Martinez

MARTINEZ
(volante)

Alguns jogadores têm passagem rápida pelo clube. Mas quando a trajetória é marcada por lambanças, fica difícil confiar no potencial do atleta. Com nome de ator de novela mexicana, Luis Fernando Martinez teve atuações dramáticas com a camisa colorada.

A carreira do meio-campo começou nos profissionais do Guarani em 1998, mas só em 99 começou a ter sequência entre os profissionais, conquistando a titularidade na meia cancha. Em 2000 já era um dos destaques da equipe de Campinas.

Depois do Paulistão de 2001, onde o Guarani terminou em penúltimo, foi contratado pelo Internacional para a disputa do Brasileirão. Começou o campeonato com o pé esquerdo. Na primeira rodada, perdeu um pênalti na derrota por 2 a 0 para o Juventude, em pleno Beira-Rio.

Na segunda rodada, cometeu um pênalti bobo na derrota para o Coritiba por 3 a 2, no Couto Pereira. Martinez foi sacado do time e, na sequência, o Inter emplacou 4 vitórias seguidas. Voltou ao time contra o seu ex-clube e o Inter empatou em 2 a 2.

A primeira vitória do Inter com Martinez em campo, pelo Brasileirão, só veio na 17ª rodada, diante do Vasco. 2 a 0 no Beira-Rio. O Inter perdeu a chance de se classificar nas últimas rodadas do campeonato.

Martinez acabou retornando ao Guarani em 2002. No Cruzeiro, em 2003, conquistou os títulos mais importantes da sua carreira, mas como reserva: Mineiro, da Copa do Brasil e Brasileiro. Em 2007 foi para o Palmeiras. No Palestra Itália, conquistou o Paulistão de 2008.

Passou ainda por Cerezo Osaka, Náutico e, atualmente, está no Criciúma.

Nando

NANDO
(atacante)

Nome completo: Fernando Pereira de Pinho Júnior
Data de nascimento: 3/7/1966
Local: Rio de Janeiro (RJ)

CARREIRA:
1984-1988 - Bangu
1989 - Flamengo
1990-1991 - Hamburgo-ALE
1991 - América-RJ
1992-1995 - Internacional
1996 - Criciúma 


Artilheiros natos o Inter teve aos montes. Bodinho, Carlitos, Larry, Claudiomiro, Flávio Minuano, Dario, Nílson, Gérson... Muitos gols e muita história. Até mesmo quando a fase não era boa, o Inter tinha seus matadores.

Nando surgiu no Bangu, na primeira metade da década de 80, em uma safra que teve Ézio, Márcio Rossini e Marinho. Em sua primeira temporada como profissional, esteve no grupo vice-campeão brasileiro em 1985.

Depois de quatro anos no Bangu, e uma passagem pelo Flamengo, Nando rumou à Alemanha para jogar no Hamburgo, de 1989 a 1992. Mesmo com oferta para permanecer no futebol alemão, a proposta do Internacional mexeu com o atacante.

Nando foi sombra de Gérson e Paulinho McLaren em seus dois primeiros anos. Quando a titularidade parecia ser certa, surgia da base um jovem atacante rápido e goleador: Leandro. E Nando permaneceu no banco de reservas até 1995.

Nando marcou 4 gols em Gre-Nais, mas não conseguiu o destaque esperado que tinha nos tempos de Bangu. Em 1996 foi contratado pelo Criciúma, quando encerrou a carreira.

Bobô

BOBÔ
(meia)


O protagonista daquele time do Bahia do fatídico Brasileirão de 88 teve sua passagem pelo Beira-Rio. Bobô conduziu o time baiano na melhor fase de sua história, conquistando o 2º título nacional do Bahia. O primeiro veio em 1959, a Taça Brasil.


Após a conquista, Bobô se transferiu para o São Paulo. Ajudou o clube a chegar à decisão do Brasileirão de 1989, perdendo a decisão para o Vasco da Gama. O São Paulo foi o trampolim para Bobô chegar à Seleção Brasileira.

Depois de um começo ruim em 1990, foi emprestado ao Flamengo. No rubro-negro carioca, conquistou a Copa do Brasil, mas não emplacou. Voltou a viver uma boa fase no Fluminense, entre 1991 e 1993, ao lado de Ézio.

Depois da passagem breve pelo Corinthians, foi contratado pelo Internacional para a disputa da Libertadores de 1993. Além do desempenho pífio do Colorado no torneio, o futebol de Bobô no Colorado deixou muito a desejar. Ficou até o final do ano e foi dispensado.

Acabou retornando á boa terra para jogar no Catuense, clube que o revelou, e no Bahia, onde encerrou a carreira em 1997.

César Silva

CÉSAR SILVA
(goleiro)

Nome completo: César Tadeu da Silva
Data de nascimento: 22/2/1966
Local: Porto Alegre (RS)

CARREIRA:
1986-1989 - Internacional
1989-1990 - Mogi Mirim
1991 - Internacional
1992-1993 - Esportivo
1993 - Paysandu
1994 - Cerro Porteño
1994-1995 - Internacional
1996-1997 - Rio Branco-SP
1998-2000 - Avaí
2001-2002 - São José-RS


Muitos jogadores que não deram certo no Internacional se deram muito bem em outros clubes. Pode ser que haja sorte em outros lugares quando a esperança se acaba em casa.

César Silva subiu para os profissionais do Internacional aos 20 anos, em 1986. Sem chances no gol, que tinha Taffarel e Ademir Maria, foi por empréstimo ao Mogi Mirim. Jogou no time que antecedeu o famoso Carrossel Caipira.

Retornou ao Internacional em 1991 e, novamente, não tinha espaço. Dessa vez, o Inter tinha Gato Fernandez, Ademir Maria e Maizena. Passou por Esportivo-RS e Paysandu, sem destaque e com atuações nada convincentes.

Em 1994 foi para o Cerro Porteño, também por empréstimo. Começou o ano como titular, disputando a Libertadores. Ao seu lado, Arce, Gamarra, Enciso e Lima defendiam o clube paraguaio. Após falhas decisivas e uma derrota contra o Olimpia por 3 a 1, César foi dispensado e voltou ao Internacional. Chegou a tempo de conquistar o Gauchão, mas como reserva.

No ano de 95, começou a temporada como titular, tendo André à sua sombra. Entretando, falhas em um jogo contra o Juventude, em que o Inter perdeu de 5 a 1 no Alfredo Jaconi, colocaram a trajetória do goleiro em xeque. A confirmação veio em uma grave lesão no Gauchão. César ficou o segundo semestre todo na geladeira. Até lá, o Inter já contava com o argentino Goycochea.
Depois de dois anos no Rio Branco-SP, César Silva foi contratado pelo Avaí, onde se tornou um dos maiores ídolos da história do clube. Em seu primeiro ano, conquistou a Série C do Brasileirão. Ainda se tornou o maior goleiro-artilheiro do clube com 9 gols em seus 3 anos. O goleiro, de personalidade forte, se destacava pelas suas atuações em clássicos contra o Figueirense. Jamais perdeu: 5 vitórias e 6 empates. Antes de encerrar a carreira, jogou pelo São José, de 2001 a 2002.

Eros Perez

EROS PÉREZ
(lateral-esquerdo)


Recentemente, o Internacional trouxe o jovem atacante argentino Luque, vindo do Colón. O jogador mal chegou e sofreu as primeiras lesões. Porém, não é a primeira vez que o Internacional contrata um jogador do clube argentino que acaba ficando inválido.



Dênis frequentemente estava no departamento médico, e a outra alternativa para a lateral-esqueda era o jovem Wederson, que ainda era uma aposta. Com cofres vazios e orçamento baixo, em 2001 o Inter foi à Argentina trazer o chileno Eros Pérez.

Eros Perez atuou algumas (poucas) vezes pela seleção chilena e teve a aprovação do técnico Parreira para vir à Porto Alegre. Chegado ao Inter com "o aval de Figueroa", segundo a revista Placar, o lateral teve o azar de se lesionar antes de engatar uma série de jogos. Uma das maiores broncas sobre o jogador era referente à sua baixa estatura. 

Atuou em apenas três partidas em seis meses pelo Colorado. Sofreu uma fratura de stress e ficou parado nesse período. Foi dispensado e seu destino foi o Gimnasia de La Plata. Hoje é comentarista de futebol em uma emissora chilena.