16/11/1947 - Citadino 1947 - 3º turno - Internacional 3 x 0 Cruzeiro-RS

SERÁ REALIZADO O 3º TURNO DO CAMPEONATO GAÚCHO
P. ALEGRE, 23 (Asapress) — A Federação Rio Grandense de Futebol, resolveu realizar o terceiro turno do seu campeonato principal, marcando início para sábado, 8 de novembro, com o prélio entre Força e Luz x Internacional. Os demais jogos são os seguintes: Domingo, 9: Grêmio x Cruzeiro; sábado, 15: Internacional x Cruzeiro; domingo, 16: Gremio x Força e Luz; sábado, 22: Força e Luz x Cruzeiro; domingo, 23: Internacional x Grêmio. Os jogos serão realizados em campos neutros.
Fonte: Gazeta de Notícias (RJ), n. 250, 24 out. 1947, p. 14. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_07/34775. Acesso em: 18 fev. 2026.

INTERNACIONAL X CRUZEIRO
Concluindo a rodada, preliarão domingo, no tradicional "Fortim da Baixada", as equipes do Internacional e do Cruzeiro.
Este embate promete ser dos mais interessantes de quantos foram realizados na presente temporada.
Os rubros irão a campo não só confirmar o título de campeões já plenamente assegurado, como ainda, para vingarem-se do recente revés que lhes foi imposto pelo onze cruzeirista em jogo amistoso.
Os "alvi-azuis", com sua equipe remodelada e vindos de duas esplêndidas vitórias, certo que tudo farão para colher mais um triunfo sobre o seu tradicional adversário.
Promete, por isso, o choque de domingo assumir proporções bastante interessantes, tudo indicando que, em face das circunstâncias, terá a assisti-lo um público numeroso.
CARVALHO NO APITO
Escolhido de comum acordo, aparecerá, mais uma vez empunhando o apito de árbitro no cotejo de amanhã, em que aparecerão como adversários os esquadrões do Internacional e do Cruzeiro, o conhecido apitador Homero Carvalho, da divisão principal da FRGF.
PREÇOS
Para o encontro de amanhã vigorarão os seguintes preços:
Cadeiras numeradas, 40,00; Gerais, Cr$ 10,00; Meias gerais, Cr$ 7,00 e colegiais fardados, Cr$ 5,00.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 245, 15 nov. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/1573. Acesso em: 18 fev. 2026.

NO CAMPEONATO GAÚCHO
PORTO ALEGRE, 15 (Asapress) — Embora com o Internacional já ostentando o título de campeão de 47, prosseguirá hoje e amanhã a disputa do certame principal de football da F. R. G. F., com os seguintes jogos: Grêmio x Força e Luz. Amanhā, na Baixada, Internacional x Cruzeiro, este procurando, com todos os seus recursos, garantir o vice-campeonato.
Fonte: Jornal dos Sports (RJ), n. 5596, 16 nov. 1947, p. 8. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/29410. Acesso em: 18 fev. 2026.

CITADINO 1947 - 3º TURNO - INTERNACIONAL 3 X 0 CRUZEIRO-RS
Data: 16/11/1947
Local: Baixada - Porto Alegre (RS)
Renda: Cr$ 23.532,00
Juiz: Homero Carvalho
Gols: Adãozinho 30’/1 (I); Villalba 37’/1 (I); Villalba ?’/2 (I).
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Alfeu e Ilmo; Maravilha, Viana e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Fandiño e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.
CRUZEIRO-RS: Borracha; Osvaldo Só e Juvenal; Gaúcho, Laerte e Clóvis; Godô, Saladuro, Waldyr, Pantoja e Joelci. Técnico: Telêmaco Frazão de Lima.

COM UM ESCORE FOLGADO — 3 A 0 — O INTERNACIONAL PASSOU PELO CRUZEIRO, DOMINGO
LUTARAM COM BRAVURA OS "FLECHAS-AZUIS" SÓ CEDENDO NOS INSTANTES FINAIS DA PELEJA — ADÃOZINHO E VILLALBA, OS DIANTEIROS COLORADOS QUE SELARAM O ARCO DE BORRACHA — HOMERO CARVALHO REPETIU MAIS UMA FRACA ATUAÇÃO — RENDA: Cr$ 23.582,00 — A SELIÇAO DO CENTRO-CIDADE BAIXA SE IMPÔS À DA FLORESTA, POR 2 A 0
O jogo de domingo último, entre o Cruzeiro e o Internacional, já sem interesse na classificação final do certame metropolitano, mesmo assim conseguiu atrair um público apreciável ao estádio da "Baixada". O jogo em si transcorreu bastante movimentado e o Cruzeiro só foi ceder completamente nos últimos minutos da etapa derradeira, quando se deixou envolver completamente, permitindo ao Internacional construir um placar folgado e que lhe assegurou uma das mais brilhantes vitórias deste já desinteressante e monótono final de campeonato.
Mesmo com a falta de Nena, os campeões suportaram bem a pressão cruzeirista que se fez sentir notadamente na fase inicial, voltando o veterano Alfeu a fazer praça de muita classe e energia. Assim, com Alfeu jogando em toda a plenitude, resistiu bem o Internacional a forte pressão dos pupilos do prof. Telêmaco Frazão de Lima para, ao final, impor um escore algo alarmante para um clube como o Cruzeiro, vindo de excelentes exibições, inelusive contra o "Rolo Compressor" que, há duas semanas, fora nitidamente superado.
Tem ainda o Internacional, para encerrar sua campanha no presente certame, somente o jogo contra o Grêmio, o clássico Gre-Nal que, certamente, será realizado no próximo domingo.
Formaram as equipes disputantes com a constituição seguinte:
Internacional: Ivo; Alfeu e Ilmo; Maravilha, Viana e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Fandiño e Carlitos.
Cruzeiro: Borracha; Osvaldo Só e Juvenal; Gaúcho, Laerte e Clóvis; Godô, Saladuro, Valdir, Pantoja e Joelci.
A MARCHA DO PLACAR
Os tentos com que o Internacional venceu o Cruzeiro foram consignados na seguinte ordem: decorriam já trinta minutos da etapa derradeira sem que o escore tivesse sido aberto, quando Carlitos enviou perigosamente o couro para dentro da área cruzeirista; Adãozinho, vindo na corrida, desviou-o magistralmente para dentro do arco guarnecido por Borracha.
Sete minutos após, isto é, aos 37, Tesourinha consegue se desvencilhar da marcação severa de Clóvis, estendendo para Villalba que não teve dúvidas: desferiu violento chute que ganhou o fundo das redes, deixando o arqueiro cruzeirista sem ação.
O tento final do "Rolo Compressor" encerrando o escore tardiamente aberto surgiu nos derradeiros minutos, obra também de Villalba, aproveitando muito bem uma bola oportunamente atrasada pelo endiabrado "Negrinho do Pastoreio".
Assim foram consignados os três tentos que asseguraram o bonito triunto colorado na tarde de domingo. Um triunfo sem dúvida merecido, já que os rapazes da rua Silveiro atuaram com mais presença em campo e tiraram proveito do fraquejamento dos alvi-azuis nos instantes finais da contenda.
JUIZ, PRELIMINAR E RENDA
Homero Carvalho que vinha de uma atuação não muito convincente à noite de sábado, reprisou mais uma fraca arbitragem. O jogo andou suspenso durante 15 minutos, pois o árbitro, ao chamar a atenção de um fotógrafo que invadira o campo, foi atingido com uma garrafada.
Preliminarmente jogaram as selecões do Centro-Cidade Baixa x Floresta. Por dois a zero venceram os rapazes da seleção do Centro.
A renda apurada foi de Cr$ 23.532,00, que pode ser considerada boa, uma vez que o certame metropolitano já se encontra resolvido.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 246, 18 nov. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/1585. Acesso em: 18 fev. 2026.

09/11/1947 - Citadino 1947 - 3º turno - Força e Luz 1 x 2 Internacional

INTERNACIONAL X FORÇA E LUZ
O EMBATE DESTA TARDE, NA "BAIXADA", PELO CAMPEONATO DA CIDADE — A CONSTITUICÃO DAS EQUIPES — JOSÉ CARVALHO NA ARBITRAGEM — A PRELIMINAR SERÁ ENTRE AS SELEÇÕES DOS BAIRROS DO BONFIM X CAMINHO DO MEIO-PETRÓPOLIS
Concluindo a primeira rodada pelo turno neutro, preliarão esta tarde, na tradicional "Baixada", as equipes do Internacional e do Força e Luz.
Promete esse embate interessante desenrolar, já que estarão em luta duas das mais categorizadas equipes que disputam o certame máximo.
Justifica-se a expectativa do público pelo fato de que a equipe do Internacional, em seu último compromisso frente ao Força e Luz, ter baqueado por contagem ajustada.
No prélio desta tarde os colorados tudo farão para reabilitar-se, enquanto que os rajados lutarão para confirmar o feito recente.
Tudo, pois, indica que a porfia terá um transcorrer dos mais sensacionais e movimentados.
As duas equipes, salvo possíveis modificações de última hora, formarão assim:
INTERNACIONAL: Ivo — Nena e Ilmo; Alfeu — Viana e Abigail; Tesourinha — Villalba — Adão — Fandiño e Carlitos.
FORÇA E LUZ: Cláudio — Hugo e Sordi; Povonovo, Ernesto e Alegretti; Jerônimo — Dorvalino — Nino — Detefon e Nadir.
Escolhido de comum acordo, dirigirá o prélio o árbitro José Carvalho.
A preliminar estará a cargo das seleções do Bonfim x Caminho do Meio-Petrópolis, pelo campeonao dos bairros.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 240, 09 nov. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/1529. Acesso em: 18 fev. 2026.

CITADINO 1947 - 3º TURNO - FORÇA E LUZ 1 X 2 INTERNACIONAL
Data: 09/11/1947
Local: Baixada - Porto Alegre (RS)
Renda: Cr$ 34.146,00
Juiz: José Carvalho
Gols: Tesourinha 6'/1 (I); Nadir, pênalti 21'/2 (F); Carlitos 33'/2 (I).
FORÇA E LUZ: Cláudio; Hugo e Sordi; Povonovo, Bahiano e Alegretti; Jerônimo, Dorvalino, Nino, Detefon e Nadir. Técnico: Aparício Viana e Silva.
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Nena e Ilmo; Alfeu, Viana e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Fandiño e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.

Porto Alegre, 9 (Asapress) — Com o resultado verificado na tarde de hoje, o Internacional está com o seu título assegurado de maneira definitiva, pois embora perca as duas partidas que lhe faltam disputar, ficará ainda com a maioria de pontos da tabela. Desta forma, o Campeonato Gaúcho está praticamente decidido, ficando o título em poder do Internacional.
Completando a primeira rodada do terceiro turno do Campeonato Gaúcho de Futebol, realizou-se na tarde de hoje, no campo da Baixada, o sensacional encontro entre as equipes do Internacional x Força e Luz. A partida foi renhidamente disputada, levando entretanto o Internacional a melhor. Já na fase inicial, o marcador era favorável aos "colorados" que assinalam um tento por intermédio de Tesourinha. O Força e Luz tudo fez para igualar a contagem, o que todavia não lhe foi possível.
Após o descanso regulamentar voltaram as equipes ao gramado e, no meio desta fase, surgiu o gol de empate feito por Nadir ao bater um pênalti. O Internacional, entretanto, organiza-se novamente e vai ao ataque, obrigando a Claudio empregar-se a fundo. Aos 35 minutos, entretanto, Carlitos numa sensacional escapada consegue o gol de desempate, o qual assegurou a vitória do seu bando.
INTERNACIONAL — Ivo, Nena e Ilmo; Alfeu, Viana e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adão, Fandiño e Carlitos.
FORÇA E LUZ — Cláudio, Hugo e Sordi; Alegretti, Baiano e Povonovo; Jerônimo, Dorvalino, Detefon, Nino e Nadir.
O juiz foi o Sr. José Carvalho e a renda foi de Cr$ 32.000.00.
Fonte: Jornal do Commercio (RJ), n. 036, 10 nov. 1947, p. 8. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_13/37857. Acesso em: 18 fev. 2026.

INTERNACIONAL X FORÇA E LUZ
PORTO ALEGRE, 10 — Jogando ontem nesta capital o Internacional venceu ao Força e Luz por 2x0.
Fonte: Diário da Manhã (PE), n. 1111, 11 nov. 1947, p. 6. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093262_03/9969. Acesso em: 18 fev. 2026.

O INTERNACIONAL JÁ É CAMPEÃO DE PORTO ALEGRE
Carlitos assinalou o gol de desempate
PORTO ALEGRE, 9 (Asapress) — Com o resultado verificado na tarde de hoje, o Internacional está com o seu título assegurado de maneira definitiva, pois embora perca as duas partidas que lhe faltam disputar, ficará ainda com maioria de pontos na tabela. Desta forma, o Campeonato Gaúcho está praticamente decidido, ficando o título em poder do Internacional.
Completando a primeira rodada do terceiro turno do Campeonato Gaúcho de Futebol, realizou-se na tarde de hoje, no campo da Baixada, o sensacional encontro entre as esuipes do Internacional x Força e Luz. [...] Já na fase inicial, o marcador era favorável aos "colorados", que assinalaram um tento por intermédio de Tesourinha. O Força e Luz tudo fez para igualar a contagem, o que todavia não lhe foi possível.
Após o descanso regulamentar, voltaram as equipes ao gramado e, no meio desta fase, surgiu o gol de empate feito por Nadir ao bater um pênalti. O Internacional, entretanto, organiza-se novamente e vai ao ataque, obrigando a Cláudio empregar-se a fundo. Aos 35 minutos, entretanto, Carlitos, numa sensacional escapada, consegue o gol de desempate, o qual assegurou a vitória do seu bando.
OS QUADROS
INTERNACIONAL:
Ivo — Nena e Ilmo — Alfeu — Viana e Abgail — Tesourinha — Villalba — Adão — Fandiño e Carlitos.
FORÇA E LUZ:
Cláudio — Hugo e Sordi — Alegretti — Bahiano e Povo Novo — Jerônimo —Dorvalino — Detefon — Nino e Nadir.
O juiz foi o Sr. José Carvalho e a renda foi de Cr$ 32.000,00.
Fonte: Gazeta de Notícias (RJ), n. 265, 11 nov. 1947, p. 16. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_07/35117. Acesso em: 18 fev. 2026.

INTERNACIONAL CONQUISTOU DOMINGO O METROPOLITANO
POR 2 A 1 O "ROLO COMPRESSOR" RESOLVEU A CONTENDA — JOSÉ CARVALHO NÃO REPRISOU SUAS ANTERIORES ATUAÇÕES — NA PRELIMINAR O SELECIONADO CAMINHO DO MEIO-PETRÓPOLIS VENCEU O DO BONFIM, POR 4 A 1
O resultado do embate de domingo entre as equipes do Força e Luz e do Internacional, com o qual foi concluída a primeira rodada do turno neutro, não constituiu surpresa já que o onze do Internacional, vencando a porfia por 2 a 1, confirmou plenamente o favoritismo com que pisou o gramado.
Embora o resultado numérico tenha sido bastante ajustado, justo é reconhecer que a vitória dos colorados foi merecida, pois foi realmente a equipe que exibiu melhor futebol; embora não haja realizado uma grande exibição entretanto esteve bem melhor que o seu antagonista. O onze preparado por Aparício Viana e Silva, fez o que era lícito esperar.
Não contou com o concurso do centro-médio Ernesto, sem dúvida, um dos esteios da defensiva, além do que, o zagueiro Hugo, lesionado desde os instantes iniciais, num choque com Carlitos muito pouco produziu, acabando por trocar de posição com Nadir que foi fortalecer a retaguarda. Detefon, sempre visado pela defesa contrária, foi outro elemento quase inútil.
Assim, pois, não podia o onze rajado fazer mais do que fez, cedendo por contagem apertada para um adversário mais ajustado em suas linhas e que contou com a totalidade de seus titulares.
Com o feito de domingo, os rubros adjudicaram-se ao título honroso de campeões metropolitanos da categoria de profissionais, conquistado após esplêndida campanha.
As duas equipes formaram com a seguinte constituição:
INTERNACIONAL: Ivo — Nena e Ilmo; Alfeu — Viana e Abigail; Tesourinha — Villalba — Adão — Fandiño e Carlitos.
FORÇA E LUZ: Cláudio — Hugo e Sordi; Povonovo — Bahiano e Alegretti; Jerônimo — Dorvalino — Nino — Ariovaldo e Nadir.
Na equipe do Internacional todos estiveram num mesmo plano, não havendo nomes a destacar.
No onze rajado, merece especial referência o trabalho desenvolvido pelo zagueiro, Sordi que foi uma das principais figuras da cancha. O atlético zagueiro vindo de São Paulo, onde militava no Corinthians, conduziu-se com grande classe, jamais empregando o jogo pesado, o que, sem dúvida, surpreendeu, já que o companheiro de Hugo até aqui primava pelas jogadas desleais.
Por isso, merece ele ser apontado como uma das grandes figuras da tarde.
Os demais componentes da defensiva exibiram-se dentro de suas reais possibilidades.
O quinteto atacante falhou lamentavelmente; nenhum dos seus cinco integrantes reprisou suas anteriores atuações mormente o paulista Nino que foi a figura mais apagada da cancha.
Aos 6 minutos o Internacional, por intermédio de Tesourinha, visivelmente impedido obteve o primeiro tento com o qual findou a fase inicial. Aos 21 minutos do período final, o zagueiro colorado Ilmo cometeu mão proposital dentro da área. Nadir cobrou a pena máxima assinalada pelo árbitro, empatando a contenda. Aos 33 minutos Sordi concedeu escanteio; Carlitos destacado para executar o tiro de esquina, fê-lo com precisão, fazendo com que o couro viesse ter a boca da meta onde o zagueiro Cláudio com infelicidade aninhou o couro em suas próprias redes, dando cifras definitivas ao placar.
A arbitragem esteve a cargo de José Carvalho, do quadro principal da FRGF.
O desempenho de s. s. foi bastante fraco muito contribuindo para que o jogo perdesse grande parte do brilho, com o uso constante do apito em faltas existentes e inexistentes.
Não teve o jovem apitador a necessária energia para reprimir o jogo pesado que imperou principalmente no segundo tempo, deixando passar em brancas nuvens, sem uma única advertência, uma série considerável de faltas bastantes graves.
Na preliminar entre os selecionados dos bairros do Bonfim e Petrópolis-Caminho do Meio, venceu este por 4 a 1.
A renda apurada foi de Cr$ 34.146,00.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 241, 11 nov. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/1541. Acesso em: 18 fev. 2026.

01/11/1947 - Amistoso - Internacional 0 x 3 Cruzeiro-RS

PROMETE SENSACIONALIZAR O PRÉLIO DESTA TARDE, NA TIMBAÚVA
Colorados e alvi-azuis estão em grande forma — A equipe do Cruzeiro surgirá modificada
Internacional e Cruzeiro, os dois tradicionais adversários do futebol metropolitano, que sempre brindaram os esportistas da capital com bons espetáculos, estarão mais uma vez, frente a frente, esta tarde, na tradicional "Timbaúva", em jogo pela disputa da "Copa Cidade de Porto Alegre", instituída, como é sabido, pela Federação Rio Grandense de Futebol.
O prélio desta terde deverá agradar plenamente, pois as duas equipes que estarão em luta encontram-se em boa forma e vão a campo integradas de todos os titulares.
O onze do Internacional, segundo apuramos, irá a campo com a mesma constituição com que, domingo último, também em jogo amistoso, abateu o onze campeão do ano passado.
Deverão, pois, os rubros apresentar-se assim: Ivo, Nena e Ilmo; Alfeu, Vinas e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adão, Dominguinhos e Carlitos.
O onze do Cruzeiro, que em todos os tempos foi adversário acérrimo do Internacional, vencendo hoje e perdendo amanhã, na presente temporada não foi muito feliz, pois sempre baqueou por contagens dilatadas, mormente quando do último embate, quando cederam por contagem aplastante.
Assim, esperam os alvi-azuis aproveitar a oportunidade que se lhes oferece, para se desforrarem daquele contundente insucesso. A equipe, após aquele fracasso, entregou-se em treinamento redobrado, além de sofrer várias modificações em sua constituição. Assim, o trio final que anteriormente contava com Borracha, Gaúcho e Juvenal, formará hoje com Borracha, Osvaldo Só e Juvenal. Gaúcho, o eficiente zagueiro, pessará a formar na intermediária, ao lado de Laerte e Clóvis. Na dianteira surgirá um elemento novo: trata-se de Pantoja, que formará na meia-esquerda ao lado de Joelci. Assim o ataque terá a seguinte constituição: Godô, Saladuro, Valdir, Pantoja e Joelci.
Constata-se que as duas equipes contam com o que de melhor poderiam apresentar e por isso mesmo não será exagero afirmar que o embate terá um desenrolar bastante movimentado e interessante.
PRELIMINAR
Preliminarmente deverão defrontar-se as equipes dos juvenis dos mesmos clubes, em jogo pelo campeonato da respectiva categoria e que não foi realizado na data estabelecida pelo carnet, por impraticabilidade do terreno, devido ao mau tempo.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 233, 01 nov. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/1473. Acesso em: 18 fev. 2026.

AMISTOSO - INTERNACIONAL 0 X 3 CRUZEIRO-RS
Data: 01/11/1947
Local: Timbaúva - Porto Alegre (RS)
Renda: Cr$ 16.563,00
Juiz: Homero Carvalho
Gols: Joelci 16’/1 (C); Valdir 31’/1 (C); Saladuro 43’/2 (C).
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Nena e Ilmo; Alfeu, Viana e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Dominguinhos e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.
CRUZEIRO-RS: Borracha; Osvaldo Só e Juvenal; Gaúcho, Laerte e Clóvis; Godô, Saladuro, Valdir, Pantoja e Joelci. Técnico: Telêmaco Frazão de Lima.

FESTA ALVI-AZUL NA TIMBAÚVA
Surpreendente vitória do Cruzeiro sobre o "Rolo Compressor": 3 a 0
JOELCI, VALDIR E SALADURO, OS GOLEADORES — GODÔ TEVE UM TENTO LEGÍTIMO ANULADO — HOMERO CARVALHO TEVE REGULAR DESEMPENHO — À BASE DE MUITO SANGUE O CRUZEIRO REALIZOU SUA MAIOR FAÇANHA DOS ÚLTIMOS TEMPOS — RENDA: Cr$ 16.563,00 — VENCEDORES OS JUVENIS COLORADOS POR 2 A 0
Um público relativamente numeroso, se levarmos em conta a tarde sombria e ameaçadora de ontem, se fez presente no estádlo da Timbaúva, local do prélio entre Internacional e Cruzeiro em disputa da "Copa da Cidade de Porto Alegre".
Sonhassem os eternos "secadores" com o resultado final do embate e, certamente, muito outra teria sido a renda do prélio...
O jogo que desde os minutos iniciais se desenhava ao sabor do  Internacional, precisamente quando decorriam 16 minutos veio dar superioridade ao Cruzeiro no placarm com tento asinalndo por Joelci, que, recebendo no meio do campo, flechou para o arco de Ivo, e embora perseguido pela defesa colorada, venceu o guardião do "Rolo Compressor" com potente chute enviesado.
Medmo com o placar a seu favor, o Cruzeiro continuou suportando a maior e mais constante carga dos defensores colorados que, a todo transe, procuravam descontar a vantagem. Aos 21 minutos Godô desperdiçou uma excelente oportunidade, pois só frente ao arco de Ivo e desfrutando de esplêndida oportunidade conseguiu chutar fora... Quando estava prestes a finalizar a primeira fase do embate, aos 42 minutos, Valdir aproveitando uma bola vinda da direita e que cobrira Ilmo, encheu o pé, decretando a seguada queda do quadrilátero colorado. Assim, pois, devia findar o primeiro tempo com o Cruzeiro —levando vantagem no marcador, embora jogando contra o vento tendo suportado grande pressão dos atacantes colorados.
Veio a segunda fase e os pupilos de Telêmaco Frazão de Lima, que já venciam por 2 a 0, consolidaram a vitória por intermédio de Saladuro ao conquistar este de cabeça, aos 6 m. um tento de bonita feitura. Antes, convém que se diga para que o leltor tenha uma ideia do "apetite" do Cruzeiro, Godô teve um tento conquistado de maneira legal, aos 2 minutos, anulado por Homero Carvalho "que houve por bem" julgá-lo ilícito... Daí por diante o jogo decorreu sempre ao feitio do Cruzeiro que, aproveitando bem o vento que agora "jogava" ao seu favor, pressionava com muito "sangue" e nas poucas incursões coloradas defendia-se leoninamente, aparecendo o "colored" Godô como a figura de primeira grandeza dos alvi-azuis.
Valdir Saladuro, que contundiu-se num choque com um adversário deixou o gramado aos 24 minutos da fase derradeira, voltando aos 26 para novamente sair e, minutos após tornar a voltar... Também Pantojinha, que reapareceu agora ao onze da "Montanha" com as mesmas características, andou abandonando o gramado para em seguida voltar.
Trinta minutos decorriam da fase final quando Valdir, que carregava perigosamente, foi chargeado por Ilmo, ao nosso ver, em cima do risco branco da grande área. O juiz não quis usar de muito rigorismo para com o Internacional ontem, numa tarde "negra", uma vez que mandou cobrar a falta distante do local onde realmente ocorrera. Os minutos finais decorreram sempre com o Cruzeiro no ataque, mais oportuno, mais produtivo, mais senhor de si, sendo portanto justa a vitória obtida sobre o "Rolo Compressor" que ontem se apresentou com a seguinte equipe: Ivo, Nena e Ilmo; Alfeu, Viana e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adão, Dominguinhos e Carlitos. O onze vencedor assim alinhou a equipe: Borracha, Osvaldo Só e Juvenal; Gaúcho, Laerte e Clóvis; Godô, Saladuro, Valdir, Pantoja e Joelci.
Preliminarmente jogaram as equipes de aspirantes, sob a regular arbitragem de Tomas Cossio de Lima, vencendo o Internacional por 2 a 0.
Homero Carvalho, ontem, embora não reprisando suas atuações de mérito, conduziu o prélio com certa regularidade.
A renda arrecadada foi de Cr$ 16.843.00.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 234, 02 nov. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/1481. Acesso em: 18 fev. 2026.

O CRUZEIRO VENCEU O INTERNACIONAL PELA EXPRESSIVA CONTAGEM DE 3 X 0
PORTO ALEGRE, 3 (J. P.) — Em disputa da taça "Cidade de Porto Alegre" defrontaram-se, anteontem, à tarde, no estádio do "Cruzeiro", os quadros do grêmio local e do "Internacional".
O "Cruzeiro" exibindo um belo padrão de jogo conseguiu derrotar o seu adversário pela expressiva contagem de 3x0.
Fonte: Pequeno Jornal (PE), n. 250, 03 nov. 1947, p. 4. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/800643/77649. Acesso em: 18 fev. 2026.

O Job tinha razão — Porto Alegre, 3 (Asp) — Agora podem ser dissipadas as esperanças de alguns clubes do Rio e de São Paulo, principalmente Vasco e Botafogo, que fizeram inúmeras propostas do Internacional, para a transferência do excelente zagueiro, Olavo Rodrigues Barbosa (Nena), que ainda no Inter-Cruz de sábado em disputa da Taça "Cidade de Porto Alegre", apesar da derrota sofrida pelo seu quadro, constituiu-se na principal figura da retaguarda. Isto porque, mesmo diante das tentadoras propostas recebidas, Nena preferiu continuar nas hostes "coloradas", renovando seu contrato por mais dois anos.
Fonte: Correio da Manhã (RJ), n. 16259, 04 nov. 1947, p. 8. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_05/38747. Acesso em: 18 fev. 2026.

26/10/1947 - Amistoso - Internacional 3 x 0 Grêmio

AMISTOSO, EM PORTO ALEGRE
Internacional x Grêmio
PORTO ALEGRE, 23 (Asapress) — Em "match" amistoso bater-se-ão, domingo, no campo do Força e Luz, as equipes do Grêmio e do Internacional, jogo este que representa o "Derby" do football gaúcho, embora sendo amistoso, está despertando extraordinário interesse. Na preliminar, em disputa do campeonato estadual, jogarão o campeão de Cachoeira e o quadro de aspirantes do Internacional.
Fonte: A Noite (RJ), n. 12703, 23 out. 1947, p. 22. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_04/49021. Acesso em: 18 fev. 2026.

HOJE NA TIMBAÚVA O ESPETÁCULO MÁXIMO: "GRE-NAL"
A CONSTITUIÇÃO DAS EQUIPES — APRESENTAÇÃO DE NOVOS VALORES — FOGUINHO SERÁ O JUIZ — CACHOEIRA X INTERNACIONAL NA PRELIMINAR, PELO CAMPEONATO ESTADUAL DE ASPIRANTES — NOTA OFICIAL DO GRÊMIO
Dentro de poucas horas estará satisfeito a grande curiosidade do público esportivo da capital, que anseia por assistir a mais um "Gre-Nal", o 96º da série que até hoje realizaram os dois tradicionais adversários.
Promete o prélio desta tarde, na tradicional Timbaúva, embora de caráter amistoso, assumir proporções poucas vezes alcançadas. As duas equipes, integradas de todos os titulares e ostentando esplêndida forma, estão perfeitamente capacitadas a brindar a grande legião de fãs dos dois clubes com um espetáculo sensacional.
De um lado estará o onze do Internacional, que tudo fará por manter-se na posição de líder e virtual campeão da temporada após cumprir esplêndida campanha. Do outro lado estarão os campeões do ano passado e que, na presente temporada, após passarem relativamente bem pelo turno inicial, decaíram consideravelmente no segundo turno quando, por cinco vezes consecutivas, deixaram o campo da luta como perdedores, fato inédito na vida do grande grêmio. Os tricolores que, na presente temporada nenhuma vez conseguiram impor-se ao seu tradicional adversário, certo que logo mais tudo farão por alcançarem a almejada vitória. O onze do Internacional, segundo já foi divulgado, deverá apresentar-se com uma única modificação. Trata-se do dianteiro Dominguinhos, que surgirá em lugar do argentino Fandiño. Enquanto isso, o onze tricolor anuncia a apresentação de três novos valores: Hermes, vindo de Gravataí; Rui, procedente de São Leopoldo e Paraguaio, que militava no futebol em Cachoeira do Sul. Estes três novos valores serão apresentados no decorrer da partida.
As duas equipes, salvo possíveis modificações de última hora, deverão formar assim: GRÊMIO — Júlio, Clarel e Johni; Jorge, Touguinha e Nélson Adams; Beroci, Hermes, Prego, Segura e Hélio. INTERNACIONAL — Ivo, Nena e Ilmo; Alfeu, Viana e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adão, Dominguinhos e Carlitos.
Escolhido de comum acordo deverá controlar o sensacional embate o conhecido árbitro Oswaldo Rolla, o popular Foguinho, incontestavelmente o juiz número um de nossos campos.
A PRELIMINAR
A preliminar, que também promete sensacional desenrolar, estará a cargo das equipes de aspirantes do Guarany, campeão de Cachoeira do Sul e do Internacional campeão metropolitano pelo certame estadual da respectiva categoria.
NOTA OFICIAL DO GRÊMIO
Para o jogo de hoje frente ao S. C. Internacional, a direção técnica convoca os seguintes jogadores:
Júlio — Clarel — Johni — Jorge — Touguinha — Adams — Bentevi — Hélio — Prego — Segura — Paraguaio — Hugo — Rui — Hermes — Beroci — Bá — Massinha — Príncipe — Danton.
Estes jogadores deverão estar na "Baixada" às 14 horas impreterivelmente.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 228, 26 out. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/docreader/098230/1427. Acesso em: 18 fev. 2026.

AMISTOSO - INTERNACIONAL 3 X 0 GRÊMIO
Data: 26/10/1947
Local: Timbaúva - Porto Alegre (RS)
Público: 6.328
Renda: Cr$ 47.175,00
Juiz: Romeu Viola
Gols: Adãozinho 17’/1 (I); Carlitos 13’/2 (I); Carlitos 44’/2 (I).
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Nena e Ilmo; Alfeu, Viana e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Dominguinhos e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.
GRÊMIO: Júlio Petersen; Clarel e Johni (Danton); Rui (Nélson Adams), Touguinha e Jorge; Bentevi, Hermes (Massinha), Prego, Segura e Hélio. Técnico: Luiz Luz.

COMODAMENTE O INTERNACIONAL ABATEU O GRÊMIO: 3 X 0
ADÃO E CARLITOS (2) OS GOLEADORES — REGULAR O DESEMPENHO DE VIOLA — FÁCIL VITORIA DO INTERNACIONAL NA PRELIMINAR PELO ESTADUAL DE ASPIRANTES — RENDA FRACA: 47.175 CRUZEIROS
O resultado do "Gre-Nal" amistoso de domingo, na tradicional Timbaúva, não constituiu surpresa para ninguém. O onze do internacional que venceu a contenda pela expressiva contagem de 3 a 0 era tido como franco favorito e como tanto nada mais fez que confirmar plenamente o favoritismo com que se apresentou. Colheram os pupilos de Volante uma cômoda vitória sobre o tradicional adversário.
Apresentaram os colorados um futebol vistoso, bem coordenado, que serviu para demonstrar o esplêndido estado de treinamento em que se encontra a equipe.
Na primeira fase, o jogo transcorreu com relativo equilíbrio, embora aí o Internacional jogasse a favor do vento; entretanto, mesmo com equilíbrio territorial, as investidas dos companheiros de Alfeu eram sempre mais perigosas, obrigando o sexteto defensivo tricolor a desdobrar-se. Na fase final, a equipe tricolor apresentou-se irreconhecível e disso valeram-se os virtuais campeões da cidade para agirem com comodidade, envolvendo por completo o esquadrão preparado por Luiz Luz. Neste segundo tempo os rubros conduziram o jogo a seu gosto, mantendo-se o tempo todo no campo gremista. Enquanto que os companheiros de Adãozinho levavam a cada instante o pânico à área tricolor, os companheiros de Prego, com espantosa facilidade, eram desarmados pela defesa colorada, onde pontificaram as figuras de Nena e Alfeu, domingo numa grande tarde. Apresentando-se como se apresentou, não podia o onze do Grêmio esperar melhor sorte; exibiu-se de maneira apagada, como aliás vem sucedendo ultimamente e assim o resultado numérico do prélio foi justo, pois venceu a equipe que mereceu vencer, a equipe que apresentou melhor futebol.
Os dois bandos formaram com a seguinte constituição:
INTERNACIONAL: Ivo; Nena e Ilmo; Alfeu, Viana e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adão, Dominguinhos e Carlitos. GRÊMIO: Júlio; Clarel e Johni (Danton); Rui (Adams), Touguinha e Jorge; Bentevi (Hermes), Hermes (Massinha), Prego, Segura e Hélio (Bentevi).
No onze do Internacional, exceção de Nena e Alfeu na defesa e Adãozinho no ataque, que estiveram soberbos, os demais, num mesmo plano, exibiram-se dentro de suas reais possibilidades. No onze do Grêmio, um único elemento se portou com acerto: o arqueiro Júlio, que voltou a sensacionalizar, praticando defesas de grande vulto e, não fosse o seu soberbo desempenho, por certo que a estas horas estariam os tricolores amargando um revés maiúsculo. Clarel foi outro elemento que luziu na defesa e teria merecido nota de bom, se não se tivesse excedido em jogadas pesadas. Os demais estiveram bastante fracos, mormente os atacantes que nada fizeram de útil, salvando-se um ou outro elemento pelo esforço empregado. Debutaram na equipe o médio Rui, vindo de São Leopoldo, e o meia direita Hermes, procedente de Gravataí. O médio não convenceu, parecendo não possuir qualidades para a posição, mormente numa equipe da primeira categoria. O meia Hermes, embora nada tenha feito de extraordinário, deixou patente, entretanto, que é dono de boas qualidades, podendo ainda tornar-se bastante útil ao conjunto. Estreando num "clássico" deve ter atuado bastante nervoso e daí o não ter produzido mais.
A arbitragem esteve a cargo de Romeu Viola que voltou a exibir-se defeituosamente, punindo faltas imaginárias, outras vezes punindo com rigor e ainda deixando passar em brancas nuvens faltas graves cometidas de ambos os lados. Os tentos do Internacional foram conquistados por Adão e Carlitos, este com duas conquistas, respectivamente aos 17 minutos da fase inicial, 13 e 44 do período derradeiro.
No encontro preliminar entre as equipes de aspirantes, pelo campeonato estadual da respectiva categoria, preliaram as equipes do Internacional, campeão da capital, e do Guarany, de Cachoeira, campeão da "terra do arroz". O onze do Internacional, com relativa facilidade, venceu a contenda pela expressiva contagem de 4 a 0.
Os dois bandos formaram assim: INTERNACIONAL: Harri; Tábua e Maravilha; Olavo, Ghizzoni e Dadá; Boris, Zizinho, Roberto, Rebolo e Flávio. GUARANY: Marcelino; Hernandez e Geninho; Gueno, Guesdorf e Pedro; José, Tartar, Foguinho, Paraguaio e Harri.
A arbitragem esteve a cargo do juiz Ivo Tavares que teve bom desempenho.
A renda da tarde futebolística foi bastante fraca, pois não foi além dos 47.175 cruzeiros, o que bem revela o pouco interesse que havia em torno dos dois prélios.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 229, 28 out. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/docreader/098230/1437. Acesso em: 18 fev. 2026.