Fabiano Costa

FABIANO COSTA
(meia)

Fabiano é um meio-de-campo discreto, desses que não fica em evidência e nem faz muita questão. Na verdade, o meia é muito mais conhecido por ser o "genro do Luxemburgo" do que pelo seu futebol.

O jogador começou a carreira nas categorias de base do São Paulo, onde jogou de 1994 a 1997, ano em que se tornou profissional. O tricolor buscava seu bom futebol do início dos anos 90, mas o fim da era Telê, em 1996, fez com que o São Paulo perdesse muito a qualidade.

Conquistou o Paulistão de 1998 e o Torneio Rio-São Paulo de 2001, ambos na condição de reserva. Fabiano Costa foi campeão do Pré-Olímpico, mas caiu diante de Camarões nas Olimpíadas.

Após retornar ao São Paulo e amargar a reserva, ainda testemunhou o surgimento de outros grandes meias com a camisa do São Paulo: Júlio Baptista e Kaká. Acabou emprestado à Portuguesa na metade de 2001.

Em 2002, foi um dos primeiros reforços para o início da reformulação do Inter, a partir da gestão Fernando Carvalho. Fez um bom primeiro semestre, mas a campanha no Brasileirão refletiu no desempenho de muitos jogadores. A fim de enxugar a folha de pagamento, Fabiano foi dispensado no final do ano, assim como quase todo o time.

Foi para o Santos em 2003, onde chegou à decisão da Libertadores, perdendo para o Boca. A partir daí, passou por vários clubes, como Albacete-ESP, Necaxa-MEX, América-MEX, Puebla-MEX, Atlético-MG, Sport, Avaí, Osasco Audax e XV de Piracicaba. Pelo Galo, foi campeão mineiro em 2010.

Batista

BATISTA
(volante)

Nome completo: João Batista da Silva
Data de nascimento: 8/3/1955
Local: Porto Alegre (RS)

Carreira:
1974-1982
Internacional
1982
Grêmio
1983
Palmeiras
1983-1985
Lazio-ITA
1985
Avellino-ITA
1985-1987
Belenenses-POR
1988-1989
Avaí

O torcedor colorado é passional e corneteiro por tradição. Ao ver um ídolo trocar o Olímpico pelo Beira-Rio, independente da circunstância, o torcedor fica possesso. Porém, o caso de Batista envolve muito mais do que o fator rivalidade Gre-Nal. A carreira de Batista teve três grandes embates ao longo de sua trajetória: enfrentou os adversários, a imprensa do eixo Rio-São Paulo, e a ira da torcida colorada ao vestir azul.
Batista começou a carreira em 1973 no Internacional. Subiu para o time profissional em 1974, logo após a conquista da Taça São Paulo de Futebol Júnior, e conquistou a torcida com a sua versatilidade em desempenhar funções defensivas e de armação no meio-de-campo.
Ao lado de Falcão e Paulo Cesar Carpegiani, compôs uma meia-cancha que arrancava suspiros da torcida colorada e atordoava defesas adversárias. Conquistou três Campeonatos Brasileiros e três estaduais.
Mas nem suas conquistas frequentes conseguiram convencer a imprensa do centro do país. Titular no Mundial de 1978, acreditava que seguiria na Seleção até a Copa de 1982. Tudo indicaria que Batista calaria a boca da mídia, com uma atuação perfeita diante do Palmeiras, em 1981. Inter 6 a 0 com show do centro-médio.
Porém, uma fratura na perna colocou Batista no estaleiro. O presidente José Asmuz, praticamente, abandonou o volante e o passe dele ficou preso à Federação Gaúcha. Batista aceitou a proposta do Grêmio, para poder disputar a Copa do Mundo, o que acabou acontecendo.
A torcida colorada não perdoou o jogador. A direção do Internacional não chegou a um acerto contratual e Batista foi profissional, sem contar com a confiança do presidente José Asmuz, cético quanto a recuperação do volante.
No Grêmio, Batista não conquistou títulos, mas foi eleito o melhor centro-médio do Brasileirão de 82. Ainda passou por Palmeiras, Lazio-ITA, Avellino-ITA, Belenenses-POR e Avaí.

Casemiro


CASEMIRO
(lateral-esquerdo)

Nome completo: Casemiro Mior
Data de nascimento: 7/1/1958
Local: Serafina Corrêa (RS)

CARREIRA:
1979-1988 - Grêmio
1988-1989 - Internacional
1990 - Inter de Limeira


Em 1988, uma negociação causou turbulência no Rio Grande do Sul. Não foi a primeira e nem seria a última vez que um atleta virava a casaca no estado. A bola da vez foi Casemiro, lateral-esquerdo de grande raça e intensidade.



Casemiro começou a carreira profissional no Grêmio em 79, e na sequência foi emprestado ao Juventude. Retornou ao Grêmio e assumiu a titularidade na esquerda tricolor em 1981, ano em que o Grêmio venceu o São Paulo na decisão do Brasileirão.


A disciplina tática e a obediência aos comandos dos treinadores faziam de Casemiro um titular incontestável. Ao longo de sua trajetória no Olímpico, levantou as taças do Mundial e da Libertadores em 83, e quatro estaduais.

Em um tempo em que o passe do jogador pertencia ao clube, Casemiro foi colocado na lista de dispensas pela direção gremista, o que deixou o lateral indignado, afinal, foram oito anos, mais os anos de juvenil, de dedicação ao clube.

Aí veio a mão de Fernando Carvalho, então vice-presidente do Internacional. Carvalho e Casemiro foram até a Federação Gaúcha de Futebol e a compra do passe do jogador foi feita. Casemiro era do Internacional.

Mesmo sendo mais um jogador a trocar o azul pelo vermelho, Casemiro chegou ao Beira-Rio com pompas, pois sempre foi um jogador focado, comprometido e sempre mostrou respeito aos adversários, chegando firme e com lealdade.

O Inter deu a chance e Casemiro não a desperdiçou. Ajudou o Colorado a chegas às finais do Brasileirão de 1989, mesmo quase comprometendo a classificação do Inter ao ser expulso no Gre-Nal do Século, quando o Inter perdia por 1 a 0. Enquanto Abel Braga ficara possuído, Casemiro incendiava a torcida, afinal, Trasante falou pelos cotovelos antes do jogo.

Casemiro ainda esteve presente na campanha da Libertadores de 1989, quando o Inter foi derrotado pelo Olimpia. Deixou o clube após o término de seu contrato, saindo pela porta da frente e com seu dever cumprido. Rumou à Inter de Limeira, onde encerrou a carreira, em 1990.

Ainda retornaria ao Internacional em 1991, mas como auxiliar-técnico, cargo que ocupou até 1993. Trabalhou com Cláudio Duarte, Antônio Lopes e Paulo Roberto Falcão. Ainda teve tempo de levantar a taça da Copa do Brasil.

Caíco

CAÍCO
(meia)

Nome completo: Aírton Graciliano dos Santos
Data de nascimento: 15/5/1974
Local: Porto Alegre (RS)

CARREIRA:
1992-1995 - Internacional
1996 - Verdy Kawasaki-JAP
1996 - Flamengo
1997-1998 - Santos
1998 - Atlético-PR
1999-2000 - Santos
2000 - Atlético-MG
2001 - Santos
2002 - Lugano-SUI
2002 - Ponte Preta
2003 - Goiás
2003-2005 - União Leiria-POR
2005 - Juventude
2006 - Marítimo-POR
2007 - Coritiba
2008 - Vila Nova
2008-2009 - Itumbiara


Quando Caíco foi lançado aos profissionais em 1992, encantava os olhos da torcida com a sua velocidade e habilidade para transpor defesas adversárias. A mostra disso foi na Copa do Brasil daquele ano, quando Caíco tirou a titularidade do experiente Silas.


Sua participação ao longo da competição foi essencial, marcando o gol no primeiro jogo da final, nas Laranjeiras. O gol na derrota por 2 a 1 foi importante, pois na volta, o Inter venceu por 1 a 0 em casa e o caneco foi assegurado. Ainda teve participação nas Seleções de base, sendo campeão mundial sub-20, em 1993.

E ali, Caíco ficou só na promessa. A eliminação na Libertadores na primeira fase foi um choque de realidade para que o Inter pudesse ver suas limitações. O clube investiu em medalhões e aproveitou menos as categorias de base. O preço que se pagou foi caro.

94 e 95, últimos anos de Caíco no Internacional, foram anos vexatórios. Um título gaúcho e eliminações precoces em Copas do Brasil e Brasileirão não fizeram com que o jovem Caíco fosse lembrado como um grande jogador, mas como uma eterna promessa.

Em 96, Caíco foi para o Verdy Kawasaki (atual Tokyo Verdy) junto com Argel. Na metade do ano, foi para o Flamengo, onde não teve oportunidades. No Santos, teve melhores performances, mas nada que o impedisse de virar um cigano da bola.

Não se firmou mais em nenhum clube. Passou por Atlético-MG, Santos, Lugano-SUI, Ponte Preta, Goiás, União de Leiria-POR, Juventude, Marítimo-POR, Coritiba, Itumbiara e Vila Nova.

Encerrou a carreira em 2009, pelo Itumbiara. Ao longo da carreira, conquistou a Copa do Brasil de 1992, o Rio-São Paulo de 1997 e cinco estaduais.

Cleitão

CLEITÃO
(volante)


Cleitão é a imagem do Internacional de 2002: um time perdido, limitado e esforçado, no máximo. Impossível não lembrar do trio Cleitão, Claiton e Cleiton Xavier, em uma temporada de mudanças administrativas e muita gente sofrendo de domingo a domingo com os resultados do time.

Cleitão foi formado nas categorias de base do Internacional e jogou no Colorado por apenas duas temporadas como profissional. Na primeira temporada, substituiu Leandro Ávila, que ficou apenas três meses no Inter e foi dispensado por conta de constantes lesões.

A campanha no Brasileirão foi desastrosa, com o Colorado se salvando na última rodada diante do Paysandu. Fernando Baiano e Librelato (R.I.P.) fizeram os gols que livraram o Inter do descenso. No ano seguinte, Cleitão perdeu posição para Sangaletti e amargou a reserva até ser dispensado no final do ano.

Rapidamente, o Caxias contratou o volante, mas não rendeu no clube grená. Em 2005, jogou pela modesta Portuguesa Santista, sem sucesso. Ainda passou por Vilavelhense-ES, Inter de Bebedouro-SP e Moto Club, onde foi campeão maranhense em 2008.

Voltou ao Rio Grande do Sul para defender o Internacional, mas o de Santa Maria. Jogou no clube em 2010 e 2011. Ainda em 2011, foi para o Cianorte-PR e, posteriormente, para o J. Malucelli.