20/07/1947 - Citadino 1947 - 1º turno - Internacional 3 x 0 Grêmio

GRE-NAL: ASSUNTO OBRIGATÓRIO DE TODAS AS RODAS
GRÊMIO E INTERNACIONAL PREPARADOS PARA O GRANDE CHOQUE [...]
[...] No tradicional estádio dos Eucaliptos, preliarão as duas forças máximas do futebol metropolitano: Grêmio x Internacional. Será este o primeiro clássico oficial da temporada e para ele encontram-se voltadas todas as atenções, sendo mesmo assunto obrigatório de todas as rodas. Encontram-se as duas turmas em igualdade de condições na tabela de pontos e é este justamente um dos motivos da grande expectativa para o embate. Promete o prélio um desenrolar bastante movimentado, dado que as duas turmas vem tendo destacadas atuações que as capacitam a brindar os "hinchas" com um espetáculo de proporções grandiosas. Certo que o primeiro "Gre-Nal" oficial do ano não desmerecerá os demais, devendo resultar num espetáculo digno de ser assistido. Pela situação dos concorrentes, espera-se que o "choque-rei" supere em arrecadação todos os grenais até aqui realizados, o que, aliás não será admiração, uma vez que poucas cadeiras numeradas restam do elevado número posto à venda, o que serve para aquilatar do grande interesse que há de parte do publico esportivo. As duas equipes, segundo tudo indica, pisarão o gramado assim constituídas: GRÊMIO: Júlio, Clarel e Danton; Jorge, Touguinha e Nélson Adams; Cordeiro, Hélio, Prego, Massinha e Bentevi. INTERNACIONAL: Ivo, Nena e Ilmo; Alfeu, Viana e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adão, Fandiño e Carlitos. A arbitragem, como já foi amplamente divulgado, estará a cargo de Foguinho, sem dúvida, o juiz número um de nossos gramados.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 145, 19 jul. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/765. Acesso em: 14 fev. 2026.

"SE A CABRITA MELHORAR, VAI SER UMA GOLEADA"
Vicente Rao, o "craque nº 12" do "Rolo Compressor" falou com o repÓrter na sede do colorado, rodeado da sua turma mirim, um tanto apreensivo sobre o resultado do Gre-Nal mais sensacional dos últimos temposs. "Pois é... meu oráculo é a cabrita. Fui consultá-la e, para o meu azar e de todos os colorados, encontrei-a doente! Mas, não tenha dúvida, se a cabrita melhorar, vai ser uma "barbada", talvez igual a do último Gre-Nal, onde, apesar do favoritismo, foi um verdadeiro baile na Timbaúva...". E, diante do repórter, o Rao foi ficando vermelho, arregalando os olhos e já estava a ponto de dar um viva ao "Rolo Compressor" quando alguém chamou-o para as suas obrigações no Banco do Comércio, — pois já estava na hora de assinar o ponto...
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 145, 19 jul. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/765. Acesso em: 14 fev. 2026.

CITADINO 1947 - 1º TURNO - INTERNACIONAL 3 X 0 GRÊMIO
Data: 20/07/1947
Local: Eucaliptos - Porto Alegre (RS)
Renda: Cr$ 160.020,00
Juiz: Oswaldo Rolla
Gols: Carlitos 19’/1 (I); Adãozinho 36’/1 (I); Villalba 6’/2 (I).
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Nena e Ilmo; Alfeu, Viana e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Fandiño e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.
GRÊMIO: Júlio Petersen; Clarel e Danton; Nidsberg, Nélson Adams e Sanguinetti; Cordeiro, Beresi, Prego, Massinha e Hélio. Técnico: Otto Pedro Bumbell.

Villalba anotou o terceiro gol colorado.
Fonte: 1909 em cores
Em pé: Ivo, Alfeu, Nena, Viana, Ilmo e Abigail.
Agachados: Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Fandiño e Carlitos.
Fonte: 1909 em Cores

EM PORTO ALEGRE: INTERNACIONAL x GRÊMIO
Mais uma etapa foi cumprida pelo campeonato local, esta apresentando como principal o classico que reuniu os dois ponteiros do certame: Internacional e Grêmio.
Atuando com mais desenvoltura, o Internacional conseguiu o triunfo, bastante justo, pela contagem de 3x0.
Os tentos foram consignados por Sanguinetti (contra), Adãozinho e Villalba.
160.020 cruzeiros foi a renda e Osvaldo Rolla, o juiz.
Fonte: Diário do Paraná (PR), n. 518, 22 jul. 1947, p. 8. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/171433/4178. Acesso em: 14 fev. 2026.

O CERTAME GAÚCHO
PORTO ALEGRE, 20 (Asapress) — Em prosseguimento ao certame gaúcho de futebol, jogaram na tarde de hoje o Internacional e o Grêmio. O encontro, que conseguiu agradar à grande assistência que compareceu ao estádio, terminou com a vitória do Internacional pela contagem de 3 tentos a zero. A renda foi de 160.020 cruzeiros. Com esta vitória, o Internacional passou a ocupar sozinho a liderança do campeonato que vinha partilhando com o Grêmio, que passou para o segundo posto, juntamente com o Força e Luz, com 2 pontos perdidos.
Fonte: Correio Paulistano (SP), n. 28004, 22 jul. 1947, p. 10. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_09/33850. Acesso em: 14 fev. 2026.

VENCIDO PELO INTERNACIONAL O PRIMEIRO CLÁSSICO DA TEMPORADA
POR 3 A O O "ROLO" IMPÔS-SE AOS CAMPEOES DO ESTADO — JÚLIO EVITOU QUE A GOLEADA FOSSE MAIÚSCULA — CARLITOS, ADÃO E VILLALBA OS SCORERS — VITÓRIA DO GRÊMIO NA PRELIMINAR — BOM DESEMPENHO DE FOGUINHO — RENDA: Cr$ 160,020,00 [...]
Domingo, no tradicional estádio dos "Eucaliptos" tivemos o primeiro "GRE-NAL" da temporada. Ansiosamente aguardado, não surpreendeu a ninguém a excepcional renda obtida e que andou pela casa dos 160.000 cruzeiros, devendo ser levado em conta que os associados do Internacional como donos da "casa" não pagavam entrada. O embate teve um desfecho verdadeiramente inesperado com a espetacular derrota do Grêmio pela expressiva contagem de 3 a 0. O resultado numérico do prélio é um espelho fiel do que foram os noventa minutos de ações francamente favoráveis ao onze local, que, sem realizar uma grande exibição — pois contou com dois meias bisonhos, conseguiu exibir-se de maneira bem mais positiva que seu antagonista. O onze "tricolor" em nenhum momento constituiu adversário deixando se envolver completamente desde os momentos iniciais. Contando com uma dianteira apática sob todos os aspectos, fácil foi ao sexteto defensivo rubro alimentar constantemente seu ataque que assim deu exaustivo labor aos componentes da retaguarda do clube das três cores. Tivesse o Internacional contado ontem com dois insiders em melhores condições e não fosse o ótimo desempenho de Júlio, por certo que os tricolores a estas horas estariam amargando um revés maiúsculo, tal o descontrole que sempre imperou em suas linhas, mormente na fase inicial, quando houve momentos em que era visível o desentendimento. Enquanto isso lá do outro lado acontecia justamente o contrário. Contando o Internacional com um sexteto defensivo bastante sólido e uma vanguarda algo positiva, a cada instante criavam situações bastante delicadas para a cidadela de Júlio que, diga-se de passagem, trabalhou exaustivamente. Os tentos do Internacional foram de autoria de Carlitos, aos 19 minutos do período inicial, Adãozinho aos 36 e finalmente Villalba aos 51 encerrou a contagem. As duas turmas formaram com a seguinte constituição:
INTERNACIONAL: Ivo, Nena e Ilmo; Alfeu, Viana e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adão, Fandiño e Carlitos.
GRÊMIO: Júlio, Clarel e Danton; Mario Nidsberg, Nélson Adams e Sanguinetti; Cordeiro, Beresi, Prego, Massinha e Hélio.
No bando colorado, as principais figuras foram: Nena, Ilmo, Alfeu, Viana, Abigail, Tesourinha, Adão e Carlitos; Villalba e Fandiño não foram além de regulares. Deve ser levado em conta que Fandiño atuou lesionado. Ivo, chamado a intervir duas vezes, saiu-se airosamente. No bando vencido, sem dúvida a principal figura foi o arqueiro Júlio, que esteve ótimo. A zaga andou com altos e baixos, mormente o aspirante Danton. Na intermediária só Nélson Adams confirmou a escalação; os demais regulares. No ataque, a rigor ninguém teve presença no gramado. A arbitragem esteve a cargo de Foguinho, cujo desempenho merece a nota de bom. No encontro preliminar entre as equipes de aspirantes e sob a correta arbitragem de José Carvalho venceram os tricolores por 3 a 2 num embate bastante movimentado que constituiu esplêndido aperitivo. O onze vencedor formou assim: Paulo, Tonelli e Idelmar; Nilo, Príncipe e Aurélio; Beroci, Nélson Sardo, Bá, Nadir e Bentevi.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 147, 22 jul. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/773. Acesso em: 14 fev. 2026.

05/07/1947 - Citadino 1947 - 1º turno - Internacional 4 x 2 Nacional-POA

COM  2 PRÉLIOS, CONTINUA HOJE O CAMPEONATO DA CIDADE
[...] INTERNACIONAL E NACIONAL ESTARÃO NOS EUCALIPTOS — A CONSTITUIÇÃO DAS EQUIPES — VILLALBA E FANDIÑO NÃO FORMARÃO NO "ROLO"
O segundo cotejo terá por local o tradicional estádio dos Eucaliptos, no bairro do Menino Deus, reduto dos colorados e terá como contendores os esquadrões de profissionais do Internacional e do Nacional. Este prélio deveria realizar-se no gramado do Nacional, entretanto, como este está presentemente passando por grandes reformas, resolveram as partes interessadas transferi-lo para o "field" dos rubros, que assim jogarão em "casa". Será outro prélio que por certo assumirá proporções agradáveis, embora o onze do Internacional seja apontado pela cátedra como franco favorito, mercê de suas últimas apresentações.
Entretanto, não deve ser esquecido que o onze preparado pelo "coach" Volante irá a campo desfalcado de seus insiders Vilalba e Fandiño que serão poupados para o próximo "Gre-nal" e serão substituídos por Dominguinhos e Elizeu, respectivamente. Sem dúvida que tal modificação na dianteira constitui apreciável handicap em favor dos nacionalistas. As duas turmas, salvo possíveis modificações, pisarão o gramado assim constituídas: INTERNACIONAL: Ivo, Nena e Ilmo; Alfeu, Viana e Abigail; Tesourinha, Dominguinhos, Adão, Elizeu e Carlitos. NACIONAL: Milton, Rubens e Saul; Artur, Britto e Fontoura; Carlinhos, Danilo, Walter, Mario Andrade e Jorge.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 133, 05 jul. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/667. Acesso em: 14 fev. 2026.

CITADINO 1947 - 1º TURNO - INTERNACIONAL 4 X 2 NACIONAL-POA
Data: 05/07/1947
Local: Eucaliptos - Porto Alegre (RS)
Renda: Cr$ 4.776,00
Juiz: Oswaldo Rolla
Expulsões: Danilo e Mario Andrade (N).
Gols: Villalba 12’/1 (I); Jorge 37’/1 (N); Mário Andrade 43’/1 (N); Carlitos 12’/2 (I); Carlitos 32’/2 (I); Elizeu 36’/2 (I).
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Ilmo e Nena; Táboa, Viana e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Elizeu e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.
NACIONAL-POA: Milton; González e Saul; Arturzinho, Brito e Fontoura; Carlinhos, Danilo, Valter, Mário Andrade e Jorge.

DEPOIS DE TER RASPADO UM GRANDE SUSTO
O INTERNACIONAL VENCEU AINDA FOLGADAMENTE O NACIONAL, POR 4 A 2 — GOLEADORES: VILLALBA, JORGE, MARIO ANDRADE, CARLITOS, (2) E ELIZEU — FRACA ATUAÇÃO DE FOGUINHO — DANILO E MARIO ANDRADE EXPULSOS — RENDA: Cr$ 4.776,00
O público numeroso que compareceu ao estádio dos Eucaliptos não esperava, por certo, que o Internacional raspasse um tremendo susto antes de construir o escore definitivo que lhe traria a vitória e, consequentemente, mais dois preciosos pontos na tabela do campeonato metropolitano.
Verdade é que o Nacional realizou uma atuação convincente, superando por grande tempo os colorados no marcador.
O onze ferroviário, apesar de perdedor, foi um adversário de respeito, exercendo marcação adequada e aproveitando-se da falha apresentada na linha média do Internacional que, em Tábua, teve o seu mais fraco elemento.
[...] Aos 12 minutos da fase inicial, o Internacional, por intermédio de Villalba, abria o escore, para Jorge, aos 37, aproveitando-se duma jogada indecisa de Tábua, emparelhar o marcador, consignando o tento numero 1 do Nacional. Mais alguns minutos, aos 43, Mario Andrade, também fugindo à marcação inóqua de Tábua, aumentava para 2 em favor de seu bando. Jorge, aos 44 minutos, nao fora uma intervenção "milagrosa" de Ivo teria consignado, de cabeça, o tento número 3 do "Ferrinho". Findava, assim, com o Nacional em superioridade no marcador, a fase inicial da contenda que apontava o Internacional como franco favorito...
A segunda etapa transcorreu quase que com as mesmas características da inicial, vendo-se entretanto o bando colorado sequiso de fugir a um re
vés que se desenhava sombrio. Aos 12 minutos coube a Carlitos aliviar a grande tensão colorada, empatando o embate. Três minutos após, Fontoura chargeava violentamente Tesourinha, dentro da área, tendo Foguinho consignado pena máxima. Carlitos cobra e Milton defende espetacularmente. Aos 32 minutos, o mesmo Carlitos aumentava o escore para 3, cabendo a Elizeu dar cifras definitivas ao embate, decorridos que eram 36 minutos.
Foguinho, que vinha de atuações meritórias, talvez se "guardando" para o Gre-Cruz, andou muito "amarrado" no centro do gramado, atuando com certa indecisão. Foi, apesar disso, como sempre, um julz honesto e imparcialíssimo. Não sabemos da causa da expulsão de Danilo que, certamente, dirigiu alguma palavra ofensiva ao árbitro, quase ao final de encontro. Mario Andrade, irmão do jogador expulso, por uma questão de "união familiar" acompanhou seu mano até a cerca, lá ficando.
Na preliminar venceu folgadamente o Internacional por 8 a 0, convindo notar que o Nacional atuou com apenas oito homens. O juiz desse  encontro foi o popular Ivo Tavares, de regular desempenho.
A renda, aliás, reduzida para o numeroso público presente, foi de Cr$ 4.776,00.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 134, 06 jul. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/675. Acesso em: 14 fev. 2026.


[...] o Internacional derrotou o Nacional pela contagem de 4 X 2, depois de estar perdendo de 2 x 1.
Na fase complementar houve uma grande reação do Internacional, o que lhe veio garantir a vitória.
Fonte: Jornal do Commercio (RJ), n. 234, 07 jul. 1947, p. 9. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_13/36191. Acesso em: 14 fev. 2026.

29/06/1947 - Citadino 1947 - 1º turno - Internacional 2 x 0 Cruzeiro-RS

INTER-CRUZ
O clássico que reúne todas as atenções, entre os três jogos de hoje
NA BAIXADA PRELIARÃO GRÊMIO X SAO JOSÉ — NA TIMBAÚVA, RENNER X FORÇA E LUZ E, NOS FUCALIPTOS, INTERNACIONAL X CRUZEIRO — CONSTITUIÇÃO DAS EQUIPES — INCERTA A PRESENÇA DE VILLALBA NO ATAQUE COLORADO
A forte chuva que começou a castigar a cidade desde o meio-dia de ontem, não permitiu que se realizassem os dois jogos programados para hoje e que as partes interessadas, em boa hora, haviam deliberado antecipar para ontem.
Assim é que, em face de tal circunstância imprevista, sem dúvida, aqueles dois embates serão realizados hoje, juntamente com o clássico "Inter-Cruz". — O que é certo é que, com tal transferência aumentou em muito a curiosidade do fã, ansioso por assistir seu espetáculo favorito e hoje, caso o tempo o permita, terá ocasião de escolher, pois teremos nada menos que três interessantes partidas. Sem dúvida que a mais interessante será aquela que, no estádio dos Eucaliptos reunirá as categorizadas equipes do Internacional e do Cruzeiro, o clássico número dois do nosso futebol.
Os outros prélios, embora sem oferecer os atrativos que oferece o prélio entre rubros e alvi-azuis, nem por isso deixarão de interessar, prometendo também agradarem plenamente. [...]
Nos Eucaliptos
Finalmente, no estádio dos colorados, no Menino Deus, teremos o clássico Internacional x Cruzeiro que, incontestavelmente, apresenta-se como o mais interessante da rodada, pois estarão frente a frente duas equipes das mais completas do Estado.
O onze do Cruzeiro, que vai a campo com sua equipe completa e ostentando esplêndido preparo individual e coletivo, sem nenhum problema com que se preocupar, goza de certo favoritismo, uma vez que seu antagonista, já com um sério problema em sua intermediária, tem ainda certas dúvidas quanto à constituição de sua dianteira. Segundo tudo indica, Abigail deverá ocupar o claro deixado por Ávila. Se assim acontecer terá Viana e Ilmo nas duas asas.
Sem dúvida, uma boa intermediária. Na dianteira, não é certa a presença de Villalba, o enplêndido insider argentino, com um pé em precárias condições. Além disso há a considerar que Fandiño, não estando com sua situação de estrangeiro legalizada, por certo será substituído por Elizeu.
Como se vê, enquanto que lá pela "Montanha" tudo é azul; lá pelos "Eucaliptos" parece haver certos problemas de difícil solução. Entretanto, sabem os colorados da grande responsabilidade que lhes pesa sobre os ombros e por isso não há que duvidar, saberão resolver os problemas da melhor maneira possível. O que é certo é que o embate, como sempre acontece, deverá redundar em espetáculo de primeira classe. As duas turmas possivelmente formarão com a seguinte constituição:
INTERNACIONAL: Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Abigail e Ilmo; Tesourinha, Villalba (ou Rebolo), Adão, Elizeu e Carlitos.
CRUZEIRO: Romeu, Gaúcho e Juvenal; Laerte, Armando e Clóvis; Luizinho, Saladuro, Waldir, Wilson e Lombardini.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 128, 29 jun. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/627. Acesso em: 14 fev. 2026.

P. Alegre, 30 (Asapress) — Os jogos programados na tabela do certame oficial de futebol da divisão de profissionais para última rodada apresentar-se os seguintes resultados: O Internacional impôs-se ao seu maior adversário, o Cruzeiro, por 2 tentos a zero, ambos conquistados na primeira fase por intermédio de Adãozinho e Fandiño. A constituição das equipes foi a seguinte:
INTERNACIONAL — Ivo, Nena e Ilmo, Abigail, Viana e Alfeu, Tesourinha, Villalba, Adaãozinho, Fandiño e Carlitos.
CRUZEIRO — Borracha, Gaúcho e Juvenal, Laerte, Armando e Clóvis, Luizinho, Saladuro, Vílson e Lombardini.
Fonte: Jornal do Commercio (RJ), n. 228, 30 jun. 1947, p. 9. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/364568_13/36097. Acesso em: 14 fev. 2026.

CITADINO 1947 - 1º TURNO - INTERNACIONAL 2 X 0 CRUZEIRO-RS
Data: 29/06/1947
Local: Eucaliptos - Porto Alegre (RS)
Renda: Cr$ 53.757,00
Juiz: Oswaldo Rolla
Gols: Adãozinho 1’/1 (I); Fandiño 15’/1 (I).
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Ilmo e Nena; Viana, Alfeu e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Fandiño e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.
CRUZEIRO-RS: Borracha; Gaúcho e Juvenal; Laerte, Armando e Clóvis; Luizinho, Saladuro, Valdir, Vílson e Lombardini.

FUTEBOL GAÚCHO
PORTO ALEGRE, 30 (Asapress) — No principal jogo da rodada de ontem do certame local de futebol, o Internacional derrotou o Cruzeiro por dois tentos a zero, placar construído no primeiro tempo por Adãozinho e Fandiño.
Os resultados das duas outras partidas foram os seguintes: Força e Luz 1 vs. Renner 1; Grêmio 3 vs. São José 2.
Fonte: Correio Paulistano (SP), n. 27986, 01 jul. 1947, p. 8. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_09/33596. Acesso em: 14 fev. 2026.

O CRUZEIRO NÃO FOI ADVERSÁRIO PARA O INTERNACIONAL, DOMINGO
EMBORA NAO AGINDO EM TODA A PLENITUDE DO SEU PODERIO, A DIANTEIRA COLORADA ASSINALOU 2 TENTOS — ARMANDO, UM "BLUFF" QUE CUSTOU CARO AO CRUZEIRO... — ALFEU, VIANA E ABIGAIL, UM TRIO MÉDIO QUE CONVENCEU — FOGUINHO CUMPRIU BOA ARBITRAGEM — RENDA: Cr$ 53.757,00
Ninguém, a rigor e agindo conscientemente podia apontar a equipe colorada como favorita do encontro travado à tarde de domingo último, nos Eucaliptos.
Duas razões bastante poderosas para isso contribuíram: apresentar os alvi-azuis o seu onze em toda a plenitude, com toda a sua pujança e, segundo, atuar o colorado em precárias situações, com modificações de última hora que, para muitos só o fracasso podia trazer para a equipe preparada por Volante.
Tal entretanto não se deu! O que vimos foi um ataque colorado ágil, vibrátil, infiltrador (no primeiro tempo) aproveitando as mínimas falhas do adversário que, tomado de surpresa, se viu envolvido todo o primeiro tempo da contenda. Na fase derradeira, quando o Cruzeiro colocou Laerte no centro da linha média, reacionando de maneira quase que convincente, jé era tarde... O escore construiído na etapa inicial seria o mesmo com que findaria o encontro para gaudio da grande legião internacionalista.
Dos 22 jogadores em campo, do Cruzeiro apenas merecem destaque pelo labor incessante com que se empreparam, evitando uma maior debacle do seu onze, Juvenal — sem dúvida o mais precioso elemento vindo do interior nos últimos tempos, — Laerte, Clóvis, pela marcação perfeita que sempre soube impôr a Tesourinha, Borracha — muitas vezes empresado e vazado com dois "golaços" indubitavelmente indefensáveis.
Os demais do quadro preparado pelo "Professor" andaram com altos e baixos, convindo notar que se salientaram muito mais nos "baixos"... Armando, então, foi de uma atueção abaixo de medíocre. Não convenceu em nenhum instante da peleja e se no encontro contra o Nacional tivera atuação fraca, domingo culminou com uma atuação desastrosa. Não é elemento para atuar numa equipe de categoria como a do Cruzeiro.
Dos vencedores, não é ilícito, honestamente, condenar os pontos fracos, uma vez que se sabe das dificuldades que enfrentou o Internacional. Mesmo a linha de ataque que constituiu o ponto mais fraco, não se pode criticar, pois é sabido que dois de seus homens — Villalba e Fandiño — atuaram em precárias condições físicas. Tesourinha, já é tradicional, não sabe ou não pode se desvencilhar da marcação de Clóvis.
Vê-se, assim, que apenas dois homens da linha, a rigor, atuaram dentro de suas características normais: Adãozinho e Carlitos, este último, por vezes desperdiçando ótimas oportunidades. O trio médio do Internacional, o ponto nevrálgico da equipe colorada, foi de uma atuação impecável, tanto na fase inicial quando apoiou eficientemente o ataque, como na fase derradeira, quando suportou valentemente a pressão cruzeirista. Alfeu, Viana e Abigall cumpriram, pois, ótima performance. Nena e Ilmo, na zaga, secundaram a atuação convincente dos médios, aparecendo ainda com destaque o guardião Ivo, autor de algumas defesas de vulto.
Os tentos do Internacional foram consignados no primeiro tempo, obra de Adãozinho e Fandiño, aos 1 min e 15 segundos e aos 21 minutos, respectivamente.
No encontro de aspirantes o Internacional também sagrou-se vencedor, pelo escore mínimo, convindo notar que o Cruzeiro na etapa derradeira atuou com 9 homens, uma vez que Lauro e Osvaldo Só foram expulsos do gramado: Lauro por ter agredido a ponta-pés o árbitro Ivo Tavares. Oswaldo por jogo violento, tendo atingido Boris no peito em uma jogada que nos pareceu legal e destituída da intenção proposital de machucar o atacante colorado.
Foguinho, no embate principal, voltou a reprisar uma atuação meritória, conduzindo com acerto os 90 minutos. Ivo Tavares, na preliminar, conduziu-se dentro de suas normais características, isto é, atuou fracamente.
A renda, levando-se em conta que mais dois jogos eram realizados à tarde de domingo, pode se considerar elevada, uma vez que montou em Cr$ 53.757,00.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 129, 01 jul. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/635. Acesso em: 14 fev. 2026.

FUTEBOL GAÚCHO
PORTO ALEGRE, 3 (Asapress) — Prosseguirá sábado o campeonato da cidade, com os jogos Força e Luz x São José e Internacional x Nacional.
O principal jogo de domingo será travado entre o Grêmio e o Cruzeiro.
Fonte: Correio Paulistano (SP), n. 27989, 04 jul. 1947, p. 9. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_09/33633. Acesso em: 14 fev. 2026.

21/06/1947 - Citadino 1947 - 1º turno - São José-RS 1 x 11 Internacional

INTERESSE DOS MEIOS ESPORTIVOS PELA RODADA INICIAL
TODAS AS SEIS EQUIPES DISPUTANTES EM GRANDE FORMA — [...] A CONSTITUIÇÃO PROVÁVEL DAS EQUIPES
Com duas interessantes partidas terá inicio amanhã, à tarde, o Campeonato Metropolitano de 1947, promovido pela Federação Rio Grandense de Futebol. As duas pugnas marcadas para a tarde de amanhã, por força do carnê, deveriam ser realizadas domingo, entretanto, as partes interessadas, de comum acordo, resolveram, em boa hora, antecipá-las para amanhã. Fica assim, para a tarde de domingo, um único jogo, justamente aquele que todo o público esportivo da capital anseia por ver.
S. JOSÉ X INTERNACIONAL
No esplêndido gramado do São José, no fim da linha da Floresta, preliarão as turmas do São Jose e do Internacional. As duas turmas, segundo tudo indica, formarão com a seguinte constituição:
S. JOSÉ: Edmundo, Nilo e Repolho; Ivo, Tibica e Gomes; Polaco, Rui Macedo, Sadi, Elpídio e Rony.
INTERNACIONAL: Ivo, Alfeu e Nena; Abigail, Viana e Ilmo; Tesourinha, Villalba, Adão, Elizeu e Carlitos.
O prélio entre zequinhas e rubros promete oferecer desenrolar bastante movimentado e interessante, e dificil será prognosticar quem seja o vencedor, embora para os entendidos o Internacional conte com as honras de favorito, mercê de suas últimas exibições e ainda porque conta em sua equipe com um maior número de valores individuais, além de contar com bom estado de treinamento. Quanto aos zequinhas, como é notorio, costuma superar em ardor e entusiasmo a técnica dos adversários tidos como favoritos.
Tudo, pois, faz prever que o choque de amanhã no "estádio" dos "santos" será dos mais interessantes de quantos já foram realizados neste início de temporada.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 120, 20 jun. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/563. Acesso em: 14 fev. 2026.

VAI INCIAR-SE, HOJE, O CAMPEONATO OFICIAL DE 1947
Dos três jogos que constituem a primeira rodada do campeonato oficial de 1947, e que deveriam ser realizados domingo, dois, em boa hora foram antecipados para a tarde de hoje. São José e Internacional preliarão no estádio do fim da linha da Floresta.
Cruzeiro e Nacional estarão na "colina" e, finalmente, amanhã, no "alçapão", estarão em confronto os categorizados esquadrões do Renner e do Grêmio.
S. JOSÉ X INTERNACIONAL
No esplêndido reduto do Passo da Areia preliarão zequinhas e colorados em busca dos dois primeiros pontos.
Este prélio devera resultar bastante interessante, visto que estarão em confronto dois adversários tradicionais, e que sempre que se defrontam costumam oferecer bons espetáculos pelo ardor e combatividede com que se empregam os vinte e dois jogadores em campo. Naturalmente que o onze do Internacional vai a campo com as honras de favorito, para tal afirmar baseiam-se os entendidos no fato de contar o onze rubro com um maior número de valores individuais. Entretanto, os zequinhas se bem que, inferiorizados neste ponto, nem por isso devem constituir presa fácil, pois é tradicional o sangue com que se atiram a luta, obrigando o adversário a empregar todos os recursos para levar a melhor. É, pois, indiscutível que o prélio entre alvos e rubros deverá agradar plenamente. As duas equipes deverão formar com a seguinte constituição: INTERNACIONAL: Ivo, Castro e Nena; Viana, Tábua e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adão, Elizeu e Carlitos, S. JOSÉ: Edmundo; Nilo e Repolho; Ivo, Tibica e Gomes; Polaco, Macedo, Sadi, Elpídio e Roni. A arbitragem estará a cargo de Joaquim Rodrigues de Almeida, o popular Juca do quadro principal da F. R. G. F..
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 121, 21 jun. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/571. Acesso em: 14 fev. 2026.

CITADINO 1947 - 1º TURNO - SÃO JOSÉ-RS 1 X 11 INTERNACIONAL
Data: 21/06/1947 
Local: Passo d’Areia - Porto Alegre (RS)
Renda: Cr$ 11.171,00
Juiz: Joaquim Rodrigues de Almeida
Gols: Elizeu 6’/1 (I); Adãozinho 20’/1 (I); Tesourinha 30’/1 (I); Elizeu 38’/1 (I); Elizeu 42’/1 (I); Carlitos 44’/1 (I); Elizeu 9’/2 (I); Polaco 10’/2 (S); Tesourinha 23’/2 (I); Elizeu 35’/2 (I); Villalba 37’/2 (I); Carlitos 42’/2 (I).
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Alfeu e Nena; Viana, Táboa e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Elizeu e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.
SÃO JOSÉ-RS: Edmundo; Luiz e Repolho; Ivo, Tibica e Aldeia; Polaco, Rui Macedo, Sadi, Doca e Roni. Técnico: Luiz Luz.

ARRASADO EM SEU PRÓPRIO REDUTO O ONZE ZEQUINHA: 11 A 1!
ESCORE SURPRESA CONSTRUIU O INTERNACIONAL FRENTE AO S. JOSÉ
ELIZEU ASSINALOU NADA MENOS QUE 5 TENTOS! — O TENTO DE HONRA DOS ZEQUINHAS, OBRA DE POLACO — JUCA DEIXOU CORRER O JOGO PESADO — RENDA: Cr$ 11.171,00
Sem dúvida que o resultado do prélio de ontem, à tarde, no Passo da Areia, entre as equipes do Internacional e do São José, resultou na primeira surpresa do certame ontem iniciado. Não que houvesse dúvidas quanto ao vencedor do embate, pois o Internacional era realmente apontado como franco favorito, entretanto, a ninguém era lícito esperar que o esquadrão zequinha se deixasse abater pela aplastante contagem de 11 a 1! Isto por que o esquadrão preparado por Luiz Luz sempre teve como caraterística, ardor e combatividade. Ontem, porém, nada disso foi visto na equipe alva que, desde os instantes iniciais deixou-se envolver completamente. Todos os setores do onze zequinha falharam lamentavelmente, exibindo-se de maneira verdadeiramente decepcionante. Enquanto isso, o onze preparado por Volante realizava uma exibição bastante vistosa, tirando partido da fraca atuação dos contrários. A fácil vitória alcançada, como foi dito, deve-se ao fato do São José em momento algum ter oferecido resistência, entregando-se por completo. Daí o terem os comandados de Alfeu construído um placar maiúsculo, dos maiores dos últimos tempos. O onze colorado apresentou-se com uma vanguarda que primou pela mobilidade e pelos deslocamentos com cargas sempre bem conduzidas. A intermediária, exceção de Tábua, que ainda desta vez não convenceu, embora ontem tenha atuado lesionado durante grande parte da pugna; os demais, Viana e Abigail conduziram-se com acerto, mormente Viana, que foi um das grandes figuras do gramado. O trio final apresentou os dois zagueiros em situação destacada, enquanto que Ivo, pouco empregado, não teve ocasião de luzir, meamo assim, nas poucas vezes em que foi chamado a intervir, saiu-se bem.
A constituição das equipes:
INTERNACIONAL: Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Tábua e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adão, Elizeu e Carlitos.
S. JOSÉ: Edmundo, Luiz e Repolho; Ivo, Tibica e Aldeia; Polaco, Rui Macedo, Sadi, Doca e Roni.
A marcha do placar
Os tentos do Internacional foram obtidos na seguinte ordem: Aos 6 minutos Elizeu recebendo de Adão abriu a contagem. Aos 20, Adão, em belo estilo aumentava para 2. Aos 30, Tesourinha consignou o terceiro tento, de bonita feitura. Elizeu, aos 38, decretava a quarta queda do arco zequinha. E, novamente, aos 42, o mesmo Eliseu obtinha o quinto contraste. Quase ao finalizar a primeira etapa, isto é, aos 44 minutos, Carlitos consignava o sexto tento do Internacional aproveitando uma defesa parcial de Edmundo.
No período derradeiro, aos 9 minutos, Elizeu, o scorer da tarde, obtinha o 7º tento colorado. Um minuto após, Polaco consignava o tento de honra para o São José. Tesourinha, aos 23 minutos, assinalou para o Internacional o oitavo tento. O nono contraste colorado foi obtido aos 35 minutos e foi de autoria de Elizeu. Dois minutos após, Villalba, o único que até então não havia se acertado com o marcador, consignava o décimo tento rubro. Finalmente, aos 42, Carlitos encerrou a contagem da tarde marcando o undécimo ponto para o Internacional, terminando assim a peleja com o desconcertante resultado de 11 a 1.
A arbitragem esteve a cargo de Joaquim Rodrigues de Almeida, cujo desempenho foi apenas regular, pois s. s. permitiu que, em algumas ocasiões, campeasse o jogo pesado.
No encontro entre as turmas de aspirantes, o onze zequinha campeão do "Extra" com surpresa foi derrotado pela contagem de 3 a 1. Arbitrou a preliminar Guilherme Sroks que se conduziu com acerto. A renda foi de Cr$ 11.171,00.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 122, 22 jun. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/579. Acesso em: 14 fev. 2026.

EM PORTO ALEGRE
1º lugar Internacional, Cruzeiro e Grêmio, 0 p. perdido; 2º lugar Renner, São José e Nacional, 2 p. perdidos.
Fonte: O Combate (MA), n. 4210A, 25 jun. 1947, p. 4. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/763705/14242. Acesso em: 14 fev. 2026.

08/06/1947 - Torneio Extra 1947 - Internacional 1 x 2 Renner

INTERNACIONAL x RENNER
FORMARÃO COMPLETAS AS DUAS EQUIPES — AMANHÃ NA TIMBAÚVA, A PRIMEIRA DA SÉRIE "MELHOR DE QUATRO PONTOS"
Amanhã, à tarde, no "estádio" da Timbaúva, no Caminho do Meio, será disputado o primeiro jogo da série "melhor de quatro pontos" que deverá apontar o onze vencedor do Torneio "Extra" promovido pela Federação Rio Grandense de Futebol e no qual está em disputa finíssimo bronze instituído pelo Grêmio Náutico União, colorados e renistas chegaram ao final do certame em igualdade de condições, isto é, cada um com apenas uma derrota. Assim, amanhã à tarde, caso permita o tempo, estarão frente a frente os pupilos de Gradim e Carlos Volante num embate que se antecipa dos mais sensacionais e ao final do qual será conhecido o mais provável vencedor do Torneio "aperitivo". — A esplêndida campanha desenvolvida neste início de temporada pelas duas equipes que estarão em luta permite vaticinar um prélio bastante movimentado e de difícil prognóstico, embora para muitos o Internacional seja apontado como favorito. Baseiam-se os rubros no fato de nunca terem cedido ao Renner, embora já tenham passado por tremendos sustos quando em embates frente ao onze industriário. Por isso querem os rapazes da camiseta vermelha manter a superioridade não permitindo que, justamente num embate decisivo como o é o de amanhã, fossem baquear pela primeira vez. Os renistas, por seu turno, alimentam grandes esperanças de adjudicarem-se ao título máximo e ao fino troféu instituído pelo União, registrando assim sua primeira vitória sobre o onze do Internacional. Tudo, pois, indica que o prélio assumirá proporções bastante interessantes, devendo, por isso mesmo, ter a presenciá-lo um público numeroso. As duas turmas deverão formar com a mesma constituição com se exibiram até aqui. Os colorados formarão com Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Tábua e Ilmo; Tesourinha, Villalba, Adão, Fandiño e Carlitos. O Renner apresentará Éverton, Pedro e Bedeu; José, Neco e Heitor; Nirinho, Hormar, Guido, Ruy e Medina.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 109, 07 jun. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/483. Acesso em: 14 fev. 2026.

EMPOLGA OS MEIOS ESPORTIVOS O CHOQUE DESTA TARDE NO CAMINHO DO MEIO
RENNER E INTERNACIONAL DECIDIRÃO, HOJE, O TÍTULO DE CAMPEÃO DO "EXTRA" — ILMO E VILALBA, POSSIVELMENTE, NÃO FORMARÃO NO "ROLO" — COMPLETO O ONZE RENISTA — FOGUINHO SERÁ O JUIZ — EM CASO DE EMPATE HAVERÁ NOVO JOGO QUARTA-FEIRA
Tendo tido um desenrolar dos mais interesantes e movimentados, decide- se hoje à tarde, no tradicional "estádio" da Timbaúva, o Torneio "Extra" promovido pela Federação Rio Grandense de Futebol e no qual está em disputa fino bronze oferecido pelo conhecido esportista Arquimimo Magnus de Souza, presidente do Grêmio Náutico União. Serão contendores, no embate decisivo, as fortes equipes de profissionais do Internacional e do Renner que chegaram ao término do certame em igualdade de condições, cada um com dois pontos perdidos. As duas turmas, justo é reconhecer, desenvolveram boa performance neste certame "aperitivo" e foram realmente aquelas que em melhores condições se apresentaram, sendo natural que assim chegassem ao final do torneio nas condições em que chegaram, fazendo-se necessário um jogo de desempate que, tudo indica, assumirá proporções bastante interessantes.
Note-se que a única derrota sofrida pelo Renner no presente certame foi justamente frente ao Internacional num jogo realizado à noite, no "estádio da colina melancólica". Naquela ocasião, como todos devem estar lembrados, o Renner pisou na frente chegando a estar com a vantagem de 4 tentos sobre seu antagonista de logo mais. Tudo indicava que, pela vez primeira os navegantinos venceriam o famoso "Rolo" — entretanto — os pupilos de Carlos Volante reagiram valentemente e, contra a expectativa, chegaram ao final dos 90 minutos regulamentares vencendo por 5 a 4, num dos embates mais movimentados e interessantes do Torneio.
Ruíram assim por terra, mais uma vez, as esperanças dos renistas que, ardentemente desejam, ao menos uma vez, vencer o onze do Internacional, pois, ainda que pareça mentira, nunca o conseguiram desde que atingiram a "maioridade" no terreno futebolístico. Fácil, assim, aquilatar o desejo com que hoje, à tarde, os pupilos de Gradim irão a campo para realizarem mais uma tentativa. Sem dúvida que melhor oportunidade para tornarem realidade seu grande sonho não se lhes poderia deparar, visto que o onze do Internacional, já desfalcado do pivô Ávila, cedido ao Botafogo da capital do país, provavelmente não contará com o concurso de outros dois titulares: Villalba e Ilmo, lesionados quando do compromisso de quinta-feira última frente ao Força e Luz. Os colorados, porém, mesmo sem aqueles dois titulares vão a campo dispostos a, ainda desta feita, não se deixarem abater pelos rapazes do clube de Antônio Cassacia. Não admitem os rubros nem por sombra, um revés no embate decisivo, mesmo porque, assim como o Renner, também eles desejam ardentemente conquistar o título máximo do primeiro torneio oficial do ano e adjudicar-se ao vistoso bronze com que será premiado o onze vencedor.
Tudo, pois, deixa prever que a porfia dessa tarde na tradicional "Timbaúva" será a mais interessante de quantas já foram aqui realizadas na presente temporada, devendo, por isso mesmo, ter a presenciá-la um público numeroso.
O prélio, em face do equilíbrio de forças, bem pode findar empatado: foi prevendo isso que os interessados já decidiram que se tal se positivar, haverá um novo embate possivelmente na próxima quarta-feira.
COMO FORMARÃO AS DUAS EQUIPES
As duas turmas pisarão no gramado obedecendo a seguinte constituição: INTERNACIONAL: Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Tábua e Abigail; Tesourinha, Elizeu, Adão, Fandiño e Carlitos. RENNER: Éverton, Pedro e Bedeu; José, Néco e Heitor; Nirinho, Hormar, Guido, Ruy e Medina.
FOGUINHO SERÁ O JUIZ
Escolhido de comum acordo deverá controlar o embate sensacional, o árbitro Osvaldo Rolla, o popular Foguinho, do quadro principal da F. R. G. F. e. sem dúvida, um dos melhores apitadores do momento.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 110, 08 jun. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/491. Acesso em: 14 fev. 2026.

TORNEIO EXTRA 1947 - INTERNACIONAL 1 X 2 RENNER
Data: 08/06/1947
Local: Timbaúva - Porto Alegre (RS)
Renda: Cr$ 71.000,00
Juiz: Oswaldo Rolla, auxiliado por Horácio Alves Pinto e Guilherme Sroka.
Gols: Villalba (I); Osmar e Nirinho (R).
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Alfeu e Nena; Viana, Táboa e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Fandiño (Elizeu) e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.
RENNER: Éverton; Pedro e Bedeuzinho; Heitor, Neco (Badanha) e José; Medina, Ruy Motorzinho, Guido, Hormar (Cabano) e Nirinho. Técnico: Gradim.

"O GOL ANULADO — No flagrante acima vemos Guido,
center-forward renista, ao conquistar, impedido,
um gol que o juiz anulou com bastante precisão. Ivo, arqueiro colorado,
está caído, enquanto o couro vai ultrapassando a linha de gol".
Fonte: Folha da Tarde (RS).

RENNER CAMPEÃO DO "EXTRA"
A DEFESA RENISTA APARECEU COM DESTAQUE, ANULANDO O ÍMPETO DO "ROLO COMPRESSOR" — TÁBUA, ELEMENTO DESTOANTE ENTRE O ONZE VENCIDO — REGULAR DESEMPENHO DE FOGUINHO — O "SOS" GOLEOU O MAL. DE FERRO: 5 A 0 — RENDA: CR$ 62.300,00
Sem dúvida, o valoroso Grêmio Renner, colheu na tarde bonita de domingo último, o mais expressivo título, desde que passou a fazer parte da divisão de honra da Federação Rio Grandense de Futebol, ao abater, em peleja memorável, o forte esquadrão do Sport Club Internacional pela contagem ajustada de 2 a 1. Com o feito de anteontem, conquistaram os renistas o título honroso de campeões do Torneio Extra, certame ao qual concorreram todos os filiados a entidade presidida pelo esportista dr. Aneron Corrêa de Oliveira. Desenvolvendo esplêndida campanha, souberam os rapazes do clube da rua Sertório impôs-se a todos os adversários que se lhe foram antepostos, desde os mais modestos aos mais categorizados, os chamados "grandes" — Grêmio, o Cruzeiro e, finalmente, o possante onze colorado.
Para muitos parecia impossível aos pupilos de Gradim levarem de vencida os atletas de Carlos Volante — mesmo porque — desde o seu ingresso na divisão de honra, nunca haviam conseguido uma vitória sobre os rubros. Tal particularidade já se havia tornado em autêntico tabu, pois embora em certas ocasiões houvessem desfrutado de situações bastante favoráveis, como ainda aconteccu recentemente, sempre finalizavam inferiorizados no placar. Por isso, para muitos, seria fácil o compromisso para os rapazes do clube da rua Silveiro. Entretanto, os navegantinos, após cumprirem esplêndida performance, haviam decidido que o título deveria ficar no 4º Distrito: nao se intimidaram; atiraram-se à luta com grande disposição, realizando uma exibição mais ou menos semelhante aquela frente ao Cruzeiro e, ao final dos noventa minutos regulamentares, deixaram o gramado não só com as honras de vencedores como ainda, com o título máximo do Torneio em disputa, e para o qual todos os concorrentes se apresentaram com grande apetite. Digno, pois, dos maiores aplausos o feito memorável dos rapazes preparados pelo veterano Gradim que há alguns anos com elogiável persistência vem prestando as equipes do clube de Antônio Cassacia.
OS 20 MINUTOS
O embate como fora previsto, decorreu bastante movimentado e cheio de lances interessantes, empregando-se os 22 players em campo com grande disposição. Não se pode afirmar que tecnicamente haja sido um embate 100% — houve falhas, de ambos os lados porém tais falhas quase sempre foram compensadas pelo ardor com que se empregavam os jogadores em campo. O período inicial apresentou o onze do Renner algo mais coordenado e com maior disposição. Tinha-se mesmo a impressão de que os colorados confiavam plenamente na vitória e por isso não se empregavam a fundo.
Cedo, porém, viram que o adversário buscava a vitória afanosamente, que dificilmente se deixaria abater e que para tal conseguir teriam que empregar-se a fundo. Aos 30 minutos da primeira fase, quando Nirinho pela segunda vez fez estremecer as redes do arco de Ivo, os pupilos de Volante viram as coisas mal paradas e desde aí passaram a empregar-se com grande disposição e tanto foi assim que passaram a exercer forte pressão, vendo finalmente cercados de êxito seus esforços com a conquista de Villalba, quando faltava apenas um minuto para finalizar o primeiro período.
A interrupção com o intervalo regulamentar não conseguiu arrefecer o entusiasmo dos integrantes do onze colorado, que ainda no período derradeiro, a exemplo do que sucedera nos instantes finais do período inicial, dominaram territorialmente, mas entretanto, encontraram sempre pela frente o sexteto defensivo do Renner, exibindo-se em grande forma e anulando uma por uma todas as investidas dos companheiros de Tesourinha. Por volta dos 75 minutos, quando os rubros perceberam que estavam irremediavelmente perdidos, começaram a ceder e disso aproveitaram-se os industriários para esboçarem pequena reação, conseguindo ainda nos instantes finais equilibrar o cotejo que chegou ao seu término acusando o placar favorável ao Renner que, assim, pela primeira vez na sua curta, porém brilhante campanha entre os chamados "grandes" conseguiu o que ainda não havia conseguido: impôr-se ao Internacional.
Estão, pois, de parabéns, não só os players que envergaram a jaqueta renista, como ainda o presidente Antônio Cassacia, o vice-presidente Válter Koetz, sem dúvida um dos construtores da vitória e, finalmente, o técnico Gradim, a quem devem os industriários o notável feito. O onze do Renner apresentou-se dentro de suas possibilidades produzindo o que era lícito esperar; seu sexteto defensivo atuou com grande desenvoltura. Desde Éverton até Heitor, todos se conduziram com segurança e perfeição — de todos, porém, é de justo salientar o trabalho do médio Heitor que foi, sem dúvida, a principal figura do gramado. A dianteira, no período inicial conduziu-se de maneira satisfatória, para decair bastante no período final, quando os rubros passaram a exercer forte pressão. Mesmo assim pode-se afirmar que os dianteiros campeões se conduziram com acerto porque, ainda quando da pressão rubra, não deixaram de emprestar sua colaboração.
O onze do Internacional embora vencido, não esteve mal. O único elemento que destoou foi o pivot que nao está absolutamente em condições de ocupar o centro da intermediária de uma equipe de primeira linha. Os demais setores andaram com regularidade. O sexteto defensivo, à exceção de Tábua conduziu-se bem e disso é prova o placar ajustado, devendo ser levado em conta que a vanguarda do Renner é justamente uma das mais positivas, senão a mais positiva de quantas se exibiram neste torneio "aperitivo". O quinteto atacante andou como está habituado andar e, se não conseguiu assinalar um maior número de tentos devem-se ao esplêndido trabalho desenvolvido pelos integrantes da defesa contrária que não lhes deu tréguas, exercendo rigorosa vigilância.
As duas turmas formaram com a seguinte constituição:
RENNER: Éverton, Pedro e Bedeu; José, Neco (Badanha) e Heitor; Nirinho, Hormar (Cabano) Guido, Ruy e Medina.
INTERNACIONAL: Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Tábua e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adão, Fandiño (Elizeu) e Carlitos. Os tentos do Renner foram assinalados por Hormar e Nirinho o primeiro aos 7 minutos e o último aos 30. O tento de honra do Internacional foi de autoria do insider Villalba, quando faltava um minuto para finalizar o primeiro tempo. No período derradeiro o marcador conservou-se em 2 a 1. A arbitragem esteve a cargo de Osvaldo Rolla, que teve regular desempenho. A preliminar a cargo das equipes do S. O. S. e do Marechal de Ferro, pelo campeonato do Bom Fim, findou com a vitória do S. O. S. por 5 a 0.
A renda foi de Cr$ 62.300,00.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 111, 10/06/1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/499. Acesso em: 14 fev. 2026.

SEM ÁVILA, SEM CABRITA... E SEM O TÍTULO DE CAMPEÃO DO "EXTRA"!
Merecida, realmente, sob todos os aspectos que se queira focalizar a conquista do título de campeão do Torneio "Extra" pelo onze industriário, à tarde ensolarada e quente de domingo último. Aliás, o Renner já conquistara um título sem alardes, o de "campeão da regularidade". Sim, porque o onze treinado por Gradim, bem merecia esse título, antes mesmo de conquistar o primeiro campeonato de sua recente, mas já vitoriosa carreira no esporte gaúcho.
Juntando, coletando jogadores desprezados até no interior do Estado — entre estes Heitor e Bedeu — e "fabricando" sob a batuta dum técnico "colored" bastante modesto, o onze presidido pelo esportista Antônio Casaccia foi, sem alardes, derrubando todos os "grandes" e "pequenos" num certame que apontava como fáceis vencedores qualquer um dos três "grandes"... E, quando afirmamos que o onze industriário foi um antêntico "campeão" de regularidade", corrobora em nosso favor o escore construído nos jogos contra o Grêmio, Cruzeiro e Internacional, inclusive. Não precisou o Renner, embora o buscasse afanosamente, de escores maiúsculos para vencer os titãs mnetropolitanos: paulatinamente foi impondo um escore clássico e significativo, 2 a 1!
Reconhecendo a merecida e justa conquista do Renner, vai aqui, por isso, o nosso sincero e desinteressado aplauso aos valentes vencedores de "Extra" de 1947.
—oOo—
Quanto ao onze do Internacional, o famoso "Rolo Compressor", é evidente que se está ressentindo da falta do indisciplinado Ávila, estas horas envergando a jaqueta da estrela solitária da praia do Botafogo. Tábua não substitui, "não dá conta do recado" — como se diz na gíria — um elemento cancheiro e de classe como o categorizado centro-médio gaúcho roubado pelo "soccer" carioca.
É possível que Tábua se torne um grande centro-médio, para isso não lhe faltando "saúde", uma vez que o Internacional teime em escalar esse elemento jovem e promissor, embora com flagrante prejuízo para o rendimnento da equipe, cujo treino de jogo exige o máximo de esforço de todos os seus integrantes.
Possivelmente outros fatores, estes de ordem piscológica, tenham influído na derrota do onze da rua Silveiro no choque de domingo. Para os supersticiosos significativa foi a conquista do Renner, depois que o Xisto Vasques descobriu que a cabrita se "bandeara" para a rua Sertório... A falta de Vicente Rao, o jogador nº 12, no comando da torcida colorada é outro fator que não deve ser esquecido...
Enfim, sem Ávila, sem cabrita... e sem o título de campeão do "Extra": Assim foi escrito mais um drama da vida...
Fonte: A. C.. Jornal do Dia (RS), n. 111, 10 jun. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/499. Acesso em: 14 fev. 2026.

O Renner, de Porto Alegre derrotou o Internacional por 2x1 e sagrou-se vencedor do Torneio Extra da Federação Riograndense de Foot-ball.
Fonte: Jornal do Brasil (RJ), n. 133, 10 jun. 1947, p. 9. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_06/47011. Acesso em: 14 fev. 2026.

RENNER — CAMPEÃO DO EXTRA DE 47
Em Porto Alegre realizou-se, domingo último, a partida decisiva do Torneio Extra daquela cidade, entre Renner e Internacional, que foi vencida pelo escore de 2 x 1.
Fonte: O Estado de Florianópolis (SC), n. 10048, 13 jun. 1947, p. 6. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/884120/54386. Acesso em: 14 fev. 2026.

Após excelente desempenho nas primeiras participações na Divisão de Honra do Campeonato Citadino de Porto Alegre, o Renner entrou na competição de 1947 com pretensões ainda maiores. A preparação física dos jogadores estava alcançando resultados espetaculares e o time se mostrava preparado para enfrentar em nível de igualdade os principais times da cidade.
O regulamento do campeonato daquele ano previa um torneio inicial, chamado “extra”, para preparação dos esquadrões para a principal competição do Estado. Nesse campeonato, os 7 times participantes jogavam entre si em turno único e em campo neutro. Ao final do turno, as equipes do Grêmio Esportivo Renner e do Sport Club Internacional se apresentaram com apenas 2 pontos perdidos cada uma. Tal igualdade, como previa o regulamento do torneio, levou esses times ao jogo desempate.
A peleia, que colocou frente a frente o novato time do 4º distrito e o esmagador “Rolo Compressor” montado pelo Internacional, foi marcada por levar um público gigantesco ao Estádio Timbaúva, campo do Força e Luz (equipe dos funcionários da Companhia de Energia Elétrica). A partida, realizada no ensolarado domingo de 08 de junho de 1947, também foi marcada pela maneira pungente como o Renner se apresentou no campo de jogo. O esquadrão Rennista se impôs contra a equipe colorada de maneira indelével. Com gols aos 8’ e aos 20’ do primeiro tempo, a equipe dos industriários se impôs e anulou os craques colorados Carlitos e Tesourinha. A equipe colorada ainda descontou aos 44’ do segundo tempo, mas já era tarde. O resultado de 2 a 1 coroava a dedicação da equipe de industriários, e o troféu do torneio, chamado “G. N. União”, agora tinha dono: o glorioso Grêmio Esportivo Renner.
A imprensa da capital, mais uma vez, não deixou de registrar a nova façanha do time Rennista. A Folha da tarde lembrou assim: “O final do prélio chegou e, com ele, registrava-se a maior vitória alcançada pelo G. E. Renner na sua carreira esportiva”. Os dias de glória começavam a se tornar uma rotina nas dependências do Estádio Tiradentes!
Fonte: DIAS de Glória. Renner Vive!, Porto Alegre, [s.d.]. Disponível em: https://rennervive.com/2020/06/26/dias-de-gloria/. Acesso em: 14 fev. 2026.