem.
Com música a partida não continuaria...
Salvador 22 (do correspondente de A NOITE) — Logo nos primeiros minutos da partida de ontem entre o Internacional e o Galícia, começou a funcionar a "batucada" da torcida local, que já se tornou popular nos nossos campos. O árbitro carioca Mário Viana fez, porém, paralisar o jogo, declarando às autoridades da Federação que não continuaria dirigindo a partida ao som da música, pois a mesma perturbava a ação no gramado, assim como os movimentos dos jogadores. Os paredros locais não concordaram com a atitude do juiz carioca, nem mesmo as autoridades locais e policiais a quiseram intervir. Depois de muitas discussões, o juiz Mário Viana resolveu ir de encontro aos músicos, fazendo um apelo dramático para cessar a função. Os rapazes da embaixada atenderam e Mário Viana deu prosseguimento à partida. Podemos adiantar que os dirigentes do football baiano não gostaram do gesto de Mário Viana tudo indicando que para o jogo com o Ypiranga a Federação pleiteará a escalação de um juiz baiano em substituição ao árbitro carioca.
Fonte: A Noite (RJ), n. 12090, 22 out. 1945, p. 25. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_04/36658. Acesso em: 18 jan. 2026.

ANTEONTEM, por ocasião do encontro entre o Galícia e o Internacional, de Porto Alegre, o juiz Mário Viana suspendeu a luta devido à música que estava sendo irradiada no campo, alegando que isso prejudicava a sua função.
O ato de Mário Viana parece não ter agradado, tanto assim que para o próximo jogo, a Federação Bahiana vai indicar um juiz do seu quadro.
Fonte: A Tribuna (SP), n. 177, 23 out. 1945, p. 5. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/153931_02/28317. Acesso em: 18 jan. 2026.


MÁRIO VIANA não foi muito feliz na temporada que o Internacional, de Porto Alegre, realizou na Bahia. Além de não ter permitido que se tocasse o "jazz" nas arquibancadas, após o prélio entre o clube gaúcho
e o Bahia desafiou alguns "torcedores" para uma luta corporal...
Fonte: A Tribuna (SP), n. 206, 28 nov. 1945, p. 8. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/153931_02/28820. Acesso em: 21 jan. 2026.

Marinho Peres

MARINHO PERES
(zagueiro)

Nome completo: Mário Peres Ulibarri
Data de nascimento: 19/3/1947
Local: Sorocaba (SP)

Carreira:
1965-1967
São Bento
1968-1971
Portuguesa
1972-1974
Santos
1974-1976
Barcelona-ESP
1976-1977
Internacional
1977-1980
Palmeiras
1980
Galícia
1980-1981
América-RJ

Marinho começou a sua carreira no São Bento, time de sua cidade natal. Ao seu lado, um companheiro que mais tarde viria a ser seu colega na Seleção Brasileira: o gigante Luís Pereira. O zagueiro nunca passou por dificuldades na vida, mas a responsabilidade sempre foi ponto forte de sua carreira.
Em 1968 foi para a Portuguesa, onde teve sua primeira convocação, ainda no mesmo ano. O jogador é lembrado até hoje pelos torcedores da Lusa por ser o autor do primeiro gol da história do Canindé. Porém, uma sequência de resultados ruins fez com que Marinho saísse pela porta dos fundos.
Foi a oportunidade de ouro para que o Santos aproveitasse e levasse o zagueiro para a Vila Belmiro. Boas atuações e o título estadual de 1973 (dividido com a própria Portuguesa) renderam mais convocações na fase de preparação para a Copa do Mundo de 1974. Mais uma vez, Marinho Peres estava ao lado do amigo Luís Pereira.
O Brasil terminou a Copa na 3ª colocação e Marinho Peres encerrou o Mundial como capitão. A vitrine despertou a atenção dos espanhóis Real Madrid e Barcelona, ainda mais pelo fato de o zagueiro ter a dupla nacionalidade. O Barcelona levou a melhor, mas a passagem pela Espanha foi longe de ser favorável.
Por ter a dupla nacionalidade, Marinho seria obrigado a prestar o serviço militar obrigatório. A direção do Barcelona tentou articular um “adiantamento” na documentação do atleta, mas não adiantou. O zagueiro acabou fugindo da Catalunha e vindo para Porto Alegre.
Novamente no Brasil, a sorte sorriu para Marinho Peres. Ao lado de Figueroa, conduziu o Internacional ao oitavo título estadual consecutivo e ao bicampeonato nacional. O Internacional, acostumado com zagueiros botinudos, viu uma defesa formada pela raça do chileno e a elegância de Marinho.
Entretanto, Marinho ficou encarregado de ser o protagonista da zaga colorada em 1977, após a saída de Figueroa, mas a perda do título estadual para o Grêmio pesou e o jogador não soube lidar com o fato de ser uma das referências do time. Deixou o clube no segundo semestre de 77 e foi para o Palmeiras, onde foi vice-campeão brasileiro em 1978, perdendo a decisão para o Guarani. Antes de encerrar a carreira, passou por Galícia e América-RJ.

Danilo Gomes

DANILO
(meia)


Nome completo: Danilo Gustavo Vergner Gomes
Data de nascimento: 15/10/1981
Local: Salvador (BA)

CARREIRA:
2002-2004 - Bahia
2004 - Internacional
2005 - FC Tokyo-JAP
2006 - Atlas-MEX
2007 - Bahia
2008-2009 - León-MEX
2010 - Bragantino
2011 - Fluminense-BA
2011 - São José-RS


O Bahia não fez boa campanha no Brasileirão de 2003, acabou rebaixado. Mas o jovem meia Danilo se destacou, marcando gols e mostrando um futebol rápido e objetivo. Isso chamou a atenção da diretoria colorada, que o contratou na metade de 2004.



O início de Danilo no Inter foi promissor: marcou gol na sua estreia contra o Flamengo, pelo Brasileirão. Mas a sua atuação marcante foi contra o Atlético-PR. Uma partida fantástica de Danilo, com quatro gols, uma assistência e um pênalti sofrido. 6 a 0 para o Colorado contra o Furacão, que terminou na 2ª colocação do Brasileirão.

Mesmo fazendo um excelente ano dentro de campo, o meia foi afastado do time por problemas disciplinares. Fora das quatro linhas, Danilo causava transtornos com a vizinhança de seu apartamento e desavença com alguns colegas. Jogar em um clube grande do Brasil mexeu com a cabeça de Danilo. O estrelismo estava pesando.

Joel Santana chegou a afastá-lo, mas recuperou algum crédito com Muricy Ramalho. Entretanto, a direção do Internacional não se dispôs a pagar pelo passe do jogador, na época, pertencente ao Bahia. O meia saiu pela porta dos fundos do Beira-Rio, rumo ao Japão. Fim da linha para Danilo "de Todos os Santos" no Colorado.

Oséas

OSÉAS
(atacante)

Nome completo: Oséas Reis dos Santos
Data de nascimento: 14/5/1971
Local: Salvador (BA)

CARREIRA:
1990-1992 - Galícia
 1993-1994 - Pontevedra-ESP
1995 - Uberlândia
1995-1997 - Atlético-PR
1997-1999 - Palmeiras
2000-2001 - Cruzeiro
2001 - Santos
2002-2003 - Vissel Kobe-JAP
2004 - Internacional
2004 - Albirex Niigata-JAP
2005 - Brasiliense


O último artilheiro do Brasileirão jogando pelo Internacional foi o centroavante Nílson Esídio, em 1988. Desde então, o mais próximo a ocupar o posto de matador foi Christian, entre 1997 e 1999. Até a esperança chegar com o centroavante Oséas, em 2004.


O talento de Oséas foi descoberto nas areias de Salvador e começou a ser lapidado pelo Galícia em 1990. Um grupo de empresários alavancou a carreira do centroavante, levando-o para o Pontevedra, da Espanha. Lá, conquistou a terceira divisão do Espanhol na temporada 1993/1994. Retornou ao Brasil para jogar no Maruinense, do Sergipe, em 94. Lá, adotou o visual das trancinhas.

Em 1995, foi para o Uberlândia, onde despertou a atenção de dirigentes do Atlético-PR. Ali a carreira do centroavante alavancou, fazendo uma dupla de ataque goleadora com Paulo Rink. Ajudou o Furacão a retornar à elite do futebol brasileiro e, conseqüentemente, foi chamado à Seleção Brasileira.

No ano de 1997 foi contratado pelo Palmeiras, permanecendo por lá até 99. Conquistou a Copa do Brasil e a Mercosul em 1998, e a Libertadores em 1999. Felipão deixou o Palmeiras em 2000 e levou Oséas junto com ele para o Cruzeiro. Deu certo. Oséas manteve o faro de gol e ajudou o clube mineiro a vencer a Copa do Brasil em 2000 e a Sul-Minas em 2001. Após rápida passagem pelo Santos, foi para o Japão jogar pelo Vissel Kobe. Jogou 44 partidas e fez 19 gols pelo clube japonês.

Em 2004, veio para o Internacional com direito a Salgado Filho lotado pela torcida, que foi prestigiar o "bom baiano" na esperança de gols. Mesmo conquistando o Gauchão, Oséas não repetiu seus tempos de Atlético-PR, Palmeiras e Cruzeiro. Ficou mais marcado pelo seu carisma do que pelo seu desempenho.

O fato curioso é que a última partida em que Oséas foi relacionado antecedeu o Gre-Nal do esperado gol "1.000". Para nossa sorte, e de nossa história, outro grande centroavante foi relacionado...