29/06/1947 - Citadino 1947 - 1º turno - Internacional 2 x 0 Cruzeiro-RS

INTER-CRUZ
O clássico que reúne todas as atenções, entre os três jogos de hoje
NA BAIXADA PRELIARÃO GRÊMIO X SAO JOSÉ — NA TIMBAÚVA, RENNER X FORÇA E LUZ E, NOS FUCALIPTOS, INTERNACIONAL X CRUZEIRO — CONSTITUIÇÃO DAS EQUIPES — INCERTA A PRESENÇA DE VILLALBA NO ATAQUE COLORADO
A forte chuva que começou a castigar a cidade desde o meio-dia de ontem, não permitiu que se realizassem os dois jogos programados para hoje e que as partes interessadas, em boa hora, haviam deliberado antecipar para ontem.
Assim é que, em face de tal circunstância imprevista, sem dúvida, aqueles dois embates serão realizados hoje, juntamente com o clássico "Inter-Cruz". — O que é certo é que, com tal transferência aumentou em muito a curiosidade do fã, ansioso por assistir seu espetáculo favorito e hoje, caso o tempo o permita, terá ocasião de escolher, pois teremos nada menos que três interessantes partidas. Sem dúvida que a mais interessante será aquela que, no estádio dos Eucaliptos reunirá as categorizadas equipes do Internacional e do Cruzeiro, o clássico número dois do nosso futebol.
Os outros prélios, embora sem oferecer os atrativos que oferece o prélio entre rubros e alvi-azuis, nem por isso deixarão de interessar, prometendo também agradarem plenamente. [...]
Nos Eucaliptos
Finalmente, no estádio dos colorados, no Menino Deus, teremos o clássico Internacional x Cruzeiro que, incontestavelmente, apresenta-se como o mais interessante da rodada, pois estarão frente a frente duas equipes das mais completas do Estado.
O onze do Cruzeiro, que vai a campo com sua equipe completa e ostentando esplêndido preparo individual e coletivo, sem nenhum problema com que se preocupar, goza de certo favoritismo, uma vez que seu antagonista, já com um sério problema em sua intermediária, tem ainda certas dúvidas quanto à constituição de sua dianteira. Segundo tudo indica, Abigail deverá ocupar o claro deixado por Ávila. Se assim acontecer terá Viana e Ilmo nas duas asas.
Sem dúvida, uma boa intermediária. Na dianteira, não é certa a presença de Villalba, o enplêndido insider argentino, com um pé em precárias condições. Além disso há a considerar que Fandiño, não estando com sua situação de estrangeiro legalizada, por certo será substituído por Elizeu.
Como se vê, enquanto que lá pela "Montanha" tudo é azul; lá pelos "Eucaliptos" parece haver certos problemas de difícil solução. Entretanto, sabem os colorados da grande responsabilidade que lhes pesa sobre os ombros e por isso não há que duvidar, saberão resolver os problemas da melhor maneira possível. O que é certo é que o embate, como sempre acontece, deverá redundar em espetáculo de primeira classe. As duas turmas possivelmente formarão com a seguinte constituição:
INTERNACIONAL: Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Abigail e Ilmo; Tesourinha, Villalba (ou Rebolo), Adão, Elizeu e Carlitos.
CRUZEIRO: Romeu, Gaúcho e Juvenal; Laerte, Armando e Clóvis; Luizinho, Saladuro, Waldir, Wilson e Lombardini.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 128, 29 jun. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/627. Acesso em: 14 fev. 2026.

P. Alegre, 30 (Asapress) — Os jogos programados na tabela do certame oficial de futebol da divisão de profissionais para última rodada apresentar-se os seguintes resultados: O Internacional impôs-se ao seu maior adversário, o Cruzeiro, por 2 tentos a zero, ambos conquistados na primeira fase por intermédio de Adãozinho e Fandiño. A constituição das equipes foi a seguinte:
INTERNACIONAL — Ivo, Nena e Ilmo, Abigail, Viana e Alfeu, Tesourinha, Villalba, Adaãozinho, Fandiño e Carlitos.
CRUZEIRO — Borracha, Gaúcho e Juvenal, Laerte, Armando e Clóvis, Luizinho, Saladuro, Vílson e Lombardini.
Fonte: Jornal do Commercio (RJ), n. 228, 30 jun. 1947, p. 9. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_13/36097. Acesso em: 14 fev. 2026.

CITADINO 1947 - 1º TURNO - INTERNACIONAL 2 X 0 CRUZEIRO-RS
Data: 29/06/1947
Local: Eucaliptos - Porto Alegre (RS)
Renda: Cr$ 53.757,00
Juiz: Oswaldo Rolla
Gols: Adãozinho 1’/1 (I); Fandiño 15’/1 (I).
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Ilmo e Nena; Viana, Alfeu e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Fandiño e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.
CRUZEIRO-RS: Borracha; Gaúcho e Juvenal; Laerte, Armando e Clóvis; Luizinho, Saladuro, Valdir, Vílson e Lombardini.

FUTEBOL GAÚCHO
PORTO ALEGRE, 30 (Asapress) — No principal jogo da rodada de ontem do certame local de futebol, o Internacional derrotou o Cruzeiro por dois tentos a zero, placar construído no primeiro tempo por Adãozinho e Fandiño.
Os resultados das duas outras partidas foram os seguintes: Força e Luz 1 vs. Renner 1; Grêmio 3 vs. São José 2.
Fonte: Correio Paulistano (SP), n. 27986, 01 jul. 1947, p. 8. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_09/33596. Acesso em: 14 fev. 2026.

O CRUZEIRO NÃO FOI ADVERSÁRIO PARA O INTERNACIONAL, DOMINGO
EMBORA NAO AGINDO EM TODA A PLENITUDE DO SEU PODERIO, A DIANTEIRA COLORADA ASSINALOU 2 TENTOS — ARMANDO, UM "BLUFF" QUE CUSTOU CARO AO CRUZEIRO... — ALFEU, VIANA E ABIGAIL, UM TRIO MÉDIO QUE CONVENCEU — FOGUINHO CUMPRIU BOA ARBITRAGEM — RENDA: Cr$ 53.757,00
Ninguém, a rigor e agindo conscientemente podia apontar a equipe colorada como favorita do encontro travado à tarde de domingo último, nos Eucaliptos.
Duas razões bastante poderosas para isso contribuíram: apresentar os alvi-azuis o seu onze em toda a plenitude, com toda a sua pujança e, segundo, atuar o colorado em precárias situações, com modificações de última hora que, para muitos só o fracasso podia trazer para a equipe preparada por Volante.
Tal entretanto não se deu! O que vimos foi um ataque colorado ágil, vibrátil, infiltrador (no primeiro tempo) aproveitando as mínimas falhas do adversário que, tomado de surpresa, se viu envolvido todo o primeiro tempo da contenda. Na fase derradeira, quando o Cruzeiro colocou Laerte no centro da linha média, reacionando de maneira quase que convincente, jé era tarde... O escore construiído na etapa inicial seria o mesmo com que findaria o encontro para gaudio da grande legião internacionalista.
Dos 22 jogadores em campo, do Cruzeiro apenas merecem destaque pelo labor incessante com que se empreparam, evitando uma maior debacle do seu onze, Juvenal — sem dúvida o mais precioso elemento vindo do interior nos últimos tempos, — Laerte, Clóvis, pela marcação perfeita que sempre soube impôr a Tesourinha, Borracha — muitas vezes empresado e vazado com dois "golaços" indubitavelmente indefensáveis.
Os demais do quadro preparado pelo "Professor" andaram com altos e baixos, convindo notar que se salientaram muito mais nos "baixos"... Armando, então, foi de uma atueção abaixo de medíocre. Não convenceu em nenhum instante da peleja e se no encontro contra o Nacional tivera atuação fraca, domingo culminou com uma atuação desastrosa. Não é elemento para atuar numa equipe de categoria como a do Cruzeiro.
Dos vencedores, não é ilícito, honestamente, condenar os pontos fracos, uma vez que se sabe das dificuldades que enfrentou o Internacional. Mesmo a linha de ataque que constituiu o ponto mais fraco, não se pode criticar, pois é sabido que dois de seus homens — Villalba e Fandiño — atuaram em precárias condições físicas. Tesourinha, já é tradicional, não sabe ou não pode se desvencilhar da marcação de Clóvis.
Vê-se, assim, que apenas dois homens da linha, a rigor, atuaram dentro de suas características normais: Adãozinho e Carlitos, este último, por vezes desperdiçando ótimas oportunidades. O trio médio do Internacional, o ponto nevrálgico da equipe colorada, foi de uma atuação impecável, tanto na fase inicial quando apoiou eficientemente o ataque, como na fase derradeira, quando suportou valentemente a pressão cruzeirista. Alfeu, Viana e Abigall cumpriram, pois, ótima performance. Nena e Ilmo, na zaga, secundaram a atuação convincente dos médios, aparecendo ainda com destaque o guardião Ivo, autor de algumas defesas de vulto.
Os tentos do Internacional foram consignados no primeiro tempo, obra de Adãozinho e Fandiño, aos 1 min e 15 segundos e aos 21 minutos, respectivamente.
No encontro de aspirantes o Internacional também sagrou-se vencedor, pelo escore mínimo, convindo notar que o Cruzeiro na etapa derradeira atuou com 9 homens, uma vez que Lauro e Osvaldo Só foram expulsos do gramado: Lauro por ter agredido a ponta-pés o árbitro Ivo Tavares. Oswaldo por jogo violento, tendo atingido Boris no peito em uma jogada que nos pareceu legal e destituída da intenção proposital de machucar o atacante colorado.
Foguinho, no embate principal, voltou a reprisar uma atuação meritória, conduzindo com acerto os 90 minutos. Ivo Tavares, na preliminar, conduziu-se dentro de suas normais características, isto é, atuou fracamente.
A renda, levando-se em conta que mais dois jogos eram realizados à tarde de domingo, pode se considerar elevada, uma vez que montou em Cr$ 53.757,00.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 129, 01 jul. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/635. Acesso em: 14 fev. 2026.

FUTEBOL GAÚCHO
PORTO ALEGRE, 3 (Asapress) — Prosseguirá sábado o campeonato da cidade, com os jogos Força e Luz x São José e Internacional x Nacional.
O principal jogo de domingo será travado entre o Grêmio e o Cruzeiro.
Fonte: Correio Paulistano (SP), n. 27989, 04 jul. 1947, p. 9. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_09/33633. Acesso em: 14 fev. 2026.

21/06/1947 - Citadino 1947 - 1º turno - São José-RS 1 x 11 Internacional

INTERESSE DOS MEIOS ESPORTIVOS PELA RODADA INICIAL
TODAS AS SEIS EQUIPES DISPUTANTES EM GRANDE FORMA — [...] A CONSTITUIÇÃO PROVÁVEL DAS EQUIPES
Com duas interessantes partidas terá inicio amanhã, à tarde, o Campeonato Metropolitano de 1947, promovido pela Federação Rio Grandense de Futebol. As duas pugnas marcadas para a tarde de amanhã, por força do carnê, deveriam ser realizadas domingo, entretanto, as partes interessadas, de comum acordo, resolveram, em boa hora, antecipá-las para amanhã. Fica assim, para a tarde de domingo, um único jogo, justamente aquele que todo o público esportivo da capital anseia por ver.
S. JOSÉ X INTERNACIONAL
No esplêndido gramado do São José, no fim da linha da Floresta, preliarão as turmas do São Jose e do Internacional. As duas turmas, segundo tudo indica, formarão com a seguinte constituição:
S. JOSÉ: Edmundo, Nilo e Repolho; Ivo, Tibica e Gomes; Polaco, Rui Macedo, Sadi, Elpídio e Rony.
INTERNACIONAL: Ivo, Alfeu e Nena; Abigail, Viana e Ilmo; Tesourinha, Villalba, Adão, Elizeu e Carlitos.
O prélio entre zequinhas e rubros promete oferecer desenrolar bastante movimentado e interessante, e dificil será prognosticar quem seja o vencedor, embora para os entendidos o Internacional conte com as honras de favorito, mercê de suas últimas exibições e ainda porque conta em sua equipe com um maior número de valores individuais, além de contar com bom estado de treinamento. Quanto aos zequinhas, como é notorio, costuma superar em ardor e entusiasmo a técnica dos adversários tidos como favoritos.
Tudo, pois, faz prever que o choque de amanhã no "estádio" dos "santos" será dos mais interessantes de quantos já foram realizados neste início de temporada.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 120, 20 jun. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/563. Acesso em: 14 fev. 2026.

VAI INCIAR-SE, HOJE, O CAMPEONATO OFICIAL DE 1947
Dos três jogos que constituem a primeira rodada do campeonato oficial de 1947, e que deveriam ser realizados domingo, dois, em boa hora foram antecipados para a tarde de hoje. São José e Internacional preliarão no estádio do fim da linha da Floresta.
Cruzeiro e Nacional estarão na "colina" e, finalmente, amanhã, no "alçapão", estarão em confronto os categorizados esquadrões do Renner e do Grêmio.
S. JOSÉ X INTERNACIONAL
No esplêndido reduto do Passo da Areia preliarão zequinhas e colorados em busca dos dois primeiros pontos.
Este prélio devera resultar bastante interessante, visto que estarão em confronto dois adversários tradicionais, e que sempre que se defrontam costumam oferecer bons espetáculos pelo ardor e combatividede com que se empregam os vinte e dois jogadores em campo. Naturalmente que o onze do Internacional vai a campo com as honras de favorito, para tal afirmar baseiam-se os entendidos no fato de contar o onze rubro com um maior número de valores individuais. Entretanto, os zequinhas se bem que, inferiorizados neste ponto, nem por isso devem constituir presa fácil, pois é tradicional o sangue com que se atiram a luta, obrigando o adversário a empregar todos os recursos para levar a melhor. É, pois, indiscutível que o prélio entre alvos e rubros deverá agradar plenamente. As duas equipes deverão formar com a seguinte constituição: INTERNACIONAL: Ivo, Castro e Nena; Viana, Tábua e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adão, Elizeu e Carlitos, S. JOSÉ: Edmundo; Nilo e Repolho; Ivo, Tibica e Gomes; Polaco, Macedo, Sadi, Elpídio e Roni. A arbitragem estará a cargo de Joaquim Rodrigues de Almeida, o popular Juca do quadro principal da F. R. G. F..
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 121, 21 jun. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/571. Acesso em: 14 fev. 2026.

CITADINO 1947 - 1º TURNO - SÃO JOSÉ-RS 1 X 11 INTERNACIONAL
Data: 21/06/1947 
Local: Passo d’Areia - Porto Alegre (RS)
Renda: Cr$ 11.171,00
Juiz: Joaquim Rodrigues de Almeida
Gols: Elizeu 6’/1 (I); Adãozinho 20’/1 (I); Tesourinha 30’/1 (I); Elizeu 38’/1 (I); Elizeu 42’/1 (I); Carlitos 44’/1 (I); Elizeu 9’/2 (I); Polaco 10’/2 (S); Tesourinha 23’/2 (I); Elizeu 35’/2 (I); Villalba 37’/2 (I); Carlitos 42’/2 (I).
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Alfeu e Nena; Viana, Táboa e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Elizeu e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.
SÃO JOSÉ-RS: Edmundo; Luiz e Repolho; Ivo, Tibica e Aldeia; Polaco, Rui Macedo, Sadi, Doca e Roni. Técnico: Luiz Luz.

ARRASADO EM SEU PRÓPRIO REDUTO O ONZE ZEQUINHA: 11 A 1!
ESCORE SURPRESA CONSTRUIU O INTERNACIONAL FRENTE AO S. JOSÉ
ELIZEU ASSINALOU NADA MENOS QUE 5 TENTOS! — O TENTO DE HONRA DOS ZEQUINHAS, OBRA DE POLACO — JUCA DEIXOU CORRER O JOGO PESADO — RENDA: Cr$ 11.171,00
Sem dúvida que o resultado do prélio de ontem, à tarde, no Passo da Areia, entre as equipes do Internacional e do São José, resultou na primeira surpresa do certame ontem iniciado. Não que houvesse dúvidas quanto ao vencedor do embate, pois o Internacional era realmente apontado como franco favorito, entretanto, a ninguém era lícito esperar que o esquadrão zequinha se deixasse abater pela aplastante contagem de 11 a 1! Isto por que o esquadrão preparado por Luiz Luz sempre teve como caraterística, ardor e combatividade. Ontem, porém, nada disso foi visto na equipe alva que, desde os instantes iniciais deixou-se envolver completamente. Todos os setores do onze zequinha falharam lamentavelmente, exibindo-se de maneira verdadeiramente decepcionante. Enquanto isso, o onze preparado por Volante realizava uma exibição bastante vistosa, tirando partido da fraca atuação dos contrários. A fácil vitória alcançada, como foi dito, deve-se ao fato do São José em momento algum ter oferecido resistência, entregando-se por completo. Daí o terem os comandados de Alfeu construído um placar maiúsculo, dos maiores dos últimos tempos. O onze colorado apresentou-se com uma vanguarda que primou pela mobilidade e pelos deslocamentos com cargas sempre bem conduzidas. A intermediária, exceção de Tábua, que ainda desta vez não convenceu, embora ontem tenha atuado lesionado durante grande parte da pugna; os demais, Viana e Abigail conduziram-se com acerto, mormente Viana, que foi um das grandes figuras do gramado. O trio final apresentou os dois zagueiros em situação destacada, enquanto que Ivo, pouco empregado, não teve ocasião de luzir, meamo assim, nas poucas vezes em que foi chamado a intervir, saiu-se bem.
A constituição das equipes:
INTERNACIONAL: Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Tábua e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adão, Elizeu e Carlitos.
S. JOSÉ: Edmundo, Luiz e Repolho; Ivo, Tibica e Aldeia; Polaco, Rui Macedo, Sadi, Doca e Roni.
A marcha do placar
Os tentos do Internacional foram obtidos na seguinte ordem: Aos 6 minutos Elizeu recebendo de Adão abriu a contagem. Aos 20, Adão, em belo estilo aumentava para 2. Aos 30, Tesourinha consignou o terceiro tento, de bonita feitura. Elizeu, aos 38, decretava a quarta queda do arco zequinha. E, novamente, aos 42, o mesmo Eliseu obtinha o quinto contraste. Quase ao finalizar a primeira etapa, isto é, aos 44 minutos, Carlitos consignava o sexto tento do Internacional aproveitando uma defesa parcial de Edmundo.
No período derradeiro, aos 9 minutos, Elizeu, o scorer da tarde, obtinha o 7º tento colorado. Um minuto após, Polaco consignava o tento de honra para o São José. Tesourinha, aos 23 minutos, assinalou para o Internacional o oitavo tento. O nono contraste colorado foi obtido aos 35 minutos e foi de autoria de Elizeu. Dois minutos após, Villalba, o único que até então não havia se acertado com o marcador, consignava o décimo tento rubro. Finalmente, aos 42, Carlitos encerrou a contagem da tarde marcando o undécimo ponto para o Internacional, terminando assim a peleja com o desconcertante resultado de 11 a 1.
A arbitragem esteve a cargo de Joaquim Rodrigues de Almeida, cujo desempenho foi apenas regular, pois s. s. permitiu que, em algumas ocasiões, campeasse o jogo pesado.
No encontro entre as turmas de aspirantes, o onze zequinha campeão do "Extra" com surpresa foi derrotado pela contagem de 3 a 1. Arbitrou a preliminar Guilherme Sroks que se conduziu com acerto. A renda foi de Cr$ 11.171,00.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 122, 22 jun. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/579. Acesso em: 14 fev. 2026.

EM PORTO ALEGRE
1º lugar Internacional, Cruzeiro e Grêmio, 0 p. perdido; 2º lugar Renner, São José e Nacional, 2 p. perdidos.
Fonte: O Combate (MA), n. 4210A, 25 jun. 1947, p. 4. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/763705/14242. Acesso em: 14 fev. 2026.

08/06/1947 - Torneio Extra 1947 - Internacional 1 x 2 Renner

INTERNACIONAL x RENNER
FORMARÃO COMPLETAS AS DUAS EQUIPES — AMANHÃ NA TIMBAÚVA, A PRIMEIRA DA SÉRIE "MELHOR DE QUATRO PONTOS"
Amanhã, à tarde, no "estádio" da Timbaúva, no Caminho do Meio, será disputado o primeiro jogo da série "melhor de quatro pontos" que deverá apontar o onze vencedor do Torneio "Extra" promovido pela Federação Rio Grandense de Futebol e no qual está em disputa finíssimo bronze instituído pelo Grêmio Náutico União, colorados e renistas chegaram ao final do certame em igualdade de condições, isto é, cada um com apenas uma derrota. Assim, amanhã à tarde, caso permita o tempo, estarão frente a frente os pupilos de Gradim e Carlos Volante num embate que se antecipa dos mais sensacionais e ao final do qual será conhecido o mais provável vencedor do Torneio "aperitivo". — A esplêndida campanha desenvolvida neste início de temporada pelas duas equipes que estarão em luta permite vaticinar um prélio bastante movimentado e de difícil prognóstico, embora para muitos o Internacional seja apontado como favorito. Baseiam-se os rubros no fato de nunca terem cedido ao Renner, embora já tenham passado por tremendos sustos quando em embates frente ao onze industriário. Por isso querem os rapazes da camiseta vermelha manter a superioridade não permitindo que, justamente num embate decisivo como o é o de amanhã, fossem baquear pela primeira vez. Os renistas, por seu turno, alimentam grandes esperanças de adjudicarem-se ao título máximo e ao fino troféu instituído pelo União, registrando assim sua primeira vitória sobre o onze do Internacional. Tudo, pois, indica que o prélio assumirá proporções bastante interessantes, devendo, por isso mesmo, ter a presenciá-lo um público numeroso. As duas turmas deverão formar com a mesma constituição com se exibiram até aqui. Os colorados formarão com Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Tábua e Ilmo; Tesourinha, Villalba, Adão, Fandiño e Carlitos. O Renner apresentará Éverton, Pedro e Bedeu; José, Neco e Heitor; Nirinho, Hormar, Guido, Ruy e Medina.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 109, 07 jun. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/483. Acesso em: 14 fev. 2026.

EMPOLGA OS MEIOS ESPORTIVOS O CHOQUE DESTA TARDE NO CAMINHO DO MEIO
RENNER E INTERNACIONAL DECIDIRÃO, HOJE, O TÍTULO DE CAMPEÃO DO "EXTRA" — ILMO E VILALBA, POSSIVELMENTE, NÃO FORMARÃO NO "ROLO" — COMPLETO O ONZE RENISTA — FOGUINHO SERÁ O JUIZ — EM CASO DE EMPATE HAVERÁ NOVO JOGO QUARTA-FEIRA
Tendo tido um desenrolar dos mais interesantes e movimentados, decide- se hoje à tarde, no tradicional "estádio" da Timbaúva, o Torneio "Extra" promovido pela Federação Rio Grandense de Futebol e no qual está em disputa fino bronze oferecido pelo conhecido esportista Arquimimo Magnus de Souza, presidente do Grêmio Náutico União. Serão contendores, no embate decisivo, as fortes equipes de profissionais do Internacional e do Renner que chegaram ao término do certame em igualdade de condições, cada um com dois pontos perdidos. As duas turmas, justo é reconhecer, desenvolveram boa performance neste certame "aperitivo" e foram realmente aquelas que em melhores condições se apresentaram, sendo natural que assim chegassem ao final do torneio nas condições em que chegaram, fazendo-se necessário um jogo de desempate que, tudo indica, assumirá proporções bastante interessantes.
Note-se que a única derrota sofrida pelo Renner no presente certame foi justamente frente ao Internacional num jogo realizado à noite, no "estádio da colina melancólica". Naquela ocasião, como todos devem estar lembrados, o Renner pisou na frente chegando a estar com a vantagem de 4 tentos sobre seu antagonista de logo mais. Tudo indicava que, pela vez primeira os navegantinos venceriam o famoso "Rolo" — entretanto — os pupilos de Carlos Volante reagiram valentemente e, contra a expectativa, chegaram ao final dos 90 minutos regulamentares vencendo por 5 a 4, num dos embates mais movimentados e interessantes do Torneio.
Ruíram assim por terra, mais uma vez, as esperanças dos renistas que, ardentemente desejam, ao menos uma vez, vencer o onze do Internacional, pois, ainda que pareça mentira, nunca o conseguiram desde que atingiram a "maioridade" no terreno futebolístico. Fácil, assim, aquilatar o desejo com que hoje, à tarde, os pupilos de Gradim irão a campo para realizarem mais uma tentativa. Sem dúvida que melhor oportunidade para tornarem realidade seu grande sonho não se lhes poderia deparar, visto que o onze do Internacional, já desfalcado do pivô Ávila, cedido ao Botafogo da capital do país, provavelmente não contará com o concurso de outros dois titulares: Villalba e Ilmo, lesionados quando do compromisso de quinta-feira última frente ao Força e Luz. Os colorados, porém, mesmo sem aqueles dois titulares vão a campo dispostos a, ainda desta feita, não se deixarem abater pelos rapazes do clube de Antônio Cassacia. Não admitem os rubros nem por sombra, um revés no embate decisivo, mesmo porque, assim como o Renner, também eles desejam ardentemente conquistar o título máximo do primeiro torneio oficial do ano e adjudicar-se ao vistoso bronze com que será premiado o onze vencedor.
Tudo, pois, deixa prever que a porfia dessa tarde na tradicional "Timbaúva" será a mais interessante de quantas já foram aqui realizadas na presente temporada, devendo, por isso mesmo, ter a presenciá-la um público numeroso.
O prélio, em face do equilíbrio de forças, bem pode findar empatado: foi prevendo isso que os interessados já decidiram que se tal se positivar, haverá um novo embate possivelmente na próxima quarta-feira.
COMO FORMARÃO AS DUAS EQUIPES
As duas turmas pisarão no gramado obedecendo a seguinte constituição: INTERNACIONAL: Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Tábua e Abigail; Tesourinha, Elizeu, Adão, Fandiño e Carlitos. RENNER: Éverton, Pedro e Bedeu; José, Néco e Heitor; Nirinho, Hormar, Guido, Ruy e Medina.
FOGUINHO SERÁ O JUIZ
Escolhido de comum acordo deverá controlar o embate sensacional, o árbitro Osvaldo Rolla, o popular Foguinho, do quadro principal da F. R. G. F. e. sem dúvida, um dos melhores apitadores do momento.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 110, 08 jun. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/491. Acesso em: 14 fev. 2026.

TORNEIO EXTRA 1947 - INTERNACIONAL 1 X 2 RENNER
Data: 08/06/1947
Local: Timbaúva - Porto Alegre (RS)
Renda: Cr$ 71.000,00
Juiz: Oswaldo Rolla, auxiliado por Horácio Alves Pinto e Guilherme Sroka.
Gols: Villalba (I); Osmar e Nirinho (R).
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Alfeu e Nena; Viana, Táboa e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Fandiño (Elizeu) e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.
RENNER: Éverton; Pedro e Bedeuzinho; Heitor, Neco (Badanha) e José; Medina, Ruy Motorzinho, Guido, Hormar (Cabaño) e Nirinho. Técnico: Gradim.

"O GOL ANULADO — No flagrante acima vemos Guido,
center-forward renista, ao conquistar, impedido,
um gol que o juiz anulou com bastante precisão. Ivo, arqueiro colorado,
está caído, enquanto o couro vai ultrapassando a linha de gol".
Fonte: Folha da Tarde (RS).

RENNER CAMPEÃO DO "EXTRA"
A DEFESA RENISTA APARECEU COM DESTAQUE, ANULANDO O ÍMPETO DO "ROLO COMPRESSOR" — TÁBUA, ELEMENTO DESTOANTE ENTRE O ONZE VENCIDO — REGULAR DESEMPENHO DE FOGUINHO — O "SOS" GOLEOU O MAL. DE FERRO: 5 A 0 — RENDA: CR$ 62.300,00
Sem dúvida, o valoroso Grêmio Renner, colheu na tarde bonita de domingo último, o mais expressivo título, desde que passou a fazer parte da divisão de honra da Federação Rio Grandense de Futebol, ao abater, em peleja memorável, o forte esquadrão do Sport Club Internacional pela contagem ajustada de 2 a 1. Com o feito de anteontem, conquistaram os renistas o título honroso de campeões do Torneio Extra, certame ao qual concorreram todos os filiados a entidade presidida pelo esportista dr. Aneron Corrêa de Oliveira. Desenvolvendo esplêndida campanha, souberam os rapazes do clube da rua Sertório impôs-se a todos os adversários que se lhe foram antepostos, desde os mais modestos aos mais categorizados, os chamados "grandes" — Grêmio, o Cruzeiro e, finalmente, o possante onze colorado.
Para muitos parecia impossível aos pupilos de Gradim levarem de vencida os atletas de Carlos Volante — mesmo porque — desde o seu ingresso na divisão de honra, nunca haviam conseguido uma vitória sobre os rubros. Tal particularidade já se havia tornado em autêntico tabu, pois embora em certas ocasiões houvessem desfrutado de situações bastante favoráveis, como ainda aconteccu recentemente, sempre finalizavam inferiorizados no placar. Por isso, para muitos, seria fácil o compromisso para os rapazes do clube da rua Silveiro. Entretanto, os navegantinos, após cumprirem esplêndida performance, haviam decidido que o título deveria ficar no 4º Distrito: nao se intimidaram; atiraram-se à luta com grande disposição, realizando uma exibição mais ou menos semelhante aquela frente ao Cruzeiro e, ao final dos noventa minutos regulamentares, deixaram o gramado não só com as honras de vencedores como ainda, com o título máximo do Torneio em disputa, e para o qual todos os concorrentes se apresentaram com grande apetite. Digno, pois, dos maiores aplausos o feito memorável dos rapazes preparados pelo veterano Gradim que há alguns anos com elogiável persistência vem prestando as equipes do clube de Antônio Cassacia.
OS 20 MINUTOS
O embate como fora previsto, decorreu bastante movimentado e cheio de lances interessantes, empregando-se os 22 players em campo com grande disposição. Não se pode afirmar que tecnicamente haja sido um embate 100% — houve falhas, de ambos os lados porém tais falhas quase sempre foram compensadas pelo ardor com que se empregavam os jogadores em campo. O período inicial apresentou o onze do Renner algo mais coordenado e com maior disposição. Tinha-se mesmo a impressão de que os colorados confiavam plenamente na vitória e por isso não se empregavam a fundo.
Cedo, porém, viram que o adversário buscava a vitória afanosamente, que dificilmente se deixaria abater e que para tal conseguir teriam que empregar-se a fundo. Aos 30 minutos da primeira fase, quando Nirinho pela segunda vez fez estremecer as redes do arco de Ivo, os pupilos de Volante viram as coisas mal paradas e desde aí passaram a empregar-se com grande disposição e tanto foi assim que passaram a exercer forte pressão, vendo finalmente cercados de êxito seus esforços com a conquista de Villalba, quando faltava apenas um minuto para finalizar o primeiro período.
A interrupção com o intervalo regulamentar não conseguiu arrefecer o entusiasmo dos integrantes do onze colorado, que ainda no período derradeiro, a exemplo do que sucedera nos instantes finais do período inicial, dominaram territorialmente, mas entretanto, encontraram sempre pela frente o sexteto defensivo do Renner, exibindo-se em grande forma e anulando uma por uma todas as investidas dos companheiros de Tesourinha. Por volta dos 75 minutos, quando os rubros perceberam que estavam irremediavelmente perdidos, começaram a ceder e disso aproveitaram-se os industriários para esboçarem pequena reação, conseguindo ainda nos instantes finais equilibrar o cotejo que chegou ao seu término acusando o placar favorável ao Renner que, assim, pela primeira vez na sua curta, porém brilhante campanha entre os chamados "grandes" conseguiu o que ainda não havia conseguido: impôr-se ao Internacional.
Estão, pois, de parabéns, não só os players que envergaram a jaqueta renista, como ainda o presidente Antônio Cassacia, o vice-presidente Válter Koetz, sem dúvida um dos construtores da vitória e, finalmente, o técnico Gradim, a quem devem os industriários o notável feito. O onze do Renner apresentou-se dentro de suas possibilidades produzindo o que era lícito esperar; seu sexteto defensivo atuou com grande desenvoltura. Desde Éverton até Heitor, todos se conduziram com segurança e perfeição — de todos, porém, é de justo salientar o trabalho do médio Heitor que foi, sem dúvida, a principal figura do gramado. A dianteira, no período inicial conduziu-se de maneira satisfatória, para decair bastante no período final, quando os rubros passaram a exercer forte pressão. Mesmo assim pode-se afirmar que os dianteiros campeões se conduziram com acerto porque, ainda quando da pressão rubra, não deixaram de emprestar sua colaboração.
O onze do Internacional embora vencido, não esteve mal. O único elemento que destoou foi o pivot que nao está absolutamente em condições de ocupar o centro da intermediária de uma equipe de primeira linha. Os demais setores andaram com regularidade. O sexteto defensivo, à exceção de Tábua conduziu-se bem e disso é prova o placar ajustado, devendo ser levado em conta que a vanguarda do Renner é justamente uma das mais positivas, senão a mais positiva de quantas se exibiram neste torneio "aperitivo". O quinteto atacante andou como está habituado andar e, se não conseguiu assinalar um maior número de tentos devem-se ao esplêndido trabalho desenvolvido pelos integrantes da defesa contrária que não lhes deu tréguas, exercendo rigorosa vigilância.
As duas turmas formaram com a seguinte constituição:
RENNER: Éverton, Pedro e Bedeu; José, Neco (Badanha) e Heitor; Nirinho, Hormar (Cabano) Guido, Ruy e Medina.
INTERNACIONAL: Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Tábua e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adão, Fandiño (Elizeu) e Carlitos. Os tentos do Renner foram assinalados por Hormar e Nirinho o primeiro aos 7 minutos e o último aos 30. O tento de honra do Internacional foi de autoria do insider Villalba, quando faltava um minuto para finalizar o primeiro tempo. No período derradeiro o marcador conservou-se em 2 a 1. A arbitragem esteve a cargo de Osvaldo Rolla, que teve regular desempenho. A preliminar a cargo das equipes do S. O. S. e do Marechal de Ferro, pelo campeonato do Bom Fim, findou com a vitória do S. O. S. por 5 a 0.
A renda foi de Cr$ 62.300,00.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 111, 10/06/1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/499. Acesso em: 14 fev. 2026.

SEM ÁVILA, SEM CABRITA... E SEM O TÍTULO DE CAMPEÃO DO "EXTRA"!
Merecida, realmente, sob todos os aspectos que se queira focalizar a conquista do título de campeão do Torneio "Extra" pelo onze industriário, à tarde ensolarada e quente de domingo último. Aliás, o Renner já conquistara um título sem alardes, o de "campeão da regularidade". Sim, porque o onze treinado por Gradim, bem merecia esse título, antes mesmo de conquistar o primeiro campeonato de sua recente, mas já vitoriosa carreira no esporte gaúcho.
Juntando, coletando jogadores desprezados até no interior do Estado — entre estes Heitor e Bedeu — e "fabricando" sob a batuta dum técnico "colored" bastante modesto, o onze presidido pelo esportista Antônio Casaccia foi, sem alardes, derrubando todos os "grandes" e "pequenos" num certame que apontava como fáceis vencedores qualquer um dos três "grandes"... E, quando afirmamos que o onze industriário foi um antêntico "campeão" de regularidade", corrobora em nosso favor o escore construído nos jogos contra o Grêmio, Cruzeiro e Internacional, inclusive. Não precisou o Renner, embora o buscasse afanosamente, de escores maiúsculos para vencer os titãs mnetropolitanos: paulatinamente foi impondo um escore clássico e significativo, 2 a 1!
Reconhecendo a merecida e justa conquista do Renner, vai aqui, por isso, o nosso sincero e desinteressado aplauso aos valentes vencedores de "Extra" de 1947.
—oOo—
Quanto ao onze do Internacional, o famoso "Rolo Compressor", é evidente que se está ressentindo da falta do indisciplinado Ávila, estas horas envergando a jaqueta da estrela solitária da praia do Botafogo. Tábua não substitui, "não dá conta do recado" — como se diz na gíria — um elemento cancheiro e de classe como o categorizado centro-médio gaúcho roubado pelo "soccer" carioca.
É possível que Tábua se torne um grande centro-médio, para isso não lhe faltando "saúde", uma vez que o Internacional teime em escalar esse elemento jovem e promissor, embora com flagrante prejuízo para o rendimnento da equipe, cujo treino de jogo exige o máximo de esforço de todos os seus integrantes.
Possivelmente outros fatores, estes de ordem piscológica, tenham influído na derrota do onze da rua Silveiro no choque de domingo. Para os supersticiosos significativa foi a conquista do Renner, depois que o Xisto Vasques descobriu que a cabrita se "bandeara" para a rua Sertório... A falta de Vicente Rao, o jogador nº 12, no comando da torcida colorada é outro fator que não deve ser esquecido...
Enfim, sem Ávila, sem cabrita... e sem o título de campeão do "Extra": Assim foi escrito mais um drama da vida...
Fonte: A. C.. Jornal do Dia (RS), n. 111, 10 jun. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/499. Acesso em: 14 fev. 2026.

O Renner, de Porto Alegre derrotou o Internacional por 2x1 e sagrou-se vencedor do Torneio Extra da Federação Riograndense de Foot-ball.
Fonte: Jornal do Brasil (RJ), n. 133, 10 jun. 1947, p. 9. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_06/47011. Acesso em: 14 fev. 2026.

RENNER — CAMPEÃO DO EXTRA DE 47
Em Porto Alegre realizou-se, domingo último, a partida decisiva do Torneio Extra daquela cidade, entre Renner e Internacional, que foi vencida pelo escore de 2 x 1.
Fonte: O Estado de Florianópolis (SC), n. 10048, 13 jun. 1947, p. 6. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/884120/54386. Acesso em: 14 fev. 2026.

Após excelente desempenho nas primeiras participações na Divisão de Honra do Campeonato Citadino de Porto Alegre, o Renner entrou na competição de 1947 com pretensões ainda maiores. A preparação física dos jogadores estava alcançando resultados espetaculares e o time se mostrava preparado para enfrentar em nível de igualdade os principais times da cidade.
O regulamento do campeonato daquele ano previa um torneio inicial, chamado “extra”, para preparação dos esquadrões para a principal competição do Estado. Nesse campeonato, os 7 times participantes jogavam entre si em turno único e em campo neutro. Ao final do turno, as equipes do Grêmio Esportivo Renner e do Sport Club Internacional se apresentaram com apenas 2 pontos perdidos cada uma. Tal igualdade, como previa o regulamento do torneio, levou esses times ao jogo desempate.
A peleia, que colocou frente a frente o novato time do 4º distrito e o esmagador “Rolo Compressor” montado pelo Internacional, foi marcada por levar um público gigantesco ao Estádio Timbaúva, campo do Força e Luz (equipe dos funcionários da Companhia de Energia Elétrica). A partida, realizada no ensolarado domingo de 08 de junho de 1947, também foi marcada pela maneira pungente como o Renner se apresentou no campo de jogo. O esquadrão Rennista se impôs contra a equipe colorada de maneira indelével. Com gols aos 8’ e aos 20’ do primeiro tempo, a equipe dos industriários se impôs e anulou os craques colorados Carlitos e Tesourinha. A equipe colorada ainda descontou aos 44’ do segundo tempo, mas já era tarde. O resultado de 2 a 1 coroava a dedicação da equipe de industriários, e o troféu do torneio, chamado “G. N. União”, agora tinha dono: o glorioso Grêmio Esportivo Renner.
A imprensa da capital, mais uma vez, não deixou de registrar a nova façanha do time Rennista. A Folha da tarde lembrou assim: “O final do prélio chegou e, com ele, registrava-se a maior vitória alcançada pelo G. E. Renner na sua carreira esportiva”. Os dias de glória começavam a se tornar uma rotina nas dependências do Estádio Tiradentes!
Fonte: DIAS de Glória. Renner Vive!, Porto Alegre, [s.d.]. Disponível em: https://rennervive.com/2020/06/26/dias-de-gloria/. Acesso em: 14 fev. 2026.

05/06/1947 - Torneio Extra 1947 - Força e Luz 1 x 5 Internacional

EMPOLGA OS MEIOS ESPORTIVOS O CHOQUE DESTA TARDE, ENTRE O INTERNACIONAL X FORÇA E LUZ
NA "BAIXADA", O SENSACIONAL EMBATE — COMPLETAS AS DUAS EQUIPES — JUCA SERÁ O JUIZ, ESCOLHIDO DE COMUM ACORDO — OS BONDES TRAFEGARÃO PELA RUA DA FLORESTA — NOTA DO GRÊMIO
Ansiosamente aguardado, realiza-se, hoje, à tarde, no tradicional "Fortim da Baixada", o último embate em disputa do Tornelo "EXTRA", promovido pela Federação Rio Grandense de Futebol e no qual serão contendores as equipes de profissionais do S. C. Internacional e do Grêmio Esportivo Força e Luz. Justifica-se, perfeitamente, a invulgar ansiedade que se nota nos meios esportivos para o sensacional embate desta tarde nos Moinhos de Vento. É que, estarão frente a frente colorados e rajados, dispostos a brindar o público esportivo da capital com um espetáculo de proporções grandiosas.
Principalmente para o Internacional o choque desta tarde é de suma importância, pois terá necessidade imperiosa de vencer para assim poder disputar com o Renner, em melhor de 4 pontos, o título de campeão do Torneio. Sabem perfeitamente os colorados que só interessa um triunfo, pois uma derrota ou mesmo um empate os terá afastado definitivamente do certame. Os rajados, por outro lado, aguardam ansiosos o momento da peleja sensacional, para se exibirem em grande forma, desfazendo, assim, a má impressão deixada quando dos embates frente ao Cruzeiro e muito principalmente frente ao modesto onze do Nacional.
Como se vê, as duas turmas fazem questão fechada de vencer, por isso, o ser possível vaticinar-se um eapetáculo de grandes proporções capaz de agradar plenamente ao mais exigente torcedor.
As duas turmas deverão pisar o gramado obedeceu à seguinte constituição: Internacional: Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Tábua e Ilmo; Tesourinha, Villalba, Adão, Fandiño e Carlitos. Força e Luz: Cláudio, Hugo e Povo Novo; Ernesto, Armando e Alegretti; Jerônimo, Dorvalino, Fogosa, Nino e Nadir. Segundo fomos informados pelo coach Aparício Viana e Silva, responsável pelo preparo do onze rajado, é problemática a inclusão de Cláudio no arco por encontrar-se ainda lesionado. Caso pois não seja possível atuar o esplêndido arqueiro será ele substituído por Dóia, elemento de grande valor.
Realizando-se hoje, à tarde, a tradicional procissão de Corpus Christi, e fazendo parte do itinerário a ser percorrido a rua Independência, resolveu a Cia. Carris fazer com que os bondes "Futebol" trafeguem pela rua da Floresta até o local de costume.
NOTA DO GRÊMIO
Realizando-se hoje em nosso campo, o encontro entre os filiados S. C. Internacional e G. S. Força e Luz, em disputa do Torneio Extra da F. R. G. F., a tesouraria do Grêmio Porto Alegrense avisa aos senhores sócios contribuintes — Juvenis e juvenis-colegiais — que terão entrada pelo portão central, com a apresentação do recibo número 5, correspondente a maio. Os cobradores estarão desde às 12 horas, nos guichês ao lado da entrada, para atender aos que ainda não o possuem. Os que pagam sua mensalidade na sede social serão atendidos na parte da manhã, das 9 às 12 horas e à tarde no campo.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 108, 05 jun. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/475. Acesso em: 14 fev. 2026.

TORNEIO EXTRA 1947 - FORÇA E LUZ 1 X 5 INTERNACIONAL
Data: 05/06/1947
Local: Baixada - Porto Alegre (RS)
Renda: Cr$ 29.410,00
Juiz: Ivo Tavares
Gols: Carlitos 35’/1 (I); Carlitos 3’/2 (I); Nino ?’/2 (F); Tesourinha ?’/2 (I); Carlitos ?’/2 (I); Carlitos 40’/2 (I).
FORÇA E LUZ: Cláudio; Hugo e Povonovo; Bahiano, Armando e Alegretti; Jerônimo (De Camilis), Dorvalino, Fogosa, Nino e Nadir. Técnico: Aparício Viana e Silva.
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Alfeu e Nena; Viana, Táboa e Ilmo (Abigail); Tesourinha, Villalba (Elizeu), Adãozinho, Fandiño e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.

O "ROLO COMPRESSOR" FUNCIONOU: 5 A 1!
ABATIDO, NA "BAIXADA", O FORÇA E LUZ — CARLITOS, O GOLEADOR — FRACO DESEMPENHO DE JUCA — VITÓRIA DO INTERNACIONAL NA PRELIMINAR — RENDA: Cr$ 29.410,00
O resultado numerico do último prélio em disputa do Torneio "Extra", promovido pela Federação Rio Grandense de Futebol e que reuniu, quinta-feira última, as equipes de profissionais do Internacional e do Força e Luz, até certo ponto constituiu autêntica surpresa.
Ninguém por certo poderia admitir, nem mesmo os mais otimistas, que a vitoria sorrisse para os pupilos de Carlos Volante, pela contagem extravagante de 5 a 1, com que findaram os 90 minutos regulamentares.
As últimas exibições do onze rajado, mormente depois de ter Aparício Viana e Silva assumido a direção técnica, apontavam-no como adversário de respeito e por isso o ter surpreendido o resultado do embate. Mesmo assim, a contagem de 5 a 1 não espelha fielmente o que foram os noventa minutos de ações que, aliás, decorreram bastante equilibradas, só muito raramente quebradas por rápidos momentos de superioridade territorial deste ou daquele, e estes rápidos momentos de superioridade foram em número maior favoráveis ao Internacional —entretanto — o resultado foi extremamente injusto ao Força e Luz, que não mereceu ser goleado, pois jogou quase sempre de igual para igual. Tivesse o médio Bahiano outro desempenho, não tão comprometedor, por certo a estas horas não estaria o clube de Frederico Amirabile amargando com uma derrota aplastante. O primeiro tempo do prélio decorreu bastante equilibrado, findando com a contagem mínima favorável ao Internacional. No período final, desde os instantes inciais notava-se maior disposição de parte dos atacantes rubros — entretanto — mesmo assim as ações continuaram bastante equilibradas, porém os comandados Adão, agora pondo em jogo toda sua agressividade, com oportunos deslocamentos em que os quais foi figura predominante o ponteiro Tesourinha e, valendo-se muito bem da já apontada falha da defesa rajnda, conseguiram construir um placar bastante contundente. No bando vencedor, não há nomes a destacar, pois todos conduziram-se dentro de suas reais possibilidades, inclusive o center Tábua, que produziu o que era lícito esperar. Quanto ao onze vencido, teve em Cláudio, Hugo e Alegretti na defesa e Nino no ataque suas principais figuras. Os demais, e muito principalmente o médio Bahiano, não corresponderam. — A arbitragem esteve a cargo de Joaquim Rodrigues de Almeida, o popular Juca, cujo desempenho não foi dos mais felizes.
Houve lances de violência em que ele usou de energia, e outros deixou passar em brancas nuvens. A pena máxima com que puniu Alegretti nos pareceu bastante rigorosa.
Houve ainda uma ocasião em que o zagueiro Hugo defendeu a redonda com ambas as mãos e s. s. não viu. O primeiro tento do Internacional foi obtido por Carlitos aos 35 de jogo, aproveitando um entrevero na pequena área rajada. Aos 48, novamente Carlitos estremeceu as redes do arco de Cláudio, escorando de cabeça um centro de Viana ao cobrar uma infração na linha divisória do gramado. Poucos instantes após surgiu o tento de honra do Força e Luz, sendo seu autor o insider Nino, que fulminou Ivo com potente petardo enviesado. Coube a Tesourinha assinalar o terceiro tento do Internacional, executando uma daquelas suas espetaculares atropeladas. O quarto contraste colorado foi outra vez de autoria do ponteiro Carlitos que aproveitou muito bem um passe de Tesourinha. Coube ainda ao veloz atacante Carlitos assinalar o último tento da tarde, quando faltavam apenas cinco minutos para finalizar o prélio, ao cobrar uma penalidade máxima cometida pelo médio Alegretti em Adão; Carlitos executou o lance e Cláudio defendeu parcialmente do que se valeu o mesmo Carlitos para assinalar o último tento da tarde. — As duas turmas formaram com a seguintes constituição: INTERNACIONAL: Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Tábua e Ilmo (Abigail); Tesourinha, Villalba, (Elizeu), Adão, Fandiño e Carlitos. FORÇA E LUZ: Cláudio, Hugo e Povo Novo; Bahiano, Armando e Alegretti; Jerônimo (De Camilis), Dorvalino, Fogosa, Nino e Nadir. A preliminar entre as turmas de aspirantes findou com a vitória do Internacional pela contagem de 3 a 2, sob a arbitragem fraca de Ivo Tavares. A renda andou pela casa dos Cr$ 29.410,00.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 109, 07 jun. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/483. Acesso em: 14 fev. 2026.

14/05/1947 - Torneio Extra 1947 - Internacional 3 x 0 Nacional-POA

Oportuna, sob todos os aspectos a resolução tomada pelos presidentes do Internacional, Grêmio, Renner e Nacional, no sentido de aglutinarem num só local, os jogos que estavam programados para hoje, à noite e amanhã à tarde. Hoje deveriam preliar Grêmio e Renner e amanhã, Internacional x Nacional. Entretanto, em reunião ontem levada a efeito, os quatro presidentes acordaram realizar tudo amanhã, à tarde, no "estádio" da Av. Natal. Ficou assentado que colorados e ferroviários farão o encontro preliminar, enquanto que o choque de fundo será entre tricolores e industriários. Sem dúvida, terão os esportistas da apital oportunidade de presenciar a dois espetáculos que se antecipam bastante interessantes. A preliminar, como foi dito, reunirá o famoso "Rolo" e o voluntarioso onze do Nacional. Todos devem estar lembrados do resultado do embate que travaram pupilos de Carlos Volante e Cavaco no último jogo do certame de 46, quando os rapazes da Viação Férrea impuseram aos rubros um revés inesperado. Certo que os nacionalistas tudo farão, amanhã, por confirmarem aquele feito, para eles memorável. Os diabos rubros, por seu turno, irão a campo dispostos a se desforrarem amplamente daquele revés. Pelo visto, conclui-se que a luta entre ambos será ardorosamente disputada, devendo redundar num bom espetáculo.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 090, 14 mai. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/331. Acesso em: 14 fev. 2026.

TORNEIO EXTRA 1947 - INTERNACIONAL 3 X 0 NACIONAL-POA
Data: 14/05/1947 
Local: Montanha - Porto Alegre (RS) 
Renda: Cr$ 3.287,00 
Juiz: Joaquim Rodrigues de Almeida 
Gols: Carlitos 15’/1 (I); Villalba 35’/1 (I); Carlitos 39’/1 (I). 
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Alfeu e Nena; Viana, Táboa e Ilmo (Abigail); Bóris, Villalba, Rebolo, Fandiño e Carlitos. Técnico: Carlos Volante. 
NACIONAL-POA: Milton; Hannemann e Saul; Nilo, Guimarães e Brito; Carlinhos, Danilo, Manoelzinho, Valter e Jorge (Venenoso). Técnico: Cavalo.

ABATIDO O NACIONAL PELO "ROLO COMPRESSOR": 3 A 0
O NACIONAL FEZ UM SEGUNDO TEMPO RELATIVAMENTE BOM — GOLEADORES: CARLITOS (2) E VILLALBA — JUCA NA ARBITRAGEM — RENDA: Cr$ 3.287,00 — PRELIMINAR: INTERNACIONAL 5, NACIONAL 3
Internacional e Nacional haviam acordado inicialmente fazerem a preliminar do jogo de logo mais entre as turmas do Grêmio e do Renner. Posteriormente, porém, resolveram o contrário — isto é — resolveram jogar isoladamente, ontem, à noite.
Assim é que, um público relativamente pequeno e que fez render a quantia de Cr$ 3.287,00 esteve no "estádio" da "Colina Melancólica", onde, numa noite tenebrosa, escura e fria, realizou-se o prélio que finalmente findou com a vitória dos pupilos de Carlos Volante pela convincente contagem de 3 a 0.
Foi justo e merecido o triunfo obtido pelos rapazes do Internacional, que construíram um placar relativamente cômodo, sem se empregarem a fundo. O onze vencido, o modesto esquadrão do Nacional, exibiu-se dentro de suas reais possibilidades, apresentando uma defensiva bsatante superior ao ataque. Este, no primeiro tempo não chegou a chutar a gol uma única vez, se bem que aí tivessem lutado contra o forte vento reinante. No período derradeiro, com o vento a favor, conseguiram tornar o prélio mais equilibrado, sem, contudo, conseguirem atingir as redes da cidadela de Ivo.
Os tentos do Internacional foram todos assinalados no período inicial, por intermédio de Carlitos, Villalba e Carlitos aos 15, 35 e 39 minutos, respectivamente. As duas turmas formaram com a seguinte constituição: INTERNACIONAL: Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Tábua e Ilmo (Abigail), Boris, Villalba, Rebolo, Fandiño e Carlitos.
NACIONAL: Milton, Hannemann e Saul; Nilo, Guimarães e Brito; Carlinhos, Danilo, Manoelzinho, Válter (Jorge) Jorge (Venenoso).
A arbitragem esteve a cargo de Joaquim Rodrigues de Almeida, o popular Juca, que teve bom desempenho.
Preliminarmente defrontaram-se as equipes de aspirantes, voltando a vencer o Internacional que desta feita assinalou 5 tentos contra 3 do Nacional. Foi árbitro Jorge Maciel, que desempenhou-se como autêntico debutante, dado que é, realmente, um debutante.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 091, 15 mai. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/339. Acesso em: 14 fev. 2026.