Mabília

MABÍLIA
(meia)


Nome completo: Marcelo Mabília


No domingo o Internacional enfrenta a equipe do Figueirense, pelo Brasileirão. O time catarinense voltou à elite do futebol brasileiro em 2002, depois de mais de duas décadas nas divisões inferiores do nacional.


Naquele grupo do Figueirense estava Mabília, meio campo formado nas categorias de base do Grêmio, no final da década de 80. Pelo tricolor gaúcho, foi vice-campeão da Taça São Paulo, em 1991. Esteve no grupo gremista que disputou a Série B em 1992, terminando em 9º lugar.

Passou pelo Corinthians em 1993, mas não teve muitas chances. No ano seguinte, jogou pelo Mogi Mirim e pelo Fluminense. Já em 1996, foi para o Tubarão e jogou o Brasileirão pelo Criciúma. Em 1997, embarcou para o Japão para defender o Jubilo Iwata. Lá, jogou ao lado de Adílson Batista, Dunga e Schilacci.

Na metade de 97, veio reforçar o Internacional na disputa do Campeonato Brasileiro. Sua passagem foi bastante discreta, quase despercebida. Jogou até a metade de 1998, quando foi para o Juventude.

Em 1999, marcou o terceiro gol na humilhante derrota para o Juventude pela Copa do Brasil, no Beira-Rio lotado. Em Caxias do Sul, viveu o melhor momento de sua carreira instável, conquistando a Copa do Brasil.

Passou por Guarani e Coritiba antes de jogar pelo Figueirense. Ainda jogou no Náutico. Encerrou a carreira em 2004, jogando pela Ulbra (atual Canoas).

Magal

MAGAL
(volante)


Nome completo: Sidnei da Silva

Hoje é aniversário desse "célebre" jogador, de rápida passagem pelo nosso amado Sport Club Internacional. Vindo depois de uma ácida ressaca pós-Mundial, Magal chegou ao Inter com fama de jogador polivalente.

Magal começou nos profissionais do Taquaritinga, sua cidade natal, em 2000, aos 20 anos. Passou por clubes do interior paulista, até ter sua primeira passagem pelo Juventude, em 2005. Na ocasião, foi treinado por Ivo Wortmann, mais aproveitado pela lateral-direita do que no meio.

Depois de passagem por São Bento de Sorocaba, América-RN e Guaratinguetá, Magal foi trazido para o Internacional sob desconfiança da torcida, com toda razão. A eliminação precoce na Libertadores já era difícil de aceitar, e os reforços trazidos para o Brasileirão faziam a torcida perder a paciência.

Magal teve desempenho discretíssimo ao longo de sua passagem pelo Internacional. Pode ser que a alcunha não colaborava com o volante, mas seu futebol era muito abaixo de limitado. Seu colegas de meio-campo não eram os melhores também: Roger, Pinga, Luciano Henrique...

Dispensado no final do ano, Magal ficou um período sem clube e foi para o Figueirense. A partir daí, deu continuidade à sua instabilidade na carreira. Passou por Vitória e diversos clubes do interior paulista. Atualmente está no Mogi Mirim.

Márcio Santos

MÁRCIO SANTOS
(zagueiro)

Nome completo: Márcio Roberto dos Santos
Data de nascimento: 15/9/1969
Local: São Paulo (RS)

CARREIRA:
1987-1990 - Novorizontino
1991 - Internacional
1992 - Botafogo
1992-1994 - Bordeaux-FRA
1994-1995 - Fiorentina-ITA
1995-1997 - Ajax-HOL
1997 - Atlético-MG
1997-1999 - São Paulo
2000 - Santos
2001 - Shandong Luneng-CHN
2001 - Gama
2002 - Paulista
2003 - Bolivar-BOL
2003 - Joinville
2004 - Portuguesa Santista


O destino é generoso com muitos jogadores. A humildade premia àqueles que persistem e acreditam que podem mostrar seu potencial para o mundo. Márcio Santos é exemplo de competência e sorte.

Iniciou a carreira profissional no Novorizontino em 1987, após ser dispensado das categorias de base do São Paulo um ano antes. O ano de 90 foi especial para o futebol paulista, quando a decisão do estadual foi disputada por dois times do interior. O Bragantino levou a melhor, mas o destaque ficou para o zagueiro Márcio Santos, que ainda foi convocado por Falcão para a seleção brasileira.

A aposta chamou a atenção da direção do Internacional que, prontamente, trouxe o zagueiro para o Beira-Rio. Faturou o Campeonato Gaúcho com excelentes atuações, mas o time fez um Brasileirão regular.

Em 1992, se transferiu para o Botafogo, onde jogou por apenas 6 meses, mas ajudou o Fogão a chegar às finais contra o Flamengo. Foi expulso na primeira partida, o que acabou comprometendo o time. No final, o Flamengo conquistou o Brasileiro. Mas Márcio Santos já era destaque e foi para a Europa, mais precisamente o Bordeaux.

Ainda em 92, fez parte da campanha vexatória no Pré-Olímpico de Barcelona, quando a seleção teve um desempenho medíocre sob o comando do desconhecido Ernesto Paulo. Mas o melhor estava por vir.

Chegando a Copa de 94, o zagueiro Ricardo Gomes se lesiona em um amistoso e acaba cortado. Para o seu lugar, Márcio Santos é chamado. Ricardo Rocha se contunde em um treino durante a Copa e Márcio acaba sendo titular. Sua atuação no Mundial foi impecável e o Brasil conquistou o tetracampeonato. Após a Copa, o zagueiro foi contratado pela Fiorentina. Ainda jogou por dois anos pelo Ajax, onde foi campeão holandês.

Em seu regresso ao Brasil, passou por Atlético-MG, antes de voltar para o São Paulo, clube que o rejeitou quando jovem. Mais maduro, se dispôs a jogar pelo tricolor paulista. Conquistou o Paulistão em 1998 e jogou até 1999 no Morumbi. Ainda jogou no Santos e em times menores do Brasil, na Bolívia e na China.

Luciano Almeida

LUCIANO ALMEIDA
(lateral-esquerdo)

Nome completo: Luciano Silva Almeida
Data de nascimento: 14/4/1975
Local: Santana do Livramento (RS)

CARREIRA:
1991 - Associação Rosário-RS
1992-1997 - Caxias
1997 - Internacional
1998 - Caxias
1998 - América-MG
1999 - Caxias
1999-2000 - Juventude
2000-2001 - Caxias
2001 - Ponte Preta
2002 - Goiás
2002-2005 - Criciúma
2005-2006 - Goiás
2007-2008 - Botafogo
2009 - Caxias
2009 - Vitória
2010-2011 - América-RJ


Difícil lembrar de um camisa 6 do Internacional que arranque suspiros do torcedor colorado. Para isso, teremos que voltar aos anos 70, onde tínhamos Vacaria e Cláudio Mineiro. Depois disso, foram anos de instabilidade e improvisos na posição.


Em 1996, César Prates jogava improvisado na esquerda e acabou vendido ao Real Madrid. Régis, zagueiro, jogava improvisado. Cleomir foi um fiasco e voltou para o interior paulista.

A solução para 1997 seria trazer um reforço para a posição. Luciano veio do Caxias para vestir a camisa 6. Além dele, tinha a concorrência do experiente Paulo Roberto Prestes e Gustavo, que jogava improvisado na esquerda.

Luciano Almeida fez boas partidas com a camisa vermelha, mas não foram suficiente para garantir sua permanência no Internacional. Acabou emprestado ao América-MG para o Brasileirão de 1998. Depois de passar por Caxias, Juventude, Ponte Preta e Goiás, rumou a Criciúma, onde ficou 4 anos e conquistou a Série B de 2002.

Em 2007, sofreu uma das piores lesões do futebol brasileiro jogando pelo Botafogo. Após uma dividida contra o Flamengo pelo Brasileirão, o pé direito de Luciano virou e o jogador ficou afastado por 5 meses dos gramados.

Após sua recuperação foi para o Vitória. Contestado, voltou para o clube que o revelou, o Caxias, em 2009. Encerrou a carreira em 2011, pelo América-RJ.

Sérgio Guedes

SÉRGIO GUEDES
(goleiro)

Difícil não lembrar do goleiro Sérgio. Aquele que não lembrar de suas atuações, lembrará dos clássicos mullets do experiente arqueiro.

Sérgio Guedes começou a carreira na Ponte Preta. A Ponte tem um histórico de formar bons goleiros, como Waldir Peres e Brigatti. Mas, para adquirir experiência, foi emprestado ao Araçatuba, em 1983. Na Macaca, Sérgio jogou de 84 a 89.

Ainda em 1989, se foi contratado pelo Santos para substituir o folclórico goleiro uruguaio Rodolfo Rodríguez. Suas boas atuaçoes pelo Peixe renderam 11 convocações para a Seleção Brasileira.

Depois de sair do Santos, foi para o Goiás, em 1993. Perdeu o título estadual para o Vila Nova. No mesmo ano, foi para o Cruzeiro disputar o Brasileirão, na reserva de Paulo César, multicampeão com o time azul.

Em 1994 se apresentou ao Internacional, buscando notoriedade. Só que o que se viu foi um goleiro estabanado e atrapalhado. Ao menos acabou com a sua sina de pé-frio e conquistou o Gauchão. Mesmo em um torneio prolongado e melancólico, Sérgio saiu de campo chorando com a conquista, mesmo com o estádio vazio. O Inter terminou eliminado na Copa do Brasil pelo Ceará, e acabou o Brasileirão na zona intermediária.

Saiu do Colorado e voltou ao interior paulista. Dessa vez, para o Botafogo-SP. No ano seguinte, jogou pelo Lousano Paulista (atual Paulista de Jundiaí) e pelo Santos novamente. Em 1997, foi para o São José e, no segundo semestre, voltou a disputar a Série A como titular pelo Coritiba.

No América-SP, foi considerado o maior goleiro da história do clube. Jogou no clube de 1998 a 2001. Encerrou a carreira no Sãocarlense, em 2002.