INTERNACIONAL x RENNERFORMARÃO COMPLETAS AS DUAS EQUIPES — AMANHÃ NA TIMBAÚVA, A PRIMEIRA DA SÉRIE "MELHOR DE QUATRO PONTOS"Amanhã, à tarde, no "estádio" da Timbaúva, no Caminho do Meio, será disputado o primeiro jogo da série "melhor de quatro pontos" que deverá apontar o onze vencedor do Torneio "Extra" promovido pela Federação Rio Grandense de Futebol e no qual está em disputa finíssimo bronze instituído pelo Grêmio Náutico União, colorados e renistas chegaram ao final do certame em igualdade de condições, isto é, cada um com apenas uma derrota. Assim, amanhã à tarde, caso permita o tempo, estarão frente a frente os pupilos de Gradim e Carlos Volante num embate que se antecipa dos mais sensacionais e ao final do qual será conhecido o mais provável vencedor do Torneio "aperitivo". — A esplêndida campanha desenvolvida neste início de temporada pelas duas equipes que estarão em luta permite vaticinar um prélio bastante movimentado e de difícil prognóstico, embora para muitos o Internacional seja apontado como favorito. Baseiam-se os rubros no fato de nunca terem cedido ao Renner, embora já tenham passado por tremendos sustos quando em embates frente ao onze industriário. Por isso querem os rapazes da camiseta vermelha manter a superioridade não permitindo que, justamente num embate decisivo como o é o de amanhã, fossem baquear pela primeira vez. Os renistas, por seu turno, alimentam grandes esperanças de adjudicarem-se ao título máximo e ao fino troféu instituído pelo União, registrando assim sua primeira vitória sobre o onze do Internacional. Tudo, pois, indica que o prélio assumirá proporções bastante interessantes, devendo, por isso mesmo, ter a presenciá-lo um público numeroso. As duas turmas deverão formar com a mesma constituição com se exibiram até aqui. Os colorados formarão com Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Tábua e Ilmo; Tesourinha, Villalba, Adão, Fandiño e Carlitos. O Renner apresentará Éverton, Pedro e Bedeu; José, Neco e Heitor; Nirinho, Hormar, Guido, Ruy e Medina.Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 109, 07 jun. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/483. Acesso em: 14 fev. 2026.
EMPOLGA OS MEIOS ESPORTIVOS O CHOQUE DESTA TARDE NO CAMINHO DO MEIORENNER E INTERNACIONAL DECIDIRÃO, HOJE, O TÍTULO DE CAMPEÃO DO "EXTRA" — ILMO E VILALBA, POSSIVELMENTE, NÃO FORMARÃO NO "ROLO" — COMPLETO O ONZE RENISTA — FOGUINHO SERÁ O JUIZ — EM CASO DE EMPATE HAVERÁ NOVO JOGO QUARTA-FEIRATendo tido um desenrolar dos mais interesantes e movimentados, decide- se hoje à tarde, no tradicional "estádio" da Timbaúva, o Torneio "Extra" promovido pela Federação Rio Grandense de Futebol e no qual está em disputa fino bronze oferecido pelo conhecido esportista Arquimimo Magnus de Souza, presidente do Grêmio Náutico União. Serão contendores, no embate decisivo, as fortes equipes de profissionais do Internacional e do Renner que chegaram ao término do certame em igualdade de condições, cada um com dois pontos perdidos. As duas turmas, justo é reconhecer, desenvolveram boa performance neste certame "aperitivo" e foram realmente aquelas que em melhores condições se apresentaram, sendo natural que assim chegassem ao final do torneio nas condições em que chegaram, fazendo-se necessário um jogo de desempate que, tudo indica, assumirá proporções bastante interessantes.Note-se que a única derrota sofrida pelo Renner no presente certame foi justamente frente ao Internacional num jogo realizado à noite, no "estádio da colina melancólica". Naquela ocasião, como todos devem estar lembrados, o Renner pisou na frente chegando a estar com a vantagem de 4 tentos sobre seu antagonista de logo mais. Tudo indicava que, pela vez primeira os navegantinos venceriam o famoso "Rolo" — entretanto — os pupilos de Carlos Volante reagiram valentemente e, contra a expectativa, chegaram ao final dos 90 minutos regulamentares vencendo por 5 a 4, num dos embates mais movimentados e interessantes do Torneio.Ruíram assim por terra, mais uma vez, as esperanças dos renistas que, ardentemente desejam, ao menos uma vez, vencer o onze do Internacional, pois, ainda que pareça mentira, nunca o conseguiram desde que atingiram a "maioridade" no terreno futebolístico. Fácil, assim, aquilatar o desejo com que hoje, à tarde, os pupilos de Gradim irão a campo para realizarem mais uma tentativa. Sem dúvida que melhor oportunidade para tornarem realidade seu grande sonho não se lhes poderia deparar, visto que o onze do Internacional, já desfalcado do pivô Ávila, cedido ao Botafogo da capital do país, provavelmente não contará com o concurso de outros dois titulares: Villalba e Ilmo, lesionados quando do compromisso de quinta-feira última frente ao Força e Luz. Os colorados, porém, mesmo sem aqueles dois titulares vão a campo dispostos a, ainda desta feita, não se deixarem abater pelos rapazes do clube de Antônio Cassacia. Não admitem os rubros nem por sombra, um revés no embate decisivo, mesmo porque, assim como o Renner, também eles desejam ardentemente conquistar o título máximo do primeiro torneio oficial do ano e adjudicar-se ao vistoso bronze com que será premiado o onze vencedor.Tudo, pois, deixa prever que a porfia dessa tarde na tradicional "Timbaúva" será a mais interessante de quantas já foram aqui realizadas na presente temporada, devendo, por isso mesmo, ter a presenciá-la um público numeroso.O prélio, em face do equilíbrio de forças, bem pode findar empatado: foi prevendo isso que os interessados já decidiram que se tal se positivar, haverá um novo embate possivelmente na próxima quarta-feira.COMO FORMARÃO AS DUAS EQUIPESAs duas turmas pisarão no gramado obedecendo a seguinte constituição: INTERNACIONAL: Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Tábua e Abigail; Tesourinha, Elizeu, Adão, Fandiño e Carlitos. RENNER: Éverton, Pedro e Bedeu; José, Néco e Heitor; Nirinho, Hormar, Guido, Ruy e Medina.FOGUINHO SERÁ O JUIZEscolhido de comum acordo deverá controlar o embate sensacional, o árbitro Osvaldo Rolla, o popular Foguinho, do quadro principal da F. R. G. F. e. sem dúvida, um dos melhores apitadores do momento.Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 110, 08 jun. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/491. Acesso em: 14 fev. 2026.
TORNEIO EXTRA 1947 - INTERNACIONAL 1 X 2 RENNER
Data: 08/06/1947
Local: Timbaúva - Porto Alegre (RS)
Renda: Cr$ 71.000,00
Juiz: Oswaldo Rolla, auxiliado por Horácio Alves Pinto e Guilherme Sroka.
Gols: Villalba (I); Osmar e Nirinho (R).
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Alfeu e Nena; Viana, Táboa e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Fandiño (Elizeu) e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.
RENNER: Éverton; Pedro e Bedeuzinho; Heitor, Neco (Badanha) e José; Medina, Ruy Motorzinho, Guido, Hormar (Cabaño) e Nirinho. Técnico: Gradim.
RENNER CAMPEÃO DO "EXTRA"A DEFESA RENISTA APARECEU COM DESTAQUE, ANULANDO O ÍMPETO DO "ROLO COMPRESSOR" — TÁBUA, ELEMENTO DESTOANTE ENTRE O ONZE VENCIDO — REGULAR DESEMPENHO DE FOGUINHO — O "SOS" GOLEOU O MAL. DE FERRO: 5 A 0 — RENDA: CR$ 62.300,00Sem dúvida, o valoroso Grêmio Renner, colheu na tarde bonita de domingo último, o mais expressivo título, desde que passou a fazer parte da divisão de honra da Federação Rio Grandense de Futebol, ao abater, em peleja memorável, o forte esquadrão do Sport Club Internacional pela contagem ajustada de 2 a 1. Com o feito de anteontem, conquistaram os renistas o título honroso de campeões do Torneio Extra, certame ao qual concorreram todos os filiados a entidade presidida pelo esportista dr. Aneron Corrêa de Oliveira. Desenvolvendo esplêndida campanha, souberam os rapazes do clube da rua Sertório impôs-se a todos os adversários que se lhe foram antepostos, desde os mais modestos aos mais categorizados, os chamados "grandes" — Grêmio, o Cruzeiro e, finalmente, o possante onze colorado.Para muitos parecia impossível aos pupilos de Gradim levarem de vencida os atletas de Carlos Volante — mesmo porque — desde o seu ingresso na divisão de honra, nunca haviam conseguido uma vitória sobre os rubros. Tal particularidade já se havia tornado em autêntico tabu, pois embora em certas ocasiões houvessem desfrutado de situações bastante favoráveis, como ainda aconteccu recentemente, sempre finalizavam inferiorizados no placar. Por isso, para muitos, seria fácil o compromisso para os rapazes do clube da rua Silveiro. Entretanto, os navegantinos, após cumprirem esplêndida performance, haviam decidido que o título deveria ficar no 4º Distrito: nao se intimidaram; atiraram-se à luta com grande disposição, realizando uma exibição mais ou menos semelhante aquela frente ao Cruzeiro e, ao final dos noventa minutos regulamentares, deixaram o gramado não só com as honras de vencedores como ainda, com o título máximo do Torneio em disputa, e para o qual todos os concorrentes se apresentaram com grande apetite. Digno, pois, dos maiores aplausos o feito memorável dos rapazes preparados pelo veterano Gradim que há alguns anos com elogiável persistência vem prestando as equipes do clube de Antônio Cassacia.OS 20 MINUTOSO embate como fora previsto, decorreu bastante movimentado e cheio de lances interessantes, empregando-se os 22 players em campo com grande disposição. Não se pode afirmar que tecnicamente haja sido um embate 100% — houve falhas, de ambos os lados porém tais falhas quase sempre foram compensadas pelo ardor com que se empregavam os jogadores em campo. O período inicial apresentou o onze do Renner algo mais coordenado e com maior disposição. Tinha-se mesmo a impressão de que os colorados confiavam plenamente na vitória e por isso não se empregavam a fundo.Cedo, porém, viram que o adversário buscava a vitória afanosamente, que dificilmente se deixaria abater e que para tal conseguir teriam que empregar-se a fundo. Aos 30 minutos da primeira fase, quando Nirinho pela segunda vez fez estremecer as redes do arco de Ivo, os pupilos de Volante viram as coisas mal paradas e desde aí passaram a empregar-se com grande disposição e tanto foi assim que passaram a exercer forte pressão, vendo finalmente cercados de êxito seus esforços com a conquista de Villalba, quando faltava apenas um minuto para finalizar o primeiro período.A interrupção com o intervalo regulamentar não conseguiu arrefecer o entusiasmo dos integrantes do onze colorado, que ainda no período derradeiro, a exemplo do que sucedera nos instantes finais do período inicial, dominaram territorialmente, mas entretanto, encontraram sempre pela frente o sexteto defensivo do Renner, exibindo-se em grande forma e anulando uma por uma todas as investidas dos companheiros de Tesourinha. Por volta dos 75 minutos, quando os rubros perceberam que estavam irremediavelmente perdidos, começaram a ceder e disso aproveitaram-se os industriários para esboçarem pequena reação, conseguindo ainda nos instantes finais equilibrar o cotejo que chegou ao seu término acusando o placar favorável ao Renner que, assim, pela primeira vez na sua curta, porém brilhante campanha entre os chamados "grandes" conseguiu o que ainda não havia conseguido: impôr-se ao Internacional.Estão, pois, de parabéns, não só os players que envergaram a jaqueta renista, como ainda o presidente Antônio Cassacia, o vice-presidente Válter Koetz, sem dúvida um dos construtores da vitória e, finalmente, o técnico Gradim, a quem devem os industriários o notável feito. O onze do Renner apresentou-se dentro de suas possibilidades produzindo o que era lícito esperar; seu sexteto defensivo atuou com grande desenvoltura. Desde Éverton até Heitor, todos se conduziram com segurança e perfeição — de todos, porém, é de justo salientar o trabalho do médio Heitor que foi, sem dúvida, a principal figura do gramado. A dianteira, no período inicial conduziu-se de maneira satisfatória, para decair bastante no período final, quando os rubros passaram a exercer forte pressão. Mesmo assim pode-se afirmar que os dianteiros campeões se conduziram com acerto porque, ainda quando da pressão rubra, não deixaram de emprestar sua colaboração.O onze do Internacional embora vencido, não esteve mal. O único elemento que destoou foi o pivot que nao está absolutamente em condições de ocupar o centro da intermediária de uma equipe de primeira linha. Os demais setores andaram com regularidade. O sexteto defensivo, à exceção de Tábua conduziu-se bem e disso é prova o placar ajustado, devendo ser levado em conta que a vanguarda do Renner é justamente uma das mais positivas, senão a mais positiva de quantas se exibiram neste torneio "aperitivo". O quinteto atacante andou como está habituado andar e, se não conseguiu assinalar um maior número de tentos devem-se ao esplêndido trabalho desenvolvido pelos integrantes da defesa contrária que não lhes deu tréguas, exercendo rigorosa vigilância.As duas turmas formaram com a seguinte constituição:RENNER: Éverton, Pedro e Bedeu; José, Neco (Badanha) e Heitor; Nirinho, Hormar (Cabano) Guido, Ruy e Medina.INTERNACIONAL: Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Tábua e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adão, Fandiño (Elizeu) e Carlitos. Os tentos do Renner foram assinalados por Hormar e Nirinho o primeiro aos 7 minutos e o último aos 30. O tento de honra do Internacional foi de autoria do insider Villalba, quando faltava um minuto para finalizar o primeiro tempo. No período derradeiro o marcador conservou-se em 2 a 1. A arbitragem esteve a cargo de Osvaldo Rolla, que teve regular desempenho. A preliminar a cargo das equipes do S. O. S. e do Marechal de Ferro, pelo campeonato do Bom Fim, findou com a vitória do S. O. S. por 5 a 0.A renda foi de Cr$ 62.300,00.Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 111, 10/06/1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/499. Acesso em: 14 fev. 2026.
SEM ÁVILA, SEM CABRITA... E SEM O TÍTULO DE CAMPEÃO DO "EXTRA"!Merecida, realmente, sob todos os aspectos que se queira focalizar a conquista do título de campeão do Torneio "Extra" pelo onze industriário, à tarde ensolarada e quente de domingo último. Aliás, o Renner já conquistara um título sem alardes, o de "campeão da regularidade". Sim, porque o onze treinado por Gradim, bem merecia esse título, antes mesmo de conquistar o primeiro campeonato de sua recente, mas já vitoriosa carreira no esporte gaúcho.Juntando, coletando jogadores desprezados até no interior do Estado — entre estes Heitor e Bedeu — e "fabricando" sob a batuta dum técnico "colored" bastante modesto, o onze presidido pelo esportista Antônio Casaccia foi, sem alardes, derrubando todos os "grandes" e "pequenos" num certame que apontava como fáceis vencedores qualquer um dos três "grandes"... E, quando afirmamos que o onze industriário foi um antêntico "campeão" de regularidade", corrobora em nosso favor o escore construído nos jogos contra o Grêmio, Cruzeiro e Internacional, inclusive. Não precisou o Renner, embora o buscasse afanosamente, de escores maiúsculos para vencer os titãs mnetropolitanos: paulatinamente foi impondo um escore clássico e significativo, 2 a 1!Reconhecendo a merecida e justa conquista do Renner, vai aqui, por isso, o nosso sincero e desinteressado aplauso aos valentes vencedores de "Extra" de 1947.—oOo—Quanto ao onze do Internacional, o famoso "Rolo Compressor", é evidente que se está ressentindo da falta do indisciplinado Ávila, estas horas envergando a jaqueta da estrela solitária da praia do Botafogo. Tábua não substitui, "não dá conta do recado" — como se diz na gíria — um elemento cancheiro e de classe como o categorizado centro-médio gaúcho roubado pelo "soccer" carioca.É possível que Tábua se torne um grande centro-médio, para isso não lhe faltando "saúde", uma vez que o Internacional teime em escalar esse elemento jovem e promissor, embora com flagrante prejuízo para o rendimnento da equipe, cujo treino de jogo exige o máximo de esforço de todos os seus integrantes.Possivelmente outros fatores, estes de ordem piscológica, tenham influído na derrota do onze da rua Silveiro no choque de domingo. Para os supersticiosos significativa foi a conquista do Renner, depois que o Xisto Vasques descobriu que a cabrita se "bandeara" para a rua Sertório... A falta de Vicente Rao, o jogador nº 12, no comando da torcida colorada é outro fator que não deve ser esquecido...Enfim, sem Ávila, sem cabrita... e sem o título de campeão do "Extra": Assim foi escrito mais um drama da vida...Fonte: A. C.. Jornal do Dia (RS), n. 111, 10 jun. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/499. Acesso em: 14 fev. 2026.
O Renner, de Porto Alegre derrotou o Internacional por 2x1 e sagrou-se vencedor do Torneio Extra da Federação Riograndense de Foot-ball.Fonte: Jornal do Brasil (RJ), n. 133, 10 jun. 1947, p. 9. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_06/47011. Acesso em: 14 fev. 2026.
RENNER — CAMPEÃO DO EXTRA DE 47Em Porto Alegre realizou-se, domingo último, a partida decisiva do Torneio Extra daquela cidade, entre Renner e Internacional, que foi vencida pelo escore de 2 x 1.Fonte: O Estado de Florianópolis (SC), n. 10048, 13 jun. 1947, p. 6. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/884120/54386. Acesso em: 14 fev. 2026.
Após excelente desempenho nas primeiras participações na Divisão de Honra do Campeonato Citadino de Porto Alegre, o Renner entrou na competição de 1947 com pretensões ainda maiores. A preparação física dos jogadores estava alcançando resultados espetaculares e o time se mostrava preparado para enfrentar em nível de igualdade os principais times da cidade.O regulamento do campeonato daquele ano previa um torneio inicial, chamado “extra”, para preparação dos esquadrões para a principal competição do Estado. Nesse campeonato, os 7 times participantes jogavam entre si em turno único e em campo neutro. Ao final do turno, as equipes do Grêmio Esportivo Renner e do Sport Club Internacional se apresentaram com apenas 2 pontos perdidos cada uma. Tal igualdade, como previa o regulamento do torneio, levou esses times ao jogo desempate.A peleia, que colocou frente a frente o novato time do 4º distrito e o esmagador “Rolo Compressor” montado pelo Internacional, foi marcada por levar um público gigantesco ao Estádio Timbaúva, campo do Força e Luz (equipe dos funcionários da Companhia de Energia Elétrica). A partida, realizada no ensolarado domingo de 08 de junho de 1947, também foi marcada pela maneira pungente como o Renner se apresentou no campo de jogo. O esquadrão Rennista se impôs contra a equipe colorada de maneira indelével. Com gols aos 8’ e aos 20’ do primeiro tempo, a equipe dos industriários se impôs e anulou os craques colorados Carlitos e Tesourinha. A equipe colorada ainda descontou aos 44’ do segundo tempo, mas já era tarde. O resultado de 2 a 1 coroava a dedicação da equipe de industriários, e o troféu do torneio, chamado “G. N. União”, agora tinha dono: o glorioso Grêmio Esportivo Renner.A imprensa da capital, mais uma vez, não deixou de registrar a nova façanha do time Rennista. A Folha da tarde lembrou assim: “O final do prélio chegou e, com ele, registrava-se a maior vitória alcançada pelo G. E. Renner na sua carreira esportiva”. Os dias de glória começavam a se tornar uma rotina nas dependências do Estádio Tiradentes!Fonte: DIAS de Glória. Renner Vive!, Porto Alegre, [s.d.]. Disponível em: https://rennervive.com/2020/06/26/dias-de-gloria/. Acesso em: 14 fev. 2026.
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