22/12/1948 - Amistoso - Flamengo 3 x 0 Internacional

QUARTA-FEIRA, O SEGUNDO COMPROMISSO
O último compromisso do Internacional em campos cariocas será cumprido quarta-feira próxima, frente o onze do Flamengo, terceiro colocado no certame oficial guanabarino.
A última vez que jogaram colorados porto-alegrenses e rubro-negros da Gávea, a vitória sorriu para os locais, pelo aplastante escore de 6x2, razão por que o Flamengo espera com ansiedade o momento da ambicionada revanche quando, então, enfrentará o "Rolo Compressor" tendo o "handicap" de jogar em sua própria casa. Acreditamos, entretanto, que mais uma vez o Internacional se sairá airosamente da contenda.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 574, 19 dez. 1948, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/4289. Acesso em: 29 mar. 2026.

NOVA EXIBIÇÃO DO CAMPEÃO GAÚCHO 
Amanhã, à noite, contra o Flamengo, em General Severiano
O quadro do Internacional não foi feliz no jogo de domingo, contra o Botafogo. Atuando abaixo de suas possibilidades, o campeão gaúcho tombou pela espalhafatosa contagem de 6x2, frente ao campeão carioca. Mas os gaúchos confessam que jogaram muito mal. E prometem uma ampla reabilitação no segundo jogo. Todos reconhecem que o team não se apresentou como faz habitualmente e deverá melhorar muito no match contra o Flamengo. Essa partida está marcada para amanhã, à noite, no campo da rua General Severiano.
O técnico Volante está decepcionado com o desenrolar da pugna, afirmando que "nunca vira os seus pupilos com tamanha desorientação". E garante que contra o Flamengo a coisa vai ser muito diferente".
Fonte: A Manhã (RJ), n. 2461, 21 dez. 1948, p. 12. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116408/40883. Acesso em: 29 mar. 2026.

MALCHER ATUARÁ FLAMENGO X INTERNACIONAL
A PELEJA FLAMENGO X INTERNACIONAL, DE PORTO ALEGRE, SERÁ ARBITRADA PELO JUIZ GAMA MALCHER
Fonte: A Manhã (RJ), n. 2461, 21 dez. 1948, p. 12. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116408/40883. Acesso em: 29 mar. 2026.

FLAMENGO E INTERNACIONAL, AMANHÃ
Logo que o Botafogo acabou de entabolar negociações com o Internacional para a sua vinda ao Rio, passou o aludido encontro, a se revestir de grande interesse, pois o "glorioso" acabara de conquistar o título máximo da metrópole, e o seu antagonista, pela sexta vez consecutiva, o certame gaúcho. Diante disso, só se poderia prever uma grande contenda. Aconteceu no entanto, conforme já tivemos ensejo de salientar na crônica do jogo, o clube visitante decepcionou e muito, mercê de sua viagem penosa, o que fez com que os seus players ficassem fatigados e o reflexo de tudo verificou-se no campo da luta.
Assim mesmo, o Flamengo, sem temer qualquer prejuízo financeiro, concordou em enfrentar o Internacional quarta-feira à noite, pois está convicto o rubro-negro que o grêmio visitante, com o espaço de dois dias, descansará suficientemente e poderá tirar muito bem a má impressão deixada no primeiro encontro justamente o juízo, também, que faz o torcedor e entre outras coisas procurará o clube gaúcho envidar todos esforços, a fim de repetir o triunfo de 2x1 sobre o Flamengo quando aqui esteve há tempos.
Assim, esperemos o interestadual de amanhã, e fazemos votos para que o mesmo seja dotado de um brilhantismo bem maior, o que não se verificou no cotejo de domingo. O Internacional com a sua mesma constituição e o Flamengo fazendo todo o possível para lançar em campo a sua força máxima.
Fonte: Correio da Manhã (RJ), n. 17105, 21 dez. 1948, p. 16. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_05/44974. Acesso em: 29 mar. 2026.

FLAMENGO E INTERNACIONAL, AMANHÃ
CONCLUÍDOS OS ENTENDIMENTOS PARA A REALIZAÇÃO DESSE JOGO
O encontro amistoso entre os quadros profissionais do Flamengo e o Internacional, de Porto Alegre, foi ontem assentado definitivamente para a noite de amanhã.
É interessante a oportunidade que se abre para uma reabilitação do team campeão gaúcho. O encontro de amanhã será realizado no campo do Botafogo, em General Severiano. Terá, pois, a torcida entusiástica do rubro-negro a oportunidade de ver o confronto com o esquadrão "colorado".
Fonte: Gazeta de Notícias (RJ), n. 298, 21 dez. 1948, p. 12. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_07/42127. Acesso em: 29 mar. 2026.

VOLANTE AGUARDA COM ANSIEDADE O JOGO COMO O FLAMENGO
ESPERA UMA EXIBIÇÃO CONVINCENTE DE SEUS PUPILOS — DECLARAÇÕES DO TÉCNICO DO INTERNACIONAL
Quem assistiu o prélio entre o Botafogo e o Internacional deve ter ficado decepcionado com a atuação desastrosa do campeão do Rio Grande do Sul.
De fato, em nenhum momento armou-se o Internacional, dando a impressão de um quadro apático, onde individualmente apenas Tesourinha e Adãozinho fizeram algo convincente.
Terminado o prélio, procuramos ouvir a palavra de Volante, técnico do Internacional. Inicialmente declarou-nos o ex-defensor do C. R. Flamengo:
— O Botafogo venceu com autoridade e como campeão metropolitano de 1948. Sem querer menosprezar a vitória dos alvi-negros, meus pupilos naturalmente sentiram as consequências da viagem. E, naturalmente diante de um grande quadro como é o Botafogo, a partida em outras circunstâncias poderia oferecer um resultado mais honroso para os nossos, de vez que a equipe pode render muito mais.
— E o jogo com o Flamengo?
— Sem dúvida, finalizou Volante, contra o Flamengo a coisa será outra, porque mais descansada, a equipe deverá apresentar-se em boas condições, motivo pelo qual aguardo com ansiedade o jogo contra os rubro-negros, para dar ao público esportivo carioca a satisfação de assistir a uma boa exibição da equipe.
Fonte: Diário Carioca (RJ), n. 6285, 21 dez. 1948, p. 9. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093092_03/35067. Acesso em: 29 mar. 2026.

FLAMENGO E INTERNACIONAL EM LUTA, HOJE À NOITE
Procurarão os gaúchos uma ampla reabilitação
RIO, 21 — Não deixa de ser curioso o ambiente que se observa em torno do quadro gaúcho do Internacional. A derrota experimentada pelo conjunto em sua nova exibição nesta capital era para desmoralizar inteira e definitivamente qualquer quadro. Não obstante, não é de opinião que o campeão sulino foi apenas vitima de uma tarde aziaga em que, por diferentes motivos, não pôde realizar tudo o que é capaz. Poucos são os que acreditam em que o Internacional só possui modesto padrão de jogo que exibiu contra o Botafogo.
E tanto isto é verdade, tanto se confia muito mais no Internacional que não ha dúvida de sua segunda exibição, a que realizará amanhã contra o Flamengo, reunirá grande público.
Aliás, concorrendo para essa expectativa favorável do match de amanhã, há ainda a lembrança do brilhante comportamento que o Internacional manteve contra o mesmo Flamengo, quando, pela primeira vez, atuou nesta capital. Nessa ocasião, em 45, o rubro-negro não conseguiu ir além de um empate de 2x2.
O novo confronto de "colorados" e rubros-negros, assim, de importância e significação, valendo como de definição de superioridade, sendo que para os gaúchos, representa excepcional ensejo para uma tão necessária quão almejada reabilitação.
Fonte: Diário de Natal (RN), n. 1740, 22 dez. 1948, p. 5. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/028711_01/29261. Acesso em: 29 mar. 2026.

FLAMENGO X INTERNACIONAL, ESTA NOITE
TENTARÁ O CAMPEÃO GAÚCHO MELHOR DEMONSTRAR SUAS POSSIBILIDADES
Em General Severiano o match de hoje
Não se pode julgar o Internacional pelo prélio que disputou domingo com o Botafogo. O campeão gaúcho aqui chegou na véspera da luta. Não teve tempo suficiente para melhor aclimatação. Chegou sábado para domingo enfrentar o campeão carioca que aliás encontra-se em uma fase excepcional, jogando admiravelmente. Claro que não vai aí nenhuma restrição ao triunfo alvi-negro. Justo e merecido o feito. Mas existem detalhes para atenuar o insucesso dos visitantes. Por isso mesmo que o Internacional ficou com o direito de outra oportunidade. E esta noite, conforme JORNAL DOS SPORTS teve oportunidade de antecipar, o campeão do Rio Grande do Sul retornará à cancha da rua General Severiano para enfrentar, desta feita, o Flamengo. Trata-se — não se pode negar — de um prélio de perspectivas favoráveis. O Internacional, refeito de tudo, preparou-se para melhor demonstração de suas possibilidades técnicas. Mas o Flamengo, que no final do campeonato experimentou acentuada melhora, está em condições de forçar o onze visitante a um grande empenho para que possa encontrar o caminho do sucesso.
UMA BOA PELEJA
A conclusão que se chega é de que a luta deverá ser renhida. Há grande disposição das duas partes e tudo caminha assim para que os torcedores tenham em General Severiano um espetáculo à altura da projeção que desfrutam os dois grêmios. Os quadros, segundo foi informado a reportagem de JORNAL DOS SPORTS, já estão escalados e deverão aparecer em General Severiano assim constituídos:
FLAMENGO: — Luiz — Newton e Norival — Biguá — Bria e Jaime — Luizinho — Arlindo — Gringo — Jair e Durval.
INTERNACIONAL: — Ivo — Nena e Maravilha — Alfeu — Viana e Abigail — Tesourinha — Ghizzoni — Adãozinho — Villalba e Carlitos.
Na arbitragem funcionará o Sr. Alberto da Gama Malcher e o encontro terá lugar às 21 horas e 10 minutos.
PRELIMINAR INTERESSANTE
Na preliminar, com início às 19,30, caberá aos reservas do Botafogo lutar com o onze do Olímpico.
Fonte: Jornal dos Sports (RJ), n. 5932, 22 dez. 1948, p. 1. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/32207. Acesso em: 29 mar. 2026.

O INTERNACIONAL, PELA VOZ DE VOLANTE, ESPERA REABILITAR-SE
Na noite de hoje, o Internacional fará sua segunda exibição, nesta temporada, em gramados cariocas. Ao quadro gaúcho caberá uma árdua missão, pois tentará, diante do Flamengo, a reabilitação da contundente derrota sofrida frente a equipe do Botafogo. Naturalmente, o embate desta noite não terá a mesma significação do primeiro compromisso do campeão de Porto Alegre. Os pupilos de Volante, que este ano recuperaram a hegemonia do football dos pampas, vieram embalados em preparativos de conseguirem resultados satisfatórios em gramados metropolitanos. Entretanto, não foram felizes na primeira apresentação e estiveram muito aquém do valor que inegavelmente o team representa. Portanto, esperam conseguir logo mais um resultado honroso para salvaguardar eficiência do esporte bretão no Rio Grande do Sul.
VOLANTE CONFIA NO QUADRO QUE DIRIGE
A fim de conhecer os planos do técnico do Internacional para a peleja com o rubro-negro, a reportagem de JORNAL DOS SPORTS entrou em contato  com a delegacão que se acha hospedada no City Hotel. Volante gentilmente se prontificou a nos prestar as declarações que se fizeram necessárias. Ao ser interrogado sobre a possibilidade de possuir alguma dúvida para a constituição do onze, o antigo centro-médio do Flamengo afirmou que seu único problema consiste em fazer com que o team demonstre tudo o que sabe perante a "torcida" carioca. Salientou ainda que, agora, com maior aclimatação na capital do país, os jogadores sob seu preparo, poderão honrar o título de campeão que ostentam. Quanto ao estado físico dos jogadores, é o melhor possível, e assim entrará em campo o mesmo quadro que atuou domingo, ou seja: Ivo — Nena e Maravilha — Alfeu — Viana e Abigail — Tesourinha — Ghizzoni — Adãozinho — Villalba e Carlitos.
Fonte: Jornal dos Sports (RJ), n. 5932, 22 dez. 1948, p. 1. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/32207. Acesso em: 29 mar. 2026.

O INTERNACIONAL, de Porto Alegre, disputará, hoje, o seu segundo e último jogo na capital do país, enfrentando, desta feita, a equipe do Flamengo. O encontro será noturno, e terá por local o estádio do Fluminense.
Fonte: A Tribuna (SP), n. 229, 22 dez. 1948, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/153931_02/45181. Acesso em: 29 mar. 2026.

O INTERNACIONAL REALIZA, HOJE, SUA SEGUNDA EXIBIÇÃO NA CAPITAL DA REPÚBLICA
O ONZE BICAMPEÃO GAÚCHO JOGARÁ CONTRA O FLAMENGO, NO ESTÁDIO DO BOTAFOGO
O onze do Internacional, bicampeão gaúcho de futebol realizará, hoje, em General Severiano, na Capital da República, sua segunda exibição em gramados cariocas, enfrentando o Flamengo, terceiro colocado no certame da F.M.F., há pouco findo.
A primeira exibição da equipe gaúcha, contra o Botafogo, não foi nada convincente, uma vez que baqueou pelo escore aplastante de 6x2, para o campeão guanabarino de 1948.
Agora, mais refeitos da viagem e mais aclimatados, enfrentando um adversário sem dúvida muito mais inferior que o onze de Carlito Rocha, por certo conseguirá a equipe do Internacional, se não uma reabilitação completa, pelo menos desfazer em parte a péssima impressão deixada quando da estreia, domingo último. O embate entre colorados portoalegrenses e rubro-negros cariocas será realizado, hoje, à noite, no estádio do Botafogo, à rua General Severiano.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 576, 22 dez. 1948, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/docreader/098230/4311. Acesso em: 29 mar. 2026.

AMISTOSO - FLAMENGO 3 X 0 INTERNACIONAL
Data: 22/12/1948
Local: General Severiano - Rio de Janeiro (RJ)
Renda: Cr$ 74.346,00
Juiz: Alberto da Gama Malcher
Gols: Durval 9'/1 (F); Hélio 14'/1 (F); Gringo 15'/2 (F).
FLAMENGO: Luiz Borracha; Miguel e Norival; Biguá, Bria e Jaime; Luizinho, Durval (Moacir), Gringo, Jair e Hélio. Técnico: Kanela.
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Nena e Maravilha; Alfeu, Viana e Abigail; Tesourinha, Ghizzoni (Segura), Adãozinho (Leônidas), Villalba e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.

"Flagrantes colhidos ontem, em General Severiano,
por ocasião do jogo Flamengo x Internacional
— (Fotos de Ângelo Regato)".
Fonte: O Jornal (RJ).
"[...] a defesa gaúcha fortemente empenhada".
Fonte: Jornal dos Sports (RJ).

NOVAMENTE VENCIDO O INTERNACIONAL DE PORTO ALEGRE
O Flamengo impôs-se ontem ao grêmio gaúcho por 3 a 0
RIO, 22 (Asapress) — Defrontaram-se, na noite de hoje, no campo do Botafogo, as equipes do Flamengo local e do Internacional, de Forto Alegre. Ao amistoso compareceram inúmeros aficionados desejosos de assistir a apresentação do quadro sulino, que veio precedido de grande propaganda. Desde o início do encontro o quadro local não encontrou dificuldades para dominar o seu adversário, mercê de sua técnica e de melhor entendimento entre os seus avantes.
Os quadros entraram em campo com a seguinte constituição:
FLAMENGO — Luiz, Miguel e Norival; Biguá, Bria e Jaime; Luizinho, Hélio, Gringo, Jair e Durval.
INTERNACIONAL — Ivo, Nena e Maravilha; Alfeu, Viana e Abigail; Tesourinha, Ghizzoni, Adãozinho, Villalba e Carlitos.
No primeiro tempo, o Flamengo assinalou dois tentos. Aos 9 minutos, Durval abriu a contagem, e Hélio aumentou, aos 15 minutos.
Na fase complementar, várias foram as substituiçõs feitas. Ghizzoni não voltou, sendo substituído por Adãozinho, passando Villalba para o centro e entrando Segura para a meia esquerda. Mais tarde, Leônidas substituiu Adãozinho, enquanto que no Flamengo, Moacir substituiu Durval. Nesse período o Flamengo conquistou o seu terceiro e último tento, por intermédio de Gringo, aos 14 minutos, encerrando-se o prélio com a vitória do Flamengo por 3 a 0.
Dirigiu o encontro o sr. Gama Malcher, que teve uma arbitragem normal.
A renda do prélio atingiu a Cr$ 74.346,00.
Fonte: A Tribuna (SP), n. 230, 23 dez. 1948, p. 8. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/153931_02/45200. Acesso em: 29 mar. 2026.

O FLAMENGO VENCEU O INTERNACIONAL
3x0 o placar
Durval, Hélio e Gringo, os goleadores — Arrecadação Cr$ 74.346,00
Voltou o Internacional a decepcionar a torcida carioca, em circunstância que se lhe aprasentavam favoráveis. Isto porque, depois daquela derrota fragorosa de domingo, contra o Botafogo, esperava-se que o campeão gaúcho se apresentasse em campo disposto a conseguir uma ampla reabilitação. Ademais, melhor ambientado com a cancha, tinha ainda, a seu favor um Flamengo desfalcado de Zizinho, Newton e Bodinho. Mesmo assim, o Internacional não soube aproveitar a chance e sofreu nova derrota em gramados cariocas. Jogou mal, mais uma vez, o campeão gaúcho, e não conseguimos observar o menor entendimento entre os seus elementos. Houve completa desorientação da equipe e em nenhum momento o quadro rubro-negro passou por dificuldades. Pelo contrário. O Flamengo sempre esteve na ofensiva, dominando técnica e territorialmente o seu adversario, daí ter conquistado uma brilhante e expressiva vitória.
DOIS A ZERO NO PRIMEIRO TEMPO
Quando terminou o primeiro período de luta, o Flamengo já estava com a vantagem de 2 tentos a 0 no placar, e a contagem poderia ter sido maior se não fosse a falta de precisão dos seus atacantes nos arremates finais.
Durval foi o autor do primeiro gol. Eram decorridos nove minutos de jogo, quando Gringo, conseguindo levar a melhor sobre Abigail e Nena, serviu a Durval. O meia-direita rubro-negro colocado em situação privilegiada, não teve dificuldade em abrir a contagem para o Flamengo.
Ainda Gringo, que ontem, diga-se de passagem, teve destacada atuação, recebendo a pelota de Biguá, entregou a pelota ao extrema Hélio para, com um petardo, dilatar a contagem para dois.
AS ALTERAÇÕES NÃO SURTIRAM EFEITO
Para a segunda fase, esperava-se um melhor desempenho da equipe visitante. Alterações foram feitas em sua equipe. Segura substituiu Ghizzoni na meia-esquerda e o ataque passou então a formar com Tesourinha, Adãozinho, Villalba, Segura e Carlitos. Essa modificação, com Adãozinho de meia-direita, não trouxe resultado satisfatório, isto porque o descontrole da equipe continuava tal como no primeiro tempo.
GRINGO, DE CABEÇA, AUMENTA A CONTAGEM
Decorriam 14 minutos de jogo e o Flamengo continuava com o mesmo ritmo de jogo, isto é, forçando o jogo pelo centro, a fim de aproveitar as falhas do centro-médio Viana. E conseguiram êxito os rubro-negros, haja visto que o placar se elevou para três. Foi autor desse tento o centroavante Gringo, após aproveitar um centro bem endereçado por Luizinho.
SAI ADÃOZINHO E ENTRA LEÔNIDAS
Poucos minutos depois do tento de Gringo, verificou-se nova alteração no ataque do Internacional. Adãozinho, que não vinha cumprindo atuação satisfatória, teve que ceder o seu posto ao centroavante reserva Leônidas. Ainda assim, não conseguiram os campeões gaúchos, tirar o zero do placar.
GOL DE DURVAL ANULADO E APAGOU-SE A LUZ
A peleja já estava chegando ao seu término, quando o Flamengo, ainda comandando o jogo, conseguiu marcar o seu quarto gol por intermédio de Durval, depois de uma rebatida do arqueiro Ivo de um chute de Gringo. O árbitro Gama Malcher, todavia, anulou o tento, alegando impedimento do meia-direita rubro-negro. Nessa ocasião, apagaram-se os refletores do estádio de General Severiano, mas, isso durou apenas alguns minutos e a peleja foi reiniciada.
MOACIR EM LUGAR DE DURVAL
Faltavam poucos minutos para o término do encontro, quando se registrou a única alteração na equipe da Gávea, Durval cedeu o seu posto a Moacir. A esta altura já eram transcorridos 41 minutos de jogo. Nada mais de interessante verificou-se e o prélio terminou com a vitória do Flamengo pela contagem de 3 tentos a 0.
COMO FORMARAM AS EQUIPES
Os dois quadros formaram com as seguintes constituições: — Flamengo:  Luiz; Miguel e Norival; Biguá, Bria e Jayme; Luizinho, Durval (Moacir), Gringo, Jair e Hélio.
Internacional: Ivo; Nena e Maravilha; Alfeu, Viana e Abigail; Tesourinha, Villalba (Adãozinho) (Leônidas), Adãozinho (Villalba), Ghizzoni (Segura) e Carlitos.
A ARRECADAÇÃO E O JUIZ
No interestadual de ontem foi arrecadada a importância de Cr$ 74.346.00 e a arbitragem esteve a cargo de Alberto da Gama Malcher.
Fonte: O Jornal (RJ), n. 8791, 23 dez. 1948, p. 16. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/46879. Acesso em: 29 mar. 2026.

FLAMENGO, TRÊS A ZERO
Novamente batido o Internacional
Em revista o interestadual da noite de ontem
Encerrando a sua temporada em gramados cariocas, o Internacional enfrentou, ontem à noite, o quadro do Flamengo, no estádio de General Severiano. Depois da apagada exibição frente ao Botafogo no último domingo, não se poderia esperar grande coisa do team sulino. Entretanto, restava o desejo de reabilitação do onze preparado por Volante, para amenizar a pobreza de técnica que haviam demonstrado no cotejo inaugural. E, portanto, justificou-se a assistência razoavelmente numerosa que compareceu à praça de esportes do "Glorioso", deixando nas bilheterias a apreciável quantia de Cr$ 74.346,00. Mas nem isso foi oferecido aos espectadores, os rubro-negros venceram folgadamente, assinalando a expressiva contagem de 3 tentos a 0, sobre um rival que nunca ameaçou a sua vitória.
SUPREMACIA DO FLAMENGO NOS PRIMEIROS MOMENTOS
Iniciado o match às 21,48 horas, o quadro local demonstrou maior entendimento em suas linhas, e comandou as ações nitidamente. Tudo indicava que não tardaria a se concretizar a vantagem territorial com a supremacia no marcador. E já aos 9 minutos de luta, os rubro-negros tiveram o seu primeiro gol assinalado. O team não encontrando posição, investiu seguidamente sobre a meta guarnecida por Ivo. E com Jair em uma grande noite, cada ataque rubro-negro levava o pânico ao último reduto dos visitantes, obrigando a sua defesa a se desdobrar desorganizadamente para evitar a queda do seu arco novamente. Neste trabalho salientava-se Nena, que sempre procurou cobrir os claros deixados por seus companheiros. E o novo tento que foi marcado pouco depois do primeiro, fixou em 2x0 a contagem da primeira fase.
DESORIENTADO O QUADRO DO INTERNACIONAL
A paralisação da contagem quando o cronômetro marcava apenas 14 minutos de luta, poderá dar a falsa impressão de que os campeões gauchos reagiram. Acontece que nada disso foi presenciado. O Internacional desorientadamente em todo o transcorrer da primeira etapa. O que houve foi um Flamengo que diminuiu de produção, acomodando-se aos 2x0 conseguidos. Contudo, o team da Gávea manteve sempre o comando das ações, e se Jair tivesse com o auxílio mais eficiente dos seus companheiros de ataque, a contagem teria sido mais ampla. Poucas vezes os avantes do Rio Grande incursionaram até o arco de Luiz Borracha, e a primeira defesa do goleiro mineiro feita aos 16 minutos da contenda, portanto, depois do segundo gol dos seus, foi bisada com raridade. Enquanto isso, acontecia do lado das numeradas, na meta oposta, Ivo era sobrecarregado pelas falhas dos defensores, defendendo seguidamente arremessos perigosos dos avantes cariocas. De uma feita, Gringo arrematou bem para o goleiro defender de munhecaço para o outro setor, Luizinho, vindo na carreira, emendou, e então o couro foi definitivamente defendido pelo arqueiro alvi-rubro.
FINAL: FLAMENGO 3x0
No período complementar, continuou o Flamengo se impondo em campo, marcando ainda o seu terceiro tento, para encerrar a contagem em 3x0. Mas cumpre assinalar-se que a equipe desta capital não foi a mesma do primeiro tempo. O ritmo de suas jogadas não continuou com aquela intensidade perigosa da fase inicial. Jair retraiu-se, não repetindo a brilhante performance dos 45 minutos iniciais. A defesa, não se vendo ameaçada, começou a fazer iogo para a assistência, e as trocas de passes em abundância prejudicava o rendimento do onze. A substituição de Durval por Moacir não modificou em nada o andamento das jogadas. Enfim, o panorama técnico apresentado pelo Flamengo foi o bastante para garantir o marcador de 3x0 até o apito do árbitro, finalizando a peleja.
JAIR, A MAIOR FIGURA
Entre os elementos que se destacaram durante o prélio, apareceu em primeiro plano o meia-esquerda Jair. O renomado Jajá fez uma notável exibição das suas qualidades. Inúmeras vezes as suas fintas desnortearam completamente a defesa contrária, contribuindo ainda para a conquista dos tentos do seu quadro. Norival, Luiz, Bria, Biguá e Hélio, em certas ocasiões, também merecem destaque. No onze derrotado, apenas Nena e Ivo na defesa e Tesourinha e Adãozinho no ataque conseguiram sobreviver à debacle total.
A CONSTRUÇÃO DA CONTAGEM
Aos 9 minutos de luta, Hélio venceu Ghizzoni e passou a Jair, o meia aprofundou-se um pouco e presenteou Durval com um passe matemático. O ex-madureirense só teve o trabalho de emendar a bola para o fundo das redes de Ivo. Daí a 5 minutos, o mesmo Jair construiu inteligente jogada e estendeu a Hélio, que entrando bem na corrida aumentou para 2x0. Finalmente, aos 15 minutos da segunda fase, Gringo, com certeira cabecada, consolidou a vitoria rubro-negra com a conquista do terceiro tento.
COMO FORMARAM AS EQUIPES
Flamengo: — Luiz — Norival e Miguel — Biguá — Bria e Jaime — Luizinho — Durval (Moacir) — Gringo — Jair e Hélio.
Internacional: Ivo — Nena e Maravilha — Alfeu — Viana e Abigail — Tesourinha — Ghizzoni (Segura) — Adãozinho (Leônidas) — Villalba e Carlitos.
ARBITRAGEM E PRELIMINAR
Alberto da Gama Malcher foi o árbitro. S. S. não teve grande trabalho para dirigir o match e atuou com acerto e segurança. Na preliminar dafrontaram-se os quadros do Olímpico e dos Funcionários do Ministério da Educação, registando-se um empate de 2 tentos.
Fonte: Jornal dos Sports (RJ), n. 5933, 23 dez. 1948, p. 1. Disponível em:: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/32220. Acesso em: 29 mar. 2026.

2 TENTOS CONTRA 9
COM ESSA BAGAGEM, REGRESSA, HOJE, DO RIO, O INTERNACIONAL — EM SEU ÚLTIMO COMPROMISSO, O "ROLO COMPRESSOR" PERDEU PARA O FLAMENGO POR 3X0
Ontem, à noite, na capital da República, despediu-se o onze bicampeão gaúcho do Internacional que, em General Severiano, enfrentou o Flamengo, para o qual perdeu por 3 a 0.
As equipes atuaram com a seguinte constituição: FLAMENGO — Luiz "Borracha", Miguel e Norival; Biguá, Bria e Jaime; Luizinho, Durval (depois Moacir), Gringo, Jair e Hélio. INTERNACIONAL — Ivo, Nena e Maravilha; Alfeu, Viana e Abigail; Tesourinha, Ghizzoni, Adãozinho, Villalba e Carlitos.
Na equipe colorada entraram ainda Segura e Leônidas, respectivamente em substituição a Ghizzoni e Adãozinho.
Os tentos para a equipe rubro-negra foram conquistados por Durval, aos nove minttos da fase inicial; Hélio, aos quatorze minutos também da primeira fase. O último tento carioca foi conquistado por Gringo, na fase derradeira, aos quinze minutos. Luizinho, teve, ainda nessa fase, um tento nulado, que provocou protestos por parte dos craques guanabarinos.
Na arbitragem funcionou o sr. Gama Malcher, de correto desempenho. Renda: Cr$ 74.346,00.
REGRESSARÁ HOJE O INTERNACIONAL
A equipe bicampeã gaúcha, quie tão desastrada atuação teve em gramados cariocas, hoje regressará a esta capital, via aérea.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 577, 23 dez. 1948, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/docreader/098230/4319. Acesso em: 29 mar. 2026.

O INTERNACIONAL REGRESSOU
RIO, 23 (Asapress) — A delegação do Internacional de Porto Alegre regressou esta manhã, viajando em avião especial. Falando à reportagem, o técnico Volante lamentou os resultados verificados para os quais não encontra outra explicação que a de que "são coisas que acontecem no futebol".
Salientou que o Internacional ficou muito aquém de suas reais possibilidades, mas teve palavras de grande entusiasmo a referir-se à equipe e à delegaçao.
O sr. Joaquim Defini admitiu que a conduta do quadro "colorado" foi pouco expressiva e adiantou haver convidado o Botafogo a exibir-se em Porto Alegre, concedendo a "revanche".
"Tenho a certeza de que tal encontro terá enorme êxito técnico e financeiro" — frisou o sr. Defini.
Fonte: A Tribuna (SP), n. 231, 24 dez. 1948, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/153931_02/45217. Acesso em: 29 mar. 2026.

19/12/1948 - Amistoso - Botafogo 6 x 2 Internacional

QUER O FLAMENGO ENFRENTAR O INTERNACIONAL — Patrocinado pelo Botafogo, em pagamento ao passe de Ávila, teremos na tarde de amanhã a apresentação do Internacional, de Porto Alegre, hexacampeão gaúcho, que medirá forças com o novo detentor do título máximo carioca. O compromisso inicial foi apenas para uma exibição do quadro sulista, mas tudo indica que veremos duas vezes o Internacional. Isto porque está o Flamengo interessado em medir-se com o clube de Porto Alegre, devendo para isso procurar o Botafogo e apresentar sua sugestão.
Fonte: Jornal dos Sports (RJ), n. 5929, 18 dez. 1948, p. 1. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/32173. Acesso em: 29 mar. 2026.

BOTAFOGO E INTERNACIONAL AMANHÃ EM GENERAL SEVERIANO
Assentada de improviso a realização do interessante encontro interestadual
Quando tudo indicava que o fã carioca teria o domingo de amanhã preenchido por um esforço do América, a princípio estabelecendo um jogo com o São Cristóvão e posteriormente assentando um com o Flamengo, eis que o Botafogo resolveu de improviso promover a vinda do Internacional, de Porto Alegre, para um amistoso amanhã, em General Severiano. O assunto ficou liquidado ontem mesmo, tendo a Federação autorizado a realização do amistoso interestadual através do seu boletim oficial.
Fonte: Jornal dos Sports (RJ), n. 5929, 18 dez. 1948, p. 1. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/32173. Acesso em: 29 mar. 2026.

A FORÇA MÁXIMA
Hoje, às 15 horas teremos a delegação do Internacional entre nós. O desembarque terá lugar no aeroporto Santos Dumont, e a turma visitante que viajará em aparelho da VARIG seguirá para o City Hotel, onde ficará hospedada até quinta-feira, quando se dará o regresso ao extremo sul do país.
COM A FORÇA MÁXIMA O INTERNACIONAL
O adversário do campeão carioca virá integrado de todos os seus valores, na maioria já velhos conhecidos dos aficionados. Deverão desembarcar logo mais, os seguintes players: Ivo, Éverton, Nena, Ilmo, Maravilha, Abigail, Viana, Alfeu, Tesourinha, Villalba, Beresi, Adãozinho, Ghizzoni e Carlitos, além dos reservas. O chefe da embaixada, segundo informações recebidas pelo "Glorioso", será o proprio presidente do Internacional, Sr. Pedro Machado Moreira, que trará como técnico o antigo centro-médio do Flamengo, Volante, treinador do onze campeão de Porto Alegre.
ARBITRAGEM E PROVÁVEL PRELIMINAR
O Colégio de Árbitros na palavra do seu diretor Joaquim Guimarães, indicará Mário Viana para arbitrar a partida entre os dois campeões. Sem dúvida alguma a indicação do árbitro nacional para o importante embate é das mais felizes. Para a preliminar, o clube de General Severiano, convidará o quadro de aspirantes do Vasco, a fim de preliar com o seu onze de igual categoria. Será, portanto, em caráter de revanche, pois o conjunto cruzmaltino, campeão da cidade, sofreu sua única derrota no certame frente aos pupilos de Newton Cardoso.
Fonte: Jornal dos Sports (RJ), n. 5929, 18 dez. 1948, p. 6. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/32178. Acesso em: 29 mar. 2026.

VÁRIOS AUSENTES NA PRÁTICA
Treinou o Botafogo pra enfrentar amanhã o Internacional sem o concurso de 4 titulares
Interrompendo o descanso, ao qual haviam sido entregues desde a vitória que lhes valeu o campeonato, os profissionais do Botafogo estiveram ontem em ação na cancha da rua General Severiano. A abertura da nova fase de treinamento foi um exercício de conjunto, que durou 60 minutos. Embora sem a participação de todos os titulares, e não obedecendo ao critério adotado durante o campeonato, que estabelecia o tempo regulamentar para os ensaios coletivos do quadro que se sagrou campeão, a prática agradou em grande parte. Os players botafoguenses que, mesmo inativos, não se descuidaram da forma física que os levou ao campeonato, demonstraram na tarde de ontem a boa disposição em que se encontram para enfrentar amanhā à tarde o conjunto do Internacional de Porto Alegre.
AUSENTES: GÉRSON, ÁVILA, PIRILLO E BRAGUINHA
No quadro principal notou-se a ausência não só de Osvaldo, que como sempre atuou no onze reserva, como também de Gérson, Ávila, Pirillo e Braguinha. O zagueiro foi poupado por determinacão do Departamento Médico, em virtude da recuperação física que está-se observando em seu organismo, abalado com a perda de peso, não participando de nenhum exercício. O centro-médio e o comandante estiveram presentes e treinaram individualmente. E quanto ao extrema-esquerda, está um pouco resfriado e, portanto, foi dispensado pelos dirigentes do clube. O quadro principal marcou a vantagem de três tentos contra nenhum dos suplentes. Os artilheiros foram: Geninho, Otávio e Reinaldo. E os quadros estavam assim constituídos:
Titulares: — Matarazzo — Marinho e Santos — Rubinho — Beracochea e Juvenal — Paraguaio — Geninho — Osvaldinho — Otávio e Reinaldo.
Reservas: — Osvaldo — Amauri e Sarno — Ivan — Cid e Adão; Nerino — Zezinho — Hamílton  Jaime e Paulino.
Fonte: Jornal dos Sports (RJ), n. 5929, 18 dez. 1948, p. 6. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/32178. Acesso em: 29 mar. 2026.

INTERNACIONAL, O ADVERSÁRIO DO BOTAFOGO
DEFINITIVAMENTE ESCOLHIDO
HOJE A CHEGADA DOS GAÚCHOS — O QUADRO ALVI-NEGRO PARA AMANHÃ
Conforme anunciamos ontem com absoluta exclusividade, estava o Botafogo interessado na vinda do Internacional de Porto Alegre ou do América Mineiro para fazer um jogo no domingo.
INTERNACIONAL
Ontem, no entanto, conforme aliás adiantamos, ficou definitivamente resolvida a vinda do Internacional. O quadro chegará hoje ao aeroporto, cerca de três horas da tarde.
A DELEGAÇÃO
A delegação do Internacional conta com os seguintes jogadores:
Goleiros: Ivo e Éverton.
Zagueiros: Nena, Ilmo e Maravilha.
Médios: Abigail, Viana e Alfeu.
Atacantes: Tesourinha, Villalba, Adão, Ghizzoni e Carlitos.
Como técnico virá o nosso velho conhecido Volante, que durante vários anos militou no C. R. do Flamengo.
O BOTAFOGO
Quanto ao Botafogo, manterá o mesmo team que levantou de forma brilhante o campeonato carioca deste ano.
Assim teremos no Glorioso: Osvaldo, Gérson e Santos; Rubinho, Ávila e Juvenal; Paraguaio, Geninho, Pirillo, Otávio e Braguinha.
JUIZ E PRELIMINAR
Quanto ao juiz será o sr. Mário Viana. A preliminar do interestadual de amanhã só hoje será resolvida.
Fonte: Diário Carioca (RJ), n. 6283, 18 dez. 1948, p. 9. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093092_03/35031. Acesso em: 29 mar. 2026.

BOTAFOGO X INTERNACIONAL AMANHÃ, EM GENERAL SEVERIANO
CHEGARÃO HOJE OS CAMPEÕES GAÚCHOS
CONCLUÍDOS ONTEM A TARDE OS ENTENDIMENTOS PARA O INESPERADO AMISTOSO DE AMANHÃ
Ficou decidido ontem, após uma ligação telefônica interestadual, a realização do match Botafogo x Internacional, de Porto Alegre. Os entendimentos para a disputa de uma partida amistosa nesta capital estavam sendo realizados, porém, havia dúvidas quanto ao adversário, vacilando entre o América, campeão de Belo Horizonte, e o Internacional, campeão gaúcho.
Entretanto, os mineiros não puderam vir esta semana e os gaúchos concordaram com o convite dos alvi-negros. Assim, fará o Botafogo sua primeira exibição para o público, depois da brilhante conquista do título de campeão. Será um match de grandes atrações, pois o Internacional sagrou-se campeão este ano, em Porto Alegre, sendo assim, amanhã, em General Severiano, a peleja dos campeões, o que constitui uma partida de perspecitvas bastante interessantes. Dois campeões em luta, e o Botafogo, novo campeão carioca, em sua primeira prova de fogo, defendendo seu honroso título, conquistado com tanto sacrifício e de alto valor.
Estando tudo assentado, marcando definitivamente para domingo o match Botafogo, campeão carioca, com o Internacional, campeão gaúcho, os dirigentes do clube alvi-negro tomam providências para o jogo e, ontem, estiveram na Federação Metropolitana, ultimando os assuntos referentes ao atraente encontro.
A delegação do Internacional, de Porto Alegre, enviou ontem uma comunicação ao Botafogo de que chegará hoje, à tarde, por via aérea. Os gaúchos deverão ficar hospedados no Hotel dos Estrangeiros, seguindo na segunda-feira, de regresso, logo após o jogo. No quadro campeão virão os mais famosos ases já conhecidos pelos cariocas, como Tesourinha, Adãozinho, Nena e Carlitos. Adãozinho está contundido, porem virá com a delegação.
Fonte: O Jornal (RJ), n. 8787, 18 dez. 1948, p. 16. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/46795. Acesso em: 29 mar. 2026.

O BOTAFOGO RECEBERÁ, HOJE, A VISITA DO INTERNACIONAL, DE PORTO ALEGRE
O público carioca reverá, hoje, o conjunto do Internacional, de Porto Alegre, que aqui virá enfrentar o Botafogo, campeão metropolitano, titulo conquistado com galhardia, após uma campanha de brilhantes exibições.
É de esperar que o gramado do Botafogo apanhe uma assistência enorme, dado o valor do bando alvi-negro e o prestígio do quadro gaúcho, adquirindo depois de magníficas.
A EQUIPE DO BOTAFOGO
O "team" do Botafogo entrará em campo assim formado:
Osvaldo; Gérson e Santos; Rubinho, Ávila e Juvenal; Paraguaio, Geninho, Pirillo, Otávio e Braguinha.
O QUADRO "COLORADO"
A turma gaúcha deverá jogar assim formada:
Ivo; Ilmo e Nena; Alfeu, Viana e Abigail; Tesourinha, Beresi, Adãozinho, Villalba e Carlitos.
O JUIZ
Dirigirá o jogo o sr. Mário Viana, indiscutivelmente no momento, o nosso melhor juiz.
Fonte: Diário de Notícias (RJ), n. 8024, 19 dez. 1948, p. 51. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_02/42734. Acesso em: 29 mar. 2026.

ENFRENTANDO O CAMPEÃO CARIOCA, ESTREIA HOJE, NO RIO, O "ROLO COMPRESSOR"
TODAS AS ATENÇÕES DO MUNDO ESPORTIVO PORTO-ALEGRENSE VOLTADAS PARA O SENSACIONAL EMBATE ENTRE O INTERNACIONAL E O BOTAFOGO — PROVÁVEIS EQUIPES
Via aérea seguiu, ontem, para o Rio de Janeiro, a famosa equipe bicampeã gaúcha de futebol que, na Capital da República enfrentará, hoje, à tarde, em Álvaro Chaves, o onze campeão carioca de 1948, o Botafogo.
A equipe do Internacional — único clube gaúcho que goza, verdadeiramente, de prestígio nacional — quando de sua última exibição frente os cariocas enfrentou o Flamengo, então campeão do Rio de Janeiro, deixando o estádio da Gávea com um honroso empate em dois tentos.
Agora, volta novamente ao Rio o onze de Carlo Volante, desta vez com idêntico compromisso, isto é, enfrentar o campeão carioca.
Confiam os esportistas do Rio Grande numa otima exibição do "Rolo Compressor" frente a equipe dos gaúchos Ávila e Pirillo, pois é o Internacional, no momento, indiscutivelmente, o clube melhor credenciado para representar o futeból gaúcho fora dos pagos.
PROVÁVEIS EQUIPES
Para o choque sensacional desta tarde, no Rio de Janeiro, provavelmente assim jogarão as duas equipes campeãs: BOTAFOGO — Osvaldo, Gérson e Santos; Rubinho, Ávila e Juvenal; Paraguaio, Geninho, Pirillo, Otávio e Braguinha. INTERNACIONAL — Ivo, Nena e Ilmo; Alfeu, Viana e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Ghizzoni e Carlitos.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 574, 19 dez. 1948, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/4289. Acesso em: 29 mar. 2026.

BOTAFOGO X INTERNACIONAL NUM JOGO DE CAMPEÕES
Atuarão completos os dois esquadrões — Gérson jogará — Mário Viana na arbitragem — Preliminar
O carioca, que estava, até o meio da semana, destinado a ter uma tarde de domingo sem futebol, após as vibrações sensacionais da peleja decisiva da última semana entre Vasco e Botafogo, vê-se agora com a promessa de uma grande batalha interestadual. Pelo menos, isso é o que é lícito esperar-se do choque que o próprio Botafogo, campeão da Cidade, vem de promover com o Internacional, a famosa agremiação gaúcha, que em mais de uma oportunidade se tem exibido entre nós com o mais absoluto sucesso. Será, sem dúvida, uma batalha das mais sugestivas. Alvinegros e "colorados" inegavelmenle se encontram em situação de proporcionar ao público um belo espetáculo de futebol, possuidores que são de quadros bem dotados, onde militam algumas das  figuras mais categorizadas do "association" nacional. Ávila, Pirillo, Otávio, Geninho, de um lado; Tesourinha, Adãozinho, Nena, do outro, são astros que por si só poderão assegurar o brilhantismo da jornada, brindando hoje o público com um espetáculo pleno de motivos de atração.
ORGANIZAÇÃO DOS TEAMS
Os dois quadros que jogarão, salvo modificações de última hora, apresentar-se-ão assim formados:
BOTAFOGO — Osvaldo — Gérson e Santos — Rubinho — Ávila e Juvenal — Paraguaio — Geninho — Pirillo — Otávio e Braguinha.
INTERNACIONAL: — Ivo — Nena e Ilmo — Viana — Alfeu e Abigail — Tesourinha — Villalba — Adãozinho — Ghizzoni e Carlitos.
GÉRSON JOGARÁ
Gérson, zagueiro campeão pelo Botafogo, que se machucara no domingo passado no encontro com o Vasco, a ponto de não voltar mais ao gramado, atuará hoje formando a zaga com Santos.
MÁRIO VIANA NA ARBITRAGEM
Funcionará na arbitragem o Sr. Mário Viana, que se conduziu com brilho no jogo de domingo passado, entre o Botafogo e Vasco.
Fonte: Gazeta de Notícias (RJ), n. 297, 19 dez. 1948, p. 12. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_07/42107. Acesso em: 29 mar. 2026.

CHOQUE DE CAMPEÕES
BOTAFOGO E INTERNACIONAL EM LUTA QUE PROMETE AGRADAR — UM GRANDE CONJUNTO O DO CAMPEÃO GAÚCHO — GENERAL SEVERIANO, O LOCAL DA LUTA
O domingo não vai passar em branco. É que o Botafogo, campeão de 48, resolveu trazer ao Rio, para enfrentá-lo o forte conjunto do Internacional, de Porto Alegre, campeão gaúcho, esta tarde.
Não precisamos dizer da importância do choque entre os dois campeões, choque que, ao nosso ver, deverá ser dos mais empolgantes do ano.
EMPATOU COM O FLAMENGO
A última vez que jogou no Rio, o Internacional não perdeu. É bem verdade que não venceu. Todavia, obteve um honroso empate com o Flamengo, agradando a todos os que o viram jogar.
Veio ao Rio, agora, em melhor forma e a sua turma está disposta a obter um resultado positivo contra o nosso campeão. Facil é, pois, concluir que os amantes do futebol que não pensavam em ter um domingo, com jogos, acabarão assistindo um match promissor entre dois campeões.
EM GENERAL SEVERIANO
A luta entre o "glorioso" e o campeão gaúcho será disputada em General Severiano, que por certo, será pequeno para conter o público que a deseja assistir.
É interessante frisar que os dois campões jogarão integrados por todos os seus valores.
QUADROS PROVÁVEIS
Para a grande peleja de hoje, salvo modificações de última hora, as duas equipes entrarão em campo com as prováveis constituições:
O Botafogo — Osvaldo, Gérson e Santos; Rubinho, Ávila e Juvenal; Paraguaio, Geninho, Pirillo, Otávio e Braguinha.
Internacional: Ivo; Ilmo e Nena; Alfeu, Viana e Abigail; Tesourinha, Beresi, Adãozinho, Villalba e Carlitos.
Fonte: A Manhã (RJ), n. 2460, 19 dez. 1948, p. 24. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116408/40856. Acesso em: 29 mar. 2026.

CHEGOU O INTERNACIONAL
Procedente de Porto Alegre, chegou, ontem, em avião especial da Panair do Brasil, o time do Internacional, bicampeão do Rio Grande do Sul, o qual enfrentará hoje, à tarde o Botafogo, e na quarta-feira, o esquadrão do C. R. Flamengo.
A equipe colorada veio sob a direção do presidente recém-eleito, dr. Joaquim Difini e sr. Milton Soares, trazendo como secretário e tesoureiro, respectivamente, o dr. Evaldo Campos e Celeste Aleixo.
Fonte: Correio da Manhã (RJ), n. 17104, 19 dez. 1948, p. 19. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_05/44929. Acesso em: 29 mar. 2026.

BOTAFOGO X INTERNACIONAL, O INTERESTADUAL DE HOJE
Depois de terminado o campeonato, geralmente os chamados clubes grandes excursionam, ou então, promovem a vinda dos mais categorizados esquadrões dos Estados ao Rio.
Claro, que essa medida, além de ser proveitosa para o patrocinador, também é bastante oportuna para os fãs do "association", pois, já não contando mais com o certame, assim não ficarão inativos.
Como hoje, a data estava vaga, teve o Botafogo, que acaba de sagrar-se campeão carioca, a feliz iniciativa de promover um interestadual com o Internacional de Porto Alegre. Todos sabem o prestígio e fama que desfruta esse esquadrão na terra dos "pampas", pois, por vezes consecutivas levantou o campeonato "gaúcho" e para não fugir à praxe, voltou a reproduzir tudo de anterior, conquistando no corrente ano mais um campeonato, o que demonstra bem o time que é possuidor, onde existem elementos como Carlitos, Nena, Tesourinha, Adãozinho e outros.
A torcida bem numerosa que deverá afluir, hoje à tarde, a General Severiano, terá oportunidade de assistir um sensacional cotejo, estando em jogo, o prestígio do futebol guanabarino e do "sulino". A última vez que o Internacional aqui esteve, enfrentou o Flamengo e, embora não lograsse grande êxito, deixou uma ótima impressão e, naturalmente, o público, querendo ver esse mesmo Internacional, não poupará esforços para dirigir-se ate a praça de esportes do "glorioso".
Falando sobre favoritismo, a despeito do clube carioca jogar em seus domínios, claro que leva uma superioridade, embora não seja nítida. Contudo, o clube "gaúcho", na certa, não dará importância ao "fator campo" e envidará todos os esforços nesse "choque" de campeões para que fique com o seu estado a supremacia.
A delegação do Internacional encontra-se desde ontem no Rio, e, somente momentos antes da refrega é que será escalado o time, porém, podemos antecipar que os scratchmen brasileiros estarão a postos.
Já com o Botafogo, não sucede o mesmo, estando assim escalado o quadro:
Osvaldo; Gérson e Santos; Rubinho, Ávila e Juvenal; Paraguaio, Geninho, Pirillo, Otávio e Braguinha.
Fonte: Correio da Manhã (RJ), n. 17104, 19 dez. 1948, p. 19. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_05/44929. Acesso em: 29 mar. 2026.

CAMPEÕES EM CHOQUE!
BOTAFOGO X INTERNACIONAL
Uma grande atração
Interesse pela apresentação do herói do Campeonato Gaúcho esta tarde em Gal. Severiano
Desapareceu, não resta a menor dúvida, a ameaça da inatividade que tanto vinha preocupando o torcedor carioca. E esta tarde, graças a iniciativa do Botafogo, os aficionados poderão rever o destacado conjunto do Internacional, incontestavalmente uma das maiores glórias do football sulino. O Internacional, como se sabe, depois de um 1947 adverso, conseguiu readquirir a supremacia do football gaúcho, levantando o título máximo do certame que acaba de terminar. Portanto, esta tarde, quando pisará o gramado da rua General Severiano para enfrentar o Botafogo, aparece suficientemente credenciado para proporcionar aos cariocas um prelio à altura da expectativa, digno de autênticos campeões. Na realidade, o choque de logo mais reúne detalhes que o tornam dos mais atraentes. Veremos a maior categoria técnica do Botafogo diante de um Internacional, cheio de flama e disposto a demonstrar que o football sulino continua mantendo a mesma eficiência que o nivelou aos grandes centros esportivos do país.
UMA GRANDE PELEJA
O Botafogo joga uma cartada perigosa. Pela primeira vez defenderá o seu prestígio de campeão. Um título que foi alcançado brilhantemente e exigiu o máximo de esforços dos alvi-negros. O Internacional, como já salientamos, reúne uma equipe de grandes possibilidades técnicas. Dispõe de grandes valores, podendo ser citados como elementos de primeira gandeza os internacionais Nena, Tesourinha e o célebre Adãozinho, que vem sendo cobiçado pelos grandes clubes cariocas e paulistas. A grande característica da turma visitante é o entusiasmo e o grande entendimento que se observa em todas as suas linhas. O Botafogo está preparado para justificar o valor da sua turma, enquanto o Internacional chegou ontem com a disposição de uma grande vitória, ou na pior das hipóteses, repetir a proeza que realizou quando há tempos enfrentou o Flamengo que havia conquistado o tricampeonato.
OS QUADROS
Os dois quadros estão oficialmente escalados. Eis como aparecerão na cancha da rua General Severiano:
BOTAFOGO — Osvaldo — Marinho e Santos — Rubinho — Ávila e Juvenal — Paraguaio — Geninho — Pirillo — Otávio e Braguinha.
INTERNACIONAL — Ivo — Nena e Maravilha — Alfeu — Viana e Abigail — Tesourinha — Ghizzoni — Adāozinho — Villalba e Carlitos.
MÁRIO VIANA NA ARBITRAGEM
De acordo com o que ficou estabelecido, a arbitragem da peleja pertencerá ao Sr. Mário Viana. Na preliminar, jogarão as equipes representativas dos bancos Mineiro de Produção e Delamare.
Fonte: Jornal dos Sports (RJ), n. 5930, 19 dez. 1948, p. 1. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/32181. Acesso em: 29 mar. 2026.

FORÇA MÁXIMA
ILMO, O ÚNICO DESFALQUE NO QUADRO DO INTERNACIONAL
No City Hotel a turma do campeão sulino
Desde ontem, à tarde, a cidade hospeda a delegacão do Internacional, de Porto Alegre, que em pagamento do passe de Ávila, enfrentará o Botafogo, logo mais.
Os campeões gauchos deixaram a capital do seu estado às 12 horas de ontem, e antes das 16 já se encontravam entre nós. A viagem transcorreu normalmente, e apenas o zagueiro Ilmo não acompanhou a turma treinada por Volante, por força de uma distensão muscular que o atingiu no último encontro do onze invicto com o Grêmio. A embaixada tem como chefes os Srs. Joaquim Difini, atual presidente do clube e Milton H. Soares, membro do Conselho Deliberativo. Os auxiliares são: tesoureiro — Celeste Aleixo: secretário — Evaldo Campos, além dos jogadores, técnico, que, como dissemos, é o antigo centro-médio do Flamengo e ainda um massagista.
NO CITY HOTEL, A DELEGAÇÃO
Pouco depois do desembarque no Aeroporto Santos Dumont, os visitantes rumaram para o City Hotel, onde ficaram hospedados. A reportagem de JORNAL DOS SPORTS, entrando em contato com os integrantes da delegação sulista, cientificou-se da boa disposição de todos, e a satisfação por se encontrarem na "Cidade Maravilhosa". Entretanto, lamentam unicamente a falta de Ilmo, que será substituido por Maravilha, um jovem zagueiro que vem se revelando na posição que consagrou Domingos da Guia. Os restantes, todos estarão em seus respectivos postos, e os desportistas cariocas terão oportunidade de rever ases como Tesourinha, Adãozinho e Nena, scrathmen nacionais; Alfeu, capitão, da equipe, Ivo, Carlitos, Abigail e outros de reconhecida capacidade técnica. O desejo de continuarem na trajetória invicta que vem marcando a sua campanha do ano ainda em curso é acentuada. Reconhecem, contudo, o valor do quadro campeão carioca e, portanto, estão cônscios de que terão de demonstrar tudo que sabem do "association" para conquistarem a vitória. E com isto lucrará o público, que assistirá um prélio entre verdadeiros campeões, que precisam do triunfo para consolidar as campanhas excepcionais que fizeram.
Fonte: Jornal dos Sports (RJ), n. 5930, 19 dez. 1948, p. 1. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/32181. Acesso em: 29 mar. 2026.

FALAM VOLANTE E ADÃOZINHO:
JUVENAL É MESMO GRANDE ZAGUEIRO
Impressões sobre o futuro defensor da turma do Flamengo
Aproveitando a visita que fizemos ontem ao Ciy Hotel, onde entramos em contato com a embaixada do Internacional, ouvimos as opiniões dos desportistas gaúchos, sobre as possibilidades do cobiçado zagueiro do Cruzeiro de Porto Alegre — Juvenal. O chefe da delegacão salientou que o jogador pretendido pelo Flamengo, será um grande reforço para o tricampeão. Também Volante e Adãozinho prestaram as suas declarações sobre o full-back. O treinador argentino reafirmou as palavras do dirigente do clube que empresta o seu concurso, dizendo que Juvenal possui muitos recursos e que poderá triunfar no football da metrópole. O centroavante da seleção brasileira, que sem dúvida é um dos que pode avaliar bem as qualidades do zagueiro, pois já jogou várias vezes sob a sua marcação, reconhece no futuro rubro-negro grandes predicados técnicos, e alguns defeitos que possui serão facilmente corrigidos por um técnico que lhe imponha um eficiente treinamento.
Fonte: Jornal dos Sports (RJ), n. 5930, 19 dez. 1948, p. 1. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/32181. Acesso em: 29 mar. 2026.

INÍCIO: 16 HS
Mário Viana dirigirá o interestadual
A arbitragem do interestadual desta tarde entre o Botafogo, campeão carioca de 48 e o Internacional, bicampeão gaúcho, estará entrgue ao juiz nacional nº 1, Mário Viana. Uma garantia para o êxito da rodada footballística em General Severiano, nao há dúvida.
ÀS 16 HORAS O INÍCIO DO JOGO
Um detalhe interessante para o conhecimento do público é o de que o jogo de hoje está com o seu início marcado para às 16 horas.
OS PREÇOS DOS INGRESSOS
Vigorarão hoje em General Severiano os seguintes preços: Cadeiras numeradas: Cr$ 50,00. Arquibancadas e gerais (preço único): Cr$ 12,00.
Fonte: Jornal dos Sports (RJ), n. 5930, 19 dez. 1948, p. 1. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/32181. Acesso em: 29 mar. 2026.

CAMPEÃO CARIOCA X CAMPEÃO GAÚCHO
Hoje no Botafogo — Os dois quadros — Mário Viana o juiz — A faixa de campeão
No Estádio "Mais Bonito do Brasil", o campeão do ano em curso receberá, em sua praça de esportes, a visita do Internacional, de Porto Alegre, campeão daquela cidade.
Trata-se, sem dúvida alguma, de uma partida amistosa que agradará, levando-se em conta, de ser um "match" de campeões, pois ambos os quadros possuem elementos de grande projeção no futebol brasileiro.
Veremos, assim, desse modo, o quadro do "Rolo Compressor", figura expoente do futebol sulino, e que pode muito bem representar o futebol praticado e usado na terra gaúcha. Aliás, os torcedores cariocas já tiveram o oportunidade de ver o Internacional, quando este veio a esta capital a convite do Flamengo.
Portanto, a partida dos "campeões" poderá agradar, pois tanto o quadro visitante como o campeão carioca, apresentar-se-ão completos, dando assim ao encontro amistoso um colorido diferente.
Segundo informações da capital gaúcha, o quadro "colored", joga à base do entusiasmo, o que aliás não é desconhecido dos aficionados cariocas, pois que contra os rubro-negros, reagiram e fizeram da partida, que parecia ser favorável ao quadro de Zizinho, equilibrada.
Possui o quadro do "Rolo Compressor" elementos que já figuraram, não só no "scratch" gaúcho, como também no selecionado brasileiro, tais como Nena, Tesourinha e, a sombra de Heleno no último certame continental, Adãozinho.
Sobre o quadro do Botafogo, nada é preciso noticiar, pois que o onze preparado por Zezé Moreira, saberá pôr a prova, frente ao Internacional, que foi sem dúvida, o melhor conjunto do campeonato.
Terão pois, os torcedores cariocas, uma boa partida e interessante, que será dirigida por Mário Viana, e que por certo arrancará aplausos a todos aqueles que forem a General Severiano.
Os quadros formarão assim:
BOTAFOGO — Osvaldo — Marinho e Santos; Rubinho — Ávila e Juvenal; Paraguaio — Geninho — Pirillo — Otávio e Braguinha.
INTERNACIONAL — Ivo — Maravilha e Nena; Abgail — Viana e Alfeu — Tesourinha — Villalba — Adão — Ghizzoni e Carlitos.
Fonte: Diário Carioca (RJ), n. 6284, 19 dez. 1948, p. 14. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093092_03/35048. Acesso em: 29 mar. 2026.

LUTA DE CAMPEÕES EM GENERAL SEVERIANO
INTERNACIONAL X BOTAFOGO
Lídimos representantes do futebol carioca e gaúcho prometem espetáculo soberbo para a tarde de hoje — completos os dois quadros — Grandes nomes do futebol nacional, em desfile no gramado botafoguense
Terminado o campeonato oficial da cidade, domingo passado, os clubes passaram a cuidar dos seus prograns de excursões, enquanto que alguns concediam férias aos seus profissionais, tudo indicando que no dia de hoje teríamos a tarde inteiramente em branco, ou seja, sem qualquer partida de futebol, principalmente porque, terminado há uma semana o campeonato, não haveria possibilidades de se efetuar um cotejo de grande expressão na cidade, voltando-se então as expectativas para o cotejo entre o Fluminense e o Fortaleza, no Ceará, ou sobre a possibilidade de algum amistoso entre os quadros que permaneciam na cidade, constituindo-se este último caso, mais num passatempo para o público, que propriamente um espetáculo de categoria.
Surgiu então, na sexta-feira pela manhã, a notícia de que o Flamengo e América haviam acertado um amistoso para hoje. Entretanto, naquele mesmo dia à tarde, o Botafogo pedia licença a Federação para jogar com o Internacional de Porto Alegre, causando a nova, grande sensação entre o público, que passou a desinteressar-se completamente pelo outro "match" entre os grêmios locais, levando o rubro-negro e o grêmio rubro, a decidirem a peleja para a noite de ontem, não levando assim desvantagem se a mantivessem para hoje.
Foi das mais oportunas a ideia do campeão de 48, trazendo ao Rio o esquadrão do Internacional gaúcho. Ambos, cumpriram campanhas das mais elogiáveis nos respectivos certames e o publico terá a oportunidade de presenciar a um embate, portanto, de autênticos campeões, em cujas fileiras formam elementos de grande renome no futebol nacional. Possui o clube gaúcho, um dos mais perfeitos quadros do Brasil, pontificando em suas fileiras elementos como Tesourinha, Nena, Adãozinho e outros, já nossos conhecidos de outras oportunidades e que hoje à tarde, em General Severiano, de novo se exibirão aos olhos dos desportistas locais.
Terá assim o público carioca uma tarde de gala, na de hoje, no gramado de General Severiano. Uma partida difícil para ambos, que promete desenrolar dos mais acirrados e com bom futebol no terreno, devendo se constituir numa festa esportiva de grande significação, estando em ação todos os titulares campeões pelos respectivos conjuntos que defendem, o que se constitui numa garantia para o espetáculo de logo mais, no gramado alvi-negro.
Fonte: O Jornal (RJ), n. 8788, 19 dez. 1948, p. 20. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/46815. Acesso em: 29 mar. 2026.

OS GAÚCHOS ESTÃO NA TERRA
A turma do "veneno" foi logo pensando que o Carlito mandou buscar o Internacional para atrapalhar o Flamengo e o América, interessados em promover um amistoso para as castanhas do Natal. Mas não houve nada disso. O Carlito nao é homem dessas coisas. O presidente campeão poderia apenas ter estranhado a presteza dos rubro-negros e americanos, marcando a festa das castanhas para General Severiano, sem ao menos avisar aos donos da casa...
Mesmo assim, Carlito Rocha deu licença para acender seus refletores para o amistoso, flcando com o domingo livre para promover uma partida atraente entre dois legítimos campeões.
Aliás, o Internacional, por ser um clube do Sul, tem grandes simpatias na "Cidade Maravilhosa". O carioca gosta imensamente do gaúcho. A prova está no prestígio que desfrutam os Aranhas, o Riva, o Vargas Netto e outros tantos que conosco convivem fraternalmente, retratando muito bem o espírito jovial e franco dos filhos dos pampas. E quando chegam por aqui as embaixadas esportivas dessa gente boa e despretensiosa, o carioca não esconde o seu interesse e procura logo ao contato íntimo com o gaúcho, que o recebe de coração escancarado. Os cracks sulinos tem milhares de fãs entre nós. E justifica-se o fanatismo, porque a história relembra entre os seus mais famosos jogadores Kuntz, Candiota, Lara, Luiz Luz, Sílvio, Luiz Carvalho, Martim Silveira, Moderato, Cardeal, Russo, Pirillo, Noronha, Chico, Tesourinha, Adãozinho, Nena, todos marcando, no passado e no presente, a escola fulgurante do futebol gaúcho.
De quando em vez os clubes cariocas procuram rejuvenescer suas equipes de profissionais com o sangue gaúcho. E sempre que isso acontece, há uma revolução pelas bandas do Sul. Os clubes de lá não se conformam em perder seus ases e as cifras nunca valem como argumento decisivo. As transferências, quando se processam, registram sempre o sentido da amizade.
Ávila só veio para o Botaforo quando o Internacional resolveu castigá-lo. Tesourinha, Adãozinho e Nena, quase que vieram... mas tudo ficou no quase... Pirillo escapuliu, porque o Flamengo foi buscá-lo no Peñarol de Montevidéu. A última importação gaúcha foi a de Luizinho para o Flameneo. Dizem que o Cruzeiro só concordou em cedê-lo porque o menisco do rapaz havia dado o prego. Mas Luizinho tem futuro, e estaria brilhando, se tivesse encontrado na Gávea um Flávio Costa, como o Chico encontrou em Sao Januário um Ondino Vieira. O rapaz não teve muita sorte, mas com perseverança vencerá. O gaúcho não pára no meio do caminho. Agora anunciam que o melhor zagueiro de Porto Alegre também virá para a Gávea. Trata-se de Juvenal, que os críticos de lá afirmam ser superior a Nena. Não conhecemos bem o rapaz. Vimo-lo o ano passado, passeando pela rua dos Andradas. Tem pinta. No campo, dizem que é um Domingos em formação. O Dario não poupou esforços, nem dinheiro para trazê-lo para o futebol metropolitano. Aliás, com essa aquisicão, o Dario subiu no conceito de sua torcida. Em compensação, alguem teria que cair... Caiu o presidente do Cruzeiro. Assim é a vida, uma espécie de gangorra. Uns subindo... outros descendo... O Flamengo caberá dar a Juvenal a projeção que ele precisa e o Cruzeiro dá de se orgulhar de ter revelada mais uma "estrela" nos céus do futebol brasileiro.
Fonte: SCASSA, João. O Jornal (RJ), n. 8788, 19 dez. 1948, p. 20. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/46815. Acesso em: 29 mar. 2026.

CONFIANTES OS GAÚCHOS
Fala Volante, o técnico do Internacional — O quadro para hoje
Chegou ontem, a delegação do Internacional de Porto Alegre, para enfrentar, esta tarde, o quadro do Botafogo, em sensacional match amistoso. São dois campeões, que conquistaram de forma espetacular o título máximo deste ano, e que estão credenciados a proporcionar um espetáculo à altura do título que conquistaram.
A delegação do Internacional seguiu para o City Hotel, onde se encontram hospedados os seus integrantes. A embaixada está assim constituída: Chefe — Joaquim Difini, presidente do clube; Secretário — Evaldo Campos; Tesoureiro, Celeste Aleixo; diretor-técnico, Nilton Soares; técnico, Carlos Volante; jogadores, Ivo, Éverton, Nena, Maravilha, Tábua, Alfeu, Viana, Abigail, Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Roberto e Carlitos.
O quadro do Internacional já se exibiu diversas vezes nesta capital contra diversos clubes cariocas. Todavia, pela primeira vez o campeão gaúcho se exibirá nesta capital com a equipe dirigida por Volante, ex-centro-médio do Flamengo.
Será, portanto, uma das grandes atrações da peleja interestadual de hoje, embora a exibição dos campeões de Porto Alegre. Levantou o título deste ano o antigo defensor do Flamengo e esta tarde, colocará seu quadro diante do público carioca, num prélio de proporções verdadeiramente sensacionais. Um jogo contratado nas últimas horas de sexta-feira, já existe grande expectativa em torno do amistoso.
O QUADRO DO INTERNACIONAL PARA HOJE
Para o match desta tarde com o Botafogo, volante apresentará a seguinte equipe:
Ivo — Nena e Maravilha — Alfeu, Viana e Abigail — Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Roberto e Carlitos.
Fonte: O Jornal (RJ), n. 8788, 19 dez. 1948, p. 20. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/46815. Acesso em: 29 mar. 2026.

QUARTA-FEIRA À NOITE:
FLAMENGO CONTRA O INTERNACIONAL
Entendimentos entre os presidentes do Botafogo e Flamengo para a concretização da ideia — Também em Gal. Severiano a peleja
Na tarde de hoje, o público desportivo local terá a oportunidade de presenciar no gramado de General Severiano, a uma peleja das mais interessantes, reunindo os conjuntos do Botafogo, campeão carioca de 48 e do Internacional de Porto Alegre, campeão gaucho, num amistoso que tem tudo para agradar ao torcedor, anunciando-se que estarão em ação, dos dois lados, os maiores valores dos respectivos quadros, num confrorto bastante interessante de tecnica, movimentação de disciplina.
Marcado à última hora, esse cotejo veio preencher o domingo que se antecipava vazio para o torcedor carioca, preenchendo-o aliás, de forma plenamente satisfatória, pois os dois quadros tem todas as recomendações para tornarem o espetáculo dos mais interessantes e agradáveis.
De há muito que o campeão gaúcho não nos visita, reinando por isso grande interesse em torno da sua exibição de hoje no gramado botafoguense, mormente quando se recorda que integram o seu plantel elementos de reconhecida e indiscutível capacidade, como Nena, Tesourinha, Adãozinho e outros.
Aproveitando a vinda do Internacional ao Rio, nasceu de parte do Flamengo, o desejo de também realizar um amistoso com o campeão gaúcho na noite da próxima quarta-feira, também em General Severiano, pois não tendo ainda o rubro-negro, iniciado a sua temporada de excursões, pretende aproveitar os dias em que permanece na cidade, realizando alguns amistosos para manter em forma o seu quadro titular.
A realização dessa peleja, entretanto, depende de um entendimento entre o presidente do Botafogo e o do Flamengo, com a natural aquiesência da direção, da delegação do clube visitante, o que a se concretizar será mais uma grande atração para o torcedor carioca na próxima semana.
Podemos, aliás, adiantar que o Internacional vem prevenido para jogar na quarta-feira, faltando apenas a designação do adversário, que será mesmo o rubro-negro, embora também o América desejasse efetuar esse "match".
Fonte: O Jornal (RJ), n. 8788, 19 dez. 1948, p. 20. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/46815. Acesso em: 29 mar. 2026.

 

AMISTOSO - BOTAFOGO 6 X 2 INTERNACIONAL
Data: 19/12/1948
Local: General Severiano - Rio de Janeiro (RJ)
Renda: Cr$ 108.772,00
Juiz: Mário Viana
Gols: Villalba 1’/1 (I); Juvenal 7’/1 (B); Osvaldinho 12’/1 (B); Juvenal 18’/1 (B); Otávio 28’/1 (B); Osvaldinho 8’/2 (B); Adãozinho 12’/2 (I); Paraguaio 40’/2 (B).
BOTAFOGO: Osvaldo; Gérson (Marinho) e Santos (Sarno); Rubinho (Ivan), Ávila (Beracochea) e Juvenal (Adão); Paraguaio, Geninho, Osvaldinho, Otávio e Braguinha (Reinaldo). Técnico: Zezé Moreira.
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Nena e Maravilha; Alfeu (Segura), Viana e Abigail; Tesourinha, Ghizzoni, Adãozinho, Villalba (Roberto) e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.

Chamada da Rádio Nacional,
do Rio de Janeiro, para o
confronto contra o Botafogo.
Fonte: A Manhã (RJ). 
"[...] o momento em que Robeto, Éverton, Segura e Ivo diziam
à reportagem da satisfação por se encontrarem no Rio [...]".
Fonte: Jornal dos Sports (RJ).
"[...] Adãozinho conversando alegremente com Volante [...]".
Fonte: Jornal dos Sports (RJ)
"[...] Tesourinha, Alfeu e o treinador campeão
acompanhados da reportagem".
Fonte: Jornal dos Sports (RJ).
Em pé: Ivo Winck, Nena, Maravilha, Alfeu, Viana e Abigail.
Agachados: Tesourinha, Ghizzoni, Adãozinho, Villalba e Carlitos.
Fonte: O Globo (RJ).
Ivo Winck faz a defesa.
Fonte: O Globo (RJ).
O botafoguense Osvaldo seguro por cima.
Fonte: O Globo (RJ).
"[...] um dos tentos assinalados pelo Botafogo,
e que apesar do esforço inaudito do goleiro Ivo,
não foi possível evitá-lo".
Fonte: Diário Carioca (RJ).
"Um flagrante do jogo Botafogo x Internacional,
vendo-se o arqueiro Ivo numa oportuna e corajosa
intervenção, pois Otávio havia saltado para impulsionar
o balão de couro para o fundo das redes".
Fonte: A Manhã (RJ).
Lance do segundo gol botafoguense, marcado por Osvaldinho.
No lance, Otávio observa de longe, enquanto Nena se conforma
e Ivo observa a bola ir ao fundo do gol.
Fonte: Sport Ilustrado (RJ).
O goleiro colorado Ivo Winck se esforça, mas não evita a goleada.
Fonte: A Noite (RJ)
"[...] o arqueiro do Internacional defende de soco, acossado
por Geninho, enquanto Otávio aguarda o resultado do lance".
Fonte: Diário Carioca (RJ).
"Duas fases do jogo interestadual de anteontem, em General Severiano".
Fonte: Diário de Notícias (RJ).
Ivo Winck salta para anular um ataque aéreo de Otávio.
Fonte: Sport Illustrado (RJ).
Villalba abriu o placar, mas Osvaldo cresceu
frente aos atacantes colorados ao longo do jogo.
Fonte: Sport Illustrado (RJ).
Momento de raro sucesso da defesa colorada, em que
Ivo Winck agarra firme um arremate botafoguense.
Fonte: Sport Illustrado (RJ).
Ivo Winck e Braguinha no lance.
Fonte: Sport Illustrado (RJ).
O quarto gol do Botafogo marcado por Otávio.
Fonte: Sport Illustrado (RJ).
Marinho protege o goleiro Osvaldo da chegada de Villalba.
Fonte: Sport Illustrado (RJ).
Sarno e Marinho neutralizam a investida de Villalba e Carlitos.
Fonte: Sport Illustrado (RJ).

IMPRESSIONADOS OS GAÚCHOS COM A EFICIÊNCIA DO BOTAFOGO
"AGORA EU SEI PORQUE O BOTAFOGO É CAMPEÃO"
Volante ficou entusiasmado com o alvi-negro, mas acha que o seu team não jogou o que sabe — O drama de Paula Job, "colorado" no sul e alvi-negro no Rio, desejando um empate
A torcida botafoguense gostou, mas os neutros, não. O Botafogo foi tirando, um a um, quase todos os titulares, ficando apenas quatro, já que Pirillo nao jogou. Praticamente com o team de reservas, o alvi-negro ainda venceu o segundo tempo por 2x1. E cada jogador que saía era festejado pela torcida, ao passo que os reservas, por um impulso muito natural e compreensivo, "metiam a cara", resultando que o Internacional, longe de encontrar a sopa que esperava, continuou freado.
E o 6x2 final encontrou a torcida desolada, pois o team "colorado" em nenhum momento justificou o pomposo título de "rolo compressor" que ostenta, deixando-se bater facilmente, em que pese a excelente atuação do alvi-negro. Volante, sentado na ponta do banco, ao lado do massagista, nervoso, fumava cigarro atras de cigarro, ficando mudo às observacoes de elementos da embaixada gaúcha, que achava que este ou aquele elemento não estava bem.
Depois do jogo, o ex-centro-médio do Flamengo tentava justificar a derrota, mas sem monosprezar o Botafogo:
— Jogamos muito mal, ou por outra, o team jogou muito mal. Até parece que se deixou dominar pela emoção do gol relâmpago. Estou seguro de que, noutro jogo, o team acusaria melhor rendimento de que é capaz.
— E que tal achou o Botafogo?
— Um grande team, sem dúvida. Agora sei porque ele foi o campeão carioca.
Ali próximo de Volante, entre conterrâneos, Paula Job vivia um drama. Botafoguense no Rio, mas "colorado" no sul, mais colorado que alvi-negro, ficaria satisfeito com um empate. Mas as coisas estavam mal para o Internacional, sofrendo gol em cima de gol.
— Deve ter acontecido alguma coisa. O Botafogo, vocês sabem, é o maior, mas o meu team de Porto Alegre nao lhe fica atrás.
O chefe da embaixada, sr. Difini estava desapontado com seu team, mas teve palavras elogiosas para com o quadro alvi-negro, que ele aponta como uma verdadeira máquina.
Quanto a Flávio Costa, que foi ver o jogo, movido por uma natural curiosidade e também por um dever profissional já que, como técnico da seleção nacional, teria que observar jogadores que possam ser úteis ao  scratch, ao terminar o jogo teve que cuidar de outro problema, que surgiu de forma imprevista: sua barata enguiçou e foi preciso que uma outra a empurrasse. Mais tarde, falando sobre o jogo, Flávio disse que esperava mais do Inteinacional e que acredita ter havido um fracasso coletivo. Sobre os jogadores mais ou menos apontados como candidatos ao scratch, preferiu não dizer nada.
Fonte: Diário da Noite (RJ), n. 4835, 20 dez. 1948, p. 25. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/48497. Acesso em: 29 mar. 2026.

— Que tal o primeiro domingo sem campeonato?...
— Correu melhor do que eu esperava. Contrariando a minha suposição de que a torcida estivesse pedindo descanso, o campo do Botafogo apanhou uma renda excepcional. 108 contos num dia que amanheceu chuvoso, foi renda pra chuchu...
— E o jogo correspondeu à presença de tanta gente.
— Não... Podia ter dado uma renda menor... Com uns 50 contos, o jogo teria valido bem...
— Internacional, pelo que vejo, não é mais aquele famoso esquadrão de outras eras...
— Parece que o futebel evoluiu mais rapidamente do que o campeão gaúcho... Mas devemos esperar outra oportunidade, para um juízo mais firme. Talvez tenham os sulinos sentido o esforço da viagem...
— Aliás, o Internacional vai ter, realmente, uma boa oportunidade de reabilitação... Jogará com o Flamengo...
— O Botafogo defendeu brilhantemente o seu título de campeão. Vamos a ver até quando vai durar a resistência...
— Ontem, o quadro alvi-negro reproduziu uma de suas grandes atuações. Mostrou o quanto vale um conjunto bem treinado.
— E ainda se deu ao luxo de exibir reservas, o que muita gente julgava não existir em General Severiano...
— Só não entrou em ação um reserva que todo mundo tem vontade de saber se há ou não há...
— Que reserva é esse?
— O reserva do Biriba...
— E por falar na inundação de reservas, no segundo tempo da partida, você achou aquilo direito?...
— Claro que não. O público foi convidado a assistir a um jogo de quadros campeões e nao produziria, certamente, aquela renda de 108 contos, se soubesse que, no fim, seria aquilo...
— Na minha opinião, o maior defeito dos jogos amistosos é essa questão de subsstituições.
— O Botafogo poderá desculpar-se, alegando o cansaço dos seus titulares...
— Cá entre nos: nesse caso não devia ter arranjado o jogo...
Fonte: BRUCE, Fernando. Diário da Noite (RJ), n. 4835, 20 dez. 1948, p. 25. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/48497. Acesso em: 29 mar. 2026.

JOGANDO COMO UM CAMPEÃO, O BOTAFOGO NÃO TEVE DIFICULDADE EM VENCER O INTERNACIONAL
IMPRESSIONOU MAL A ATUAÇÃO DO CAMPEÃO GAÚCHO
Assitência considerável compareceu ao gramado do campeão da cidade para assistir a sua exibição frente ao esquadrão do Internacional, campeão do Rio Grande do Sul. Era de se esperar que um público numeroso acorresse às dependências do gramado de General Severiano. Isso porque, na tarde de ontem, o grêmio alvi-negro se apresentava aos olhos dos seus fãs pela primeira vez, após a sensacional vitória que obtivera sobre a equipe do Vasco. Por outro lado, também o Internacional, por si só, era considerado um adversário bastante difícil. Todos conhecem a fibra do quadro sulino, que inegavelmente oferece luta aguerrida a todos os adversários. Somando todas essas circunstâncias, teríamos de imediato a razão para que a renda somasse a apreciável cifra de 108.772,00.
Decepção
Mas, infelizmente, toda aquela gente sofreu amarga decepcão. É que em nenhum momento da peleja, o Internacional foi o adversário esperado e o alvi-negro, mesmo jogando desfalcado, de Pirillo, não teve dificuldades em abater o campeão do Rio Grande do Sul. Apenas no primeiro minuto de jogo, o Internacional disse no que veio. Numa excelente combinação, logo apos a saída, os dianteiros colorados foram até a área de Osvaldo, e o meia-esquerda Villalba, embora impedido, conseguiu enfiar a pelota nas redes adversárias. A torcida botafoguense ficou apreensiva com aquele tento relâmpago. Mas, a apreensão durou pouco. Logo depois, o Botafogo reagia. Apesar de Ávila jogar sem aquela costumeira classe, a equipe botafoguense não tinha grandes dificuldades em incursionar até a meta de Ivo. A defesa sulina aparecia jogando sem entendimento entre os seus componentes. A linha média era insuficiente no sentido de apoio aos zagueiros e, como resultado, todos os cinco componentes da defensiva do Internacional se confundiam de instante a instante. Nasceu pouco depois o tento do empate. Juvenal jogou uma bola na altura da linha média adversaria, driblou Alfeu e Viana, e [...] da entrada da área. A bola penetrou no arco de Ivo, depois de bater na trave superior e sem que o arqueiro gaúcho tivesse tempo de esboçar qualquer defesa.
Domínio botafoguense
Daí por diante o Botafogo exerceu pressão ainda mais forte. Os tentos foram nascendo numa sequência interminável — e que de fato o seria caso os avantes alvi-negros não se desinteressassem do marcador. Osvaldinho marcou o segundo numa confusão à boca da área, e pouco depois, recebendo de Juvenal marcava o terceiro: quase ao findar o primeiro tempo Juvenal centra uma bola sobre a meta e Otávio, na corrida, emendou, driblando Ivo e marcando o mais belo tento da tarde.
A segunda fase
No segundo tempo, várias modificações foram feitas nos dois bandos. O Botafogo continuou apresentando o mesmo sistema de jogo — sem dar uma folga ao seu adversáario. Por seu turno, o Internacional continuava decepcionando, e no seu famoso onze somente apareciam as veteranas figuras de Nena, Tesourinha e Adãozinho, que se esforçavam para evitar que o revés fosse ainda mais contundente. Mas apesar dos esforços daqueles três defensores da agremiação visitante o esquadrão campeão da cidade continuava a desenvolver um padrão de jogo que, se não apresentava nada de excepcional, pelo menos era o bastante para lhe garantir a vitória.
Osvaldinho novamente movimentou o marcador para o Botafogo emendando uma rebatida do zagueiro Nena que tentava cortar um passe de Otávio ao substituto de Pirillo. Com 5 a 1 a seu favor, a direção técnica botafoguense foi fazendo entrar seus reservas. Mesmo atuando com vários deles substituindo os titulares, o Botafogo não perdeu o domínio das ações, muito embora Adãozinho tivesse diminuído a diferença para 5 a 2.
Já ao apagar das luzes o grêmio de Wenceslau Braz encerrava a contagem  por intermédio de Paraguaio, movimentando o placar para 6 x 2.
Os quadros
Botafogo: Osvaldo; Gérson e Santos (Sarno); Rubinho (Ivan), Ávila (Beracochea) e Juvenal; Paraguaio, Geninho, Osvaldinho, Otávio e Braguinha (Reinaldo).
Internacional — Ivo; Nena e Maravilha; Alfeu (Segura), Viana e Abigail; Tesourinha, Ghizzoni (Segura), Adãozinho, Villalba (Roberto) e Carlitos.
Juiz
Mário Viana — Ótima atuação. Para isso cooperou o espírito de disciplina dos jogadores em campo. Renda: 108.772,00.
Fonte: A Noite (RJ), n. 13059, 20 dez. 1948, p. 18. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_04/56073. Acesso em: 29 mar. 2026.

ESPETACULAR VITÓRIA DO BOTAFOGO SOBRE O BICAMPEÃO GAÚCHO: 6 X 2
O EMBATE VISTO PELA IMPRENSA CARIOCA E PAULISTA — NÃO ATUOU DENTRO DE SUAS POSSIBILIDADES O "ROLO COMPRESSOR" — EQUIPES E GOLEADORES
RIO, 20 (J. D.) — Assim apreciou o encontro Botafogo x Internacional, o semanário esportivo "O Campeão":
"Pouco se tem para falar sobre o quadro do Internacional de Porto Alegre, já que muito pouco football foi para ele apresentado. Esperávamos naturalmente assim como aqueles que se dirigiram ao estádio de General Severiano, melhor apresentação, para um quadro que pisou o Rio com a credencial de campeão gaucho, o que sem dúvida é um feito que coloca qualquer quadro em igualdade de condições com os campeoes dos outros Estados. No entanto, temos que afirmar que, ou o foot-ball gaúcho está em declínio, ou jogou muito mal o seu campeão. Vimos um Internacional sem intuição, noção das jogadas e desnorteado com o modo de atuar do Botafogo, que aliás deixou um tanto perplexa a defesa que marca pela primeira vez, já que Geninho, um dos meias, joga bastante recuado, trazendo sempre um elemento da defesa contrária para marcá-lo. Se esse elemento for avançado, está tudo muito bem, mas se for um jogador acostumado a jogar atrasado, então vem naturalmente um desacerto pelo menos nos primeiros minutos, até que o técnico resolva o problema. Mas, parece que o quadro sulino não é bem norteado, porquanto pecou do princípio ao fim, não marcando ninguém e sofrendo consequentemente uma estonteante goleada, primeiramente do quadro titular, sem Pirillo, depois de quase todo o quadro reserva do Botafogo. Venceu fácil o Botafogo, a um quadro que quase nada mostrou de football, nem mesmo nos instantes em que foi um pouco mais lúcido. Não teve a classe neccssária o campeão rio-grandense para, pelo menos, opor uma relativa resistência ao campeão carioca. Isso vem demonstrar que atualmente o quadro dirigido por Zezé Moreira passa por uma fase esplêndida, e que se assim continuar ontros campeões também tombarão. Quanto aos porto-alegrenses, conforme escrevemos acima, nada ou muito pouco se tem o que falar, já que não deixaram qualquer ponto que pudesse ser explorado para se tecer um comentário, a não ser a sua fraca performance, e nao devemos atacá-la de rijo. Portanto, vamos parar por aqui, de vez que um quadro visitante sempre é visitante, e pode ser que lá em Porto Alegre ele jogue melhor.
JOGADORES E JUIZ
Neste prélio de campeões, em que o Botafogo de F. R. levou nítida superioridade territorial e técnica, assim podemos analisar a atuação individual dos vinte e dois homens:
OSVALDO — Pouco empenhado, praticou boas defesas com calma e classe. Atravessa uma fase excepcional o goleiro do campeão carioca.
GÉRSON — Muito bom na marcação, jogando uma partida tranquila. Seu substituto, Marinho, também correspondeu plenamente.
SANTOS — Formou com Gérson uma zaga firme e de classe. Sempre vigilante e seguro em seu posto. Sarno tambem não teve grande oportunidade para aparecer, mas nos minutos em que jogou, durante o segundo tempo, portou-se bem.
RUBINHO — Jogando recuado, fez uma partida muito boa, saindo-se airosamente de todas as jogadas dentro da área. Ivan, que o substituiu na segunda etapa, mostrou-se pouco inseguro nos primeiros momentos, depois melhorando, sem comprometer.
ÁVILA — Está jogando muito o centro-médio "colored", fazendo com perfeição o triângulo com Juvenal e Geninho. Seu suplente Beracochea entrou muito confuso, passando a jogar regularmente, com o tempo. Pareceu-nos ainda desambientado no sistema defensivo do "trio" do Botafogo.
JUVENAL — O maior homem da intermediária botafoguense. Fez verdadeiras diabruras com a pelota. Tanto é aguerrido na defesa, como inteligente e perigoso no ataque. Adão, pouco apareceu.
PARAGUAIO — O arisco ponteiro alvi-negro deu muito trabalho a seu marcador, o zagueiro Maravilha. Suplantou-o amplamente, fazendo verdadeiras diabruras com a pelota nos pés e constituindo-se, por isso mesmo, num perigo constante para o arco do Internacional. Ótimo.
GENINHO — Este é o "cérebro" do quadro botafoguense. Inteligente, Geninho dá proveito a todas as bolas, que lhe chegam aos pés, conduzindo o "team" a frente em passes curtos e precisos. Foi, não resta dúvida, a maior figura dentro da cancha, com uma atuação cem por cento perfeita. Um verdadeiro "mestre" de football, dentro da cancha.
OSVALDINHO — Incumbido de substituir Pirillo, desde o início do jogo, esforçou-se muito e conseguiu brilhar, aparecendo com realce na vanguarda alvi-negra. Foi o goleador da tarde, sendo muito feliz na maioria de suas intervenções.
OTÁVIO — O jovem meia-esquerda constitui sempre um perigo iminente quando se apossa do couro nas imediações de área. Sobram-lhe fibra entusiasmo, em todos os instantes. Joga muito bem.
BRAGUINHA — Atuou bem o "mignon" ponteiro. Deslocou-se com oportunidade e inteligência, procurando evitar a marcação adversária e colaborou efetivamente em um dos gols de seu quadro, despejando um petardo para centro da área, quase sem ângulo, apenas aparado por Osvaldinho, que encaixou nas redes. Reinaldo, que foi incumbido de substituí-lo no decurso do segundo tempo, também atuou a contento.
No Internacional, de modo geral, os jogadores estranharam o ritmo veloz posto pelo Botafogo, tomando conta da cancha cinco minutos após o início do "match" e dominando-o ate o final.
IVO — Fez defesas arrojadas, aos pés dos atacantes contrários, porém, não pôde evitar as bolas enviadas, quase sempre de perto; apenas no gol de Juvenal o goleiro gaúcho comprometeu-se, porque o médio atirou violento, mas de fora da área, e Ivo fez o golpe de vista.
NENA — Suou a camiseta na marcação sobre Otávio. Foi, entretanto, o melhor elemento do trio final visitante.
MARAVILHA — Incumbido de marcar Paraguaio, perdeu visivelmente no duelo, sendo várias vezes envolvido. Confundiu-se em algumas oportunidades mas esforçou-se muito e fez o que pôde.
ALFEU — Jogou bem enquanto estve na cancha. Não foi possível fazer mais. Seu suplente foi o meia Ghizzoni, que voltou a campo no início da segunda fase. O "insider" recuado para médio atuou melhor e foi implacável na vigilância a Reinaldo.
VIANA — Apareceu mais na retaguarda do que na frente, porque seu quadro jogou, durante quase todo o match, dominado e inferiorizado tecnicamente na cancha. Na defesa, portou-se com galhardia. Esforçado e útil.
ABIGAIL — Dentro do esquema de atuacão de sua equipe cabia-lhe  alimentar o ataque. Sobrou-lhe pouco tempo para isso, todavia, fez o que pôde.
TESOURINHA — Juntamente com Adãozinho, fez a melhor dupla de atacantes. Trabalhou incansavelmente e proporcionou um tento belíssimo, a meio minuto de luta.
GHIZZONI — Enquanto esteve na meia, não correspondeu. Atuou melhor depois, quando foi chamado a substituir Alfeu.
ADÃOZINHO — Jogou bem. Rapidamente e infiltrante, não pôde fazer mais do que um tento de bela feitura, no ângulo direito da meta de Osvaldo. Iniciou o jogo no comando do ataque e terminou-o formando uma boa e produtiva ala com Tesourinha.
VILLALBA — Tanto na esquerda como na direita, não julgamos satisfatório seu trabalho, dentro do conjunto do Internacional. Segura atuou quase sempre atrasado, mas trabalhou melhor no segundo tempo ao lado de Carlitos.
CARLITOS — É inteligente o ponta esquerda do campeão gaúcho. Não conseguiu, todavia, produzir muito, porque estava severamente marcado. O reserva Roberto, que entrou na etapa complementar para o comando do ataque, mostrou muita disposição mas teve poucas oportunidades.
MÁRIO VIANA foi o árbitro da peleja. S. S. conduziu-se otimamente na direção do "match", parecendo-nos que seu único engano foi no tento de Paraguaio — o sexto do Botafogo — obtido em franco impedimento. Do local onde se encontrava nossa reportagem, foi possível presenciar com absoluta clareza a situação irregular do ponteiro campeão. Mário Viana não teve grande culpa neste lance, uma vez que resultou de uma jogada rápida, nascida do centro da cancha, e o bandeirinha nada assinalou, validando, portanto, o tento de Paraguaio — o que afinal não veio alterar o panorama geral desde que a vitória do onze campeão naquela altura era insofismável.
O JOGO VISTO PELA "A GAZETA" DE S. PAULO
"No Estádio de General Severiano, na tarde de ontem, o onze do Botafogo, brilhante campeão carioca de 1948, dando início a uma série de partidas amistosas depois da conquista do título, derrotou espetacularmente o Internacional de Porto Alegre, campeão gaúcho desta temporada. A partida, devido a grande diferença entre os dois quadros não agradou tanto quanto esperava a grande torcida presente à praça de esportes do alvi-negro. O Botafogo foi sempre superior ao seu adversário, muito embora não atuasse com sua força máxima, por motivos de força maior. Vários foram os titulares poupados. Já no 1º período o Rotafogo vencia por 4 x 1, muito embora não se empenhasse com seriedade.
Marcaram neste período Juvenal, aos seis minutos, inaugurando o placar, Osvaldinho aumentou aos 12 e aos 22, marcando novamente Otávio aos 28. Vencia pois o Botafogo por 4 x 1. Aos 45 segundos de jogo Villalba marcou o único tento do Internacional. Na segunda fase Osvaldinho voltou a consignar aos 5 minutos. Adãozinho marcou aos 12 e Paraguaio encerrou o placar aos 39 minutos. O árbitro foi Mário Viana sendo a renda de Cr$ 108.772.00. Os dois quadros formaram com a seguinte constituição:
Botafogo — Osvaldo, Gérson (Marinho) Santos, (Sarno), Rubinho (Ivan), Ávila (Beracochea), Juvenal (Adão), Paraguaio, Geninho, Osvaldinho, Otávio e Braguinha (Reinaldo). Internacional — Ivo, Maravilha, Nena, Alfeu (Ghizzoni), Viana e Abigail, Tesourinha, Ghizzoni (Segura), Adãozinho (Roberto), Villalba e Carlitos.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 575, 21 dez. 1948, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/4303. Acesso em: 29 mar. 2026.

É O TAL NEGÓCIO
Afinal, os locutores Sibemberg e Luiz Mendes "descobriram" a razão da derrota do Internacional: cansaço da longa viagem aérea, direta, até os domínios do "Biriba"...
xxx
O nome daquele grande clube era o "leit-motiv" de todas as manchetes vermelhas da primeira pagina das edições esportivas do vespertino primeiro e único. Era... antes dos 6x2 de domingo último, em General Severiano!...
xxx
"Nós, jogando contra o campeão carioca, contra a torcida, contra o juiz e contra o 'Biriba', perdemos só por 6 x 2. O Grêmio, em nosso lugar, teria levado 20x0". — Um colorado.
xxx
O presidente botafoguense, Carlito Rocha, recebeu de Porto Alegre, o seguinte telegrama: "Queira aceitar calorosos parabéns da torcida gremista".
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 575, 21 dez. 1948, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/4303. Acesso em: 29 mar. 2026.

AMPLA CONTAGEM DO BOTAFOGO DO BOTAFOGO SOBRE O INTERNACIONAL
Por 6 x 2, venceu o campeão carioca, com o placar que foi iniciado pelos colorados
O Botafogo, depois do jogo com o Vasco em General Severiano, no qual se sagrou campeão carioca de 1948, tem recebido convites de todas as partes do continente para excursionar. O primeiro clube que se defrontou com o Botafogo, foi o Internacional, também campeão gaúcho de 48. O encontro de anteontem entre os dois campeões foi realizado à tarde na cancha de General Severiano, tendo como vencedor, o campeão carioca, pela contagem de 6 a 2. A luta entre os dois campeões, teve um transcurso monótono na primeira fase, melhorando um pouco na fase final, quando os visitantes, aproveitando as modificações introduzidas no "onze" carioca, fez uma forte pressão, mas sem resultado, pois o marcador já era desfavorável.
Aquele gol inesperado, no primeiro minuto da luta, dava-nos a impressão, que os alvi-negros teriam que lutar muito para vencer o campeão gaúcho. Entretanto, os locais não se dominaram pelo tento conquistado pelo Internacional, e lançaram-se à luta com muita disposição, dispostos a tirar a diferença, até que Juvenal, recebendo um passe de Ávila, invade a área pelo setor esquerdo, estabelecendo a igualdade no marcador. Depois do tento do empate, os alvi-negros passaram a dominar por completo, estabelecendo grande vantagem no marcador, até que se desinteressaram por completo, limitando-se apenas, a fazer jogo para assistência. No período final, Zezé Moreira fez várias modificações na equipe, dando uma oportunidade a Ivan e Beracochea, que desta forma estrearam na equipe botafoguense.
OS MARCADORES
Coube ao meia esquerda Villalba a abertura da contagem, aproveitando um centro de Tesourinha. Juvenal, ao receber um passe de Ávila, investiu pelo setor esquerdo, consignando o tento do empate. Otávio, numa jogada pessoal, invadiu a área entregando um passe a Osvaldinho, que não teve dificuldade, para consignar o 2º gol do Botafogo. Ainda o centroavante dos alvi-negros, recebendo um passe de Juvenal, livrou-se de Nena, e conquistou o 3º tento. Juvenal, de fora da área, alvejou a meta e Otávio concluiu com felicidade, conquistando o 4º gol. Com o marcador de 4 a 1, encerrou a primeira fase. Paraguaio cruzou uma bola pelo alto, que foi ter aos pés de Braguinha, que rápido centrou rasteiro, aproveitando-se Osvaldinho, na indecisão de Nena, para consignar o 5º gol. Adãozinho, numa escapada pelo setor direito, invadiu a área, chutando forte, vencendo Osvaldo pela segunda vez. Coube ao ponteiro Paraguaio encerrar o marcador, ao escorar um centro de Reinaldo.
OS QUADROS
Os dois quadros, formaram assim constituídos:
BOTAFOGO: — Osvaldo — Gérson (Marinho) e Santos (Sarno); Marinho — Santos (Beracochea) e Juvenal (Adão); — Paraguaio — Geninho — Osvaldinho — Otávio e Braguinha.
INTERNACIONAL: — Ivo — Nena e Maravilha — Alfeu (Ghizzoni) — Viana e Abigail — Tesourinha — Ghizzoni (Adãozinho) — Adãozinho (Roberto) — Villalba e Carlitos.
ÁRBITRO
Serviu como juiz o Sr. Mário Viana. Sua atuação foi ótima, correta e precisa.
PRELIMINAR E RENDA
No encontro da preliminar defrontaram-se as equipes "classistas" do Banco Delamare e Banco Mineiro da Produção. O encontro finalizou com a vitória do Banco Delamare pelo escore de 1 a 0.
A renda apurada foi de Cr$ 108.772,00.
Fonte: Gazeta de Notícias (RJ), n. 298, 21 dez. 1948, p. 12. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_07/42127. Acesso em: 29 mar. 2026.

SUPREMACIA INCONTESTÁVEL
Cumprindo uma notável "performance", os companheiros de Geninho venceram por 6 x 2 — Lutou denodadamente o campeão gaúcho — Adãozinho, uma figura de relevo — A renda, tentos e preliminar — Mário Viana, o juiz
Jogando domingo, em General Severiano, o Botafogo logrou abater o seu rival daquela tarde, ou seja, o Internacional, campeão gaúcho, pelo elevado escore de 6 tentos a 2.
O "match", à exceção de seus primeiros minutos, que pertenceram aos sulistas, e dos momentos finais, quando o Botalogo já jogava com diversos elementos de seu quadro de reservas, e que os gaúchos conseguiram equilibrar, foi totalmente dominado pelo campeão carioca, o que, aliás, é demonstrado cabalmente pelo placar.
Os tentos do jogo foram todos de bonita feitura, e consignados por Villalba, abrindo a contagem, Juvenal, empatando para o Botafogo, e Oswaldinho, logo a seguir aumentando. Novamente, Oswaldinho e depois Otávio foram os ampliadores do placar para os locais, tendo a primeira fase terminando com 4 x 1 no marcador.
Na segunda fase mais três tentos foram conquistados, sendo que Oswaldinho e Paraguaio, para os alvi-negros, e Adãozinho, para os visitantes.
No quadro vencedor não houve quem se sobressaísse mais, merecendo todos um mesmo destaque por colaborarem igualmente, e com a mesma disciplina e cavalheirismo na vitória.
No "team" rubro, a figura de grande projeção foi Adãozinho, seguido por Nena, Viana e Villalba.
O JUIZ — RENDA E QUADROS
Dirigiu a contenda interestadual o árbitro da F. M. F., sr. Mário Viana, que mais uma vez reeditou uma de suas peculiares atuações, consideradas muito boas.
Sob as ordens de s. s., os quadros alinharam-se para o prélio com a seguinte constituição:
INTERNACIONAL — Ivo; Nena e Maravilha; Alfeu (Ghizzoni) e Abigail; Tesourinha, Ghizzoni, (Adãozinho), Adãozinho (Roberto), Villalba e Carlitos.
BOTAFOGO — Osvaldo; Gérson (Marinho) e Santos (Sarno); Rubinho (Ivan), Ávila (Beracochea) e Juvenal (Adão); Paraguaio, Geninho, Oswaldinho, Otávio e Braguinha (Reinaldo).
A renda foi das melhores, tendo, passado pelas bilheterias de General Severiano a apreciável soma de 108.772,00 cruzeiros.
Na preliminar deste encontro preliaram os conjuntos dos bancos Delamare e Mineiro da Produção. Foi vencedor da contenda o Banco Delamare pela contagem mínima.
Fonte: A Manhã (RJ), n. 2461, 21 dez. 1948, p. 12. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116408/40883. Acesso em: 29 mar. 2026.

VENCEU O BOTAFOGO COM TRANQUILIDADE
Pela contagem 6-2 baqueou o Internacional, campeão gaúcho
Não constituiu um espetáculo de gala o cotejo entre os campeões do Distrito Federal e do Rio Grande do Sul. Afora os cinco minutos iniciais, que pertenceram ao Internacional de Pôrto Alegre, o Botafogo dominou o jogo, fazendo no gramado o que bem entendeu. Agiu o "team" gaúcho, apesar dos seus valores individuais, de modo pouco convincente, diante de um adversário que nem de sombra precisou ser aquele quadro campeão, para vencê-lo pela contagem de 6-2. Já na etapa incial, mesmo daquele ponto gaúcho adquirido em poucos segundos, os botafoguenses tinham ao seu favor o placar de 4-1. A segunda parte foi, apenas, uma espécie de treino, uma vez que os alvi-negros e "colorados" fizeram muitas alterações nas suas linhas.
OS MELHORES
Na equipe do Botafogo, sem errar, pode-se apontar Juvenal como a grande figura do gramado. Os demais atuaram de acordo com as características da peleja. Pirillo foi substituído por Osvaldinho, um centroavante de magníficas condições técnicas.
Entre os gauchos deve-se realçar o trabalho individual de Nena, Abigail, Tesourinha, Adãozinho e Alfeu.
O JUIZ
O árbitro Mário Viana atuou com acerto, sendo de notar a cordialidade reinante entre os litigantes em luta.
OS GOLS
1º tempo — Villalba abriu o "score" aos 40 segundos de jogo. Juvenal empatou aos 7 minutos. Otávio marcou o segundo tento aos 11, Osvaldinho, o terceiro, aos 22 e novamente Otávio, o quarto, aos 28.
2º tempo — Osvaldinho, o quinto do Botafogo, aos 9 minutos. Aos 12  minutos Adãozinho adquiriu o segundo ponto visitante e Paraguaio encerrou a contagem.
RENDA E QUADROS
O jogo rendeu Cr$ 108.277,00 e os quadros foram os seguintes:
BOTAFOGO: Osvaldinho; Gérson (Marinho) e Santos (Sarno); Rubinho (Ivan), Ávila (Beracochea) e Juvenal (Adão); Paraguaio, Geninho, Osvaldinho, Otávio e Braguinha (Reinaldo).
INTERNACIONAL: Ivo; Nena e Maravitha; Alfeu (Ghizzoni), Viana e Abigail; Tesourinha, Ghizzone (Villalba e, posteriormente, Segura), Adãozinho, Villalba (Roberto) e Carlitos.
Fonte: Diário de Notícias (RJ), n. 8025, 21 dez. 1948, p. 17. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_02/42756. Acesso em: 29 mar. 2026.

PRA LER NO BONDE
O Botafogo disputou, anteontem, sua primeira partida depois da conquista do titulo máximo do futebol carioca. Apesar dos esforços do Internacional, campeão de Porto Alegre, o placar cresceu, esticou-se e a vitória do campeão carioca se verificou folgadamente, por 6-2, isto é, o dobro da contagem de seu triunfo sobre o Vasco da Gama. A vitória botafoguense não foi surpresa, porque sua equipe está em grande forma e é mesmo superior ao conjunto gaúcho.
Fonte: Diário de Notícias (RJ), n. 8025, 21 dez. 1948, p. 17. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_02/42756. Acesso em: 29 mar. 2026.

O COTEJO ENTRE OS CAMPEÕES GAÚCHO E CARIOCA
Por 6 x 2 o Botafogo venceu o Internacional
A peleja Botafogo x Internacional, jogada na tarde de domingo em General Severiano, revestia-se de grande interesse, pois, nela, estava em jogo, a supremacia do futebol "gaúcho" e do carioca, além de se tratar de um "choque" de campeões.
Infelizmente, a numerosa assistência que afluiu às dependências do "glorioso" não pôde assistir uma peleja bem disputada e renhida, e sim um encontro no qual o Botafogo só encontrou forte resistência nos primeiros minutos. Depois que estudou o adversário, dominou-o técnica e territorialmente, até o fim da contenda, impondo-lhe o revés de 6 x 2.
Diante de um escore tão acachapante como esse, é, para qualquer torcedor, por muito leigo que seja em matéria de futebol, ficar um tanto pasmado, pois o Internacional é campeão no sul, seis vezes consecutivas e daí achar-se no direito de honrar a tradição do "association" de seu Estado. Tudo isso, no entanto, verifica-se nas partidas interestaduais resolvidas poucos momentos antes de se disputá-las e foi justamente o que aconteceu ao Internacional.
Voltando ao cotejo novamente, temos a frisar que não nos iludimos com o gol atômico de Villalba, quando o marcador ainda não acusava quarenta segundos. Isso porque o Botafogo, mais adestrado e possuidor de um preparo físico mais convincente, dava-nos a nítida impressão de que tudo não passava de uma franca ilusão. Festejavam os rio-grandenses a conquista do ponto do meia, não sabendo ainda, onde esconder o contentamento, quando o Botafogo, passou a notar as falhas do esquadrão visitante, que se apresentavam em grande profundidade.
Diante disso, verificaram-se os primeiros ataques e lá na frente como sempre, estava Juvenal, o médio-esquerdo avançado alvi-negro, fazendo suas habituais diabruras, alimentando o ataque com grande mestria e sempre inspirando cuidados os seus tiros longos. Não demorou muito, para que surgisse o reflexo do estudo feito pelo Botafogo, na retaguarda gaúcha. Juvenal, após receber a bola de um contrário, investiu rapidamente e com um violento chute de fora da área, conseguiu burlar a vigilância de Ivo, após a bola ter repicado na trave. Estava, com esse ponto, aberto o caminho para a vitória do glorioso".
Com o incentivo de sua numerosa torcida, passaram os botafoguenses, a fazer o jogo pela esquerda, onde Juvenal se encarregava de levar a bola até às proximidades da área do adversário e de lá entregar a Braguinha, a Otávio ou então, de quando em vez a Osvaldo. Não teve forças a defesa visitante para conter o ímpeto da ofensiva de seu competidor e abrindo demasiadamente por vezes sucessivas, facilitou a tarefa do campeão carioca que aí não teve dúvidas em controlar todas as ações para surgir posteriormente a sequência de tentos, conquistados por Osvaldinho, após um centro bem proporcionado por Braguinha, ainda o mesmo Osvaldinho, depois de uma jogada de Juvenal e Otávio encerrando na fase inicial o marcador, também em jogada de Juvenal, o maior homem em campo.
Após o descanso regulamentar, o Internacional repetiu a mesma proeza dos minutos iniciais, isso porque descansaram suficientemente para jogar somente cinco minutos arrancados. Tanto assim que depois do quinto minuto de luta, não mais vimos o grêmio "sulino" em campo, e o Botafogo passou a comandar novamente o prélio.
Já nessa etapa, não vimos Juvenal, com a mesma desenvoltura, todavia, nem por isso, deixou o Botafogo de evidenciar a mesma segurança anterior e já no nono minuto, Osvaldinho, num de seus grandes dias, fazia novamente com que o placar sofresse transformação.
O Internacional, cada vez mais deixando transparecer cansaço, assim mesmo ainda conseguiu, consignar o 2º ponto, após uma jogada pessoal de Adãozinho. Mas, não deu esse feito para abrir caminho ao empate porque, o Botafogo estava mais armado e sobretudo preparado fislcamente. Com o marcador de 5 x 2 a seu favor, nada mais almejaram os campeões cariocas, se não o clássico jogo para a arquibancada, o que aproveitou Zézé para dar oportunidade aos reservas e assim sendo, entraram, na ordem, os players Marinho, Sarno, Ivan, Bera, Adão e Reinaldo, nos lugares de Gérson, Santos, Rubinho, Ávila, Juvenal e Braguinha, enquanto, o Internacional limitou-se a substituir Ghizzoni, Segura e Roberto por Alfeu, Ghizzoni e Villalba.
Diante de tais modificações, decaiu com grande intensidade a refrega, e o Botafogo, antes que o match terminasse, conquistou assim mesmo ainda, gol. Fê-lo Paraguaio, após um centro alto de Adão. Para demonstrar o cansaço dos visitantes, basta que se diga ter sua defesa parado totalmente, por ocasião da conquista desse último ponto, que fez com que o Botafogo chegasse a meia dúzia a dois, ouvindo-se mais tarde o apito de Mário Viana, dando por fim a contenda.
Jogo fraco, que não compensou o esforço do público, esperando-se que para o encontro de despedida que será contra o Flamengo, o quadro sulino, naturalmente mais descansado, tire a má impressão deixada por ocasião de sua estreia.
As bilheterias de General Severiano arrecadaram nada menos de Cr$ 103.772,00 e a arbitragem de Mário Viana foi ótima.
Os quadros atuaram com as seguintes constituições:
Botafogo — Osvaido; Gérson (Marinho) e Santos (Sarno); Rubinho (Ivan), Ávila (Bera) e Juvenal (Adão); Paraguaio, Beninho, Osvaldinho, Otávio e Braguinha (Reinaldo).
Internacional — Ivo; Nena e Maravilha; Alfeu (Ghizzoni), Viana e Abigail; Tesourinha, Ghizzoni (Segura), Adãozinho, Villalba (Roberto) e Carlitos.
Fonte: Correio da Manhã (RJ), n. 17105, 21 dez. 1948, p. 16. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_05/44974. Acesso em: 29 mar. 2026.

DEVE HAVER ALGUM ENGANO: O INTERNACIONAL NÃO PODE SER O QUE SE VIU EM GENERAL SEVERIANO
Quem foi a General Severiano foi ver o Internacional, contra o Botafogo, naturalmente. O Botafogo sendo uma espécie de espelho para o Internacional. Pelo menos a impressão que se tinha não era outra. O Botafogo seria um pretexto para que se visse o Internacional. Para que se pudesse ver o Internacional direito. Devia haver gente também que se agarrava ao Internacional para ver o Botafogo. Outra vez. Conhecia-se o Botafogo através do Vasco, do Flamengo, do Fluminense, não se conhecia o Botafogo através do Internacional. De qualquer maneira, em torno do Internacional e que girava a curiosidade do público. A gente podia imaginar o Internacional. Pelo que vira dele há tempos atrás. Pelo que lera a respeito dele. Em telegramas, em crônicas de Vargas Netto. Pelo que se ouvira dele. Em conversa de gaúcho. O que se tinha visto do Internacional, o que se lera a respeito dele, o que se ouvia dele podia, quando muito, servir para a gente saber que o Internacional fora assim. Como uma imagem de álbum, parada no tempo. A gente folheia o álbum, guarda uma fisionomia, depois, quando vê a pessoa, quase não a reconhece.
O RETRATO DO ÁLBUM
Em football, então, nem se fala. Há o Flamengo de quarenta e dois, quarenta e três e quarenta e quatro, e há o Flamengo de quarenta e oito. De um dia para outro um team muda. Ou vira o Botafogo, ou vira o Internacional. É verdade que a gente quando vai a um jogo acha sempre que conhece os teams. Mesmo quando esse team vem de fora. Quem não se lembra do Southampton? Todo mundo foi para Sao Januário como se conhecesse o Southampton. Tão bem como o Fluminense. A prova é que ninguem duvidava que o Fluminense não ia poder fazer nada contra um team como o Southampton. Quando acaba, o público nao conhecia nem o Southampton nem o Fluminense. Explicava-se: o Fluminense representando o papel de fraquinho, de team para cinquenta. A gente só conhece um team de fato depois de vê-lo jogar muitas vezes. Depois de um campeonato. Como o Botafogo. Quem não conhece o team do Botafogo? A memória fresquinha, pode passar uma semana, numa semana um team não muda, e o mesmo ainda. Por isso eu digo que quem foi a General Severiano foi para ver o Internacional. Pelo menos foi mais para conhecer o Internacional do que o Botafogo. O Botafogo todo mundo conhecia.
RETOQUES NO RETRATO DO ÁLBUM
É verdade que havia quem por conhecer muito o Botafogo já começasse a imaginar um outro Botafogo. O Botafogo levantara o campeonato há oito dias. E desde que o Botatogo levantara o campeonato, os jogadores não tinham parado. O carnaval de depois do jogo com o Vasco, a feijoada da casa de Otávio, o churrasco da casa de Rubinho. Sem falar no que não se divulgara, no que se ignorara. E que, por isso mesmo, podia ser o que a imaginação quisesse. Quem se lembrava de carnavais, feijoadas e churrascos temia pela sorte do Botafogo. Arranjando de antemão uma desculpa para a derrota. Se o Botafogo perdesse, a culpa seria do carnaval, da feijoada, do churrasco, pensando bem, os que temiam pela sorte do Botajogo achavam e que conheciam muito o Internacional. Retocando, cuidadosamente, o retrato do álbum. Quando o Internacional entrou em campo, então, poucos quiseram ver para crer. O Internacional era o mesmo. Que mesmo? — seria o caso de perguntar.
CASA DE MARIBONDO
E parecia, realmente, que o Internacional era o mesmo. Que mesmo? Aí é que estava a dúvida. O jogo começou, o Internacional foi para a frente, de repente o argentino Villalba ficou diante de Osvaldo e soltou o pé. Gol do Internacional. O Internacional era tudo o que se vira dele, o que se lera dele, a que se ouvira dele. E mais alguma coisa. Bastava ver a facilidade com que fizera o gol. Como é que o Botafogo, muita gente se perguntou, uma semana depois de levantar o campeonato, de fazer o seu carnaval, de comer a feijoada de Osvaldo e o churrasco de Rubinho, se metia numa aventura daquela? Para se ver como ninguém conhece ninguém. Quando parecia que o Botatogo, recebendo o golpe de um gol logo no começo do match, como o Vasco na decisão do campeonato, ia ficar à mercê de um Internacional assanhado, cheio de gás, aí é que o Internacional desapareceu de campo, ai é que o Botafogo virou o inglês assustado de Bernard Shaw.
O MESMO BOTAFOGO
Tocaram no Botafogo, o Botafogo apareceu logo, seria melhor assim dizer: tocaram no campeão e o campeão apareceu logo. Porque o que se viu foi um campeão ir para cima do Internacional e esmagá-lo. Talvez alguém ache que seria melhor dizer que o que se viu foi um campeão ir para cima de outro campeão. Eu não vou negar a condição de campeao do Internacional. Conquistou um título e tem o direito de usá-lo. Mas em campo, contra o Botafogo, não foi campeao coisa nenhuma. Parecia que era quando marcou o gol de começo de jogo, depois se viu que o único campeão que estava em campo era o Botatogo. Qual carnaval, qual feijoada, qual churrasco. O Botafogo nem parecia que tinha tido o seu carnaval, a sua feijoada, o seu churrasco. Pelo menos o carnaval, a feijoada e o churrasco não lhe fizeram mal nenhum. O team que esmagou o Internacional foi o que derrotou o Vasco. Só com uma diferença: contra o Vasco, o Botatogo lutou para merecer um título, e contra o Internacional para nao desmerecê-lo. Para mostrar que continuava a merecê-lo. A ser digno dele.
O OUTRO INTERNACIONAL
O valor que o Botafogo dava a esse título que lhe custou tanto é o que faria lutar com aquele ímpeto que varreu todas as resistências do Internacional. Veio o gol de Juvenal, o gol de Osvaldinho, outro gol de Osvaidinho, o gol de Otávio, antes que acabasse o primeiro tempo. O Botafogo, reagindo, seguiu o próprio impulso e quando olhou o placar estava quatro a um. O Botafogo nao precisava olhar o placar, bastava olhar para o Internacional. O Internacional inteiramente nas mãos do Botafogo. Para o Botafogo fazer dele o que bem entendesse. De tal forma que João Lira Filho perguntou a Vargas Netto se aquele era o team do Internacional. Era. João Lira Filho insistiu: o Vargas Netto não compreendera direito. Bem sabia João Lira Filho que aquele era o team do Internacional. O que João Lira Filho queria saber era se aquele team do Internacional era o mesmo que ele aprendera a admirar nas crônicas do Vargas Netto. Por um motivo simples: João Lira Filho não conseguia, se lembrando das crônicas de Vargas Neto, reconhecer o Internacional.
PARA DAR E VENDER
Foi a impressão que deixou o Internacional: a de nao ser ele mesmo, de ser outro completamente diferente. Não que para ser o Internacional das crônicas de Vargas Neto ele precisasse dar no Botafogo. Seria muito difícil dar no Botafogo ainda com o seu verniz de campeão, como a perguntar se "hay otro valiente que se quiera pelear con otro valiente". Mas o Internacional das crônicas de Vargas Netto faria alguma forcinha, não ficaria naquele gol de começo de jogo, que só serviu para atiçar o Botafogo, para lembrar ao Botafogo que ele era o  campeão, que tinha um título a zelar. Assim, quem foi ver o Internacional viu foi o Botafogo. Os que julgavam conhecer o Internacional não o reconheceram. Reconheceram, sim, o Botafogo. Igualzinho ao daquele dia contra o Vasco. Cheio de força. Com força para dar e vender.
A HORA DO CHEGA
Com tanta força que o próprio Botafogo ficou com um certo receio de empregá-la. E mesmo assim, de quando em quando Otávio se via sozinho diante do gol de Ivo. Não tinha outro remédio senão chutar para fora. Sem consciência só Osvaldinho. Também Osvaldinho estava no lugar de Pirillo, queria aparecer bem. Quantas lhe dessem em boas condições se ele pudesse meter, metia. Paraguaio não tanto assim, mas queria fazer o seu gol, como Braguinha. Quem nem pensara em gol era Geninho. Para que? Daí o segundo tempo de bate-bola. De quase bate-bola, o Botafogo se desfigurando para não ser ele mesmo. para não marcar dez gols no Internacional. O Internacional pensara em reagir, um gol do Botafogo. Cinco a um com outro gol de Osvaldinho. Adãozinho quis diminuir o score, cinco a dois. Paraguaio fez o dele, seis a dois. E o Internacional se aquietou.
SER OU NÃO SER, EIS A QUESTÃO
Pode-se ver o Botafogo no primeiro tempo porque no segundo o Botafogo tirou a parelha de backs, a linha de halves, tirou até Braguinha. Quase o team de reservas do Botajogo contra o Internacional no segundo tempo. Contra um team que vestia a camisa do Internacional, e que só se parecia com o Internacional por causa da camisa e de alguns rushes de Adãozinho. Quando acabou o jogo, a gente ficou assim como quem ouviu uma anedota e nao compreendeu direito. Querendo ouvir a anedota de novo para ter a certeza de que devia rir ou de que devia chorar. Talvez a anedota não fosse tão má assim, talvez a anedota fosse até boa. É preciso ver o Internacional de novo. O Internacional não pode ser só aquilo que a gente viu. O Internacional tem de ter alguma coisa das crônicas de Vargas Netto. Talvez tenha sido um dia negro, uma dessas coisas que sucedem na vida de um team. Eu me recuso a ver no Internacional só aquilo que vi. E que nao foi ilusão de ótica, porque quem esteve em General Severiano viu o mesmo. Mas que pode ter sido o tal dia negro na vida do Internacional.
Fonte: FILHO, Mario. Jornal dos Sports (RJ), n. 5931, 21 dez. 1948, p. 5. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/32201. Acesso em: 29 mar. 2026.

LÓGICA
O Internacional jogou muito mal contra o Botafogo. Mas não pensem que é só aquilo que os "colorados" sabem jogar.
Também os clubes cariocas quando vão ao Rio Grande não produzem a mesma coisa que costumam fazer aqui. Estranham, como é natural, o ambiente, a terra, a torcida, o campo de jogo, o clima, a viagem, tudo!
Os maiores teams argentinos têm perdido em Porto Alegre, assim como as equipes uruguaias. Até os "scratchs" platinos têm empatado e perdido no Rio Grande do Sul.
Que o Rio Grande tem feito excelentes jogadores, todos sabem. O scratch gaúcho, que tem sido o team do Internacional com dois ou três reforços, tem brilhado no Rio, inclusive vencendo os paulistas, nitidamente, duas vezes.
Nena é um back internacional, que já jogou no selecionado brasileiro, assim como Tesourinha e Adãozinho. Carlitos, o extrema-esquerda, é o recordista de gols em vários campeonatos gaúchos, inclusive neste que passou. Os meias são goleadores, principalmente o argentino Villalba. Alfeu e Abigail são veteranos de vários selecionados conhecidos no Rio. Vieram também alguns jogadores novos.
Mas o que é necessario não esquecer tambem é que o team do Botafogo está jogando para selecionado, atuando de maneira admirável. E a prova disso é que o Vasco, com uma equipe notável, a mesma que levantou o campeonato dos campeões sul-americanos, passou o mesmo trabalho que o Internacional e não saiu do Rio, e não foi para ambiente diferente.
Mesmo quando saiu Gérson e se machucou Ávila, o ritmo de jogo e o aspecto da luta não se alteraram, a supremacia alvi-negra não sofreu colapso! E o Vasco permaneceu com os seus onze atletas em campo, fisicamente bem!
Porque admiraram-se tanto da derrota "colorada"? Um dia é da caça outro do caçador...
Fonte: NETTO, Vargas. Jornal dos Sports (RJ), n. 5931, 21 dez. 1948, p. 5. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/32201. Acesso em: 29 mar. 2026.

PREVALECERÃO AS GARANTIAS SOCIAIS
Não pagarão ingresso amanhã os associados alvi-negros
O Botafogo é o promotor da visita que ora nos faz o Internacional de Porto Alegre, portanto, dispõe de todos os direitos sobre as exibições do quadro campeão sulino. Para enfrentar os visitantes, numa segunda partida a ser realizada amanhã, foi convidado o Flamengo, que prontamente aceitou o convite, e amanhã, à noite, estará em ação no estádio botafoguense. Neste prélio, os associados do "Glorioso" terão entrada franca, de acordo com os estatutos do clube, isto é, poderão ainda comparecer acompanhados de suas pessoas de suas famílias.
Fonte: Jornal dos Sports (RJ), n. 5931, 21 dez. 1948, p. 6. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/32202. Acesso em: 29 mar. 2026.

VITÓRIA DE CAMPEÃO SOBRE CAMPEÃO
Grande atuação do quadro do "Glorioso" — Não se apresentou à altura o Colorado — Outras notas
O encontro amistoso que teve lugar no campo do Botafogo, entre os quadros dos campeões carioca e gaúcho, não chegou a satisfazer, em face da fraca apresentação do onze colorado.
Todavia, o público presente ficou satisfeito em ver o quadro do campeão carioca, fazer uma grande exibição, provando mais uma vez, que foi sem dúvida alguma, o melhor conjunto do campeonato da cidade.
Nem mesmo aquele gol relâmpago de Villalba aos 40 segundos, veio atemorizar o Botafogo, que teve em Juvenal a ponta de lança para os avanços ao arco de Ivo, não encontrando a ofensiva local, por parte do sexteto defensivo do Internacional, qualquer marcação que embargasse os passos dos comandados de Osvaldinho.
Veio, desse modo, o tento de empate conquistado por Juvenal, num possante tiro que, batendo no travessão superior, tomou o caminho das redes. Mais outra ofensiva dos campeões e desta feita Osvaldinho botava o Botafogo em vantagem no marcador.
Esperava-se então, que o quadro colorado viesse a equilibrar a partida. No entanto, o que aconteceu, foi o Botafogo crescer e outros tentos vieram, chegando o marcador a 4 tentos a 1, com que terminou a 1ª fase.
A impressão que se teve do quadro gaúcho — aliás, a mais certa — foi de que os pupilos de Volante estivessem cansados da longa viagem, e tambem estranhando a temperatura. Portanto, esperava-se que na fase final, melhor ambientados, pudessem equilibrar e diminuir o placar.
Porém, a etapa complementar foi uma continuação da primeira. Para essa fase, o Botafogo trouxe Sarno em lugar de Santos, enquanto que, o Internacional, vinha com Ghizzoni de médio-direito, entrando Segura no lugar daquele. Mesmo assim não se encontravam os campeões gaúchos, e os campeões cariocas, continuavam o mesmo, a mesma máquina dirigida por Geninho, tendo Juvenal, o incansável, como alimentador do ataque.
Veio o 5º tento, e então os alvi-negros pararam. Reagiu o Internacional e Adãozinho, a melhor figura do quadro sulino conquista de forma brilhante o 2º tento, iludindo a Osvaldo.
Nessa altura, Zezé Moreira faz várias modificações no quadro, sendo o goleiro Osvaldo, o único elemento da defesa alvi-negra a permanecer em campo, enquanto que Reinaldo, na ofensiva, substituía a Braguinha.
Com essas alterações no quadro botafoguense, o Internacional equilibrou a partida, sem contudo tirar proveito da situação. E coube, então, a Paraguaio, visivelmente impedido, encerrar o marcador. Falhou Mário Viana, pois que o ponteiro do Botafogo, correu antes da bola.
Como dissemos acima, a 1ª fase terminou com a vantagem do Botafogo por 4 x 1. Juvenal, Osvaldinho (2) e Otávio, foram os construtores para o Botaofgo, e Villalba para o Internacional. Na etapa complementar, Osvaldinho e Paraguaio para os alvi-negros e Adãozinho para os visitantes encerram o marcador de 6 x 2, a favor do Botafogo.
OUTRAS NOTAS
A renda do encontro foi boa, tendo passado pelas bilheterias do estádio botafoguense a importância de Cr$ 108.772.00.
Na arbitragen funcionou Mário Viana, que teve uma direção satisfatória. Seu único erro foi assinalar o 6º tento do Botafogo, quando Paraguaio achava-se impedido.
Os quadros, com as devidas alteracões, formaram assim:
BOTAFOGO: Osvaldo; Gérson (Marinho) e Santos (Sarno); Rubinho (Ivan), Ávila (Beracochea) e Juvenal (Adão); Paraguaio, Geninho, Osvaldinho, Otávio e Braguinha (Reinaldo).
INTERNACIONAL: — Ivo; Nena e Maravilha; Alfeu (Ghizzoni), Viana e Abigail; Tesourinha, Ghizzoni (Segura), Adãozinho, Villalba (Roberto) e Carlitos.
Fonte: Diário Carioca (RJ), n. 6285, 21 dez. 1948, p. 9. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093092_03/35067. Acesso em: 29 mar. 2026.

GOLS DEMAIS
Quando aconteceu aquilo, logo de início, no jogo do Internacional, de Porto Alegre, com o Botafogo, do Rio, houve quem pensasse, quem esperasse que a coisa fosse aquela mesmo. Aquela que muita gente previa. Previa e comentava. Comentava sobretudo a "torcida" do Botafogo, na legítima busca antecipada de uma desculpa, uma explicação previa para uma possível surpresa, um fracasso nada impossível do Botafogo.
Sabia-se como são essas coisas. O Botafogo, campeão como tinha sido, depois de um jogo daqueles com o Vasco, de um campeonato desses — caindo na comemoração, na farra comemorativa. Uma farra que começara no domingo mesmo, dentro do proprio campo, para todo mundo ver. Que de certo continuara a semana inteira, dispersado naturalmente o programa de preparo físico, de treinamento técnico — ninguém esperando por aquele jogo, ninguém contando com ele, ninguém se preparando para ele. Sabia-se também como o Internacional, campeão de província, hexacampeão de província, de província grande, onde se faz bom futebol, com "cracks" locais entrando nas cogitações, às vezes até nas convocações do "scratch" brasileiro — como esse campeão provinciano devia vir "seco" para dar no campeão metropolitano, ainda mais um campeão metropolitano ruidoso como fora, este ano, o Botafogo.
Por isso, quando aquilo aconteceu, logo de início, chegou-se a pensar que era isso, que ia ser isso mesmo. Porque aquilo que acontecera foi apenas o seguinte: mal dada saida ao jogo, a linha do Internacional carregando sobre a defesa do Botafogo com aquele ímpeto de tontear a defesa do Botafogo; e, logo, uma dessas bolas que andam de mão em mão, isto é, de pé em pe, na porta do gol, a procura de uma oportunidade, de uma brecha para o chute ao dito gol, indo ter ao pé de Villalba e deste ao gol num tiro sem defesa.
Tudo — do pontapé inicial ao gol — em apenas 45 segundos. Menos ainda do que o tempo que o Botafogo precisara para o seu primeiro gol contra o Vasco, aquele que aos dois minutos já derrotara o Vasco.
Chegou-se, pois, a pensar que seria, que ia ser assim mesmo. Mas nem tempo para pensar houve. Quando o Botafogo saiu não meteu nenhum gol, mas sentiu-se logo que ia meter muitos. Meteu. Metou quantos quis. Não quis mais. Foi tirando até os jogadores do campo, botando os reservas, botando gente do seu chamado "team" do Boca. Ivan, Beracochea... Só quatro titulares em campo.
Não adiantou. Ainda meteu dois gols. Só mandando acabar o jogo. Mário Viana devia ter apitado antes da hora. Devia mesmo.
Fonte: SOUZA, Pompeu de. Diário Carioca (RJ), n. 6285, 21 dez. 1948, p. 9. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093092_03/35067. Acesso em: 29 mar. 2026.

CONFIRMAÇÃO — Anteontem defrontou-se o campeão carioca, o Botafogo F. R., com o Internacional de Porto Alegre, campeão gaúcho, derrotando-o por 6 a 2, um escore que não deixa margem a nenhuma dúvida.
Confirmou assim a classe de que é possuidor o esquadrão dirigido por Zezé Moreira.
***
Essa confirmação era necessária, muito necessária mesmo. Isso porque, apesar da beleza do campeonato levantado pelo glorioso, ainda existiam muitos que não acreditavam que ele tivesse sido conseguido à força de trabalho e dedicação de seus dirigentes e jogadores, e sim por simples golpe de chance.
Ainda há coisa de dois ou três dias, conversando com Zezé Moreira, ele me dizia da incredulidade do torcedor que, às vésperas do jogo contra o América, penúltimo do campeonato, ainda não conseguira ter uma confiança irrestrita no team.
E foi essa incredulidade o maior incentivo para o trabalho realizado por todos.
***
Era assim necessária a confirmação do feito. E uma semana praticamente de folga, pois foi ela quase toda de festas para os jogadores do campeão, enfrentando o campeão gaúcho, consegue infligir uma derrota que bem mostra a classe excepcional dos pupilos de Carlito e Zezé.
Tudo confirmado, tudo azul. Os incrédulos devem ter diminuido um pouco, devem ter abrandado nas suas críticas.
Nem se poderá já agora dizer que o Botafogo só joga completo, com todos os seus titulares, pois desta feita Osvaldinho jogou em lugar de Pirillo desde o início marcando três dos seis gols.
No segundo tempo, Marinho, Sarno, Ivan, Beracochea, Adão e Reinaldo entraram no team. Contudo a vitoria não sofreu perigo, não assustou a torcida do campeão carioca.
***
Tivemos assim um primeiro tempo de Botafogo x Internacional e uma segunda fase com um verdadeiro combinado Reservas e "Boca" x Internacional.
Oportunidade para que o público visse a estreia de Beracochea no quadro alvi-negro, visse o reaparecimento de Ivan e visse, sobretudo, o trabalho que está sendo feito em General Severiano para conseguir reservas à altura dos titulares.
E a tática de Zezé, desmontando o sistema ofensivo da diagonal, mostrou mais uma vez que é o perfeito ou pelo menos o que melhores resultados pode oferecer.
Fonte: MEDEIROS, Paulo. Diário Carioca (RJ), n. 6285, 21 dez. 1948, p. 9. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093092_03/35067. Acesso em: 29 mar. 2026.

BONITA INICIATIVA DO BOTAFOGO
DONATIVOS PARA A ZONA DA MATA
No intervalo entre a preliminar e jogo principal de domingo, em General Severiano, os associados do Botafogo de Futebol e Regatas, utilizando uma bandeira do clube, recolheram dinheiro para ser enviado às vitimas da catástrofe de Minas Gerais.
Os torcedores que acorreram ao estádio alvi-negro, compreendendo a beleza e a significação de tal iniciativa, deram apoio total aos elementos do "Glorioso".
Fonte: Diário Carioca (RJ), n. 6285, 21 dez. 1948, p. 9. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093092_03/35067. Acesso em: 29 mar. 2026.

TODA A IMPRENSA esportiva carioca teceu os mais desfavoráveis comentários à atuação do Internacional, campeão de Porto Alegre, ante o Botafogo. O "Jornal dos Sports", o "Globo", "Diretrizes" e a "Folha Carioca" chegaram a afirmar que se o Internacional, é de fato, a maior expressão do futebol do Rio Grande do Sul, não pode haver dúvida de que o futebol gaúcho está atravessando, no momento, uma crise de valores, não mais podendo se ombrear com a técnica usada no Rio e em S. Paulo.
Fonte: A Tribuna (SP), n. 229, 22 dez. 1948, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/153931_02/45181. Acesso em: 29 mar. 2026.

VENCEU COM AUTORIDADE O CAMPEÃO CARIOCA
O público esportivo da metrópole esteve ameacado de passar o domingo sem o seu esporte favorito. O Botafogo, porém, aproveitou a folga para saldar uma dívida antiga, fazendo vir a esta capital o quadro do Internacional para disputar uma partida em pagamento do passe de Ávila. A equipe gaúcha hexacampeã do seu Estado, é tida como um dos melhores conjuntos do País. Se não bastasse o fato de termos uma peleja entre campeões, tínhamos ainda como atração maior o ensejo de presenciar a exibição de um quadro pontilhado de valores de maior expressão no cartaz futebolístico do sul do Brasil, onde se contavam três internacionais, Nena, Tesourinha e Adãozinho, e cinco "scratchmen" estaduais, Ivo, Alfeu, Viana, Abigail e Carlitos. Mal sabiam, porém, os espectadores a triste surpresa que lhes estava reservada: um espetáculo pobre, que nem sequer fez jus à sua marca de interestadual. Nem mesmo a grande esperança do público salvou a contenda: as atrações da equipe "colorada" representadas nos seus valores individuais. Diremos mesmo que em um único momento a peleja ofereceu uma falsa impressão, qual seja o lance do tento de Vilalba, adquirido aos 45 segundos do prélio em uma manobra verdadeiramente relampejante. É bem possível que se fosse outro conjunto que estivesse na cancha dando combate aos sulinos, aquele tento fulminante serviria para quebrar o ânimo dos jogadores. Porém, ali estava um Botafogo valente e decidido, calejado de golpes similares. A ausência de Pirillo preocupava alguns, porque se sabe que o "center" titular é um elemento indispensável da equipe. O seu substituto, o combativo Osvaldinho, porém, comecava a romper a defesa visitante nos seus primeiros lampejos para o gol adversário. Veio então o lance do gol de empate, um tento de marca sensacional, que, aliás, sempre caracterizou os lances decisivos desse extraordinário e dinâmico "crack" da atualidade: Juvenal. Por incrível que pareça, aquele tento de Juvenal decidiu a sorte da peleja, porque daí por diante os alvi-negros passaram a comandar inteiramente as ações, manobrando livremente no terreno, sem ser molestado pelos seus antagonistas, que davam mostras surpreendentes de uma exaustão alarmante. Quer pela direita, quer pela esquerda, o Botafogo sempre surgia dentro do terreno adversário manobrando com facilidade as suas investidas, sem preferência por determinado setor. Veio então a sequência de tentos e, para maior dos seus males, os visitantes retraíram-se, caindo na defesa, desprezando aquilo que seria lícito esperar-se: a reação. Vez por outra aparecia Adãozinho, valente e decidido, porém, perdido na meia cancha, sob a vigilância implacável de Gérson e posteriormente de Marinho, que não lhe deram tréguas. Estava delineado plenamente o panorama do prélio, embora apenas um período estivesse concluído. Julgava-se, assim, apesar dos pesares, que o conjunto "colorado" no período complemetar tudo faria no sentido de diminuir a vantagem. Mais uma vez, porém, iludiram-se quantos assim o julgavam, porque o jogo não sofreu alteração, permanecendo os alvi-negros no comando das ações e os seus adversários retraídos na sua meia cancha, procurando a todo custo desfazer as manobras do seu oponente. Vendo a incapacidade do seu adversário, o Botafogo iniciou uma série de substituições, continuando em campo apenas cinco dos elementos que iniciaram a luta. Ainda assim os suplentes, quase na totalidade componentes da defesa, mostraram-se arrojados e valentes, mantendo o mesmo "train" de jogo, ao passo que os sulinos, apáticos e frios, batidos implacavelmente. Mais dois tentos colheram os alvi-negros nesse período, contra um dos adversários, totalizando assim meia dúzia de tentos contra dois apenas dos visitantes. Esta fase da peleja nada ofereceu digno de nota, porque em nenhum momento os visitantes armaram o seu conjunto a fim de criarem situações críticas para a defesa alvi-negra, que dava cabal cumprimento da sua missão, anulando as poucas investidas que ultrapassaram a linha de médios dos alvi-negros. Os valores individuais que constituíam maior preocupação para os campeões cariocas — Adãozinho e Tesourinha — já conhecidos do nosso público, se não chegaram a decepcionar totalmente, não conseguiram, por seu turno, ratificar o conceito e a popularidade que desfrutam entre nós, notadamente Tesourinha, que foi anulado totalmente por Santos e, posteriormente por Sarno, pois ambos fizeram uma das suas partidas mais tranquilas. A contagem alarmante foi um espelho fiel da superioridade do campeão carioca, que deu uma demonstração eloquente da magnífica fase técnica e física que atravessa. O esquadrão está bem ajustado e suas linhas funcionam em perfeita harmonia, a par dos seus valores individuais. O feito do Botafogo foi apenas uma ratificação da sua potencialidade. Mário Viana foi o árbitro da peleja. S. s. conduziu-se com a serenidade e precisão que já estamos habituados a assistir.
Fonte: GUIMARÃES, Charles. Sport Illustrado (RJ), n. 559, 23 dez. 1948, p. 10. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/182664/15033. Acesso em: 29 mar. 2026.