18/10/1947 - Citadino 1947 - 2º turno - Renner 0 x 2 Internacional

PORTO ALEGRE — Terá prosseguimento amanhã, com os jogos Renner vs. Internacional e São José vs. Nacional, o campeonato local de futebol. Domingo, em disputa do mesmo certame, defrontar-se-ão Grêmio e Força e Luz.
Fonte: Jornal de Notícias (SP), n. 458, 18 out. 1947, p. 9. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/583138/4258. Acesso em: 14 fev. 2026.

JOGOS DO CERTAME GAÚCHO
PORTO ALEGRE, 17 (Asapress) — Com dois jogos antecipados para a tarde de amanhã e mais um que será realizado domingo, prosseguirá o Campeonato Gaúcho de futebol. Os jogos programados são os seguintes: — Amanhã, nos Navegantes, Renner x Internacional. No Passo da Areia, São José x Nacional. Domingo, na Timbaúva, Grêmio x Força e Luz.
Fonte: Diário de Notícias (RJ), n. 7664, 18 out. 1947, p. 16. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_02/35485. Acesso em: 14 fev. 2026.

RENNER X INTERNACIONAL O EMBATE DE HOJE À TARDE
AMANHÃ, NA TIMBAÚVA, PRELIARÃO TRICOLORES E RAJADOS — ALVOS E NACIONALISTAS PRELIARÃO NO "ESTÁDIO" ZEQUINHA — A PROVÁVEL CONSTITUIÇÃO DAS EQUIPES — JOSÉ CARVALHO APITARÁ HOJE À TARDE — ROMEU VIOLA CONTROLARÁ O EMBATE DE AMANHÃ, NA TIMBAÚVA
Com o encontro entre as equipes do Renner e do Internacional, a ser realizado hoje tarde, no alçapão da rua Sertório, terá início a última rodada do segundo turno pelo campeonato metropolitano de futebol. Em face da situação de ambos os contendores, desta tarde, na tabela de pontos, facil é prever que o embate assuma proporções extraordinárias.
Os renistas sabem perfeitamente que, derrotados, dificilmente poderão concorrer ao turno neutro, o que, em última análise, redundaria em grande desastre de ordem financeira.
É, pois, fora de qualquer dúvida, que os pupilos de Gradim se apresentarão hoje dispostos a empregarem o máximo de suas energias em busca da vitória. Enquanto isso, o esquadrão do Internacional, que vem de uma derrota frente ao Força e Luz, embora já tenha praticamente assegurado o título máximo, também deverá procurar vencer por todos os meios, para assim se reabilitar daquele inesperado insucesso.
Deverão apresentar-se as duas equipes integradas de todos os titulares e, em face do esplêndido estado de treinamento que ostentam, não há que negar, deverão brindar os fãs com um grande espetáculo.
As duas turmas deverão apresentar-se assim constituídas: Internacional — Ivo, Nena e Ilmo; Alfeu, Viana e Abigail; Boris, Villalba, Adão, Tesourinha e Carlitos. Renner — Éverton, Pedro e Bedeu; José, Badanha e Heitor; Nirinho, Cabano, Guido, Hormar e Medina.
Escolhido de comum acordo deverá dirigir o encontro o árbitro José Carvalho, do quadro principal da F. R. G. F..
NOTA DO RENNER — Para o prélio de hoje em seu gramado, contra o Internacional, o Grêmio Esportivo Renner tomou as seguintes deliberações:
Direção Geral — Antônio Casaccia, presidente;
Rep. junto às autoridades — Oscar Kurtz;
Rep. junto à F. R. G. F. — Walter Reinaldo Koetz;
Rep. junto à Imprensa — Henrique Pernau;
Portões — Germano Manske, Adão Palma Dias e Daniel P. de Souza, auxiliados pelos tesoureiros do Internacional.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 221, 18 out. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/1369. Acesso em: 14 fev. 2026.

CITADINO 1947 - 2º TURNO - RENNER 0 X 2 INTERNACIONAL
Data: 18/10/1947
Local: Tiradentes - Porto Alegre (RS)
Renda: Cr$ 27.000,00
Juiz: José Carvalho
Gols: Tesourinha 18'/2 (I); Carlitos 35'/2 (I).
RENNER: Éverton; Pedro e Bedeuzinho; José, Badanha e Heitor; Cabana, Hormar, Guido, Ruy Motorzinho e Medina. Técnico: Gradim.
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Nena e Ilmo; Alfeu, Viana e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Fandiño e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.

O RENNER DEFINITIVAMENTE AFASTADO DO TURNO NEUTRO
POR 2 A 0, O INTERNACIONAL IMPÔS-SE AO RENNER — TESOURINHA E CARLITOS, OS GOLEADORES — HEITOR, A PRINCIPAL FIGURA DO GRAMADO — PÉSSIMO DESEMPENHO DE JOSÉ CARVALHO — OS ASPIRANTES DO INTERNACIONAL JÁ SÃO CAMPEÕES DA CIDADE — RENDA: 27.200 CRUZEIROS
Em prosseguimento ao campeonato da cidade, defrontaram-se, ontem, à tarde, no "Alçapão" da rua Sertório as equipes do Renner e do Internacional. O embate, que teve um transcorrer bastante movimentado, findou com a vitória do Internacional pela contagem de 2 a 0, com tentos de Tesourinha e Carlitos, respectivamente, aos 18 e 35 minutos da fase complementar. Com este resultado, o Renner ficou definitivamente afastado do turno neutro, ao qual, como é sabido, concorrerão só os primeiro 4 colocados. O Internacional deu mais um passo para a conquista do título máximo, além de conseguir reabilitar-se amplamente do revés de domingo passado frente ao Força e Luz.
As duas equipes formaram com a seguinte constituição: INTERNACIONAL: Ivo; Nena e Ilmo; Alfeu, Viana e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Fandiño e Carlitos. RENNER: Éverton; Pedro e Bedeu; José, Badanha e Heitor; Cabano, Hormar, Guido, Ruy e Medina. Na equipe do Internacional, as principais figuras foram Nena, Abigail, Tesourinha e Fandiño. Os demais não foram além de regulares. Alfeu e Carlitos foram os mais fracos em campo. No onze do Renner, em primeiro plano o médio Heitor que foi, sem dúvida, a principal figura do gramado. Por ordem de méritos seguiram-se: Badanha, Pedro, Bedeu, José, Medina e Guido.
Os demais, com altos e baixos, pouco produziram. A arbitragem esteve a cargo de José Carvalho, recentemente guindado ao quadro de primeira categoria. O seu desempenho foi bastante fraco, tendo incorrido em grande número de faltas.
Falhou lamentavelmente ao dar validade ao segundo tento do Internacional, de autoria do ponteiro Carlitos, já que este, ao receber de Abigail, ajeitou a esfera com a mão, sem que s. s. assinalasse a falta. Muitas outras faltas cometeu ainda o jovem apitador que deixam patente o quanto andou errada a FRGF quando o fez subir ao quadro de honra. No encontro preliminar, entre as equipes de aspirantes, voltou a vencer o Internacional, desta feita, por 5 a 0, sagrando-se assim campeão da cidade na respectiva categoria. A arbitragem esteve a cargo de Oscar Denovaro que se conduziu bastante mal, permitindo que campeasse livremente o jogo pesado. Prova disso é que o atacante Nati, do Renner, teve que ser levado ao Pronto Socorro para receber, "apenas", seis pontos num ferimento na cabeça. Tem-se nitidamente a impressão de que o quadro de árbitros da FRGF está necessitando de uma completa reestruturação! A renda atingiu a casa dos 27.200 cruzeiros, considerada boa, em face da tarde fria e garoenta que fez ontem.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 222, 19 out. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/1377. Acesso em: 14 fev. 2026.

12/10/1947 - Citadino 1947 - 2º turno - Força e Luz 3 x 2 Internacional

MAIS UMA RODADA DO CAMPEONATO GAÚCHO
PORTO ALEGRE, 10 (Asapress) — Com a realização de mais tres jogos, prosseguirá amanha e domingo o campeonato extra de profissionais da Federação Rio Grandense de Futebol, em sua penúltima rodada. Os jogos programados são os seguintes. — Amanhã, na Chácara das Camélias, Nacional X Renner. No estádio da Montanha, Cruzeiro X São José. Domingo, nos Eucaliptos, no seu gramado do Menino Deus, o Internacional, já com o título de campeão gaúcho de 47, receberá a visita do Corinthians Porto Alegrense, que ocupa o 2º posto.
Fonte: Diário de Notícias (RJ), n. 7658, 11 out. 1947, p. 12. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_02/35369. Acesso em: 14 fev. 2026.

 

INTERNACIONAL X FORÇA E LUZ, O GRANDE CHOQUE DESTA TARDE
O EMBATE SERÁ REALIZADO NO "ESTÁDIO" DA RUA SILVEIRO — A CONSTITUIÇÃO DAS EQUIPES — HOMERO CARVALHO SERÁ O ÁRBITRO
Em prosseguimento ao campeonato da cidade e completando a sexta rodada pelo segundo turno, deverão defrontar-se hoje à tarde, na tradicional "Chácara dos Eucaliptos" os categorizados esquadrões do Internacional e do Força e Luz. Promete o embate entre rajados e colorados um desenrolar bastante movimentado, pois ambas as equipes estarão integradas de todos os titulares, ostentando esplêndida forma. No encontro pelo primeiro turno, como todos devem estar lembrados, após noventa minutos de movimentada luta, os mesmos contendores desta tarde, com suas equipes obedecendo mais ou menos a mesma constituição, dividiram as honras, não tendo havido abertura de contagem. Não constituiu surpresa o resultado daquela porfia, embora para muitos o Internacional fosse apontado como franco favorito. Entretanto, o onze de Aparício Viana que, incontestavelmente, conta em seu meio com elementos de grande classe, já então era apontado como adversário respeitável. Hoje oferece-se ao onze rajado nova oportunidade de medir forças com o famoso "rolo compressor", e certo que tudo fará por aproveitá-la da melhor forma ponssível. Sabido é que o Força e Luz surgiu este ano com fundadas pretensões ao título máximo. É sobejamente conhecido o esforço desenvolvido pelo presidente Amirabile, que tudo fez por apresentar uma equipe capaz de realizar campanha meritória, chegando a importar, uma só vez, seis bons elementos do futebol bandeirante.
Nao foi feliz, porém, o onze capitaneado por Hugo; alguns insucessos já agora não lhe permitem qualquer pretensão com relação ao título máximo. Todavia, os rajados não perderam ainda as esperanças de concorrer ao turno neutro, que, como é sabido, só contará com o concurso dos quatro primeiros colocados. Além do Internacional, que já tem assegurado seu posto no aludido turno, outros quatro agarram-se com unhas e dentes para concorrerem ao mesmo. Grêmio, Cruzeiro, Força e Luz e Renner. Conclui-se que existem três vagas para quatro concorrentes, sendo evidente que destes quatro, um deverá ceder por fim. Resta saber quem cederá. Por isso, o embate desta tarde é de grande importância para o Força e Luz. De grande importância também para o Internacional que, com o título máximo e praticamente conquistado e, sem ter sofrido o dissabor de uma única derrota, espera chegar ao final da jornada com o honroso título de campeão invicto. Como se vê, a contenda desta tarde no "estádio" da Rua Silveiro promete um desenrolar interessante. Repleta de atrativos deverá fazer com que um grande público aflua ao local da sua realização.
As duas equipes, salvo possíveis modificações de última hora, deverão pisar o gramado assim constituídas:
INTERNACIONAL — Ivo, Nena e Ilmo; Alfeu, Viana e Abigall; Boris, Tesourinba, Adão, Villalba e Carlitos.
FORÇA E LUZ — Cláudio, Hugo e Sordi; Povonovo, Ernesto e Alegretti; Jerônimo, Nino, Fogoso, Ariovaldo e Nadir.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 216, 12 out. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/1329. Acesso em: 14 fev. 2026.

CITADINO 1947 - 2º TURNO - FORÇA E LUZ 3 X 2 INTERNACIONAL
Data: 12/10/1947
Local: Timbaúva - Porto Alegre (RS)
Público: 5.496 (2.211 pagantes).
Renda: Cr$ 17.316,00
Juiz: Homero Carvalho
Gols: Tesourinha 27'/1 (I); Detefon 33'/1 (F); Dorvalino 40'/1 (F); Villalba 11'/2 (I); Nadir 52'/2 (F).
FORÇA E LUZ: Cláudio; Hugo e Sordi; Povonovo, Ernesto e Alegretti; Jerônimo, Dorvalino, Detefon, Nino e Nadir. Técnico: Aparício Viana e Silva.
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Nena e Ilmo; Alfeu, Viana e Abigail; Boris, Tesourinha, Villalba, Fandiño e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.

Na capa da Folha da Tarde, destaque para o gol de Tesourinha.
Fonte: Súmulas Tchê
De cabeça, Villalba cumprimenta o goleiro Cláudio.
Fonte: Súmulas Tchê
O goleiro Ivo Winck não consegue segurar o chute de Nadir,
decretando a surpreendente vitória do Força e Luz.
Fonte: Súmulas Tchê
Tarde inesquecível para os rajados,
derrotando o até então invicto Internacional.
Fonte: Súmulas Tchê

Porto Alegre, 13 (Asapress) — No prélio ontem disputado entre o Internacional, que já detém o título de campeão do presente certame, e o Grêmio Esportivo Coríntians Porto Alegrense, vice-líder, o clube "colorado", perdeu o seu título de invicto, ao capitular pela contagem de 3x2. O desenrolar do encontro foi movimentadíssimo e disputado com o máximo ardor, mesmo pelo campeão, que neste caso procurava conservar o referido título. Isto, entretanto, não lhe foi possível, de vez que os "rajados", dispondo igualmente de um conjunto possante e formado por jogadores experimentados, soube anular o famoso "rolo compressor" e realizar a façanha de ser o derrubador do campeão.
Os gols do vencedor foram consignados por Detefon, Dorvalino e Nadir, enquanto Tesourinha e Villalba marcaram para o vencido. Os poucos aficionados que presenciaram este interessante encontro proporcionaram uma renda de apenas 17.616 cruzeiros.
A arbitragem de Homero de Carvalho pode ser considerada boa. A formação das equipes que estiveram em confronto no jogo principal foi a seguinte:
CORÍNTIANS — Cláudio, Hugo e Sordi; Povonovo, Ernesto e Alegretti; Jerônimo, Nino, Detefon, Dorvalino e Nadir.
INTERNACIONAL — Ivo, Nena e Ilmo; Alfeu, Viana e Abigail, Boris, Fandiño, Villalba, Tesourinha e Carlitos.
Fonte: Jornal do Commercio (RJ), n. 012, 13 out. 1947, p. 9. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_13/37484. Acesso em: 14 fev. 2026.

PORTO ALEGRE, 13 — Em jogo desinteressante, o Força e Luz suplantou o líder invicto Internacional pela contagem de 3 a 2. Para os vencedores marcaram Detefon, Dorvalino e Nadir, enquanto para os vencidos assinalaram Villaba e Tesourinha. O público foi diminuto, pois a renda atingiu a pequena quantia de 17.616 cruzeiros. A arbitragem esteve a cargo do sr. Homero Carvalho, cuja atuação foi boa.
Fonte: Jornal de Notícias (SP), n. 454, 14 out. 1947, p. 10. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/583138/4215. Acesso em: 14 fev. 2026.

POR 3 A 2, O FORÇA E LUZ DERROTOU O INTERNACIONAL
DETEFON, DORVALINO E NADIR ASSINALARAM OS TENTOS DO FORÇA E LUZ — TESOURINHA E VILLALBA OBTIVERAM OS TENTOS DO INTERNACIONAL — BOA ARBITRAGEM DE HOMERO CARVALHO — POR 2 A 0, O INTERNACIONAL VENCEU O ENCONTRO PRELIMINAR — RENDA: Cr$ 17.316,00
Não na que negar que o resultado do embate de domingo à tarde, entre as equipes representativas do Internacional e do Força e Luz, constituiu mais uma surpresa que se vai juntar às muitas já registradas na presente temporada.
Efetivamente, ninguém poderia supor que o onze do Internacional, líder absoluto do certame e que até então não conhecera o dissabor de uma derrota, fosse baquear frente ao onze do Força e Luz, embora para muitos o compromisso para os rubros fosse de difícil solução. Nós mesmos, em nossos comentários que antecederam o embate, reconhecíamos as qualidades da equipe preparada por Aparício Viana e Silva e vaticinavamos que os companheiros de Alfeu, para levarem a melhor, teriam que empregar-se a fundo. Entretanto, aconteceu precisamente aquilo que para muitos parecia quase impossível: o onze rajado, após noventa minutos de pugna, impôs-se ao seu forte antagonista por contagem ajustada. Foi justo e merecido sob todos os aspectos o feito dos transviários que na tarde de domingo escreveram, sem dúvida, uma das mais brilhantes páginas da vida do simpático grêmio presidido pelo conhecido desportista Frederico Amirabile. Não se pode afirmar que o embate tenha tido um desenrolar que agradasse plenamente; muito pelo contrário, constituiu-se num espetáculo bastante pobre de técnica. Houve, porém, grande disposição de parte dos jogadores em campo. A não ser nos vinte minutos iniciais, quando o esquadrão rubro exibiu um futebol algo aceitável o restante do prélio decorreu inteiramente despido de técnica, com bolas para frente; ataques em profundidade; algo semelhante com o futebol do tempo antigo — bolas sempre para a frente, muita correria e muito ardor, compensado com quase nada de verdadeiro futebol. Venceu, pois, a equipe que melhor aproveitou as oportunidades. Pela contagem de 3 a 2. o Força e Luz impôs ao Internacional o primeiro insucesso da temporada, roubando-lhe também o título honroso de esquadrão invicto, com o qual os rubros sonhavam chegar ao final do certame. Com o resultado do embate, ficou patente que a F. R. G. F. terá que realizar o turno neutro do qual só participarão os quatro primeiros colocados. Embora nada houvesse oficialmente deliberado, sabia-se que os presidentes dos demais concorrentes ao certame, caso o Internacional concluísse o segundo turno sem derrotas, proporiam a não realização do aludido turno, por julgarem-no desnecessário, pois não haveria mais hipótese dos rubros perderem o título máximo; entretanto, com o insucesso de anteontem tornou-se necessária a realização de mais um turno, ao final do qual será conhecido o onze campeão metropolitano.
A CONSTITUIÇÃO DAS EQUIPES E A MARCHA DO PLACAR
Força e Luz: Cláudio, Hugo e Sordi; Povonovo, Ernesto e Alegretti; Jerônimo, Dorvalino, Detefon, Nino e Nadir. Internacional: Ivo, Nena e Ilmo; Alfeu, Viana e Abigail; Boris, Tesourinha, Villalba, Fandiño e Carlitos.
O primeiro tento da tarde foi de autoria do insider Tesourinha, ao receber um passe de Boris. Tesourinha atirou forte; Hugo defendeu parcialmente, vindo a redonda ter novamente aos pés de Tesourinha que, com forte pelotaço, abriu a contagem. Aos 33 minutos, o F. e Luz empatou. Detefon, recebendo de Jerônimo, venceu a Ivo com um pelotaço indefensável. Aos 40 minutos coube a Dorvalino colocar o F. e Luz em vantagem no marcador. Detefon centrou; a defesa do Internacional ficou indecisa e o homem dos sete "instrumentos" do onze rajado não teve mais que fazer senão colocar o balão no arco de Ivo.
Aos 11 minutos do período complementar, o Internacional voltou a emparelhar, Tesourinha chutou forte; a bola beijou o travessão, oferecendo a Villalba a oportunidade de assinalar o segundo tento para o Internacional. O tento que garantiu a vitória ao Força e Luz surgiu aos 42 minutos e foi de autoria do winger Nadir, que se valeu de outra pixotada da defesa rubra, findando o prélio com a contagem de 3 a 2 a favor do Força e Luz.
A arbitragem esteve a cargo de Homero Carvalho, do quadro principal da F. R. G. F., que teve bom devempenho. Anulou um tento de Carlitos aos 24 minutos do período final, alegando impedimento do winger colorado.
Preliminarmente defrontaram-se as equipes de aspirantes, cabendo a vitória desta feita ao onze do Internacional pela contagem de 2 a 0.
A renda apurada foi de Cr$ 17.316,00.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 217, 14 out. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/1337. Acesso em: 14 fev. 2026.

05/10/1947 - Citadino 1947 - 2º turno - Grêmio 1 x 2 Internacional

GRÊMIO X INTERNACIONAL NA PRÓXIMA RODADA
PORTO ALEGRE, 24 (Asapress) — Estamos apenas a dois dias da última rodada do Campeonato Gaúcho de futebol e já todos os círculos esportivos da cidade se agitam em comentários e preparativos para o grande clássico de domingo próximo, entre Grêmio e Internacional, respectivamente, campeão estadual e líder invicto do presente certame. Em seus próprios domínios, no tradicional "Fortim" da Baixada, o Grêmio distanciado seis pontos do líder, jogará suas últimas esperanças. E desde ontem, os seus titulares se encoutram concentrados no "retiro" de Belém Novo. Os demais jogos, que possivelmente serão antecipados, põem em confronto, as equipes do Força e Luz e do Nacional e Renner x Cruzeiro.
Fonte: A Noite (RJ), n. 12678, 24 set. 1947, p. 16. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_04/48513. Acesso em: 14 fev. 2026.

DE IGUAL PARA IGUAL, O GRÊMIO ENFRENTARÁ HOJE O INTERNACIONAL, LÍDER INVICTO
Poucas horas apenas nos separam da realização de mais um clássico "Gre-Nal", embate máximo do nosso futebol, e único embate que consegue fazer vibrar o público esportivo da capital, que transporta em massa para locais de sua realizacão.
Hoje, à tarde, o tradicional "Fortim da Baixada" deverá tornar-se acanhado para conter o grande público que, por certo, ali afluirá.
Razões várias existem que deixam antever que o clássico desta tarde deverá superar quantos já foram realizados.
Há o natural entusiasmo que sempre se nota quando da realização do grande prélio.
Há tambem de parte de ambos os contendores grande interesse em vencer a pugna.
Os colorados que desejam ardentemente chegar ao final do certame sem uma única derrota. Os tricolores, que contam com escassas possibilidades de suceso com relação ao título máximo, vindos de três exibições pouco convincentes, e que por todos os meios buscarão reabilitar-se. Há, ainda, a considerar que a transferência do prélio de domingo passado para hoje, devido ao mau tempo, fez com que o público se mostrasse ansioso por um prélio sensacional e esta ansiedade será satisfeita logo mais, quando estarão frente a frente na tradiclonal "Baixada" os dois tradicionais adversários, as duas forças máximas do nosso futebol.
Os dois bandos, conforme já divulgamos, deverão pisar o gramado assim constituídos:
GRÊMIO: Júlio — Clarel e Danton; Jorge — Touguinha e Sanguinetti; Beroci - Hélio — Prego — Segura e Bentevi.
INTERNACIONAL: Ivo — Nena e Ilmo; Alfeu — Viana e Abigail; Tesourinha — Villalba — Adãozinho — Fandiño e Carlitos.
A arbitragem estará a cargo de José Carvalho, do quadro principal da FRGF.
Muito interessate deverá ser, também, o prélio de aspirantes, pois colorados e tricolores estão em igualdade de condições ao marcador. Cada um com apenas uma derota, deverão empregar-se a fundo para levarem a melhor, sabedores que são que o vencedor terá praticamente assegurado o título máximo.
NOTA OFICIAL DO GRÊMIO
Para o jogo de hoje, frente ao Internacional, foram tomadas as seguintes resoluções:
Direção geral: Presidente João Pibernat de Carvalho; Junto às altas autoridades e convidados de honra: Dr. Martin Aranha; Junto à FRGF: Francisco Gigante Balsano; Junto ao S. C. Internacional: Carlos Kunz; Junto à Imprensa escrita e falada: Engelke Filho; Portões a cargo de Cláudio A. Luce e Ary Gerhardt; Cadeiras no Pavilhão: Carlos Kuplich; Adel Blankenheim e Geraldo Linck; Direção de esportes: Major João N. Saraiva; Direção técnica: Luiz dos Santos Luz; Direção de campo: Jandir Carvalho; Policiamento: Otávio Fava.
Os sócios do Grêmio terão ingresso pelo portão central mediante à apresentação do recibo 9-10 e carteira social.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 210, 05 out. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/docreader/098230/1281. Acesso em: 14 fev. 2026.

CITADINO 1947 - 2º TURNO - GRÊMIO 1 X 2 INTERNACIONAL
Data: 05/10/1947
Local: Baixada - Porto Alegre (RS)
Renda: Cr$ 94.048,00
Juiz: José Carvalho
Gols: Carlitos, pênalti 21’/1 (I); Nena, contra 24’/1 (G); Villalba 4’/2 (I).
GRÊMIO: Júlio Petersen; Clarel e Danton; Jorge, Touguinha e Sanguinetti; Beroci, Hélio, Prego, Segura e Bentevi. Técnico: Luiz Luz.
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Nena e Ilmo; Alfeu, Viana e Abigail; Bóris, Tesourinha, Adãozinho, Villalba e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.

Em pé: Alfeu, Ivo Winck, Nena, Ilmo, Viana e Abigail.
Agachados: Tesourinha, Villalba, adãozinho, Carlitos e Bóris.
Fonte: 1909 em Cores

UM PÊNALTI DEU A O INTERNACIONAL A VITÓRIA NO GRE-NAL Nº 96
CARLITOS, CLAREL E VILLALBA OS GOLEADORES — BOM DESEMPENHO DE JOSÉ CARVALHO — VITÓRIA DO INTERNACIONAL NA PRELIMINAR — RENDA: Cr$ 94.048,00, RECORDE DE ARRECADAÇÃO NA BAIXADA
Vibrou intensamente o grande público que domingo, à tarde, compareceu ao tradicional "Fortim da Baixada" para presenciar a realização de mais um "Gre-Nal", incontestavelmente o espetáculo máximo do soccer metropolitano. O prélio que vinha sendo ansiosamente aguardado pelo púublico amante do futebol, teve um desenrolar bastante interessante e pode perfeitamente ser classificado como o melhor dos últimos tempos, constituindo-se realmente num autêntico clássico, já que superou, nitidamente, tanto em ardor como em entusiasmo e em combatividade todos os demais prélios realizados pelo certame máximo. Couberam as honras da tarde, mais uma vez, ao esquadrão do Internacional, que assim já tem praticamente assegurado o título máximo. O encontro teve duas fases distintas. A primeira, que pertenceu quase toda aos tricolores que aí, jogando a favor do forte vento reinante, dominaram seu antagonista nitidamente, chegando às vezes a envolvê-lo por completo. Nesta primeira fase, só contadas vezes os companheiros de Tesourinha chegaram até o último reduto tricolor. No período final, deu-se precisamente o contrário, o que, aliás, era previsto. Jogando agora a favor do vento, os pupilos de Volante passaram a predominar nas ações, exercendo nítido domínio finalmente contornado pelos locais que após se armarem, conseguiram equilibrar a contenda para chegarem ao final com visível superioridade territorial. O onze do Grêmio, na primeira etapa, desempenhou-se de maneira esplêndida com muito bom entendimento em suas linhas mormente a intermediária e a dianteira que foram os pontos altos. O trio final, pouco exigido no primeiro tempo, agigantou-se nos 45 minutos finais quando por vezes teve que desdobrar-se em atividade para desfazer as investidas dos atacantes vermelhos. A dianteira e a intermediária passaram a produzir menos no segundo tempo, quando alguns de seus integrantes demonstraram cansaço. Pode-se, porém, afirmar que o onze tricolor, embora derrotado por contagem mínima, conseguiu reabilitar-se plenamente, posto que, vindo de três exibições pouco convincentes, com duas inesperadas derrotas e um minguado empate frente ao último colocado, exibiu-se, domingo, de maneira elogiável. Quanto ao onze do Internacional, andou mais ou menos como seu antagonista. Teve no sexteto defensivo o setor mais sólido e eficiente, embora Nena, Viana e Abigail, mormente na primeira fase, se mostrassem pouco seguros, mesmo assim coube a este setor resistir as perigosas investidas dos comandados de Prego, não permitindo que estes tirassem partido da situação. A dianteira, que não contou com o concurso do insider Fandiño, formou com Tesourinha na meia direita, enquanto que Boris surgia na ponta-direita. Não tiveram, os atacantes rubros, oportunidade de exibir aquele seu virtuosismo, não só pelo bom desempenho da retaguarda tricolor, como ainda pelo pouco apoio que receberam da intermediária que, como foi dito, não produziu o que era lícito esperar.
A MARCHA DO PLACAR
O primeiro tento da tarde surgiu aos 21 minutos. Tesourinha recebeu falta de Jorge e Clarel na pequena área e o árbitro puniu o Grêmio com a penalidade máxima. Carlitos executou o tiro que partiu perfeito, assinalando o primeiro tento da tarde. Aos 24 minutos surgiu o tento de empate. Clarel, no centro do gramado, atirou alto em direção ao arco de Ivo; Nena e Prego tentaram disputar a bola e esta, após tocar a cabeça do zagueiro "colored", foi ter às redes, tendo antes raspado o travessão. Aos 49 minutos de jogo, Villalba, aproveitando uma defesa parcial de Júlio, que soqueara o couro, assinalou o tento que deu ao Internacional mais uma vitória no certame. As duas equipes formaram com a seguinte constituição: INTERNACIONAL — Ivo, Nena e Ilmo; Alfeu, Viana e Abigail; Boris, Tesourinha, Adãozinho, Villalba e Carlitos. GRÊMIO — Júlio, Clarel e Danton; Jorge, Touguinha e Sanguinetii; Beroci, Hélio, Prego, Segura e Benteví.
A ARBITRAGEM, PRELIMINAR E RENDA
A arbitragem esteve a cargo de José Carvalho, recentemente guindado ao quadro de juízes da primeira categoria. A renda do embate foi de Cr$ 94.048,00 que constituiu recorde de arrecadação no tradicional campo da "Baixada".
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 211, 07 out. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/docreader/098230/1289. Acesso em: 14 fev. 2026.

06/09/1947 - Citadino 1947 - 2º turno - Nacional-POA 1 x 5 Internacional

DECISÃO DO CAMPEONATO GAÚCHO DE FUTEBOL
PORTO ALEGRE, 4 (Asapress) — Será disputado, domingo, o clássico do futebol gaúcho, entre o Grêmio e o Cruzeiro, no estádio da Baixada. O Grêmio, campeão do Estado, jogará uma cartada séria, uma vez que, estando a três pontos aquém do Internacional, líder invicto, uma nova derrota o afastaria da conquista do bicampeonato. Por sua vez, o Cruzeiro caiu inesperadamente na última rodada por 6-0 ante o Internacional.
Nos demais jogos da rodada, o Internacional, como líder invicto e jogando em seu campo aparece como franco favorito diante do Nacional.
Enquanto isso, o Força e Luz e São José deverão realizar um jogo, também muito equilibrado e interessante, em vista da última "performance" dos "zequinhas", derrotando o Grêmio por 4-2, e da contundente derrota dos "zebrados", diante do Renner, por 5-1.
Fonte: Diário de Notícias (RJ), n. 7627, 05 set. 1947, p. 12. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_02/3480705. Acesso em: 14 fev. 2026.

[...] INTERNACIONAL X NACIONAL
[...] COLORADOS E NACIONALISTAS PORFIARÃO NO ESTÁDIO DA RUA SILVEIRO [...]
Com dois bons embates terá início, hoje, à tarde, a terceira rodada pelo segundo turno do campeonato da cidade, promovido pela Federação Rio Grandense de Futebol. No tradicional "estádio" colorado, no bairro do Menino Deus, medirão forças as turmas do Internacional e do Nacional, num prélio que, embora apresente o onze colorado como franco favorito, deverá assumir proporções interessantes e movimentadas.
As duas turmas, salvo possíveis modificações de úitima hora, pisarão o gramado assim constituídas:
INTERNACIONAL: Ivo, Nena e Ilmo; Alfeu, Viana e Abigail; Boris, Tesourinha, Adão, Villalba e Carlitos. NACIONAL: Munheco, Gasogênio e Saul; Gonzales, Fontoura e Brito; Carlinhos, Danilo, Valter, Manoelzinho e Jorge.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 186, 06 set. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/1079. Acesso em: 14 fev. 2026.

CITADINO 1947 - 2º TURNO - NACIONAL-POA 1 X 5 INTERNACIONAL
Data: 06/09/1947
Local: Chácara das Camélias - Porto Alegre (RS)
Renda: Cr$ 16.586,00
Juiz: Joaquim Rodrigues de Almeida, auxiliado por Aristeu Santos e Luís A. Manjeló.
Gols: Bóris 10’/1 (I); Vilallba 18’/1 (I); Tesourinha 30’/1 (I); Carlitos, pênalti 43’/1 (I); Villalba 1’/2 (I); Jorge 8’/2 (N).
NACIONAL-POA: Munheco; Gasogênio e Saul; Marçal, González e Brito; Carlinhos, Danilo, Valter, Fontoura e Jorge. Técnico: Teté.
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Nena e Ilmo; Alfeu, Viana e Abigail; Bóris, Villalba, Adãozinho, Tesourinha e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.

O INTERNACIONAL PASSOU FOLGADAMENTE PELO NACIONAL
5 A 1 NA PRINCIPAL E 3 A O NA PRELIMINAR — BORIS, VILALBA (2), TESOURINHA, CARLITOS E JORGE, OS GOLEADORES — O NACIONAL "VÍTIMA" DE UM PÊNALTI DOS TAIS QUE "SÓ SE APITAM CONTRA OS PEQUENOS"... — RENDA CONSIDERADA ÓTIMA: Cr$ 16.586,00
O público numeroso que lotou as dependências da "Chácara das Camélias" assistiu, à tarde de ontem, um embate bastante disputado, uma vez que o voluntarioso onze do "Ferrinho" fez valer o seu "sangue" já tradicional toda vez que enfrenta o "Rolo Compressor".
Jogando um primeiro tempo onde andou sempre dominado, mas reagindo brilhantemente na fase derradeira, o Nacional conseguiu aí equilibrar a contenda, embora já o Internacional tivesse praticamente assegurada a vitória. Do bando vencedor, os melhores, sem dúvida, foram Adãozinho, no ataque; Alfeu e Viana na defesa.
No bando vencido, Munheco fez jogadas espetaculares, convindo ainda salientar, pelo labor, Marçal, Saul e Brito; na linha, os melhores foram Danilo, Válter e Jorge.
As duas equipes formaram com a seguinte constituição:
INTERNACIONAL: Ivo; Nena e Ilmo; Alfeu, Viana e Abigail; Boris, Villalba, Adãozinho, Tesourinha e Carlitos. NACIONAL: Munheco; Gasogênio e Saul; Marcal, Gonzalez e Brito; Carlinhos, Danilo, Valter, Fontoura e Jorge.
Aos 10 minutos da fase inicial Boris iniciava a contagem, aproveitando um momento em que o arco de Munheco se encontrava desguarnecido. Oito minutos após, isto é, aos 18, Villalba fulminava o arqueiro nacionalista, de cima, aproveitando muito bem um passe de Adãozinho que se infiltrara pela direita. Aos 30 minutos, durante um entrevero dentro da área, Munheco chutou violentamente tendo a bola retrucado em Tesourinha e se aninhado no fundo das redes: 3 a 0. Decorriam 43 minutos da fase inicial, quando Marçal, que corria para aliviar um perigoso avanço colorado, resvala no terreno, tocando, ao cair, involuntariamente, com a mão na bola. Juca, com rigorismo que muito
bem conhecemos de certos juízes contra os "pequenos", não teve dúvidas: puniu o Nacional com pena máxima que, batida por Carlitos, redundou no tento nº 4 do Internacional.
Na segunda fase vimos o Internacional cair mais na defensiva, poupando-se seus homens, do que se aproveitou o Nacional para pressionar e equilibrar o embate. Nessa fase, mais dois tentos foram assinalados, um para cada bando, por intermédio de Villalba e Jorge, respectivamente ao 1º minuto e aos 8.
Preliminarmente jogaram as equipes de aspirantes, vencendo o Internacional por 3 a 0. Juiz: Ivo Tavares, de boa arbitragem.
Joaquim Rodrigues de Almeida, o popular Juca, andou com altos e baixos, sempre displicente, puniu o Nacional com um pênalti que, estamos certos que s. s. não apitaria contra nenhum "grande". Foi rigoroso numa falta involuntária de Marçal e andou erroneamente assinalando pênalti, uma vez que aquele jogador tocara na bola, involuntariamente, quando caía.
A renda atingiu a apreciável importância de Cr$ 16.586,00.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 187, 07 set. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/1087. Acesso em: 14 fev. 2026.

31/08/1947 - Citadino 1947 - 2º turno - Cruzeiro-RS 0 x 6 Internacional

CRUZEIRO X INTERNACIONAL, O EMBATE-SENSAÇÃO DA TARDE DE HOJE
A rodada do certame metropolitano ontem surpreendentemente iniciada com os jogos S. José x Grêmio e Renner x Força e Luz, hoje findará na "Colina Melancólica" com o primeiro clássico do returno: Cruzeiro x Internacional. Ambos os contendores estão em forma para o embate sensação que se apresenta de difícil prognóstico para os "entendidos", principalmente depois dos resultados ontem verificados no Passo da Areia e na rua Sertório...
O Internacional deverá se exibir com sua costumeira constituição, isto é: Ivo; Nena e llmo; Alfeu, Viana e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Fandiño e Carlitos. O Cruzeiro deverá apresentar o seguinte onze: Borracha; Gaúcho e Juvenal; Ferrari, Laerte e Clóvis; Luizinho, Buchelli, Valdir, Saladuro e Joelci.
Na arbitragem funcionará Foguinho, aliás, o árbitro que melhor desempenho vem tendo na presente temporada.
Vigorarão os seguintes preços:
Cadeiras numeradas — Cr$ 50,00; Pavilhão, 15,00; Geral, 10,00; Meio pavilhão, 8,00; Meia geral 6,00 e Colegiais fardados, 3,00.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 181, 31 ago. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/1039. Acesso em: 14 fev. 2026.

CITADINO 1947 - 2º TURNO - CRUZEIRO-RS 0 X 6 INTERNACIONAL
Data: 31/08/1947
Local: Montanha - Porto Alegre (RS)
Renda: Cr$ 53.882,00
Juiz: Oswaldo Rolla
Gols: Bóris 40s/1 (I); Carlitos 20’/1 (I); Villalba 26’/1 (I); Tesourinha 20’/2 (I); Villalba 27’/2 (I); Carlitos 45’/2 (I).
CRUZEIRO-RS: Borracha; Gaúcho e Juvenal; Ferrari, Laerte e Clóvis; Valdir, Saladuro, Buchelli, Luizinho e Joeci.
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Nena e Ilmo; Abigail, Viana e Alfeu; Bóris, Tesourinha, Adãozinho, Villalba e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.

APLASTANTE A DERROTA DO CRUZEIRO FRENTE AO INTERNACIONAL: 6 A 0
EM NENHUM MOMENTO O CRUZEIRO FOI ADVERSÁRIO TEMÍVEL AO ROLO COMPRESSOR — VILLALBA 2, CARLITOS 2, TESOURINHA E BORIS, OS GOLEADORES — POR 2 A 1 OS COLORADOS TAMBÉM VENCERAM O ENCONTRO PRELIMINAR — ÓTIMO DESEMPENHO DE FOGUINHO — A RENDA FOI DE Cr$ 52.882,00 — TRÊS EXPULSÕES NA PRELIMINAR
A rodada final dos jogos programados para a semana finda desenrolou-se domingo último, na "Colina Melancólica", com o jogo Cruzeiro e Internacional, sagrando-se vencedor o famoso "Rolo Compressor", por um escore contundente, aplastante mesmo e que bem espelha a ação harmoniosa do bando de Volante, que se exibiu numa tarde de gala, fazendo praça de um virtuosismo que empolgou o grande público presente ao estádio dos irmãos Di Primio.
Note-se que esse "academismo", esse jogo "bordado" que apresentou o onze vencedor em nada prejudicou o placar que, paulatinamente, soube construir o clube presidido pelo dr. Paulino de Vargas.
Todos os homens que integram o esquadrão mais famoso do futebol sul-brasileiro atuaram dentro de um mesmo plano, até mesmo Alfeu que atuou apesar do falecimento de uma pessoa da família e, por isso mesmo, podia ter jogado algo apaticamente, saiu-se muito bem, reprisando mais uma atuação de gala. Ivo pouco empregado, mas as poucas vezes que foi chamado a intervir, sempre em momentos dificílimos, cumpriu ótima performance, o mesmo acontecendo e com os demais elementos da defensiva: Nena, Ilmo, Alfeu, Viana e Abigail. A linha atacante colorada fez a mais convincente exibição do certame, trabalhando harmoniosamente desde o instante inicial da peleja. Boris, Villalba, Adãozinho, Tesourinha e Carlitos, foram os heróis dessa jornada memorável para o Internacional. Só aplausos merece quem sabe atuar da maneira que se exibiram, à tarde de domingo, os atacantes colorados, cuja maior virtude foi a mobilidade, vibratilidade, espírito de luta e alto virtuosismo.
Os rapazes do Cruzeiro, embora vencidos de maneira convincente esboçaram uma reação que se estendeu pelos primeiros 10 minutos da fase derradeira. Depois disso voltou o Internacional a pressionar, fazendo com que o placar sofresse várias mutações até chegar na casa dos 6... Mas a verdade manda que se diga que os rapazes do Cruzeiro — embora vencidos por tão alta contagem — foram adversários dignos da contenda: receberam o revés com alto espírito de esportividade, foram leais e isso é o bastante para quem sabe perder, abandonando com honra o campo da luta.
AS EQUIPES
As equipes disputantes assim pisaram o gramado: CRUZEIRO — Borracha, Gaúcho e Juvenal; Ferrari, Laerte e Clóvis; Luizinho, Buchelli, Valdir, Saladuro e Joelci. INTERNACIONAL — Ivo, Nena e Ilmo; Alfeu, Viana e Abigail; Boris, Villalba, Adãozinho, Tesourinha e Carlitos.
MARCHA DO PLACAR
Aos 40 segundos, mal o couro fora movimentado, já Boris, em bonita e rápida escapada concretiza o tento nº 1 do Internacional, num potentíssimo chute enviesado que deixou Borracha fora de ação. Vinte minutos após Tesourinha e Adãozinho invadem a área, espetacularmente concluindo o "Negrinho do Pastoreio" com um chute que encontrou defesa na trave. Carlitos que vinha na corrida não teve dúvidas: aninhou o couro no fundo das redes do arco cruzeirista. Quatro minutos após, isto é, aos 26, Villalba, de cabeça, consignava o tento nº 3 dos colorados. Na fase derradeira, aos 65 minutos da contenda, Tesourinha aproveitando-se duma escrimage dentro da área, cabeceia para dentro do gol. A bola bate no travessão central, por baixo, vindo até o solo, Gaúcho ainda defende, mas Foguinho colocado em posição previlegiada já assinalara o tento. Aos 72 minutos, Villalba consignava mais um tento para o Internacional, o 5º, aproveitando-se de um passe de Adãozinho. Carlitos encerrou a contagem avantajada da tarde de domingo, concluindo dentro do arco de Borracha um passe de Adãozinho.
JUIZ, RENDA E PRELIMINAR
Foguinho foi um árbitro honesto, que soube conduzir o jogo com acerto. Pequenas falhas no meio do gramado, sem importância para o resultado do cotejo, foram os erros sem importância em que incorreu o nosso juiz nº 1, cuja atuação classificamos de ótima.
No encontro preliminar, entre aspirantes do Internacional e do Cruzeiro, venceu o onze colorado pelo apertado escore de 2 a 1. Dominguinhos, Zizinho e Lauro Só foram, quase ao final do encontro, expulsos pelo árbitro Danilo Mutti, de fraca atuação.
A renda, ótima, para a tarde nublada e ameaçadora que fazia, foi de Cr$ 52.882,00.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 182, 02 set. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/1047. Acesso em: 14 fev. 2026.

PORTO ALEGRE — O jogo Internacional vs. Cruzeiro conseguiu reunir grande assistência, que, entretanto, não saiu satisfeita com o desenrolar do mesmo, uma vez que o Internacional não precisou se empregar a fundo para vencer pela alta contagem de 6 a 0. Nos primeiros 45 minutos marcaram Boris, Carlitos e Villalba, tendo Tesourinha, Villalba e Carlitos consignado no período derradeiro os outros três tentos.
Os quadros foram os seguintes: Internacional — Ivo; Nena e Ilmo; Abigail, Viana e Alfeu; Boris, Tesourinha, Adãozinho, Villalba e Carlitos. Cruzeiro — Borracha; Gaúcho e Juvenal; Ferreira, Laerte e Clóvis; Waldir, Saladura, Buchelli, Luizinho e Joelci.
Fonte: Jornal de Notícias (SP), n. 418, 02 set. 1947, p. 8. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/583138/3837. Acesso em: 14 fev. 2026.