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08/06/1947 - Torneio Extra 1947 - Internacional 1 x 2 Renner

INTERNACIONAL x RENNER
FORMARÃO COMPLETAS AS DUAS EQUIPES — AMANHÃ NA TIMBAÚVA, A PRIMEIRA DA SÉRIE "MELHOR DE QUATRO PONTOS"
Amanhã, à tarde, no "estádio" da Timbaúva, no Caminho do Meio, será disputado o primeiro jogo da série "melhor de quatro pontos" que deverá apontar o onze vencedor do Torneio "Extra" promovido pela Federação Rio Grandense de Futebol e no qual está em disputa finíssimo bronze instituído pelo Grêmio Náutico União, colorados e renistas chegaram ao final do certame em igualdade de condições, isto é, cada um com apenas uma derrota. Assim, amanhã à tarde, caso permita o tempo, estarão frente a frente os pupilos de Gradim e Carlos Volante num embate que se antecipa dos mais sensacionais e ao final do qual será conhecido o mais provável vencedor do Torneio "aperitivo". — A esplêndida campanha desenvolvida neste início de temporada pelas duas equipes que estarão em luta permite vaticinar um prélio bastante movimentado e de difícil prognóstico, embora para muitos o Internacional seja apontado como favorito. Baseiam-se os rubros no fato de nunca terem cedido ao Renner, embora já tenham passado por tremendos sustos quando em embates frente ao onze industriário. Por isso querem os rapazes da camiseta vermelha manter a superioridade não permitindo que, justamente num embate decisivo como o é o de amanhã, fossem baquear pela primeira vez. Os renistas, por seu turno, alimentam grandes esperanças de adjudicarem-se ao título máximo e ao fino troféu instituído pelo União, registrando assim sua primeira vitória sobre o onze do Internacional. Tudo, pois, indica que o prélio assumirá proporções bastante interessantes, devendo, por isso mesmo, ter a presenciá-lo um público numeroso. As duas turmas deverão formar com a mesma constituição com se exibiram até aqui. Os colorados formarão com Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Tábua e Ilmo; Tesourinha, Villalba, Adão, Fandiño e Carlitos. O Renner apresentará Éverton, Pedro e Bedeu; José, Neco e Heitor; Nirinho, Hormar, Guido, Ruy e Medina.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 109, 07 jun. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/483. Acesso em: 14 fev. 2026.

EMPOLGA OS MEIOS ESPORTIVOS O CHOQUE DESTA TARDE NO CAMINHO DO MEIO
RENNER E INTERNACIONAL DECIDIRÃO, HOJE, O TÍTULO DE CAMPEÃO DO "EXTRA" — ILMO E VILALBA, POSSIVELMENTE, NÃO FORMARÃO NO "ROLO" — COMPLETO O ONZE RENISTA — FOGUINHO SERÁ O JUIZ — EM CASO DE EMPATE HAVERÁ NOVO JOGO QUARTA-FEIRA
Tendo tido um desenrolar dos mais interesantes e movimentados, decide- se hoje à tarde, no tradicional "estádio" da Timbaúva, o Torneio "Extra" promovido pela Federação Rio Grandense de Futebol e no qual está em disputa fino bronze oferecido pelo conhecido esportista Arquimimo Magnus de Souza, presidente do Grêmio Náutico União. Serão contendores, no embate decisivo, as fortes equipes de profissionais do Internacional e do Renner que chegaram ao término do certame em igualdade de condições, cada um com dois pontos perdidos. As duas turmas, justo é reconhecer, desenvolveram boa performance neste certame "aperitivo" e foram realmente aquelas que em melhores condições se apresentaram, sendo natural que assim chegassem ao final do torneio nas condições em que chegaram, fazendo-se necessário um jogo de desempate que, tudo indica, assumirá proporções bastante interessantes.
Note-se que a única derrota sofrida pelo Renner no presente certame foi justamente frente ao Internacional num jogo realizado à noite, no "estádio da colina melancólica". Naquela ocasião, como todos devem estar lembrados, o Renner pisou na frente chegando a estar com a vantagem de 4 tentos sobre seu antagonista de logo mais. Tudo indicava que, pela vez primeira os navegantinos venceriam o famoso "Rolo" — entretanto — os pupilos de Carlos Volante reagiram valentemente e, contra a expectativa, chegaram ao final dos 90 minutos regulamentares vencendo por 5 a 4, num dos embates mais movimentados e interessantes do Torneio.
Ruíram assim por terra, mais uma vez, as esperanças dos renistas que, ardentemente desejam, ao menos uma vez, vencer o onze do Internacional, pois, ainda que pareça mentira, nunca o conseguiram desde que atingiram a "maioridade" no terreno futebolístico. Fácil, assim, aquilatar o desejo com que hoje, à tarde, os pupilos de Gradim irão a campo para realizarem mais uma tentativa. Sem dúvida que melhor oportunidade para tornarem realidade seu grande sonho não se lhes poderia deparar, visto que o onze do Internacional, já desfalcado do pivô Ávila, cedido ao Botafogo da capital do país, provavelmente não contará com o concurso de outros dois titulares: Villalba e Ilmo, lesionados quando do compromisso de quinta-feira última frente ao Força e Luz. Os colorados, porém, mesmo sem aqueles dois titulares vão a campo dispostos a, ainda desta feita, não se deixarem abater pelos rapazes do clube de Antônio Cassacia. Não admitem os rubros nem por sombra, um revés no embate decisivo, mesmo porque, assim como o Renner, também eles desejam ardentemente conquistar o título máximo do primeiro torneio oficial do ano e adjudicar-se ao vistoso bronze com que será premiado o onze vencedor.
Tudo, pois, deixa prever que a porfia dessa tarde na tradicional "Timbaúva" será a mais interessante de quantas já foram aqui realizadas na presente temporada, devendo, por isso mesmo, ter a presenciá-la um público numeroso.
O prélio, em face do equilíbrio de forças, bem pode findar empatado: foi prevendo isso que os interessados já decidiram que se tal se positivar, haverá um novo embate possivelmente na próxima quarta-feira.
COMO FORMARÃO AS DUAS EQUIPES
As duas turmas pisarão no gramado obedecendo a seguinte constituição: INTERNACIONAL: Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Tábua e Abigail; Tesourinha, Elizeu, Adão, Fandiño e Carlitos. RENNER: Éverton, Pedro e Bedeu; José, Néco e Heitor; Nirinho, Hormar, Guido, Ruy e Medina.
FOGUINHO SERÁ O JUIZ
Escolhido de comum acordo deverá controlar o embate sensacional, o árbitro Osvaldo Rolla, o popular Foguinho, do quadro principal da F. R. G. F. e. sem dúvida, um dos melhores apitadores do momento.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 110, 08 jun. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/491. Acesso em: 14 fev. 2026.

TORNEIO EXTRA 1947 - INTERNACIONAL 1 X 2 RENNER
Data: 08/06/1947
Local: Timbaúva - Porto Alegre (RS)
Renda: Cr$ 71.000,00
Juiz: Oswaldo Rolla, auxiliado por Horácio Alves Pinto e Guilherme Sroka.
Gols: Villalba (I); Osmar e Nirinho (R).
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Alfeu e Nena; Viana, Táboa e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Fandiño (Elizeu) e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.
RENNER: Éverton; Pedro e Bedeuzinho; Heitor, Neco (Badanha) e José; Medina, Ruy Motorzinho, Guido, Hormar (Cabano) e Nirinho. Técnico: Gradim.

"O GOL ANULADO — No flagrante acima vemos Guido,
center-forward renista, ao conquistar, impedido,
um gol que o juiz anulou com bastante precisão. Ivo, arqueiro colorado,
está caído, enquanto o couro vai ultrapassando a linha de gol".
Fonte: Folha da Tarde (RS).

RENNER CAMPEÃO DO "EXTRA"
A DEFESA RENISTA APARECEU COM DESTAQUE, ANULANDO O ÍMPETO DO "ROLO COMPRESSOR" — TÁBUA, ELEMENTO DESTOANTE ENTRE O ONZE VENCIDO — REGULAR DESEMPENHO DE FOGUINHO — O "SOS" GOLEOU O MAL. DE FERRO: 5 A 0 — RENDA: CR$ 62.300,00
Sem dúvida, o valoroso Grêmio Renner, colheu na tarde bonita de domingo último, o mais expressivo título, desde que passou a fazer parte da divisão de honra da Federação Rio Grandense de Futebol, ao abater, em peleja memorável, o forte esquadrão do Sport Club Internacional pela contagem ajustada de 2 a 1. Com o feito de anteontem, conquistaram os renistas o título honroso de campeões do Torneio Extra, certame ao qual concorreram todos os filiados a entidade presidida pelo esportista dr. Aneron Corrêa de Oliveira. Desenvolvendo esplêndida campanha, souberam os rapazes do clube da rua Sertório impôs-se a todos os adversários que se lhe foram antepostos, desde os mais modestos aos mais categorizados, os chamados "grandes" — Grêmio, o Cruzeiro e, finalmente, o possante onze colorado.
Para muitos parecia impossível aos pupilos de Gradim levarem de vencida os atletas de Carlos Volante — mesmo porque — desde o seu ingresso na divisão de honra, nunca haviam conseguido uma vitória sobre os rubros. Tal particularidade já se havia tornado em autêntico tabu, pois embora em certas ocasiões houvessem desfrutado de situações bastante favoráveis, como ainda aconteccu recentemente, sempre finalizavam inferiorizados no placar. Por isso, para muitos, seria fácil o compromisso para os rapazes do clube da rua Silveiro. Entretanto, os navegantinos, após cumprirem esplêndida performance, haviam decidido que o título deveria ficar no 4º Distrito: nao se intimidaram; atiraram-se à luta com grande disposição, realizando uma exibição mais ou menos semelhante aquela frente ao Cruzeiro e, ao final dos noventa minutos regulamentares, deixaram o gramado não só com as honras de vencedores como ainda, com o título máximo do Torneio em disputa, e para o qual todos os concorrentes se apresentaram com grande apetite. Digno, pois, dos maiores aplausos o feito memorável dos rapazes preparados pelo veterano Gradim que há alguns anos com elogiável persistência vem prestando as equipes do clube de Antônio Cassacia.
OS 20 MINUTOS
O embate como fora previsto, decorreu bastante movimentado e cheio de lances interessantes, empregando-se os 22 players em campo com grande disposição. Não se pode afirmar que tecnicamente haja sido um embate 100% — houve falhas, de ambos os lados porém tais falhas quase sempre foram compensadas pelo ardor com que se empregavam os jogadores em campo. O período inicial apresentou o onze do Renner algo mais coordenado e com maior disposição. Tinha-se mesmo a impressão de que os colorados confiavam plenamente na vitória e por isso não se empregavam a fundo.
Cedo, porém, viram que o adversário buscava a vitória afanosamente, que dificilmente se deixaria abater e que para tal conseguir teriam que empregar-se a fundo. Aos 30 minutos da primeira fase, quando Nirinho pela segunda vez fez estremecer as redes do arco de Ivo, os pupilos de Volante viram as coisas mal paradas e desde aí passaram a empregar-se com grande disposição e tanto foi assim que passaram a exercer forte pressão, vendo finalmente cercados de êxito seus esforços com a conquista de Villalba, quando faltava apenas um minuto para finalizar o primeiro período.
A interrupção com o intervalo regulamentar não conseguiu arrefecer o entusiasmo dos integrantes do onze colorado, que ainda no período derradeiro, a exemplo do que sucedera nos instantes finais do período inicial, dominaram territorialmente, mas entretanto, encontraram sempre pela frente o sexteto defensivo do Renner, exibindo-se em grande forma e anulando uma por uma todas as investidas dos companheiros de Tesourinha. Por volta dos 75 minutos, quando os rubros perceberam que estavam irremediavelmente perdidos, começaram a ceder e disso aproveitaram-se os industriários para esboçarem pequena reação, conseguindo ainda nos instantes finais equilibrar o cotejo que chegou ao seu término acusando o placar favorável ao Renner que, assim, pela primeira vez na sua curta, porém brilhante campanha entre os chamados "grandes" conseguiu o que ainda não havia conseguido: impôr-se ao Internacional.
Estão, pois, de parabéns, não só os players que envergaram a jaqueta renista, como ainda o presidente Antônio Cassacia, o vice-presidente Válter Koetz, sem dúvida um dos construtores da vitória e, finalmente, o técnico Gradim, a quem devem os industriários o notável feito. O onze do Renner apresentou-se dentro de suas possibilidades produzindo o que era lícito esperar; seu sexteto defensivo atuou com grande desenvoltura. Desde Éverton até Heitor, todos se conduziram com segurança e perfeição — de todos, porém, é de justo salientar o trabalho do médio Heitor que foi, sem dúvida, a principal figura do gramado. A dianteira, no período inicial conduziu-se de maneira satisfatória, para decair bastante no período final, quando os rubros passaram a exercer forte pressão. Mesmo assim pode-se afirmar que os dianteiros campeões se conduziram com acerto porque, ainda quando da pressão rubra, não deixaram de emprestar sua colaboração.
O onze do Internacional embora vencido, não esteve mal. O único elemento que destoou foi o pivot que nao está absolutamente em condições de ocupar o centro da intermediária de uma equipe de primeira linha. Os demais setores andaram com regularidade. O sexteto defensivo, à exceção de Tábua conduziu-se bem e disso é prova o placar ajustado, devendo ser levado em conta que a vanguarda do Renner é justamente uma das mais positivas, senão a mais positiva de quantas se exibiram neste torneio "aperitivo". O quinteto atacante andou como está habituado andar e, se não conseguiu assinalar um maior número de tentos devem-se ao esplêndido trabalho desenvolvido pelos integrantes da defesa contrária que não lhes deu tréguas, exercendo rigorosa vigilância.
As duas turmas formaram com a seguinte constituição:
RENNER: Éverton, Pedro e Bedeu; José, Neco (Badanha) e Heitor; Nirinho, Hormar (Cabano) Guido, Ruy e Medina.
INTERNACIONAL: Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Tábua e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adão, Fandiño (Elizeu) e Carlitos. Os tentos do Renner foram assinalados por Hormar e Nirinho o primeiro aos 7 minutos e o último aos 30. O tento de honra do Internacional foi de autoria do insider Villalba, quando faltava um minuto para finalizar o primeiro tempo. No período derradeiro o marcador conservou-se em 2 a 1. A arbitragem esteve a cargo de Osvaldo Rolla, que teve regular desempenho. A preliminar a cargo das equipes do S. O. S. e do Marechal de Ferro, pelo campeonato do Bom Fim, findou com a vitória do S. O. S. por 5 a 0.
A renda foi de Cr$ 62.300,00.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 111, 10/06/1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/499. Acesso em: 14 fev. 2026.

SEM ÁVILA, SEM CABRITA... E SEM O TÍTULO DE CAMPEÃO DO "EXTRA"!
Merecida, realmente, sob todos os aspectos que se queira focalizar a conquista do título de campeão do Torneio "Extra" pelo onze industriário, à tarde ensolarada e quente de domingo último. Aliás, o Renner já conquistara um título sem alardes, o de "campeão da regularidade". Sim, porque o onze treinado por Gradim, bem merecia esse título, antes mesmo de conquistar o primeiro campeonato de sua recente, mas já vitoriosa carreira no esporte gaúcho.
Juntando, coletando jogadores desprezados até no interior do Estado — entre estes Heitor e Bedeu — e "fabricando" sob a batuta dum técnico "colored" bastante modesto, o onze presidido pelo esportista Antônio Casaccia foi, sem alardes, derrubando todos os "grandes" e "pequenos" num certame que apontava como fáceis vencedores qualquer um dos três "grandes"... E, quando afirmamos que o onze industriário foi um antêntico "campeão" de regularidade", corrobora em nosso favor o escore construído nos jogos contra o Grêmio, Cruzeiro e Internacional, inclusive. Não precisou o Renner, embora o buscasse afanosamente, de escores maiúsculos para vencer os titãs mnetropolitanos: paulatinamente foi impondo um escore clássico e significativo, 2 a 1!
Reconhecendo a merecida e justa conquista do Renner, vai aqui, por isso, o nosso sincero e desinteressado aplauso aos valentes vencedores de "Extra" de 1947.
—oOo—
Quanto ao onze do Internacional, o famoso "Rolo Compressor", é evidente que se está ressentindo da falta do indisciplinado Ávila, estas horas envergando a jaqueta da estrela solitária da praia do Botafogo. Tábua não substitui, "não dá conta do recado" — como se diz na gíria — um elemento cancheiro e de classe como o categorizado centro-médio gaúcho roubado pelo "soccer" carioca.
É possível que Tábua se torne um grande centro-médio, para isso não lhe faltando "saúde", uma vez que o Internacional teime em escalar esse elemento jovem e promissor, embora com flagrante prejuízo para o rendimnento da equipe, cujo treino de jogo exige o máximo de esforço de todos os seus integrantes.
Possivelmente outros fatores, estes de ordem piscológica, tenham influído na derrota do onze da rua Silveiro no choque de domingo. Para os supersticiosos significativa foi a conquista do Renner, depois que o Xisto Vasques descobriu que a cabrita se "bandeara" para a rua Sertório... A falta de Vicente Rao, o jogador nº 12, no comando da torcida colorada é outro fator que não deve ser esquecido...
Enfim, sem Ávila, sem cabrita... e sem o título de campeão do "Extra": Assim foi escrito mais um drama da vida...
Fonte: A. C.. Jornal do Dia (RS), n. 111, 10 jun. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/499. Acesso em: 14 fev. 2026.

O Renner, de Porto Alegre derrotou o Internacional por 2x1 e sagrou-se vencedor do Torneio Extra da Federação Riograndense de Foot-ball.
Fonte: Jornal do Brasil (RJ), n. 133, 10 jun. 1947, p. 9. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_06/47011. Acesso em: 14 fev. 2026.

RENNER — CAMPEÃO DO EXTRA DE 47
Em Porto Alegre realizou-se, domingo último, a partida decisiva do Torneio Extra daquela cidade, entre Renner e Internacional, que foi vencida pelo escore de 2 x 1.
Fonte: O Estado de Florianópolis (SC), n. 10048, 13 jun. 1947, p. 6. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/884120/54386. Acesso em: 14 fev. 2026.

Após excelente desempenho nas primeiras participações na Divisão de Honra do Campeonato Citadino de Porto Alegre, o Renner entrou na competição de 1947 com pretensões ainda maiores. A preparação física dos jogadores estava alcançando resultados espetaculares e o time se mostrava preparado para enfrentar em nível de igualdade os principais times da cidade.
O regulamento do campeonato daquele ano previa um torneio inicial, chamado “extra”, para preparação dos esquadrões para a principal competição do Estado. Nesse campeonato, os 7 times participantes jogavam entre si em turno único e em campo neutro. Ao final do turno, as equipes do Grêmio Esportivo Renner e do Sport Club Internacional se apresentaram com apenas 2 pontos perdidos cada uma. Tal igualdade, como previa o regulamento do torneio, levou esses times ao jogo desempate.
A peleia, que colocou frente a frente o novato time do 4º distrito e o esmagador “Rolo Compressor” montado pelo Internacional, foi marcada por levar um público gigantesco ao Estádio Timbaúva, campo do Força e Luz (equipe dos funcionários da Companhia de Energia Elétrica). A partida, realizada no ensolarado domingo de 08 de junho de 1947, também foi marcada pela maneira pungente como o Renner se apresentou no campo de jogo. O esquadrão Rennista se impôs contra a equipe colorada de maneira indelével. Com gols aos 8’ e aos 20’ do primeiro tempo, a equipe dos industriários se impôs e anulou os craques colorados Carlitos e Tesourinha. A equipe colorada ainda descontou aos 44’ do segundo tempo, mas já era tarde. O resultado de 2 a 1 coroava a dedicação da equipe de industriários, e o troféu do torneio, chamado “G. N. União”, agora tinha dono: o glorioso Grêmio Esportivo Renner.
A imprensa da capital, mais uma vez, não deixou de registrar a nova façanha do time Rennista. A Folha da tarde lembrou assim: “O final do prélio chegou e, com ele, registrava-se a maior vitória alcançada pelo G. E. Renner na sua carreira esportiva”. Os dias de glória começavam a se tornar uma rotina nas dependências do Estádio Tiradentes!
Fonte: DIAS de Glória. Renner Vive!, Porto Alegre, [s.d.]. Disponível em: https://rennervive.com/2020/06/26/dias-de-gloria/. Acesso em: 14 fev. 2026.

05/06/1947 - Torneio Extra 1947 - Força e Luz 1 x 5 Internacional

EMPOLGA OS MEIOS ESPORTIVOS O CHOQUE DESTA TARDE, ENTRE O INTERNACIONAL X FORÇA E LUZ
NA "BAIXADA", O SENSACIONAL EMBATE — COMPLETAS AS DUAS EQUIPES — JUCA SERÁ O JUIZ, ESCOLHIDO DE COMUM ACORDO — OS BONDES TRAFEGARÃO PELA RUA DA FLORESTA — NOTA DO GRÊMIO
Ansiosamente aguardado, realiza-se, hoje, à tarde, no tradicional "Fortim da Baixada", o último embate em disputa do Tornelo "EXTRA", promovido pela Federação Rio Grandense de Futebol e no qual serão contendores as equipes de profissionais do S. C. Internacional e do Grêmio Esportivo Força e Luz. Justifica-se, perfeitamente, a invulgar ansiedade que se nota nos meios esportivos para o sensacional embate desta tarde nos Moinhos de Vento. É que, estarão frente a frente colorados e rajados, dispostos a brindar o público esportivo da capital com um espetáculo de proporções grandiosas.
Principalmente para o Internacional o choque desta tarde é de suma importância, pois terá necessidade imperiosa de vencer para assim poder disputar com o Renner, em melhor de 4 pontos, o título de campeão do Torneio. Sabem perfeitamente os colorados que só interessa um triunfo, pois uma derrota ou mesmo um empate os terá afastado definitivamente do certame. Os rajados, por outro lado, aguardam ansiosos o momento da peleja sensacional, para se exibirem em grande forma, desfazendo, assim, a má impressão deixada quando dos embates frente ao Cruzeiro e muito principalmente frente ao modesto onze do Nacional.
Como se vê, as duas turmas fazem questão fechada de vencer, por isso, o ser possível vaticinar-se um eapetáculo de grandes proporções capaz de agradar plenamente ao mais exigente torcedor.
As duas turmas deverão pisar o gramado obedeceu à seguinte constituição: Internacional: Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Tábua e Ilmo; Tesourinha, Villalba, Adão, Fandiño e Carlitos. Força e Luz: Cláudio, Hugo e Povo Novo; Ernesto, Armando e Alegretti; Jerônimo, Dorvalino, Fogosa, Nino e Nadir. Segundo fomos informados pelo coach Aparício Viana e Silva, responsável pelo preparo do onze rajado, é problemática a inclusão de Cláudio no arco por encontrar-se ainda lesionado. Caso pois não seja possível atuar o esplêndido arqueiro será ele substituído por Dóia, elemento de grande valor.
Realizando-se hoje, à tarde, a tradicional procissão de Corpus Christi, e fazendo parte do itinerário a ser percorrido a rua Independência, resolveu a Cia. Carris fazer com que os bondes "Futebol" trafeguem pela rua da Floresta até o local de costume.
NOTA DO GRÊMIO
Realizando-se hoje em nosso campo, o encontro entre os filiados S. C. Internacional e G. S. Força e Luz, em disputa do Torneio Extra da F. R. G. F., a tesouraria do Grêmio Porto Alegrense avisa aos senhores sócios contribuintes — Juvenis e juvenis-colegiais — que terão entrada pelo portão central, com a apresentação do recibo número 5, correspondente a maio. Os cobradores estarão desde às 12 horas, nos guichês ao lado da entrada, para atender aos que ainda não o possuem. Os que pagam sua mensalidade na sede social serão atendidos na parte da manhã, das 9 às 12 horas e à tarde no campo.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 108, 05 jun. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/475. Acesso em: 14 fev. 2026.

TORNEIO EXTRA 1947 - FORÇA E LUZ 1 X 5 INTERNACIONAL
Data: 05/06/1947
Local: Baixada - Porto Alegre (RS)
Renda: Cr$ 29.410,00
Juiz: Ivo Tavares
Gols: Carlitos 35’/1 (I); Carlitos 3’/2 (I); Nino ?’/2 (F); Tesourinha ?’/2 (I); Carlitos ?’/2 (I); Carlitos 40’/2 (I).
FORÇA E LUZ: Cláudio; Hugo e Povonovo; Bahiano, Armando e Alegretti; Jerônimo (De Camilis), Dorvalino, Fogosa, Nino e Nadir. Técnico: Aparício Viana e Silva.
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Alfeu e Nena; Viana, Táboa e Ilmo (Abigail); Tesourinha, Villalba (Elizeu), Adãozinho, Fandiño e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.

O "ROLO COMPRESSOR" FUNCIONOU: 5 A 1!
ABATIDO, NA "BAIXADA", O FORÇA E LUZ — CARLITOS, O GOLEADOR — FRACO DESEMPENHO DE JUCA — VITÓRIA DO INTERNACIONAL NA PRELIMINAR — RENDA: Cr$ 29.410,00
O resultado numerico do último prélio em disputa do Torneio "Extra", promovido pela Federação Rio Grandense de Futebol e que reuniu, quinta-feira última, as equipes de profissionais do Internacional e do Força e Luz, até certo ponto constituiu autêntica surpresa.
Ninguém por certo poderia admitir, nem mesmo os mais otimistas, que a vitoria sorrisse para os pupilos de Carlos Volante, pela contagem extravagante de 5 a 1, com que findaram os 90 minutos regulamentares.
As últimas exibições do onze rajado, mormente depois de ter Aparício Viana e Silva assumido a direção técnica, apontavam-no como adversário de respeito e por isso o ter surpreendido o resultado do embate. Mesmo assim, a contagem de 5 a 1 não espelha fielmente o que foram os noventa minutos de ações que, aliás, decorreram bastante equilibradas, só muito raramente quebradas por rápidos momentos de superioridade territorial deste ou daquele, e estes rápidos momentos de superioridade foram em número maior favoráveis ao Internacional —entretanto — o resultado foi extremamente injusto ao Força e Luz, que não mereceu ser goleado, pois jogou quase sempre de igual para igual. Tivesse o médio Bahiano outro desempenho, não tão comprometedor, por certo a estas horas não estaria o clube de Frederico Amirabile amargando com uma derrota aplastante. O primeiro tempo do prélio decorreu bastante equilibrado, findando com a contagem mínima favorável ao Internacional. No período final, desde os instantes inciais notava-se maior disposição de parte dos atacantes rubros — entretanto — mesmo assim as ações continuaram bastante equilibradas, porém os comandados Adão, agora pondo em jogo toda sua agressividade, com oportunos deslocamentos em que os quais foi figura predominante o ponteiro Tesourinha e, valendo-se muito bem da já apontada falha da defesa rajnda, conseguiram construir um placar bastante contundente. No bando vencedor, não há nomes a destacar, pois todos conduziram-se dentro de suas reais possibilidades, inclusive o center Tábua, que produziu o que era lícito esperar. Quanto ao onze vencido, teve em Cláudio, Hugo e Alegretti na defesa e Nino no ataque suas principais figuras. Os demais, e muito principalmente o médio Bahiano, não corresponderam. — A arbitragem esteve a cargo de Joaquim Rodrigues de Almeida, o popular Juca, cujo desempenho não foi dos mais felizes.
Houve lances de violência em que ele usou de energia, e outros deixou passar em brancas nuvens. A pena máxima com que puniu Alegretti nos pareceu bastante rigorosa.
Houve ainda uma ocasião em que o zagueiro Hugo defendeu a redonda com ambas as mãos e s. s. não viu. O primeiro tento do Internacional foi obtido por Carlitos aos 35 de jogo, aproveitando um entrevero na pequena área rajada. Aos 48, novamente Carlitos estremeceu as redes do arco de Cláudio, escorando de cabeça um centro de Viana ao cobrar uma infração na linha divisória do gramado. Poucos instantes após surgiu o tento de honra do Força e Luz, sendo seu autor o insider Nino, que fulminou Ivo com potente petardo enviesado. Coube a Tesourinha assinalar o terceiro tento do Internacional, executando uma daquelas suas espetaculares atropeladas. O quarto contraste colorado foi outra vez de autoria do ponteiro Carlitos que aproveitou muito bem um passe de Tesourinha. Coube ainda ao veloz atacante Carlitos assinalar o último tento da tarde, quando faltavam apenas cinco minutos para finalizar o prélio, ao cobrar uma penalidade máxima cometida pelo médio Alegretti em Adão; Carlitos executou o lance e Cláudio defendeu parcialmente do que se valeu o mesmo Carlitos para assinalar o último tento da tarde. — As duas turmas formaram com a seguintes constituição: INTERNACIONAL: Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Tábua e Ilmo (Abigail); Tesourinha, Villalba, (Elizeu), Adão, Fandiño e Carlitos. FORÇA E LUZ: Cláudio, Hugo e Povo Novo; Bahiano, Armando e Alegretti; Jerônimo (De Camilis), Dorvalino, Fogosa, Nino e Nadir. A preliminar entre as turmas de aspirantes findou com a vitória do Internacional pela contagem de 3 a 2, sob a arbitragem fraca de Ivo Tavares. A renda andou pela casa dos Cr$ 29.410,00.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 109, 07 jun. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/483. Acesso em: 14 fev. 2026.

14/05/1947 - Torneio Extra 1947 - Internacional 3 x 0 Nacional-POA

Oportuna, sob todos os aspectos a resolução tomada pelos presidentes do Internacional, Grêmio, Renner e Nacional, no sentido de aglutinarem num só local, os jogos que estavam programados para hoje, à noite e amanhã à tarde. Hoje deveriam preliar Grêmio e Renner e amanhã, Internacional x Nacional. Entretanto, em reunião ontem levada a efeito, os quatro presidentes acordaram realizar tudo amanhã, à tarde, no "estádio" da Av. Natal. Ficou assentado que colorados e ferroviários farão o encontro preliminar, enquanto que o choque de fundo será entre tricolores e industriários. Sem dúvida, terão os esportistas da apital oportunidade de presenciar a dois espetáculos que se antecipam bastante interessantes. A preliminar, como foi dito, reunirá o famoso "Rolo" e o voluntarioso onze do Nacional. Todos devem estar lembrados do resultado do embate que travaram pupilos de Carlos Volante e Cavaco no último jogo do certame de 46, quando os rapazes da Viação Férrea impuseram aos rubros um revés inesperado. Certo que os nacionalistas tudo farão, amanhã, por confirmarem aquele feito, para eles memorável. Os diabos rubros, por seu turno, irão a campo dispostos a se desforrarem amplamente daquele revés. Pelo visto, conclui-se que a luta entre ambos será ardorosamente disputada, devendo redundar num bom espetáculo.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 090, 14 mai. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/331. Acesso em: 14 fev. 2026.

TORNEIO EXTRA 1947 - INTERNACIONAL 3 X 0 NACIONAL-POA
Data: 14/05/1947 
Local: Montanha - Porto Alegre (RS) 
Renda: Cr$ 3.287,00 
Juiz: Joaquim Rodrigues de Almeida 
Gols: Carlitos 15’/1 (I); Villalba 35’/1 (I); Carlitos 39’/1 (I). 
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Alfeu e Nena; Viana, Táboa e Ilmo (Abigail); Bóris, Villalba, Rebolo, Fandiño e Carlitos. Técnico: Carlos Volante. 
NACIONAL-POA: Milton; Hannemann e Saul; Nilo, Guimarães e Brito; Carlinhos, Danilo, Manoelzinho, Valter e Jorge (Venenoso). Técnico: Cavalo.

ABATIDO O NACIONAL PELO "ROLO COMPRESSOR": 3 A 0
O NACIONAL FEZ UM SEGUNDO TEMPO RELATIVAMENTE BOM — GOLEADORES: CARLITOS (2) E VILLALBA — JUCA NA ARBITRAGEM — RENDA: Cr$ 3.287,00 — PRELIMINAR: INTERNACIONAL 5, NACIONAL 3
Internacional e Nacional haviam acordado inicialmente fazerem a preliminar do jogo de logo mais entre as turmas do Grêmio e do Renner. Posteriormente, porém, resolveram o contrário — isto é — resolveram jogar isoladamente, ontem, à noite.
Assim é que, um público relativamente pequeno e que fez render a quantia de Cr$ 3.287,00 esteve no "estádio" da "Colina Melancólica", onde, numa noite tenebrosa, escura e fria, realizou-se o prélio que finalmente findou com a vitória dos pupilos de Carlos Volante pela convincente contagem de 3 a 0.
Foi justo e merecido o triunfo obtido pelos rapazes do Internacional, que construíram um placar relativamente cômodo, sem se empregarem a fundo. O onze vencido, o modesto esquadrão do Nacional, exibiu-se dentro de suas reais possibilidades, apresentando uma defensiva bsatante superior ao ataque. Este, no primeiro tempo não chegou a chutar a gol uma única vez, se bem que aí tivessem lutado contra o forte vento reinante. No período derradeiro, com o vento a favor, conseguiram tornar o prélio mais equilibrado, sem, contudo, conseguirem atingir as redes da cidadela de Ivo.
Os tentos do Internacional foram todos assinalados no período inicial, por intermédio de Carlitos, Villalba e Carlitos aos 15, 35 e 39 minutos, respectivamente. As duas turmas formaram com a seguinte constituição: INTERNACIONAL: Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Tábua e Ilmo (Abigail), Boris, Villalba, Rebolo, Fandiño e Carlitos.
NACIONAL: Milton, Hannemann e Saul; Nilo, Guimarães e Brito; Carlinhos, Danilo, Manoelzinho, Válter (Jorge) Jorge (Venenoso).
A arbitragem esteve a cargo de Joaquim Rodrigues de Almeida, o popular Juca, que teve bom desempenho.
Preliminarmente defrontaram-se as equipes de aspirantes, voltando a vencer o Internacional que desta feita assinalou 5 tentos contra 3 do Nacional. Foi árbitro Jorge Maciel, que desempenhou-se como autêntico debutante, dado que é, realmente, um debutante.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 091, 15 mai. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/339. Acesso em: 14 fev. 2026.

07/05/1947 - Torneio Extra 1947 - Internacional 0 x 1 Cruzeiro-RS

DECISIVO O RESULTADO DO EMBATE NA BAIXADA ENTRE COLORADOS E ALVI-AZUIS
A CONSTITUIÇÃO DAS EQUIPES — APARÍCIO VIANA E SILVA CONTROLARÁ O EMBATE PRINCIPAL — IVO TAVARES NA PRELIMINAR — NOTA DO GRÊMIO
Ansiosamente aguardado, realiza-se, hoje, à noite, sob a luz dos refletores do tradicional "Fortim da Baixada", no bairro dos Moinhos de Vento, o choque sensação que colocará frente a frente, pela segunda vez na presente temporada, as poderosas equipes do Sport Club Internacional e do Esporte Clube Cruzeiro, em prosseguimento ao "Extra" promovido pela Federação Rio Grandense de Futebol.
O encontro entre colorados e alvi-azuis que vem sendo ansiosamente aguardado, deverá redundar, realmente, em um magnífico espetáculo, pois é sabido que o resultado do jogo poderá ser decisivo. Vencedor o onze do Internacional, terá assegurado o primeiro título da temporada, além do que, terá feito jus aos finos troféus instituídos pelo Grêmio Náutico União. Vencedores os alvi-azuis estará o certame empatado entre cinco concorrentes, pois tanto estes, como tricolores, renistas e rajados já contam com uma derrota, aos quais se juntaria, assim, o Internacional. Ao contrário, se vencer o clube colorado terá, praticamente, assegurado o cobiçado título, pois já terá passado incólume pelos seus dois mais perigosos adversários. Os alvi-azuis tudo farão por não perderem a oportunidade última de se adjudicarem o título e para isso prepararam-se convenientemente. Os colorados que, por seu turno, sabem que uma vitória hoje lhes assegurará o título, razão por que também se prepararam com especial cuidado. Tudo, pois, indica que o prélio entre os pupilos de Carlos Volante e Teté será dos mais renhidos de quantos já temos assistido e que, certamente, terá a presenciá-lo um público numeroso e entusiasta.
As duas turmas deverão formar com a seguinte constituição: INTERNACIONAL: Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Ávila e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adão, Fandiño e Carlitos. CRUZEIRO: Romeu, Juvenal e Laranjeira; Laerte, Lauro Só e Clóvis; Luizinho, Saladuro, Waldir, Wilson e Lombardini. A arbitragem do sensacional prélio estará a cargo de Aparício Viana e Silva, do quadro principal da F. R. G. F., enquanto que o encontro preliminar será controlado por Ivo Tavares.
NOTA DO GRÊMIO
Devendo realizar-se, hoje, à noite, na "Baixada", o clássico Inter-Cruz, a direção do grêmio das três cores avisa que os senhores sócios terão entrada franca pelo portão central, mediante a apresentação do recibo nº 5, correspondente ao mês de maio. Os associados que ainda não hajam sido procurados pelo cobrador poderão encontrá-lo hoje, no guichê ao lado daquele portão, a partir das 18,30 horas.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 084, 07 mai. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/283. Acesso em: 14 fev. 2026.

TORNEIO EXTRA 1947 - INTERNACIONAL 0 X 1 CRUZEIRO-RS
Data: 07/05/1947
Local: Baixada - Porto Alegre (RS)
Renda: Cr$ 49.441,00
Juiz: Aparício Viana e Silva, auxiliado por Aristeu dos Santos e Thomaz C. de Lima.
Gol: Luizinho 5’/1 (C).
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Alfeu e Nena; Viana, Ghizzoni e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Elizeu (Ilmo) e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.
CRUZEIRO-RS: Borracha; Juvenal e Laranjeira; Laerte, Lauro Só e Clóvis; Luizinho, Saladuro, Waldyr, Wilson (Godô) e Lombardini. Técnico: Teté.

MERECIDA VITÓRIA DO CRUZEIRO: 1 A 0
Caiu o Internacional, embora reacionado toda a etapa derradeira
LUIZINHO E VIANA EXPULSOS DO GRAMADO — SOBERBO DESEMPENHO DO TRIO FINAL ALVI-AZUL — BOA ATUAÇÃO DE APARÍCIO — RENDA: Cr$ 49.141,00
Internacional e Cruzeiro realizaram, ontem, na "Baixada", sob a luz dos refletores, o primeiro jogo da semana em prosseguimento ao "Extra" promovido pela Federação Rio Grandense de Futebol. Já alguem afirmou, e com muita razao, que em matéria de futebol, não houve, não há e nunca haverá lógica. Pela logica, evidentemente, o grêmio das três cores, a 1º do corrente, não poderia ter baqueado frente aos colorados. Ainda, pela lógica, ontem à noite, os mesmos colorados não poderiam ter caído frente ao onze do Esporte Clube Cruzeiro; entretanto, como está suficientemente provado e comprovado que em futebol não há lógica, o onze do Internacional que foi a campo com as honras de franco favorito, viu fugir-lhe, não số a vitoria tão necessária, como ainda um título que já estava praticamente assegurado. Não foi possível, porém, aos pupilos de Carlos Volante deixarem a baixada vitoriosos. A vitória do Cruzeiro foi justa e merecida sob todos os aspectos. O jogo de um modo geral decorreu equilibrado: houve ocasiões em que notava-se alguma superioridade dos alvi-azuis e, em seguida, eram os colorados que pressionavam e assim, com tais características, o embate chegou ao final dos 90 minutos acusando um tento para o Cruzeiro contra nenhum do "Rolo Compressor". O tento do Cruzeiro foi de autoria do insider Luizinho, quando decorriam apenas 5 minutos da primeira fase e poucos instantes após haver o árbitro anulado um tento registrado por Elizeu, pois este praticara um foul antes de consignar o tento. Aos 27 minutos o ponteiro Luizinho, do Cruzeiro, que pouco antes já havia machucado o arqueiro Ivo, voltou a incorrer na mesma falta, originando-se daí um ligeiro "mal-entendido": Luizinho teria agredido o zagueiro Nena e Viana, médio colorado, revidou a agressão, sendo ambos expulsos do "field".
Daí para diante os dois bandos passaram a atuar com apenas quatro dianteiros, o que tirou grande parte do brilhantismo com que vinha transcorrendo o embate.
Sem dúvida que o ponto alto do esquadrão alvi-azul residiu no trio final, cujo desempenho foi esplêndido, notadamente, do craque pelotense Juvenal, que foi a principal figura do gramado. Também a intermediária esteve muito bem. Na vanguarda, por ordem de méritos, em primeiro plano o winger Lombardini, seguido de Valdir, Saladuro e Wilson.
Luizinho, que só atuou 27 minutos, durante o tempo em que esteve em campo conduziu-se com acerto. Godô, que substituiu a Wilson, não teve ocasião de aparecer. No bando vencido, o trio final houve-se com regularidade, surgindo Nena como a principal figura; Ivo, pouco empregado, parece ter cochilado no primeiro e único tento cruzeirista. A intermediária, em conjunto, não foi além ou regular. Por ordem de méritos é justo salientar a atuação de Abigail que, tanto na dianteira como na esquerda, quando foi ocupar o posto de Viana, foi o mais positivo. Ghizzoni parece não estar ambientado e Ilmo, que entrou quando da saída de Viana, não comprometeu. Na dianteira não houve um único elemento que se sobressaísse. Tesourinha, bastante vigiado por Clóvis e posteriormente algo recuado, auxiliando a defesa, só uma vez tentou uma daquelas suas investidas periculosas que por pouco não redundou no empate. Os demais bastante fracos, inclusive Adão. Os dois bandos formaram com a seguinte constituição: Cruzeiro: Borracha, Juvenal e Laranjeira; Laerte, Lauro Só e Clóvis; Luizinho, Saladuro, Valdir, Wilson (Godô) e Lombardini. Internacional: Ivo, Alfeu e Nena; Viana (Abigail), Ghizzoni e Abigail (Ilmo); Tesourinha, Villalba, Adão, Elizeu (llmo) e Carlitos.
Como árbitro funcionou Aparício Viana e Silva que teve bom desempenho. Foi enérgico na repressão do jogo pesado e preciso nos impedimentos.
Houve protestos de parte do público quando anulou um tento colorado aos 4 minutos da primeira fase, entretanto, o árbitro punira uma falta, nos parecendo acertada, por isso, a anulação.
No período final, nos momentos derradeiros, não assinalou uma penalidade máxima cometida por Clóvis, porém, o lance foi tão rápido que talvez lhe tivesse passado desapercebido. Em suma, foi um bom árbitro que se houve com consciência.
Na preliminar entre as equipes de aspirantes, voltou a vitoriar-se o esquadrão cruzeirista, desta feita por 2 a 1.
A arbitragem esteve a cargo de Ivo Tavares, cujo desempenho foi verdadeiramerte desastroso.
Tem-se a impressao de que o popular árbitro esqueceu tudo aquilo que aprendeu na escola da "Máter". A renda andou pela casa dos Cr$ 42.441,00.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 085, 08 mai. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/291. Acesso em: 14 fev. 2026.


EM DISPUTA do Campeonato Extra jogaram, ontem, à noite, em Porto Alegre, as equipes do Internacional e do Cruzeiro. O Internacional, que ainda há dias obtivera magnifico triunfo ao abater o Grêmio, foi derrotado, desta vez, pelo Cruzeiro, cujos jogadores foram carregados em triunfo após o apito final.
Fonte: A Tribuna (SP), n. 036, 08 mai. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/153931_02/36394. Acesso em: 14 fev. 2026.


PELA CONTAGEM MÍNIMA
Vitória do Cruzeiro sobre o Internacional
PORTO ALEGRE, 8 (Asapress) — Contrariando as opiniões dos entendidos, o Cruzeiro derrotou o Internacional ontem à noite pelo escore de 1x0, em jogo de prosseguimento do Torneio Extra de football da F. R. G. F.. Diante da estrondosa vitória do quadro de Tesourinha sobre o quadro [cruzeirista] por 4x0, constituiu uma grande surpresa a sua derrota de agora, embora não se deixe de reconhecer o valor da equipe cruzeirense.
E como consequência, cinco clubes ficaram empatados na liderança do certame, a saber: Internacional, Grêmio, Cruzeiro, Força e Luz e Renner, com uma derrota cada.
O único tento da noite, que proporcionou a vitória do esquadrão alvi-azul foi consignado por Luizinho, com 5 minutos apenas de iniciado o jogo.
Posteriormente, este elemento foi expulso do gramado juntamente com o half Viana, aquele por ter atingido o goleiro Ivo, com violenta entrada e o último por ter reagido, agredindo-o Aparício Viana foi um bom juiz e a renda somou 49.441 cruzeiros. Os quadros preliantes foram os seguintes:
CRUZEIRO — Borracha — Juvenal e Laranjeira — Laerte, Lauro e Clóvis — Luizinho (Godô) — Saladura — Valdir — Wilson (Godô) e Lombardini.
INTERNACIONAL — Ivo — Alfeu e Nena — Viana (Abgail) — Ghizzoni e Abgail (Ilmo) — Tesoura — Villalba — Adão — Elizeu (lImo) e Carlitos.
Fonte: Jornal dos Sports (RJ), n. 5433, 09 mai. 1947, p. 4. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/28222. Acesso em: 14 fev. 2026.

01/05/1947 - Torneio Extra 1947 - Internacional 4 x 0 Grêmio

NA TIMBAÚVA O GRANDE CHOQUE
Com a constituição de suas equipes já definitivamente assentadas, estarão logo mais na Timbaúva, os categorizados esquadrões do Grêmio Porto Alegrense e do Sport Clube Internacional, onde, frente a frente, realizarão o primeiro "Gre-Nal" da presente temporada. O choque desta tarde promete empolgar os meios esportivos da capital, dado que, tanto tricolores como colorados ostentam esplendorosa forma e, por conseguinte, perfeitamente em condições de brindarem o grande público que, por certo, afluirá ao local de porfia com um espetáculo digno de dois autênticos campeões, de dois expoentes máximos de nosso futebol. Gremistas e Internacionalistas encontram-se invictos no "Extra", e é esta, justamente, uma das circunstâncias que fez com que o embate seja aguardado com justificada ansiedade, pois o seu vencedor, não só continuará desfrutando do invejável título de invicto, como, ainda, assumirá sozinho a liderança do certame e, finalmente, o que é mais interessante e o principal, terá praticamente assegurado o título máximo, — além do que terá se adjudicado ao vistoso troféu e finas medalhas — instituídos pelo Grêmio Náutico União. Difícil será prognosticar quem seja o vencedor, pois os dois tradicionais adversários sempre que se defrontam no campo da luta, empregam-se com inexcedível ardor e entusiasmo, dando ao espetáculo contornos sensacionais e bastante interessantes. O prélio de hoje certo que não constituirá uma exceção à regra devendo desenrolar-se num ambiente de grande combatividade e lealdade esportiva que é, aliás, a característica de todos os grenais.
Oswaldo Rolla, o juiz
Oswaldo Rolla, o popular Foguinho, árbitro do quadro principal de juízes da F. R. G. F., de cujo departamento, aliás, é seu diretor, foi o indicado por sorteio realizado terça-feira última, para controlar o sensacional embate. A indicação do correto apitador penhor seguro de que a partida, no que tange ao fator arbitragem, tem plenamente assegurado seu êxito, já que Oswaldo Rolla é o árbitro número um de nossos gramados.
O encontro preliminar entre as equipes de aspirantes será controlado por Guilherme Sroka.
Preços
Para este encontro foram estabelecidos os seguintes preços: Cadeira numerada, Cr$ 50,00; Geral, Cr$ 10,00; 1/2 Geral, Cr$ 5,00.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 080, 01 mai. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/251. Acesso em: 14 fev. 2026.

TORNEIO EXTRA 1947 - INTERNACIONAL 4 X 0 GRÊMIO
Data: 01/05/1947
Local: Timbaúva - Porto Alegre (RS)
Renda: Cr$ 166.480,00
Juiz: Osaldo Rolla, auxiliado por Ruy Gonçalves e Homero Carvalho.
Expulsões: Nena (I); Hélio (G).
Gols: Villalba 11'/2 (I); Tesourinha 12'/2 (I); Villalba 16'/2 (I); Adãozinho 31'/2 (I).
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Alfeu e Nena; Viana, Ávila e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Fandiño (Elizeu) e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.
GRÊMIO: Júlio Petersen; Clarel e Johni; Sanguinetti, Touguinha e Jorge (Danton); Cordeiro (Santana), Beresi, Massinha (Gaiteiro), Hélio e Bentevi. Técnico: Otto Pedro Bumbel.

Em pé: Ivo Winck, Nena, Viana, Ávila, Alfeu e Abigail.
Agachados: Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Fandiño e Carlitos.
Fonte: Súmulas Tchê
"O clichê mostra o sr. Walter Jobim, governador do Estado,
confundindo-se com o povo, assistindo o 'Gre-Nal' de quinta-feira".
Fonte: Jornal do Dia (RS).
O contraste nas metas de Grêmio e Internacional:
Acima, Júlio Petersen é vazado mais uma vez.
Abaixo, Ivo Winck agarra a bola com segurança.
Fonte: Súmulas Tchê
Goleada colorada na Timbaúva.
Fonte: 1909 em cores
O ex-colorado Júlio Petersen salta, mas a bola lhe escapa das mãos.
Fonte: Súmulas Tchê

Em Porto Alegre — Torneio Extra — Internacional 4 x Grêmio 0. Este jogo forneceu a renda recorde dos campos gaúchos: Cr$ 166.480,00.
Fonte: Correio da Manhã (RJ), n. 16101, 03 mai. 1947, p. 3. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_05/36294. Acesso em: 14 fev. 2026.

DERROTADO O CAMPEÃO GAÚCHO
PORTO ALEGRE, 2 (Asapress) — No maior clássico do futebol gaúcho, Internacional x Grêmio, que arrastou ao estádio da Timbaúva uma assistência numerosíssima traduzida na renda de Cr$ 166.480.00, o Internacional jogando dentro das suas reais possibilidades, impôs sério revés ao Grêmio, campeão estadual de futebol pelo avultado placar de 4 x 0, embora tivessem os tricolores pisado a cancha com as honras de favorito. O primeiro tempo foi esgotado sem abertura de contagem não obstante o grande esforço dos adversários nesse sentido. Na fase complementar, coube a Villalba fazer funcionar o marcador com o 1º gol aos 11 minutos, aumentando Tesourinha aos 12. Villalba volta a marcar aos 16 e Adãozinho encerra aos 31.
O árbitro Osvaldo Rolla (Foguinho) teve fraca atuação. Quase no final do encontro, que foi em disputa do Torneio Extra, Nena e Hélio foram expulsos quando pretendiam se atracar. Após o jogo, que foi assistido pelo governador Walter Jobim e outras autoridades, os torcedores do Internacional realizaram a "Passeata da vitória sobre o Campeão de 46".
QUADROS:
INTERNACIONAL: Ivo, Alfeu e Nena, Viana, Ávila e Abgail, Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Fandiño (Elizeu) e Carlitos.
GRÊMIO: Júlio, Clarel e Johni, Sanguinetti, Touguinha e Jorge (Danton), Cordeiro (Santana) Beresi, Massinha (Gaiteiro), Hélio e Bentevi.
Fonte: Gazeta de Notícias (RJ), n. 101, 03 mai. 1947, p. 9. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_07/31845. Acesso em: 14 fev. 2026.

VITÓRIA DE MÉRITO DO INTERNACIONAL SOBRE O GRÊMIO
4 A 0, O RESULTADO DO GRE-NAL DE QUINTA-FEIRA, NA TIMBAÚVA — IRRECONHECÍVEL O ONZE DA "BAIXADA" — RENDA RECORDE: Cr$ 166.480,00 — A ARBITRAGEM — VITORIA DO GRÊMIO NA PRELIMINAR — UM INCIDENTE
O resultado numérico do GRENAL de anteontem, na Timbaúva, foi dos mais surpreendentes e extravagantes dos últimos tempos, talvez, mesmo, de quantos já foram realizados até aqui. Havia, como é natural, uma grande maioria daqueles que acreditavam num sucesso dos tricolores; havia, também, aqueles que admitiam a vitória do Internacional e, havia muitos que previam um jogo bastante equilibrado, cujo equilíbrio se traduzisse no marcador. Ninguém, porém, poderia admitir que o primeiro GRE-NAL do ano tivesse o desfecho que teve! Ninguém poderia admitir que o derrotado fosse cair por uma contagem desconsertante. Entretanto, e ainda que pareça mentira, o onze do Grêmio Porto  Alegrense que vinha cumprindo esplêndida campanha nos últimos tempos, melhorando sensivelmente de jogo para jogo, viu-se derrotado por uma contagem elevada — 4 a 0 — além do que, em nenhum momento constituiu adversário. Uma contagem, sem dúvida, surpreendente para um GRE-NAL, isto porque, de um modo geral, os "grenais" eram vencidos por este ou aquele, porém, sempre com resultados ajustados como, aliás, ainda sucedeu no ano passado quando os colorados obtiveram dois triunfos e os tricoleres outros dois. O GRE-NAL de quinta-feira pode perfeitamente ser apontado como o mais fraco de quantos já foram realizados ate aqui. Os colorados, mesmo vencendo por uma contagem elevada, não tiveram desempenho meritório; venceram, é verdade, e sua vitória foi líquida, indiscutível e insofismável. Longe, porém, estiveram os pupilos de Carlos Volante de realizar uma exibicão que pudesse ser classificada de ótima. Sua dianteira, que ultimamente vem constituindo o ponto alto, não teve um desempenho perfeito.
Villalba esteve bastante mal. Carlitos foi o mais fraco de todos. Tesourinha e Adão, seguidos de perto por Fandiño, conduziram-se com acerto e repetidas vezes criaram situações difíceis para o arco de Júlio. A rigor, porém, deve-se reconhecer que só o center Adão constituiu elemento realmente perigoso, de vez que Tesourinha, embora sofresse marcação defeituosa de Johni, não saiu como está habituado.
No sexteto defensivo, todos mais ou menos num mesno plano agliram regularmente e tiveram grandemente facilitada sua tarefa em face da completa desarticulacão com que se conduziu o quinteto atacante tricolor. Em resumo: o onze vencedor não teve um desempenho superior às suas atuações na presente temporada. Longe está a atual equipe do Internacional de ser aquele conjunto homogêneo que tantas glórias conquistou. Quanto ao onze do grêmio das três cores, realizou sua mais apagada atuacão dos últimos anos. Não há lembrança de que a equipe do clube de Pibernat de Carvalho, em ocasião alguma, se haja conduzido de maneira tão desastrosa e imperfeita. Os tricolores, embora fossem até apontados como favoritos, mercê de suas últimas atuações, como já foi dito, em momento constituíram adversários perigosos e isso prova o labor desenvolvido pelo arqueiro Ivo, que talvez tenha feito o jogo mais fácil e cômodo de toda a sua longa carreira futebolística. Os pupilos de Otto Pedro Bumbell apresentaram-se com uma retaguarda bastante falha na marcação e uma dianteira que em nenhum momento conseguiu se articular. Todos os integrantes do onze da baixada pareciam estar "abafados" com algo, pois desde os instantes iniciais notava-se a imperfeição com que atuavam.
Além de tais falhas fatais a um conjunto de futebol, tiveram ainda os vencidos uma incrível falta de chance. Jorge, o eficiente half-direito, nos instantes iniciais da peleja completamente só, chutou a grama, o que e obrigou a retirar-se do gramado, sendo substituído por Danton. Cordeiro, o elemento-chave da linha de ataque sofreu uma distenção muscular e acabou substituído por Hélio, que, por sua vez, cedeu seu posto a Santana. Bentevi já entrou mal e Massinha sentiu-se de uma antiga infecção na perna. Por cúmulo de azar, dois defensores do onze, Johni e Danton assinalaram contra...
As duas turmas formaram com as seguintes constituições: GRÊMIO: Júlio, Clarel e Johni; Jorge, (Danton), Touguinha e Sanguinetti, Bentevi, Beresi, Hélio (Sant'Ana), Massinha (Gaiteiro) e Cordeiro (Hélio). INTERNACIONAL: Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Ávila e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adão, Fandiño (Elizeu) e Carlitos.
Os quatro tentos que asseguraram cômoda vitória ao valoroso S. C. Internacional, foram conseguidos na seguinte ordem: Aos 14 minutos, o zagueiro Johni, acossado por Villalba, tentando pôr a redonda a escanteio, fê-lo com infelicidade, fazendo com que beijasse as redes da arco de Júlio, que ficou sem ação. Aos 51, Tesourinha, recebendo de Villalba, em boas condições, assinalou o segundo tento.
Aos 61, o insider Villalba em visível posição de impedimento, recebendo da Adão assinalou o terceiro tento. Finalmente, aos 76, Adão desferiu violento pelotaço e Danton, tentando desviar, imitou o feito de Johni, mandando o couro ao fundo das redes do arco gremista. Houve ainda um tento de Elizeu que o árbitro, erradamente, invalidou. Aos 83 minutos, verificou-se ligeiro incidente que motivou a expulsão de campo dos jogadores Nena, do Internacional e Hélio, do Grêmio. A arbitragem esteve a cargo de Oswaldo Rolla, o popular Foguinho, cujo desempenho foi satisfatório, tendo errado quando deu validade ao terceiro tento colorado, uma vez que seu autor, o insider Villalba, encontrava-se em posicão de impedimento e quando anulou o tento de Elizeu. No mais, andou bem.
A preliminar entre as equipes de aspirantes foi vencida pelo Grêmio por 4 a 3, sob a arbitragem de Guilherme Sroka, que teve bom desempenho. A renda constituiu recorde, pois foram arrecadados Cr$ 166.488,00.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 081, 03 mai. 1947, p. 6. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/258. Acesso em: 14 fev. 2026.

... E O MOSQUETEIRO PIFOU!
O Gre-Nal de quinta-feira foi, sem dúvida, o embate-surpresa, característica nem sempre apresentada no choque-rei do futebol sulino. Uma das grandes, das maiores surpresas — nem era preciso dizer... — residiu no desconcertante escore construído pelos integrantes do famoso "Rolo Compressor": nada menos de 4 tentos a nihil, não se levando em conta que o árbitro Foguinho anulou, injustificavelmente, o quinto tento colorado...
Que os tricolores, mesmo apresentados como favoritos, perdessem o jogo, era, em todas as rodas esportivas, admissível, justificável mesmo, uma vez que o onze colorado se apresentasse numa tarde de grande gala. Mas por aquele escore arrasante, santo Deus, quem iria pensar...
Falar nas falhas apresentadas pelo onze perdedor seria um nunca acabar de enumerar erros e fracassos rotundos, e isso não faremos, pois não queremos incorrer nas iras de certos toreedores apaixonados, que não sabem discernir, que não sabem perder, que não são possuidores do verdadeiro espírito esportivo...
E, ainda classificando o choque de domingo como o encontro das surpresas, uma delas a maior, talvez, e a mais agrádavel para o mundo esportivo, constou da presença anônima, democrática, sem as trombetas do alarde publicitário, do sr. Walter Jobim e do prefeito da capital, dr. Gabriel Pedro Moacir.
Lá estavam eles, como simples espectadores anônimos que pagaram suas entradas (no "cambio negro", talvez...) para, mal acomodados como qualquer torcedor comum, assistir um embate futebolístico. Não nos perderemos, aqui, em comentarios lonvaminheiros e rapapés, mesmo porque não somos possuidores do hábito compensador de curvar a espinha aos poderosos...
Mas, queremos, isto sim, deixar registrado como um belo gesto de liberalidade, a presença desses dois destacados homens do governo, no estádio da Timbaúva. Eles, da maneira como assistiram o embate, deviam ter trocado significativos olhares, assim como quem diz: "Mas, companheiro, que falta faz um Estádio para Porto Alegre...
E agora, esta justificativa, feita em campo, por um "doente" gremista, sobre a derrota de seu onze:
— Assim é francamente impossível vencer! O juiz roubando dessa maneira... Dois tentos do Internacional feitos pelos beques do Grêmio... Os outros dois conquistados em visível offside...
Quer dizer que, para esse toreedor apaixonado, o resultado do embate foi 0 a 0... Depois disso, só mesmo parando por aqui.
Fonte: A. C.. Jornal do Dia (RS), n. 081, 03 mai. 1947, p. 6. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/258. Acesso em: 14 fev. 2026.

26/04/1947 - Torneio Extra 1947 - Internacional 4 x 3 São José-RS

PROSSEGUE HOJE O "EXTRA" COM O CHOQUE INTERNACIONAL X S. JOSÉ
REBOLO EM LUGAR DE ADÃOZINHO, COMANDARÁ A VANGUARDA COLORADA — SADI SERÁ O COMANDANTE ZEQUINHA — A CONSTITUIÇÃO DAS EQUIPES
Aguardado com invulgar expectativa, realiza-se hoje, à tarde, na Chácara das Camélias, o embate entre as equipes de profissionais do Internacional e do Sao José, em disputa do "Extra", promovido pela F. R. G. F. e em disputa de fino troféu instituído pelo Grêmio Náutico União.
Colorados e zequinhas, convenientemente preparados, estão perfeitamente em condições de brindarem os esportistas da capital com um espetáculo bastante interessante. Sabido é que os pupilos de Luiz Luz sempre que enfrentam qualquer dos três grandes, o fazem com invulgar apetite, o que, não raro, consegue emprestar ao espetáculo contornos de verdadeiro sensacionalismo. O embate de logo mais é de grande responsabilidade para os pupilos de Carlos Volante que, já no próximo dia 1º de maio medirão forças com o seu tradicional adversário, o Grêmio Porto Alegrense. Sabem os colorados a grande responsabililades que lhes pesa sobre os ombros e, por isso, não descuraram dos treinamentos. Entretanto, o que mais preocupa a família internacionailsta é o comando da vanguarda que não será ocupado pelo titular, o ágil "colored" Adão, que se encontra lesionado. Adão será substituído por Rebolo, substituição esta que constitui, sem dúvida, considerável "handicap" em favor dos zequinhas que, por isso mesmo, nao escondem seu otimismo.
Tudo, pois, indica que o choque desta tarde entre rubros e alvos seja dos mais interessantes de quantos já foram realizados neste início da temporada. É a seguinte a constituição das duas equipes:
INTERNACIONAL: Ivo — Alfeu e Nena; Viana — Ávila e Abigail; Tesourinha — Villalba — Rebolo — Fandiño e Carlitos.
S. JOSÉ: Clóvis — Nilo e Repolho; Ivo — Tibica e Gomes; Polaco — Elpídio — Sadi — Ícaro e Rony.
ARBITRAGEM
Atuarão no encontro desta tarde na Chácara das Camélias, Aparício Viana e Silva, o popular "Coca-Cola", e Guilherme Sroka, respectivamente no embate principal e no de aspirantes.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 076, 26 abr. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/215. Acesso em: 14 fev. 2026.

TORNEIO EXTRA 1947 - INTERNACIONAL 4 X 3 SÃO JOSÉ-RS
Data: 26/04/1947 
Local: Chácara das Camélias - Porto Alegre (RS)
Renda: Cr$ 11.539,00
Juiz: Aparício Viana e Silva, auxiliado por João O. de Oliveira e João Carvalho.
Gols: Tesourinha 3’/1 (I); Tesourinha 8’/1 (I); Sadi 28’/1 (S); Sadi 38’/1 (S); Ivo 39’/1 (S); Villalba 7’/2 (I); Rebolo 30’/2 (I).
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Alfeu e Nena; Viana, Ávila e Abigail; Tesourinha, Villalba, Rebolo, Fandiño e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.
SÃO JOSÉ-RS: Edmundo; Nilo (Aldeia) e Repolho; Ivo, Tibica e Gomes; Polaco, Rui Macedo (Elpidio), Amarante, Sadi e Roni. Técnico: Luiz Luz.

DIFICÍLIMA VITÓRIA DO INTERNACIONAL SOBRE O S. JOSÉ
SADI, DO SÃO JOSÉ, UM DOS MAIS POSITIVOS EM CAMPO — BOA ARBITRAGEM DE APARÍCIO — VENCIDO PELO SÃO JOSÉ O ENCONTRO DE ASPIRANTES — RENDA: Cr$ 11.539,00
Verdadeiramente surpreendente o resultado do encontro de ontem na tradicional Chácara das Camélias, em disputa do "Extra", e no qual foram contendoras as equipes de profissionais do Internacional e do São José. Surpreendente porque era crença geral de que os rapazes preparados por Carlos Volante colheriam fácil e cômodo triunfo, mercê de suas últimas exibições. Entretanto, sucedeu justamente o contrário, e não será exagero afirmar que o "Rolo" necessitou empregar-se a fundo para levar a melhor por uma contagem bastante ajustada — 4 a 3 — e que traduz fielmente o quanto foi disputado o embate. Os momentos iniciais davam a impressão de que os colorados alcançariam fácil vitória e tanto é assim que já aos 8 minutos venciam por 2 a nihil.
Entretanto, os zequinhas cuja característica sempre foi a de não esmorecer, ontem voltaram a não se intimidar com a vantagem inicial do antagonista e aos poucos passaram a controlar a situação. Uma feliz substituição introduzida pelo "coach" Luiz Luz veio dar novo aspecto ao embate.
Amarante, juvenil do grêmio da baixada no ano passado, não era o elemento indicado para comandar a vanguarda num jogo de responsabilidade. Oportuna, pois, a substituição do antigo juvenil gremista por Sadi, que vinha atuando na meia-esquerda. Sadi, que foi, sem dúvida, um dos mais positivos forwards em campo, deu novo alento ao ataque do clube de Walter Raabe, muito contribuindo também a entrada de Elpídio, um jovem futuroso e o "câmbio" de Rui Macedo para a entre-ala esquerda.
Assim, reajustado em suas linhas, passou o onze zequinha a disputar um jogo de igual para igual, e o resultado não se fez esperar, aos 39 minutos de luta, já os comandados de Sadi venciam espetacularmente por 3 a 2. Justo que se diga que após a modificação introduzida no ataque alvo, o onze do Passo da Arela passou a conduzir-se com mais acerto que o seu adversário que aí passou a deixar transparecer certas falhas em suas linhas mormente no sexteto defensivo, onde, a rigor, só um elemento jogava conscientemente: Viana, o mignon médio-direito; os demais, inclusive Nena, integrante do último Selecionado Nacional, claudicavam de instante a instante.
O período derradeiro teve, de início, mais ou menos as mesmas características do primeiro tempo; os zequinhas mais coordenados e com maior disposição, não raro criavam situações de bastante aprêmio para o último reduto rubro.
Aos 52 minutos, o insider Villalba, valendo-se de uma confusão na área zequinha empatou o cotejo e, finalmente, aos 75, Rebolo, em posição bastante duvidosa, assinalava o tento que decidiria a porfia em favor do Internacional, quando, então, já se notava uma certa queda na produção do onze alvo, com a maioria de seus craques visivelmente esgotados. Entregaram-se os companheiros de Tibica só nos momentos finais, já esgotados, entretanto, o resultado lhes foi extremamente honroso não só por terem se iniciado bastante mal, como ainda por terem enfrentado um adversário que ostentava as honras de franco favorito.
Venceram os rubros, entretanto, toda a sua grande legião de fãs deixou o local da pugna com a fisionomia visivelmente preocupada em face do fraco desempenho da equipe, cujas linhas só nos momentos iniciais agiram com algum acerto. Apresentou-se o onze colorado com graves falhas em sua retaguarda e sua dianteira mostrou-se pouco positiva, embora se deva reconhecer que não contou com o concurso de seu comandante titular, que esteve ausente por encontrar-se lesonado. Entretanto, esperava-se que a dianteira do clube de Abelardo Noronha produzisse mais. O onze zequinha, habilmente preparado por Luiz Luz, realizou sua melhor exibição na presente temporada, conduzindo-se de maneira verdadeiramente elogiável. O trio final esteve bastante sólido, não havendo nomes a destacar. A intermediária voltou a constituir o ponto alto do conjunto. Ivo, Tibica e Gomes realizaram uma grande partida, e finalmente, na dianteira, em primeiro plano, o trio central, Elpídio, Sadi e Rui Macedo; estes três elementos conduziram-se com grande acerto. Os dois ponteiros não seguiram o "train" dos demais.
Polaco algo fora de forma e Roni, a nosso ver, pouco cancheiro, além do que, foi feito atuar com chuteiras completamente novas, o que fez com que a cada instante estivesse beijando a grama. As equipes contendoras formaram com a seguinte constituição: Internacional: Ivo — Alfeu e Nena; Viana — Ávila e Abigail; Tesourinha — Villalba — Rebolo — Fandiño e Carlitos.
São José: Edmundo — Nito (depols Aldeia) e Repolho (depois Nito); Ivo — Tibica e Gomes; Polaco — Rui Macedo (Elpídio depois Amarante) — Amarante (depois Sadi) — Sadi (depois Rui Macedo) e Roni.
COMO FORAM FEITOS OS TENTOS
O primeiro tento da tarde foi de autoria do ponteiro Tesourinha quando decorriam apenas 3 minutos de pugna, aproveitando uma bola "sobrada". Aos 8, novamente Tesourinha sacudiu as redes ao receber esplêndido passe de Rebolo. Aos 28, Sadi aproveitando um passe de Roni descontou em favor do São José; aos 38, o mesmo Sadi, agora recebendo de Elpídio empatou o cotejo e um minuto após, o médio Ivo recebendo fora da área colorada desferiu potente chute que foi aninhar-se no fundo do arco de Ivo.
O tento de empate para os rubros surgiu aos 52 minutos, sendo seu autor o insider argentino Villalba, que aproveitou muito bem uma confusão na pequena área zequinha.
Finalmente, aos 75 o center Rebolo, em posição que nos pareceu duvidosa, e concluindo um centro de Carlitos, assinalava o tento que daria cifras definitivas ao placar: Internacional 4; Sao José 3.
A arbitragem esteve a cargo de Aparício Viana e Silva, cujo desempenho foi bom, podendo o "baixinho" ser apontado como o mais completo no momento. Temos a impressão de que s. s. errou ao dar validade ao quarto tento rubro, entretanto, da posição em que se encontrava, e com a rapidez do lance certamente não percebera o impedimento. Na fase inicial, o São José teve um tento invalidado, de autoria de Sadi, pois a redonda bailara, antes do contraste, nas mãos de Nena e do mesmo Sadi...
O encontro de aspirantes foi vencido pelo onze do São José pela contagem de 3 a 0, sob a arbitragem de Guilherme Sroka, cujo desempenho também foi bom. A renda andou pela casa dos 11.539 cruzeiros.
Fonte: Jornal dos Sports (RS), n. 077, 27 abr. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/223. Acesso em: 14 fev. 2026.

INTERNACIONAL 4 X SÃO JOSÉ 3
PORTO ALEGRE, 28 (Asapress) — Em jogo do Torneio Extra de Futebol patrocinado pela Federação Rio Grandense de Futebol, o famoso conjunto do Internacional passou por um grande susto diante do modesto quadro do São José, que após estar perdendo por 2 x 0, reagiu valentemente e passou à frente do marcador com 3 tentos, resultado com o qual se esgotou o 1º periodo da luta com enorme decepção da grande torcida do "rolo compressor" e satisfação dos que animavam entusiasticamente os "zequinhas". Foi preciso que os companheiros de Tesourinha dessem tudo, para arrancarem a ferro uma vitória apertada por 4 x 3. Foi uma vitória bonita dos "colorados" pelo grande esforço com que foi conquistada e uma derrota honrosa para o São José que, para a maioria, seria goleado impiedosamente, vindo o seu resultado dar maior cotação aos futuros jogos dos alvos.
Fonte: Gazeta de Notícias (RJ), n. 098, 29 abr. 1947, p. 15. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_07/31799. Acesso em: 14 fev. 2026.

16/04/1947 - Torneio Extra 1947 - Internacional 5 x 4 Renner

TORNEIO EXTRA EM PORTO ALEGRE
Em reunião de anteontem, a diretoria da Federação Riograndense de Futebol resolveu iniciar um torneio extra no dia 6 de abril, realizando-se os jogos em campos neutros. O prélio inicial desse torneio será entre o Internacional e o Força e Luz.
Fonte: Correio Paulistano (SP), n. 27892, 09 mar. 1947, p. 16. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_09/32143. Acesso em: 13 fev. 2026.

INTERNACIONAL X RENNER, HOJE, NA MONTANHA
EM CONTINUAÇÃO AO "EXTRA" PROMOVIDO PELA F. R. G. F. - ÁVILA NÃO ESTARÁ PRESENTE — COMPLETO O ONZE DO RENNER
Internacional e Renner estarão logo, à noite, no "estádio" da Montanha, reduto do Esporte Clube Cruzeiro, para realizarem o quarto jogo pelo Torneio "Extra" promovido pela Federação Rio Grandense de Futebol e com finíssimo troféu instituído pelo Grêmio Náulico União ao onze vencedor. Colorados e industriários estão perfeitamente em condições de brindarem o público esportivo da capital com um espetáculo de proporções bastante interessantes. O último amistoso realizado foi vencido pelo Internacional com relativa facilidade, entretanto, deve ser levado em conta que o prélio não teve um transcorrer regular, pois as duas equipes viram-se privadas de um defensor e, assim, o cotejo perdeu grande parte do interesse. Os pupilos de Carlo Volante estão confiantes de que hoje repetirão o feito recente que teve por local o "estádio" Tiradentes. Os pupilos de Gradim por sua vez esperam desforrar-se amplamente daquele revés que consideram injusto.
Há, além disso, o grande desejo dos rennistas de, só menos uma vez se imporem ao famoso "Rolo Compressor" já que, desde que passaram a disputar na série principal, nunca tiveram o sabor de uma vitória sobre os rubros do Menino Deus. E, como se tudo isto não bastasse, há ainda circunstância de que o vencedor do cotejo fará jus a dois preciosos pontos. Os rapazes dos Navegantes já somaram seus dois primeiros pontos, quando sábado passado abateram, com facilidade, o onze do Nacional A. C.. Os rubros ainda não se exibiram neste "EXTRA"; esperam fazê-lo hoje pela primeira vez e, naturamente, desejam ardentemente entrar com o pé direito. Tudo, pois, indica que a porfia desta noite entre rubros e alvi-rubros será das mais interessantes do atual certame e, embora os colorados mercê de suas últimas exibições se apresentem como favoritos, deverá oferecer esplêndido desenrolar.
INTERNACIONAL — Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Olavo e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adão, Fandiño e Carlitos.
RENNER — Osmar, Pedro e Bedeu; José, Neco e Heitor; Nirinho, Hormar, Guido, Ruy e Medina. Pela constituição das duas equipes constata-se que, enquanto o "rolo" não contará com o concurso do seu pivô Ávila, que se encontra lesionado, os rennistas irão a campo com a mesma equipe com que se exibiram frente ao Nacional, obtendo expressivo triunfo.
ÁRBITROS
Arbitrarão o encontro de hoje, segundo sorteio efetuado na Federação Rio Grandense de Futebol. Joaquim Rodrigues de Ameida, o popular Juca, e Mutti, o primeiro no encontro principal e o último no jogo entre aspirantes.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 067, 16 abr. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/147. Acesso em: 13 fev. 2026.

TORNEIO EXTRA 1947 - INTERNACIONAL 5 X 4 RENNER
Data: 16/04/1947
Local: Montanha - Porto Alegre (RS)
Renda: Cr$ 14.000,00
Juiz: Joaquim Rodrigues de Almeida
Gols: Carlitos [2], Tesourinha, Viana, Villalba (I); Medina [2], Hormar e Nirinho (R).
INTERNACIONAL: De Lorenzi (Ivo Winck); Alfeu e Nena; Viana, Ávila e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Fandiño e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.
RENNER: Éverton; Pedro e Bedeu; José, Neco e Heitor; Nirinho (Nati), Hormar (Cabano), Guido, Ruy Motorzinho e Medina. Técnico: Gradim.