Pós-jogo - Internacional 1 x 0 Sport (Campeonato Brasileiro 2016 - 1º turno)

Texto publicado por mim na página Fala Muito FC:

Não foi aquela vitória de encher os olhos, mas foi uma vitória para dar tranquilidade ao torcedor. O Internacional teve chances de golear o Sport, mas a inoperância do ataque impediu o time de arrasar os pernambucanos. E, como sempre, uma defesa sólida, compactada e bem protegida pelos volantes. Entretanto, do meio para frente, acaba saindo jogadas burocráticas, com raros lampejos dos atacantes Andrigo, Vitinho e Eduardo Sasha.
Andrigo teve participação fundamental no gol da vitória.
(Foto: Internacional/divulgação)
Os 3 pontos conquistados no Gigante da Beira-Rio passam diretamente pelo técnico Argel e pela alteração feita ainda no primeiro tempo, sacando o volante Anselmo e lançando o meia Gustavo Ferrareis, dando mobilidade maior ao time. O 1 a 0 foi um resultado justíssimo, pois o Sport pouco pôde fazer a não ser adiantar a sua marcação em alguns períodos do jogo, mas sem oferecer riscos à meta colorada. O Inter se aproveitou e, em grande jogada tramada pelo lado esquerdo, o lateral Renê mandou contra o próprio patrimônio após cruzamento de Artur.

Vamos à avaliação individual de cada jogador colorado:
Danilo Fernandes: o goleiro não teve trabalho algum durante todo o jogo.
William: mostrando cada vez mais potencial nas arrancadas, mas ainda precisa melhorar seu jogo defensivo e diminuir a afobação.
Paulão: justificando sua posição de capitão, foi muito bem nos desarmes. Porém, é um dos jogadores mais irregulares do time colorado.
Ernando: zagueiro frio, não deixou o ataque do Sport povoar pelo lado esquerdo. Continua invicto na temporada.
Artur: excelente apoiador e jogador racional. Fez o cruzamento perfeito para o gol do Internacional.
Fernando Bob: é o cão-de-guarda, típico camisa 5. Ao longo da temporada vem justificando sua contratação.
Fabinho: um dos jogadores que mais surpreende. Junto de William, tramou grandes jogadas pelo lado direito, mas peca na parte defensiva ocasionalmente.
Anselmo: foi bom na estreia, mas muito abaixo do esperado ontem. Saiu ainda no primeiro tempo.
Andrigo: co-autor do gol, ao dividir a bola com o lateral do Sport. Já deixou de ser revelação e virou incontestável. 
Eduardo Sasha: movimentou-se bastante e perdeu um gol incrível, com todo mérito ao zagueiro.
Vitinho: com velocidade, arrancada e dribles excelente, Vitinho precisa deixar de ser fominha. Mesmo assim, é um dos maiores valores do time no momento.
Gustavo Ferrareis: alteração pontual de Argel, entrou para abastecer o ataque. Deu certo. E ainda tem muito a oferecer.
Nilton: voltou bem ao time depois de longo tempo parado. Ao que tudo indica, está próximo de ir para o futebol japonês.
Aylon: pouco participativo enquanto esteve em campo. Merece mais oportunidades no time titular.

O próximo embate do Internacional será na mítica Vila Belmiro, onde o Internacional saiu vitorioso apenas uma vez em sua história. Foi em 2014, com dois gols de Aránguiz na vitória por 2 a 1.

CAMPEONATO BRASILEIRO 2016
1º TURNO
INTERNACIONAL 1 X 0 SPORT
Data: 26/5/2016
Local: Beira-Rio - Porto Alegre (RS)
Público: 28.751
Renda: R$ 891.140,00
Juiz: Igor Junio Benevuto, auxiliado por Eduardo Gonçalves da Cruz e Marconi Helbert Vieira.
Gol: Renê, contra 12'/2 (I).
INTERNACIONAL: Danilo Fernandes; William, Paulão, Ernando e Artur; Fernando Bob, Fabinho, Anselmo (Gustavo Ferrareis), Andrigo (Nílton) e Eduardo Sasha; Vitinho (Aylon). Técnico: Argel.
SPORT: Magrão; Samuel Xavier, Henríquez, Durval e Renê; Serginho (Luiz Antonio), Rithely, Gabriel Xavier, Éverton Felipe (Reinaldo Lenis) e Diego Souza; Vinícius Araújo (Túlio de Melo). Técnico: Oswaldo de Oliveira.

Pós-jogo - São Paulo 1 x 2 Internacional (Campeonato Brasileiro 2016 - 1º Turno)

Texto publicado por mim na página Fala Muito FC:

Vitória maiúscula. Difícil encontrar algum outro termo para definir a grandiosa vitória colorada ontem, no Morumbi. Ao melhor estilo Sobis (dadas as devidas proporções), Sasha liquidou o tricolor paulista e marcou os dois gols na vitória colorada por 2 a 1.
Vitinho e Eduardo Sasha festejam o gol da vitória
em São Paulo. Foto: Internacional (divulgação).
Danilo Fernandes mostrou a que veio. Fez defesas sensacionais quando exigido e justificou a sua contratação, com status de um dos melhores goleiros do Campeonato Brasileiro do ano passado.

Os laterais, principalmente William (que jogador!), mostraram segurança e bom apoio, tanto defensiva quanto ofensivamente. A zaga... Bom, é um terror. Principalmente em se tratando de Paulão. Muito efetivo no ataque, mas na defesa é um deus-nos-acuda. E uma curiosidade sobre Ernando: é o único jogador invicto na temporada. Na única derrota colorada no ano, o companheiro de Paulão era Jackson.

O trio de volantes mostrou desentrosamento com a entrada de Anselmo. Fernando Bob quase entregou o ouro no primeiro tempo. Fabinho é excelente no suporte defensivo, mas retém demais a bola. Anselmo foi discreto, mas nada mal pra uma estreia.

Em compensação, o trio de ataque, com Andrigo e Vitinho nas pontas e Eduardo Sasha centralizado tem sido um dos maiores acertos de Argel. A prova foi a jogada do primeiro gol, no contra-ataque fulminante, desestabilizando a defesa são-paulina.

O gol de empate veio em um dos maiores dramas colorados nos últimos tempos: a bola aérea. Em cobrança de falta, Lugano sobe mais que a defesa e deixa Danilo Fernandes sem reação.

A vitória foi construída após a expulsão injusta de Alex, que teve as travas de Paulo Henrique Ganso cravadas em seu peito, reclamou e foi mandado pro chuveiro mais cedo. William arrancou do meio de campo pelo lado esquerdo e deixou Bruno para trás. Chegou na linha de fundo, tirou o zagueiro da jogada e encontrou Sasha livre. O carrasco não perdoou e mandou pro fundo da rede do goleiro Dênis.

Final de jogo: São Paulo 1 x 2 Internacional. O Inter encerrou o jejum de dois anos sem vencer o São Paulo e, de quebra, elevou a auto-estima do torcedor. E vale salientar a atuação de Nílton, que ficou longo tempo parado e vai dar uma "boa" dor de cabeça para Argel escalar o time nos próximos jogos.

CAMPEONATO BRASILEIRO 2016
1º TURNO
SÃO PAULO 1 X 2 INTERNACIONAL
Data: 22/5/2016
Local: Morumbi - São Paulo (SP)
Juiz: Pericles Bassols Pegado Cortez, auxiliado por Emerson Augusto de Carvalho e Guilherme Dias Camilo.
Cartões: Lugano, Hudson, Wesley, Calleri (S); Ernando, Artur, Anselmo, Fernando Bob, Alex e Eduardo Sasha (I).
Expulsão: Alex (I).
Gols: Eduardo Sasha 36'/1 (I); Lugano 41'/2 (S); Eduardo Sasha 43'/2 (I).
SÃO PAULO: Dênis; Bruno, Maicon, Lugano e Matheus Reis; Hudson, Wesley (Rogério), Paulo Henrique Ganso, Kelvin (Lucas Fernandes) e Centurión (Alan Kardec); Calleri. Técnico: Edgardo Bauza.
INTERNACIONAL: Danilo Fernandes; William, Paulão, Ernando e Artur; Fernando Bob, Anselmo (Nílton) e Fabinho; Andrigo (Alex), Eduardo Sasha e Vitinho (Bruno Baio). Técnico: Argel Fucks.

Internacional 1 x 1 Cruzeiro (Campeonato Brasileiro 2000)

Hoje é aniversário do grande Oséas, o bom baiano. E nós não poderíamos recordar sua passagem pelo Beira-Rio. Não... Não estamos falando do ano de 2004, mas um duelo em que ele vestiu azul e marcou pelo Internacional. Ta confuso? Relaxa, vamos te explicar.

Nas quartas-de-final da Copa João Havelange, o Internacional enfrentaria o Cruzeiro, campeão da Copa do Brasil daquele ano e dono de um timaço, com Clebão, Sorín, Ricardinho, Jackson Coelho e Oséas. E o "bom baiano", como era conhecido o centrovante cruzeirense foi protagonista desse encontro.

Não se sabe se foi pelo faro de gol, afobação ou trapalhada (confiamos que foram as três coisas) que fizeram Oséas abrir o placar... Só que para o Internacional. Aos 28 minutos do primeiro tempo, Dênis lança na área cruzeirense e Oséas sobe mais do que todo mundo e marca contra a própria meta. Internacional 1 a 0. Três minutos mais tarde, o mesmo Oséas ajudou o Cruzeiro a se recuperar do prejuízo e lançou um chute forte, no canto do goleiro Hiran.

Já que o duelo de volta fez a coloradagem chorar, vale a pena rir dessa lambança de Oséas no jogo de ida. Vamos conferir:

Celso Roth, o burro

A fama de Celso Roth corre o país inteiro. Retranqueiro, apavorado, empacado... Um legítimo burro. Palavras da torcida colorada (sim, também sou parte dela hehe). Mas uma faixa chamou a atenção, fazendo sentido diante de todas as oportunidades que Roth teve na casamata colorada.
Fonte: Rede Globo (reprodução)
Antes do jogo entre Internacional e Santos, válida pelo Brasileirão de 2002, um torcedor chamado Ênio Fett, da cidade de Sapiranga, levou uma faixa com os seguintes dizeres:

"CELSO ROTH
NO PASSADO TE CHAMAMOS DE BURRO
POR FAVOR, PROVE-NOS O CONTRÁRIO"

A referência foi ao péssimo primeiro semestre de 1998, quando o Internacional foi eliminado na primeira fase diante do América Mineiro. A gota d'água foi a decisão do Gauchão, com a derrota para o Juventude por 3 a 1 no jogo de ida.

Infelizmente, Celso Roth justificou sua fama de burro e teimoso, apesar da vitória por 3 a 2 sobre o jovem time santista. O destaque da partida: o lateral-esquerdo Chiquinho, que infernizou a vida do lateral Wellington Katzor.

Manter Chiquinho como titular, em grande fase, seria o certo, né? Para Roth, não foi o suficiente. O treinador insistia com Cássio e Chiquinho permanecia esquentando o banco. E o Internacional seguia em queda livre na competição, até a 25ª rodada, quando o time perdeu em casa para o modesto Coritiba. Cláudio Duarte assumiu e livrou o Inter do rebaixamento.

É, Ênio... A fé colorada não foi o suficiente para nos fazer acreditar que Celso Roth poderia nos provar o contrário.

Larry

Hoje, 6 de maio de 2016, é um dia muito triste na história do Sport Club Internacional. Às vezes, a idade avançada serve de consolo quando se trata de uma perda. Mas nem mesmo os 83 anos de Larry Pinto de Faria amenizam a tristeza que toma conta do coração colorado.

LARRY
(atacante)

Nome completo: Larry Pinto de Faria
Data de nascimento: 3/11/1932
Local: Nova Friburgo (RJ)

CARREIRA:
1951-1954 Fluminense
1954-1961 Internacional

Larry, o atacante "cerebral", chegou no Internacional em 1954, ano que marcou o nome dele na história do Internacional e do clássico Gre-Nal. O Grêmio, tinha em Aírton Pavilhão, fantástico defensor, sua referência. E o Internacional trouxe o atacante para reverter esse quadro.

O nosso nobre atacante infernizava a defesa tricolor nos clássicos. E sua vítima predileta era ninguém menos que o próprio Aírton. Larry sofria nos embates com os tricolores, mas apanhava de cabeça erguida, carregando consigo a classe e a elegância de um malandro carioca, mas a destreza de um gaúcho de coração.

O jogador está marcado na história colorada como o homem que estragou as festividades de inauguração do novo estádio do co-irmão, com uma chapuletada de 6 a 2, com quatro gols seus. Tamanha humilhação fez com que o goleiro gremista, Sérgio Moacir, quisesse abandonar o gramado. Educadamente, Larry o pegou pelo braço e o trouxe de volta à meta, alegando que os torcedores azuis ficariam irados com a atitude do arqueiro.

Em seus sete anos defendendo o Internacional, formou uma dupla letal jogando ao lado de Bodinho. Com a camisa vermelha, Larry conquistou os estaduais de 1955 e 1961, além de conquistar o título Pan-americano de 1956 pela Seleção Brasileira.

Larry defendeu o Internacional até 1961, ano do início da construção do estádio Beira-Rio. O atacante sempre disse que uma de suas maiores tristezas era não ter jogado no Gigante. Mas, assim como o estádio dos Eucaliptos e grandes nomes como Fernandão, Nena, Bodinho e Ênio Andrade, Larry Pinto de Faria parte para a eternidade.

Fica aqui o agradecimento de todos os Colorados Anônimos a todas as alegrias proporcionadas por ti. Obrigado por tudo, Larry!