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19/4/1998 - Campeonato Gaúcho 1998 - 2ª fase - Internacional 3 x 1 Glória

CAMPEONATO GAÚCHO 1998 - 2ª FASE - INTERNACIONAL 3 X 1 GLÓRIA
Data: 19/4/1998
Local: Beira-Rio - Porto Alegre (RS)
Juiz: José Roberto Raach, auxiliado por Luís Augusto Muhle e Luiz Carlos Trapp.
Cartões: Régis, Ânderson Luiz, Luiz Carlos Matos (I); Flávio, Márcio e Uana (G).
Gols: Leandro Augusto 4’/1 (I); Giovani Fleck 22’/1 (G); Enciso 9’/2 (I); Christian 35’/2 (I).
INTERNACIONAL: André; Denílson, Régis (Celso Vieira), Moisés e Lúcio; Ânderson Luiz, Enciso, Marcelo Rosa e Leandro Augusto (Fernando Rech); Christian e Paulo Diniz (Luiz Carlos Matos). Técnico: Celso Roth.
GLÓRIA: Alex; Flavinho (Chayane), Aguiar, Flávio e Marcelo Bolacha; Márcio, Luís Ernesto, Uana e Giovane Fleck; Mauro (Ernestina) e Tuto. Técnico: José Antônio Martins.

O paraguaio Enciso foi um dos destaques
da vitória sobre o Glória de Vacaria.
Fonte: Zero Hora

1/2/2007 - Campeonato Gaúcho 2007 - 1ª fase - Internacional 2 x 1 Glória

CAMPEONATO GAÚCHO 2007 - 1ª FASE - INTERNACIONAL 2 X 1 GLÓRIA
Data: 1/2/2007
Local: Beira-Rio - Porto Alegre (RS)
Público: 5.767
Renda: R$ 29.715,00
Juiz: Vinícius Costa
Cartões: Danny Morais, Abu (I); Cristiano, Alexandre e Gustavo (G).
Gols: João Paulo 13’/2 (G); Martin Carvalho 18’/2 (I); Abu 32’/2 (I).
INTERNACIONAL: Renan; Fabinho, Danny Moraes, Titi e Ramon (Márcio Mossoró); Maycon, Fernando (Pierre) e Ji-Paraná; Abu, Gustavo Papa (Cristian Borja) e Martin Carvalho. Técnico: Lisca.
GLÓRIA: Douglas; Thoni, Alexandre, Fabrício e Cristiano (Marcus Vinícius); André Gheller, Ricardinho, Fabinho (Gustavo) e Evandro (Tiago Duarte); João Paulo e Tales. Técnico: Plein.
Martin Carvalho marcou um golaço na virada colorada.
Fonte: Correio do Povo
O nigeriano Abu anotou o gol da vitória.
Fonte: Correio do Povo

Imagens: Sportv

Paulo Santos

PAULO SANTOS
(atacante)

Nome completo: Paulo Santos
Data de nascimento: 14/4/1960
Local: Porto Alegre (RS)

CARREIRA:
1981
Internacional
1982-1983
Criciúma
1983-1985
Internacional
1986
Ferroviária-SP
1987
América-RJ
1988-1989
Glória
1990
Marcílio Dias
1991
Passo Fundo
1992
Caxias
1992
Brasil-FA
1993-1994
Palmeirense-RS
1998
Cruzeiro-RS

Oriundo das categorias de base do Internacional, Paulo Santos surgiu como uma forte promessa na ponta-direita, sendo uma das apostas do técnico Mário Juliato, entusiasta do seu futebol rápido e objetivo. Paulo é irmão do ex-gremista Beto, que defendeu o tricolor na década de 60, mas jogou a carreira fora aos 27 anos, por problemas com álcool.

O técnico Mário Juliato foi demitido no primeiro semestre de 1981 e o atacante acabou sendo emprestado no final de 1981. Depois de duas temporadas em Santa Catarina, retornou ao Beira-Rio sob muita desconfiança, ainda mais pela expectativa criada acerca de seu futebol.

Mas em seu retorno, Paulo voltou a adquirir confiança com os títulos estaduais de 83 e 84, a Copa Kirin de 84 e a participação nas Olimpíadas de Los Angeles, integrando a memorável SeleInter. Entretanto, não conseguiu dar continuidade às boas atuações e foi repassado à Ferroviária de Araraquara.

Depois de passar pelo Rio de Janeiro, voltou a atuar no futebol gaúcho. Defendeu Glória de Vacaria, Passo Fundo, Caxias, Brasil de Farroupilha, Palmeirense e Cruzeiro de Porto Alegre, além do Marcílio Dias-SC. Encerrou a carreira aos 38 anos.

Gasperín

GASPERÍN
(goleiro)

Nome completo: Luiz Carlos Gasperín
Data de nascimento: 
Local: 

CARREIRA:
1971-1974 - Esportivo
1975 - Grêmio
1976 - Juventude
1976-1981 - Internacional
1981 - Cruzeiro
1982-1985 - América-RJ
1985-1987 - Botafogo-SP
1988-1989 - Glória

Nascido em Sarandi, o goleiro Gasperín começou a jogar futebol amador no extinto Brasil, de Vacaria, aos 14 anos. Como para disputar campeonatos profissionais teria que ter 16 anos, Gasperín esperou mais dois anos.

Em seguida, o Grêmio o contratou para defender a meta na categoria juvenil e, logo, foi campeão estadual da categoria. Depois, partiu para Bento Gonçalves, onde encontrou pela primeira vez o saudoso técnico Ênio Andrade.

Após mais uma passagem breve pelo Grêmio em 75 e por Juventude em 76, Gasperín foi contratado pelo Internacional. Em seu primeiro ano no Inter, foi campeão brasileiro na reserva de Manga.

Em 77, amargou a reserva de Manga e Benítez. Assim que o paraguaio foi emprestado ao Palmeiras, Gasperín assumiu a titularidade em 78, voltando a trazer o título estadual ao Beira-Rio em uma vitória inesquecível por 2 a 1 sobre o Grêmio, em pleno Olímpico.

Benítez retornou em 79 e Gasperín já era considerado reserva de luxo. Assim que Benítez se lesionasse, Gasperín entraria imediatamente. O Inter, mais uma vez, foi campeão brasileiro e de forma invicta.

No ano de 1980, Gasperín foi o titular na disputa pelo título da Libertadores. Na ocasião, o goleiro se tornou o brasileiro com menor média de gols sofridos na história da Libertadores, tendo disputado todas as partidas. O vice-campeonato contra o Nacional foi sofrido, mas para Gasperín, lhe valeu um lugar na história centenária do Internacional.

Deixou o Inter em 81, passando por Cruzeiro, América-RJ, Botafogo-SP e Glória de Vacaria. Abandonou os gramados em 89 e passou a se dedicar à casamata. Treinou diversos clubes do interior do Rio Grande do Sul.

Em 2010, Gasperín foi vencido por um câncer no intestino, o qual enfrentava desde 2005. O goleiro, último vencedor do Prêmio Belfort Duarte em 1983, sempre foi lembrado com carinho nas festividades do Inter, inclusive no centenário do clube e nos 100 anos do clássico Gre-Nal.

Nenê

NENÊ
(zagueiro)

Nome completo: Carlos Roberto Morais dos Santos
Data de nascimento: 11/11/1967
Local: Guarapuava (PR)

CARREIRA:
1987-1989 - Internacional
1990 - Sport
1991-1992 - Palamós-ESP
1992 - Aimoré
1993 - Ypiranga-RS
1993-1994 - Portimonente-POR
1994 - Santos
1995 - Glória
1996 - São José-RS


O zagueiro Nenê foi promovido aos profissionais do Internacional em 1986, mas em 1987 se afirmou titular na defesa colorada. A missão de Nenê era complicada: substituir o zagueiro Pinga, que teve o joelho detonado em uma dividida no Gre-Nal que decidiu o segundo turno do Gauchão.



Nenê fez uma dupla de zaga sólida ao lado de Aloísio no final da década de 80. O desacreditado time colorado chegou às decisões dos Brasileiros de 87 e 88. Já em 89, perdeu espaço para o zagueiro Norton.

Foi levado ao Sport em 1990. Mesmo não ganhando no título pernambucano, Nenê fez parte do grupo campeão da Série B do Brasileirão. Se transferiu em 1991 para o modesto Palamós, da Espanha, que disputava a segunda divisão espanhola. Na Europa, ainda jogou pelo Portimonense, de Portugal.

Jogou o Brasileirão de 1994 pelo Santos, mas não teve brilho. Acabou na reserva do zagueiro Narciso ao longo do Brasileirão. Retornou ao Rio Grande do Sul, para defender o Glória de Vacaria e o São José.

Sua carreira de jogador foi breve, mas até hoje trabalha com futebol nos Estados Unidos. Nenê é irmão do lateral Dida, campeão brasileiro com o Coritiba em 1985.

Luís Carlos Winck

LUÍS CARLOS WINCK
(lateral-direito)

Nome completo: Luís Carlos Coelho Winck
Data de nascimento: 5/1/1963
Local: Portão (RS)

CARREIRA:
1981-1989
Internacional
1989-1990
Vasco
1991
Internacional
1992
Vasco
1993
Grêmio
1993
Corinthians
1994
Atlético-MG
1994
Internacional
1995
Botafogo
1995
Flamengo
1996
Glória

Desde a saída de Luís Carlos Winck, o Internacional nunca mais teve um lateral-direito a nível de seleção, talvez nem perto disso. Muitos improvisos aconteceram após a última passagem de Winck pelo Inter, em 1994. Zagueiros, volantes, meias e até mesmo laterais-esquerdos jogaram. Nenhum se mostrou tão completo quanto Luís Carlos Winck, com boa marcação, saída de jogo e cruzamento impecável.

A década de 80 foi razoável para o Internacional, mas muito mais pela ascensão do rival. Entretanto, o Colorado teve excelentes times durante a década. Winck foi titular ao longo de toda a década, fazendo parte do time tetracampeão gaúcho entre 81 e 84, vice-campeão olímpico em 84 e finalista dos Brasileiros de 87 e 88.

Após a trágica eliminação na Libertadores de 89 diante do Olimpia, em pleno Beira-Rio, Luís Carlos Winck foi para o Vasco. Depois de bater na trave duas vezes, finalmente, levantou a taça do Campeonato Brasileiro daquele ano. Esteve cotado para disputar a Copa do Mundo, mas uma grave contusão eliminou as chances de Winck de ir para a Itália.

Em 1991, voltou ao Inter e deu mais um título estadual ao Colorado. Retornou ao Vasco em 1992 e conquistou o título carioca. No ano seguinte, foi para o Grêmio, onde se mostrou profissional e faturou mais um título estadual. Jogou o Brasileirão de 93 pelo Corinthians, que terminou a competição nas semifinais. Em 94, mais um Gauchão na conta jogando pelo Internacional. Disputou boa parte do Brasileiro de 94 pelo Atlético-MG.

Depois de passagens rápidas por Botafogo e Flamengo, Luís Carlos Winck encerrou a carreira no São José-POA, em 1996.