08/06/1947 - Torneio Extra 1947 - Internacional 1 x 2 Renner

INTERNACIONAL x RENNER
FORMARÃO COMPLETAS AS DUAS EQUIPES — AMANHÃ NA TIMBAÚVA, A PRIMEIRA DA SÉRIE "MELHOR DE QUATRO PONTOS"
Amanhã, à tarde, no "estádio" da Timbaúva, no Caminho do Meio, será disputado o primeiro jogo da série "melhor de quatro pontos" que deverá apontar o onze vencedor do Torneio "Extra" promovido pela Federação Rio Grandense de Futebol e no qual está em disputa finíssimo bronze instituído pelo Grêmio Náutico União, colorados e renistas chegaram ao final do certame em igualdade de condições, isto é, cada um com apenas uma derrota. Assim, amanhã à tarde, caso permita o tempo, estarão frente a frente os pupilos de Gradim e Carlos Volante num embate que se antecipa dos mais sensacionais e ao final do qual será conhecido o mais provável vencedor do Torneio "aperitivo". — A esplêndida campanha desenvolvida neste início de temporada pelas duas equipes que estarão em luta permite vaticinar um prélio bastante movimentado e de difícil prognóstico, embora para muitos o Internacional seja apontado como favorito. Baseiam-se os rubros no fato de nunca terem cedido ao Renner, embora já tenham passado por tremendos sustos quando em embates frente ao onze industriário. Por isso querem os rapazes da camiseta vermelha manter a superioridade não permitindo que, justamente num embate decisivo como o é o de amanhã, fossem baquear pela primeira vez. Os renistas, por seu turno, alimentam grandes esperanças de adjudicarem-se ao título máximo e ao fino troféu instituído pelo União, registrando assim sua primeira vitória sobre o onze do Internacional. Tudo, pois, indica que o prélio assumirá proporções bastante interessantes, devendo, por isso mesmo, ter a presenciá-lo um público numeroso. As duas turmas deverão formar com a mesma constituição com se exibiram até aqui. Os colorados formarão com Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Tábua e Ilmo; Tesourinha, Villalba, Adão, Fandiño e Carlitos. O Renner apresentará Éverton, Pedro e Bedeu; José, Neco e Heitor; Nirinho, Hormar, Guido, Ruy e Medina.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 109, 07 jun. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/483. Acesso em: 14 fev. 2026.

EMPOLGA OS MEIOS ESPORTIVOS O CHOQUE DESTA TARDE NO CAMINHO DO MEIO
RENNER E INTERNACIONAL DECIDIRÃO, HOJE, O TÍTULO DE CAMPEÃO DO "EXTRA" — ILMO E VILALBA, POSSIVELMENTE, NÃO FORMARÃO NO "ROLO" — COMPLETO O ONZE RENISTA — FOGUINHO SERÁ O JUIZ — EM CASO DE EMPATE HAVERÁ NOVO JOGO QUARTA-FEIRA
Tendo tido um desenrolar dos mais interesantes e movimentados, decide- se hoje à tarde, no tradicional "estádio" da Timbaúva, o Torneio "Extra" promovido pela Federação Rio Grandense de Futebol e no qual está em disputa fino bronze oferecido pelo conhecido esportista Arquimimo Magnus de Souza, presidente do Grêmio Náutico União. Serão contendores, no embate decisivo, as fortes equipes de profissionais do Internacional e do Renner que chegaram ao término do certame em igualdade de condições, cada um com dois pontos perdidos. As duas turmas, justo é reconhecer, desenvolveram boa performance neste certame "aperitivo" e foram realmente aquelas que em melhores condições se apresentaram, sendo natural que assim chegassem ao final do torneio nas condições em que chegaram, fazendo-se necessário um jogo de desempate que, tudo indica, assumirá proporções bastante interessantes.
Note-se que a única derrota sofrida pelo Renner no presente certame foi justamente frente ao Internacional num jogo realizado à noite, no "estádio da colina melancólica". Naquela ocasião, como todos devem estar lembrados, o Renner pisou na frente chegando a estar com a vantagem de 4 tentos sobre seu antagonista de logo mais. Tudo indicava que, pela vez primeira os navegantinos venceriam o famoso "Rolo" — entretanto — os pupilos de Carlos Volante reagiram valentemente e, contra a expectativa, chegaram ao final dos 90 minutos regulamentares vencendo por 5 a 4, num dos embates mais movimentados e interessantes do Torneio.
Ruíram assim por terra, mais uma vez, as esperanças dos renistas que, ardentemente desejam, ao menos uma vez, vencer o onze do Internacional, pois, ainda que pareça mentira, nunca o conseguiram desde que atingiram a "maioridade" no terreno futebolístico. Fácil, assim, aquilatar o desejo com que hoje, à tarde, os pupilos de Gradim irão a campo para realizarem mais uma tentativa. Sem dúvida que melhor oportunidade para tornarem realidade seu grande sonho não se lhes poderia deparar, visto que o onze do Internacional, já desfalcado do pivô Ávila, cedido ao Botafogo da capital do país, provavelmente não contará com o concurso de outros dois titulares: Villalba e Ilmo, lesionados quando do compromisso de quinta-feira última frente ao Força e Luz. Os colorados, porém, mesmo sem aqueles dois titulares vão a campo dispostos a, ainda desta feita, não se deixarem abater pelos rapazes do clube de Antônio Cassacia. Não admitem os rubros nem por sombra, um revés no embate decisivo, mesmo porque, assim como o Renner, também eles desejam ardentemente conquistar o título máximo do primeiro torneio oficial do ano e adjudicar-se ao vistoso bronze com que será premiado o onze vencedor.
Tudo, pois, deixa prever que a porfia dessa tarde na tradicional "Timbaúva" será a mais interessante de quantas já foram aqui realizadas na presente temporada, devendo, por isso mesmo, ter a presenciá-la um público numeroso.
O prélio, em face do equilíbrio de forças, bem pode findar empatado: foi prevendo isso que os interessados já decidiram que se tal se positivar, haverá um novo embate possivelmente na próxima quarta-feira.
COMO FORMARÃO AS DUAS EQUIPES
As duas turmas pisarão no gramado obedecendo a seguinte constituição: INTERNACIONAL: Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Tábua e Abigail; Tesourinha, Elizeu, Adão, Fandiño e Carlitos. RENNER: Éverton, Pedro e Bedeu; José, Néco e Heitor; Nirinho, Hormar, Guido, Ruy e Medina.
FOGUINHO SERÁ O JUIZ
Escolhido de comum acordo deverá controlar o embate sensacional, o árbitro Osvaldo Rolla, o popular Foguinho, do quadro principal da F. R. G. F. e. sem dúvida, um dos melhores apitadores do momento.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 110, 08 jun. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/491. Acesso em: 14 fev. 2026.

TORNEIO EXTRA 1947 - INTERNACIONAL 1 X 2 RENNER
Data: 08/06/1947
Local: Timbaúva - Porto Alegre (RS)
Renda: Cr$ 71.000,00
Juiz: Oswaldo Rolla, auxiliado por Horácio Alves Pinto e Guilherme Sroka.
Gols: Villalba (I); Osmar e Nirinho (R).
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Alfeu e Nena; Viana, Táboa e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Fandiño (Elizeu) e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.
RENNER: Éverton; Pedro e Bedeuzinho; Heitor, Neco (Badanha) e José; Medina, Ruy Motorzinho, Guido, Hormar (Cabaño) e Nirinho. Técnico: Gradim.

"O GOL ANULADO — No flagrante acima vemos Guido,
center-forward renista, ao conquistar, impedido,
um gol que o juiz anulou com bastante precisão. Ivo, arqueiro colorado,
está caído, enquanto o couro vai ultrapassando a linha de gol".
Fonte: Folha da Tarde (RS).

RENNER CAMPEÃO DO "EXTRA"
A DEFESA RENISTA APARECEU COM DESTAQUE, ANULANDO O ÍMPETO DO "ROLO COMPRESSOR" — TÁBUA, ELEMENTO DESTOANTE ENTRE O ONZE VENCIDO — REGULAR DESEMPENHO DE FOGUINHO — O "SOS" GOLEOU O MAL. DE FERRO: 5 A 0 — RENDA: CR$ 62.300,00
Sem dúvida, o valoroso Grêmio Renner, colheu na tarde bonita de domingo último, o mais expressivo título, desde que passou a fazer parte da divisão de honra da Federação Rio Grandense de Futebol, ao abater, em peleja memorável, o forte esquadrão do Sport Club Internacional pela contagem ajustada de 2 a 1. Com o feito de anteontem, conquistaram os renistas o título honroso de campeões do Torneio Extra, certame ao qual concorreram todos os filiados a entidade presidida pelo esportista dr. Aneron Corrêa de Oliveira. Desenvolvendo esplêndida campanha, souberam os rapazes do clube da rua Sertório impôs-se a todos os adversários que se lhe foram antepostos, desde os mais modestos aos mais categorizados, os chamados "grandes" — Grêmio, o Cruzeiro e, finalmente, o possante onze colorado.
Para muitos parecia impossível aos pupilos de Gradim levarem de vencida os atletas de Carlos Volante — mesmo porque — desde o seu ingresso na divisão de honra, nunca haviam conseguido uma vitória sobre os rubros. Tal particularidade já se havia tornado em autêntico tabu, pois embora em certas ocasiões houvessem desfrutado de situações bastante favoráveis, como ainda aconteccu recentemente, sempre finalizavam inferiorizados no placar. Por isso, para muitos, seria fácil o compromisso para os rapazes do clube da rua Silveiro. Entretanto, os navegantinos, após cumprirem esplêndida performance, haviam decidido que o título deveria ficar no 4º Distrito: nao se intimidaram; atiraram-se à luta com grande disposição, realizando uma exibição mais ou menos semelhante aquela frente ao Cruzeiro e, ao final dos noventa minutos regulamentares, deixaram o gramado não só com as honras de vencedores como ainda, com o título máximo do Torneio em disputa, e para o qual todos os concorrentes se apresentaram com grande apetite. Digno, pois, dos maiores aplausos o feito memorável dos rapazes preparados pelo veterano Gradim que há alguns anos com elogiável persistência vem prestando as equipes do clube de Antônio Cassacia.
OS 20 MINUTOS
O embate como fora previsto, decorreu bastante movimentado e cheio de lances interessantes, empregando-se os 22 players em campo com grande disposição. Não se pode afirmar que tecnicamente haja sido um embate 100% — houve falhas, de ambos os lados porém tais falhas quase sempre foram compensadas pelo ardor com que se empregavam os jogadores em campo. O período inicial apresentou o onze do Renner algo mais coordenado e com maior disposição. Tinha-se mesmo a impressão de que os colorados confiavam plenamente na vitória e por isso não se empregavam a fundo.
Cedo, porém, viram que o adversário buscava a vitória afanosamente, que dificilmente se deixaria abater e que para tal conseguir teriam que empregar-se a fundo. Aos 30 minutos da primeira fase, quando Nirinho pela segunda vez fez estremecer as redes do arco de Ivo, os pupilos de Volante viram as coisas mal paradas e desde aí passaram a empregar-se com grande disposição e tanto foi assim que passaram a exercer forte pressão, vendo finalmente cercados de êxito seus esforços com a conquista de Villalba, quando faltava apenas um minuto para finalizar o primeiro período.
A interrupção com o intervalo regulamentar não conseguiu arrefecer o entusiasmo dos integrantes do onze colorado, que ainda no período derradeiro, a exemplo do que sucedera nos instantes finais do período inicial, dominaram territorialmente, mas entretanto, encontraram sempre pela frente o sexteto defensivo do Renner, exibindo-se em grande forma e anulando uma por uma todas as investidas dos companheiros de Tesourinha. Por volta dos 75 minutos, quando os rubros perceberam que estavam irremediavelmente perdidos, começaram a ceder e disso aproveitaram-se os industriários para esboçarem pequena reação, conseguindo ainda nos instantes finais equilibrar o cotejo que chegou ao seu término acusando o placar favorável ao Renner que, assim, pela primeira vez na sua curta, porém brilhante campanha entre os chamados "grandes" conseguiu o que ainda não havia conseguido: impôr-se ao Internacional.
Estão, pois, de parabéns, não só os players que envergaram a jaqueta renista, como ainda o presidente Antônio Cassacia, o vice-presidente Válter Koetz, sem dúvida um dos construtores da vitória e, finalmente, o técnico Gradim, a quem devem os industriários o notável feito. O onze do Renner apresentou-se dentro de suas possibilidades produzindo o que era lícito esperar; seu sexteto defensivo atuou com grande desenvoltura. Desde Éverton até Heitor, todos se conduziram com segurança e perfeição — de todos, porém, é de justo salientar o trabalho do médio Heitor que foi, sem dúvida, a principal figura do gramado. A dianteira, no período inicial conduziu-se de maneira satisfatória, para decair bastante no período final, quando os rubros passaram a exercer forte pressão. Mesmo assim pode-se afirmar que os dianteiros campeões se conduziram com acerto porque, ainda quando da pressão rubra, não deixaram de emprestar sua colaboração.
O onze do Internacional embora vencido, não esteve mal. O único elemento que destoou foi o pivot que nao está absolutamente em condições de ocupar o centro da intermediária de uma equipe de primeira linha. Os demais setores andaram com regularidade. O sexteto defensivo, à exceção de Tábua conduziu-se bem e disso é prova o placar ajustado, devendo ser levado em conta que a vanguarda do Renner é justamente uma das mais positivas, senão a mais positiva de quantas se exibiram neste torneio "aperitivo". O quinteto atacante andou como está habituado andar e, se não conseguiu assinalar um maior número de tentos devem-se ao esplêndido trabalho desenvolvido pelos integrantes da defesa contrária que não lhes deu tréguas, exercendo rigorosa vigilância.
As duas turmas formaram com a seguinte constituição:
RENNER: Éverton, Pedro e Bedeu; José, Neco (Badanha) e Heitor; Nirinho, Hormar (Cabano) Guido, Ruy e Medina.
INTERNACIONAL: Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Tábua e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adão, Fandiño (Elizeu) e Carlitos. Os tentos do Renner foram assinalados por Hormar e Nirinho o primeiro aos 7 minutos e o último aos 30. O tento de honra do Internacional foi de autoria do insider Villalba, quando faltava um minuto para finalizar o primeiro tempo. No período derradeiro o marcador conservou-se em 2 a 1. A arbitragem esteve a cargo de Osvaldo Rolla, que teve regular desempenho. A preliminar a cargo das equipes do S. O. S. e do Marechal de Ferro, pelo campeonato do Bom Fim, findou com a vitória do S. O. S. por 5 a 0.
A renda foi de Cr$ 62.300,00.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 111, 10/06/1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/499. Acesso em: 14 fev. 2026.

SEM ÁVILA, SEM CABRITA... E SEM O TÍTULO DE CAMPEÃO DO "EXTRA"!
Merecida, realmente, sob todos os aspectos que se queira focalizar a conquista do título de campeão do Torneio "Extra" pelo onze industriário, à tarde ensolarada e quente de domingo último. Aliás, o Renner já conquistara um título sem alardes, o de "campeão da regularidade". Sim, porque o onze treinado por Gradim, bem merecia esse título, antes mesmo de conquistar o primeiro campeonato de sua recente, mas já vitoriosa carreira no esporte gaúcho.
Juntando, coletando jogadores desprezados até no interior do Estado — entre estes Heitor e Bedeu — e "fabricando" sob a batuta dum técnico "colored" bastante modesto, o onze presidido pelo esportista Antônio Casaccia foi, sem alardes, derrubando todos os "grandes" e "pequenos" num certame que apontava como fáceis vencedores qualquer um dos três "grandes"... E, quando afirmamos que o onze industriário foi um antêntico "campeão" de regularidade", corrobora em nosso favor o escore construído nos jogos contra o Grêmio, Cruzeiro e Internacional, inclusive. Não precisou o Renner, embora o buscasse afanosamente, de escores maiúsculos para vencer os titãs mnetropolitanos: paulatinamente foi impondo um escore clássico e significativo, 2 a 1!
Reconhecendo a merecida e justa conquista do Renner, vai aqui, por isso, o nosso sincero e desinteressado aplauso aos valentes vencedores de "Extra" de 1947.
—oOo—
Quanto ao onze do Internacional, o famoso "Rolo Compressor", é evidente que se está ressentindo da falta do indisciplinado Ávila, estas horas envergando a jaqueta da estrela solitária da praia do Botafogo. Tábua não substitui, "não dá conta do recado" — como se diz na gíria — um elemento cancheiro e de classe como o categorizado centro-médio gaúcho roubado pelo "soccer" carioca.
É possível que Tábua se torne um grande centro-médio, para isso não lhe faltando "saúde", uma vez que o Internacional teime em escalar esse elemento jovem e promissor, embora com flagrante prejuízo para o rendimnento da equipe, cujo treino de jogo exige o máximo de esforço de todos os seus integrantes.
Possivelmente outros fatores, estes de ordem piscológica, tenham influído na derrota do onze da rua Silveiro no choque de domingo. Para os supersticiosos significativa foi a conquista do Renner, depois que o Xisto Vasques descobriu que a cabrita se "bandeara" para a rua Sertório... A falta de Vicente Rao, o jogador nº 12, no comando da torcida colorada é outro fator que não deve ser esquecido...
Enfim, sem Ávila, sem cabrita... e sem o título de campeão do "Extra": Assim foi escrito mais um drama da vida...
Fonte: A. C.. Jornal do Dia (RS), n. 111, 10 jun. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/499. Acesso em: 14 fev. 2026.

O Renner, de Porto Alegre derrotou o Internacional por 2x1 e sagrou-se vencedor do Torneio Extra da Federação Riograndense de Foot-ball.
Fonte: Jornal do Brasil (RJ), n. 133, 10 jun. 1947, p. 9. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/030015_06/47011. Acesso em: 14 fev. 2026.

RENNER — CAMPEÃO DO EXTRA DE 47
Em Porto Alegre realizou-se, domingo último, a partida decisiva do Torneio Extra daquela cidade, entre Renner e Internacional, que foi vencida pelo escore de 2 x 1.
Fonte: O Estado de Florianópolis (SC), n. 10048, 13 jun. 1947, p. 6. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/884120/54386. Acesso em: 14 fev. 2026.

Após excelente desempenho nas primeiras participações na Divisão de Honra do Campeonato Citadino de Porto Alegre, o Renner entrou na competição de 1947 com pretensões ainda maiores. A preparação física dos jogadores estava alcançando resultados espetaculares e o time se mostrava preparado para enfrentar em nível de igualdade os principais times da cidade.
O regulamento do campeonato daquele ano previa um torneio inicial, chamado “extra”, para preparação dos esquadrões para a principal competição do Estado. Nesse campeonato, os 7 times participantes jogavam entre si em turno único e em campo neutro. Ao final do turno, as equipes do Grêmio Esportivo Renner e do Sport Club Internacional se apresentaram com apenas 2 pontos perdidos cada uma. Tal igualdade, como previa o regulamento do torneio, levou esses times ao jogo desempate.
A peleia, que colocou frente a frente o novato time do 4º distrito e o esmagador “Rolo Compressor” montado pelo Internacional, foi marcada por levar um público gigantesco ao Estádio Timbaúva, campo do Força e Luz (equipe dos funcionários da Companhia de Energia Elétrica). A partida, realizada no ensolarado domingo de 08 de junho de 1947, também foi marcada pela maneira pungente como o Renner se apresentou no campo de jogo. O esquadrão Rennista se impôs contra a equipe colorada de maneira indelével. Com gols aos 8’ e aos 20’ do primeiro tempo, a equipe dos industriários se impôs e anulou os craques colorados Carlitos e Tesourinha. A equipe colorada ainda descontou aos 44’ do segundo tempo, mas já era tarde. O resultado de 2 a 1 coroava a dedicação da equipe de industriários, e o troféu do torneio, chamado “G. N. União”, agora tinha dono: o glorioso Grêmio Esportivo Renner.
A imprensa da capital, mais uma vez, não deixou de registrar a nova façanha do time Rennista. A Folha da tarde lembrou assim: “O final do prélio chegou e, com ele, registrava-se a maior vitória alcançada pelo G. E. Renner na sua carreira esportiva”. Os dias de glória começavam a se tornar uma rotina nas dependências do Estádio Tiradentes!
Fonte: DIAS de Glória. Renner Vive!, Porto Alegre, [s.d.]. Disponível em: https://rennervive.com/2020/06/26/dias-de-gloria/. Acesso em: 14 fev. 2026.

05/06/1947 - Torneio Extra 1947 - Força e Luz 1 x 5 Internacional

EMPOLGA OS MEIOS ESPORTIVOS O CHOQUE DESTA TARDE, ENTRE O INTERNACIONAL X FORÇA E LUZ
NA "BAIXADA", O SENSACIONAL EMBATE — COMPLETAS AS DUAS EQUIPES — JUCA SERÁ O JUIZ, ESCOLHIDO DE COMUM ACORDO — OS BONDES TRAFEGARÃO PELA RUA DA FLORESTA — NOTA DO GRÊMIO
Ansiosamente aguardado, realiza-se, hoje, à tarde, no tradicional "Fortim da Baixada", o último embate em disputa do Tornelo "EXTRA", promovido pela Federação Rio Grandense de Futebol e no qual serão contendores as equipes de profissionais do S. C. Internacional e do Grêmio Esportivo Força e Luz. Justifica-se, perfeitamente, a invulgar ansiedade que se nota nos meios esportivos para o sensacional embate desta tarde nos Moinhos de Vento. É que, estarão frente a frente colorados e rajados, dispostos a brindar o público esportivo da capital com um espetáculo de proporções grandiosas.
Principalmente para o Internacional o choque desta tarde é de suma importância, pois terá necessidade imperiosa de vencer para assim poder disputar com o Renner, em melhor de 4 pontos, o título de campeão do Torneio. Sabem perfeitamente os colorados que só interessa um triunfo, pois uma derrota ou mesmo um empate os terá afastado definitivamente do certame. Os rajados, por outro lado, aguardam ansiosos o momento da peleja sensacional, para se exibirem em grande forma, desfazendo, assim, a má impressão deixada quando dos embates frente ao Cruzeiro e muito principalmente frente ao modesto onze do Nacional.
Como se vê, as duas turmas fazem questão fechada de vencer, por isso, o ser possível vaticinar-se um eapetáculo de grandes proporções capaz de agradar plenamente ao mais exigente torcedor.
As duas turmas deverão pisar o gramado obedeceu à seguinte constituição: Internacional: Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Tábua e Ilmo; Tesourinha, Villalba, Adão, Fandiño e Carlitos. Força e Luz: Cláudio, Hugo e Povo Novo; Ernesto, Armando e Alegretti; Jerônimo, Dorvalino, Fogosa, Nino e Nadir. Segundo fomos informados pelo coach Aparício Viana e Silva, responsável pelo preparo do onze rajado, é problemática a inclusão de Cláudio no arco por encontrar-se ainda lesionado. Caso pois não seja possível atuar o esplêndido arqueiro será ele substituído por Dóia, elemento de grande valor.
Realizando-se hoje, à tarde, a tradicional procissão de Corpus Christi, e fazendo parte do itinerário a ser percorrido a rua Independência, resolveu a Cia. Carris fazer com que os bondes "Futebol" trafeguem pela rua da Floresta até o local de costume.
NOTA DO GRÊMIO
Realizando-se hoje em nosso campo, o encontro entre os filiados S. C. Internacional e G. S. Força e Luz, em disputa do Torneio Extra da F. R. G. F., a tesouraria do Grêmio Porto Alegrense avisa aos senhores sócios contribuintes — Juvenis e juvenis-colegiais — que terão entrada pelo portão central, com a apresentação do recibo número 5, correspondente a maio. Os cobradores estarão desde às 12 horas, nos guichês ao lado da entrada, para atender aos que ainda não o possuem. Os que pagam sua mensalidade na sede social serão atendidos na parte da manhã, das 9 às 12 horas e à tarde no campo.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 108, 05 jun. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/475. Acesso em: 14 fev. 2026.

TORNEIO EXTRA 1947 - FORÇA E LUZ 1 X 5 INTERNACIONAL
Data: 05/06/1947
Local: Baixada - Porto Alegre (RS)
Renda: Cr$ 29.410,00
Juiz: Ivo Tavares
Gols: Carlitos 35’/1 (I); Carlitos 3’/2 (I); Nino ?’/2 (F); Tesourinha ?’/2 (I); Carlitos ?’/2 (I); Carlitos 40’/2 (I).
FORÇA E LUZ: Cláudio; Hugo e Povonovo; Bahiano, Armando e Alegretti; Jerônimo (De Camilis), Dorvalino, Fogosa, Nino e Nadir. Técnico: Aparício Viana e Silva.
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Alfeu e Nena; Viana, Táboa e Ilmo (Abigail); Tesourinha, Villalba (Elizeu), Adãozinho, Fandiño e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.

O "ROLO COMPRESSOR" FUNCIONOU: 5 A 1!
ABATIDO, NA "BAIXADA", O FORÇA E LUZ — CARLITOS, O GOLEADOR — FRACO DESEMPENHO DE JUCA — VITÓRIA DO INTERNACIONAL NA PRELIMINAR — RENDA: Cr$ 29.410,00
O resultado numerico do último prélio em disputa do Torneio "Extra", promovido pela Federação Rio Grandense de Futebol e que reuniu, quinta-feira última, as equipes de profissionais do Internacional e do Força e Luz, até certo ponto constituiu autêntica surpresa.
Ninguém por certo poderia admitir, nem mesmo os mais otimistas, que a vitoria sorrisse para os pupilos de Carlos Volante, pela contagem extravagante de 5 a 1, com que findaram os 90 minutos regulamentares.
As últimas exibições do onze rajado, mormente depois de ter Aparício Viana e Silva assumido a direção técnica, apontavam-no como adversário de respeito e por isso o ter surpreendido o resultado do embate. Mesmo assim, a contagem de 5 a 1 não espelha fielmente o que foram os noventa minutos de ações que, aliás, decorreram bastante equilibradas, só muito raramente quebradas por rápidos momentos de superioridade territorial deste ou daquele, e estes rápidos momentos de superioridade foram em número maior favoráveis ao Internacional —entretanto — o resultado foi extremamente injusto ao Força e Luz, que não mereceu ser goleado, pois jogou quase sempre de igual para igual. Tivesse o médio Bahiano outro desempenho, não tão comprometedor, por certo a estas horas não estaria o clube de Frederico Amirabile amargando com uma derrota aplastante. O primeiro tempo do prélio decorreu bastante equilibrado, findando com a contagem mínima favorável ao Internacional. No período final, desde os instantes inciais notava-se maior disposição de parte dos atacantes rubros — entretanto — mesmo assim as ações continuaram bastante equilibradas, porém os comandados Adão, agora pondo em jogo toda sua agressividade, com oportunos deslocamentos em que os quais foi figura predominante o ponteiro Tesourinha e, valendo-se muito bem da já apontada falha da defesa rajnda, conseguiram construir um placar bastante contundente. No bando vencedor, não há nomes a destacar, pois todos conduziram-se dentro de suas reais possibilidades, inclusive o center Tábua, que produziu o que era lícito esperar. Quanto ao onze vencido, teve em Cláudio, Hugo e Alegretti na defesa e Nino no ataque suas principais figuras. Os demais, e muito principalmente o médio Bahiano, não corresponderam. — A arbitragem esteve a cargo de Joaquim Rodrigues de Almeida, o popular Juca, cujo desempenho não foi dos mais felizes.
Houve lances de violência em que ele usou de energia, e outros deixou passar em brancas nuvens. A pena máxima com que puniu Alegretti nos pareceu bastante rigorosa.
Houve ainda uma ocasião em que o zagueiro Hugo defendeu a redonda com ambas as mãos e s. s. não viu. O primeiro tento do Internacional foi obtido por Carlitos aos 35 de jogo, aproveitando um entrevero na pequena área rajada. Aos 48, novamente Carlitos estremeceu as redes do arco de Cláudio, escorando de cabeça um centro de Viana ao cobrar uma infração na linha divisória do gramado. Poucos instantes após surgiu o tento de honra do Força e Luz, sendo seu autor o insider Nino, que fulminou Ivo com potente petardo enviesado. Coube a Tesourinha assinalar o terceiro tento do Internacional, executando uma daquelas suas espetaculares atropeladas. O quarto contraste colorado foi outra vez de autoria do ponteiro Carlitos que aproveitou muito bem um passe de Tesourinha. Coube ainda ao veloz atacante Carlitos assinalar o último tento da tarde, quando faltavam apenas cinco minutos para finalizar o prélio, ao cobrar uma penalidade máxima cometida pelo médio Alegretti em Adão; Carlitos executou o lance e Cláudio defendeu parcialmente do que se valeu o mesmo Carlitos para assinalar o último tento da tarde. — As duas turmas formaram com a seguintes constituição: INTERNACIONAL: Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Tábua e Ilmo (Abigail); Tesourinha, Villalba, (Elizeu), Adão, Fandiño e Carlitos. FORÇA E LUZ: Cláudio, Hugo e Povo Novo; Bahiano, Armando e Alegretti; Jerônimo (De Camilis), Dorvalino, Fogosa, Nino e Nadir. A preliminar entre as turmas de aspirantes findou com a vitória do Internacional pela contagem de 3 a 2, sob a arbitragem fraca de Ivo Tavares. A renda andou pela casa dos Cr$ 29.410,00.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 109, 07 jun. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/483. Acesso em: 14 fev. 2026.

14/05/1947 - Torneio Extra 1947 - Internacional 3 x 0 Nacional-POA

Oportuna, sob todos os aspectos a resolução tomada pelos presidentes do Internacional, Grêmio, Renner e Nacional, no sentido de aglutinarem num só local, os jogos que estavam programados para hoje, à noite e amanhã à tarde. Hoje deveriam preliar Grêmio e Renner e amanhã, Internacional x Nacional. Entretanto, em reunião ontem levada a efeito, os quatro presidentes acordaram realizar tudo amanhã, à tarde, no "estádio" da Av. Natal. Ficou assentado que colorados e ferroviários farão o encontro preliminar, enquanto que o choque de fundo será entre tricolores e industriários. Sem dúvida, terão os esportistas da apital oportunidade de presenciar a dois espetáculos que se antecipam bastante interessantes. A preliminar, como foi dito, reunirá o famoso "Rolo" e o voluntarioso onze do Nacional. Todos devem estar lembrados do resultado do embate que travaram pupilos de Carlos Volante e Cavaco no último jogo do certame de 46, quando os rapazes da Viação Férrea impuseram aos rubros um revés inesperado. Certo que os nacionalistas tudo farão, amanhã, por confirmarem aquele feito, para eles memorável. Os diabos rubros, por seu turno, irão a campo dispostos a se desforrarem amplamente daquele revés. Pelo visto, conclui-se que a luta entre ambos será ardorosamente disputada, devendo redundar num bom espetáculo.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 090, 14 mai. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/331. Acesso em: 14 fev. 2026.

TORNEIO EXTRA 1947 - INTERNACIONAL 3 X 0 NACIONAL-POA
Data: 14/05/1947 
Local: Montanha - Porto Alegre (RS) 
Renda: Cr$ 3.287,00 
Juiz: Joaquim Rodrigues de Almeida 
Gols: Carlitos 15’/1 (I); Villalba 35’/1 (I); Carlitos 39’/1 (I). 
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Alfeu e Nena; Viana, Táboa e Ilmo (Abigail); Bóris, Villalba, Rebolo, Fandiño e Carlitos. Técnico: Carlos Volante. 
NACIONAL-POA: Milton; Hannemann e Saul; Nilo, Guimarães e Brito; Carlinhos, Danilo, Manoelzinho, Valter e Jorge (Venenoso). Técnico: Cavalo.

ABATIDO O NACIONAL PELO "ROLO COMPRESSOR": 3 A 0
O NACIONAL FEZ UM SEGUNDO TEMPO RELATIVAMENTE BOM — GOLEADORES: CARLITOS (2) E VILLALBA — JUCA NA ARBITRAGEM — RENDA: Cr$ 3.287,00 — PRELIMINAR: INTERNACIONAL 5, NACIONAL 3
Internacional e Nacional haviam acordado inicialmente fazerem a preliminar do jogo de logo mais entre as turmas do Grêmio e do Renner. Posteriormente, porém, resolveram o contrário — isto é — resolveram jogar isoladamente, ontem, à noite.
Assim é que, um público relativamente pequeno e que fez render a quantia de Cr$ 3.287,00 esteve no "estádio" da "Colina Melancólica", onde, numa noite tenebrosa, escura e fria, realizou-se o prélio que finalmente findou com a vitória dos pupilos de Carlos Volante pela convincente contagem de 3 a 0.
Foi justo e merecido o triunfo obtido pelos rapazes do Internacional, que construíram um placar relativamente cômodo, sem se empregarem a fundo. O onze vencido, o modesto esquadrão do Nacional, exibiu-se dentro de suas reais possibilidades, apresentando uma defensiva bsatante superior ao ataque. Este, no primeiro tempo não chegou a chutar a gol uma única vez, se bem que aí tivessem lutado contra o forte vento reinante. No período derradeiro, com o vento a favor, conseguiram tornar o prélio mais equilibrado, sem, contudo, conseguirem atingir as redes da cidadela de Ivo.
Os tentos do Internacional foram todos assinalados no período inicial, por intermédio de Carlitos, Villalba e Carlitos aos 15, 35 e 39 minutos, respectivamente. As duas turmas formaram com a seguinte constituição: INTERNACIONAL: Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Tábua e Ilmo (Abigail), Boris, Villalba, Rebolo, Fandiño e Carlitos.
NACIONAL: Milton, Hannemann e Saul; Nilo, Guimarães e Brito; Carlinhos, Danilo, Manoelzinho, Válter (Jorge) Jorge (Venenoso).
A arbitragem esteve a cargo de Joaquim Rodrigues de Almeida, o popular Juca, que teve bom desempenho.
Preliminarmente defrontaram-se as equipes de aspirantes, voltando a vencer o Internacional que desta feita assinalou 5 tentos contra 3 do Nacional. Foi árbitro Jorge Maciel, que desempenhou-se como autêntico debutante, dado que é, realmente, um debutante.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 091, 15 mai. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/339. Acesso em: 14 fev. 2026.

11/05/1947 - Amistoso - Internacional 6 x 2 Flamengo

BAHIA OU PORTO ALEGRE?
Tudo indica que o Flamengo excursionará ao Sul — Prazo esgotado para a resposta dos baianos
O Flamengo jogará contra o Canto do Rio no domingo e aproveitará o seu descanso na quinta rodada dando prioridade a um compromisso com os clubes para excursionar. [...] o tricampeão carioca que estava inclinado a atender ao interesse manifestado pelo clube baiano (E. C. Bahia), vai mesmo saldar uma dívida com o Internacional de Porto Alegre.
Na reunião da diretoria de segunda-feira, o Flamengo ajustará o seu programa de viagem designando a delegação os elementos que se deverão integrar.
Espera o rubro-negro levar a Porto Alegre o seu esquadrão completo, isto é, todos os valores que vem disputando o Municipal, inclusive Jair, que é aguardado com viva curiosidade pela torcida flamenga do sul. Além de enfrentar o Internacional, possivelmente a 18 de maio o Flamengo deverá jogar uma segunda partida em Porto Alegre enfrentando talves o Grêmio ou o Cruzeiro. Caberá ao clube de Tesourinha resolver sobre o segundo adversário do Flamengo, pois é exatamente o Internacional o patrocinador da visita do grêmio rubro-negro à capital gaúcha.
Fonte: O Jornal (RJ), n. 8283, 03 mai. 1947, p. 8. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/38376. Acesso em: 14 fev. 2026.

Deverá ser decidida hoje a excursão do Flamengo a Porto Alegre, devendo os entendimentos com o Internacional, da Capital gaúcha, serem efetuados pelo telefone interestadual.
Fonte: Jornal de Notícias (SP), n. 320, 07 mai. 1947, p. 5. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/583138/2950. Acesso em: 14 fev. 2026.

O FLAMENGO IRÁ AOS PAMPAS
RIO, 6 (Meridional) — O Flamengo entendeu-se pelo telefone com o Internacional, para sua excursão em Porto Alegre, nos próximos dias. O assunto ficou para ser resolvido hoje. É bem possível que o Flamengo realize três jogos em Porto Alegre contra o Internacional, o Grêmio e o Cruzeiro.
Fonte: Diário de Pernambuco (PE), n. 105, 07/05/1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/029033_12/25970. Acesso em: 14 fev. 2026.

O FLAMENGO AGUARDADO EM PORTO ALEGRE
PORTO ALEGRE, 6 — (Asapress) — Dos entendimentos havidos entre os dirigentes do Internacional desta capital e do C. R. Flamengo do Rio, desde o mês passado ficou combinado que "o mais querido do Brasil" viria a Porto Alegre em tempo julgado oportuno, a fim de realizar dois jogos, contra o Grêmio e Internacional respectivamente, restando apenas a combinação das datas. Agora, segundo as notícias ventiladas em todos os nossos meios esporțivos, que se mostram animadíssimos com a aproximação desta temporada do Flamengo, o mesmo aqui se exibirá nos próximos dias 11 e 15 do corrente.
Fonte: Gazeta de Notícias (RJ), n. 104, 07 mai. 1947, p. 16. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_07/31918. Acesso em: 14 fev. 2026.

A FEDERAÇÃO RIO GRANDENSE NÃO CONCORDOU COM A PROPOSTA DO GRÊMIO
Terá, assim, o Flamengo que disputar apenas o jogo com o Internacional
PORTO ALEGRE, 7 (Asapress) — O Conselho Arbitral da Federação Riograndense de Futebol, em sua reunião de ontem sob a presidência do Dr. Aneron Correia de Oliveira, não concordou com as propostas do Grêmio e Interacional com referências às anunciadas exibições do Flamengo, do Rio, nesta Capital nas datas de 11 e 15, para o que seria suspenso o certame extra, ora em disputa, ficando de pé, apenas o primeiro jogo projetado, isto é, Flamengo x Internacional, a 15.
Fonte: Gazeta de Notícias (RJ), n. 105, 08 mai. 1947, p. 16. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_07/31934. Acesso em: 14 fev. 2026.

O FLAMENGO SEGUIRÁ SÁBADO PARA O SUL
Jogará domingo com o Internacional, em Porto Alegre
O Internacional de Porto Alegre havia telegrafado para o Flamengo esclarecendo não ser possível enfrentar o rubro-negro no próximo domingo, em virtude de não ter conseguido a data de 11 com a entidade local.
Estava, por conseguinte, o Flamengo resolvido a jogar em Campinas contra o Mogiana, a fim de aproveitar a folga da semana.
Ontem, porém, às últimas horas da tarde o Internacional comunicou-se novamente com o Flamengo pelo telefone, afirmando que tudo havia sido resolvido satisfatoriamente, isto é, havia conseguido a data para enfrentar o tricampeão carioca. Desta forma, ficou o Flamengo de seguir sábado com destino à capital gaucha. Jogará domingo à tarde e regressará com destino ao Rio na próxima segunda-feira.
Fonte: O Jornal (RJ), n. 8287, 08 mai. 1947, p. 8. Dispon´ivel em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/38440. Acesso em: 14 fev. 2026.

Está assentada a excursão do Flamengo a Porto Alegre. Os jogos deverão se realizar a 11 e 14 do corrente. O Flamengo seguirá por via aérea.
Os srs. Vargas Netto e Orsini Coriolano farão parte da delegação rubro-negra.
Fonte: Jornal de Notícias (SP), n. 321, 08 mai. 1947, p. 5. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/583138/2956. Acesso em: 14 fev. 2026.

JOGARÁ O FLAMENGO DOMINGO EM PORTO ALEGRE
Como tivemos ocasião de anunciar, estava assentada a ida do quadro principal do Flamengo a Porto Alegre, onde realiżaria um encontro amistoso no próximo domingo.
Os dirigentes rubro-negros, diante de dois convites, um do Norte outro do Sul, opinaram pelo último.
O quadro do Flamengo terá como adversário o Internacional, domingo à tarde.
É possivel que uma segunda partida venha a ser efetuada naquela capital, contra o Cruzeiro, porém, quanto a este ponto, nada ficou resolvido.
A representação rubro-negra viajará sábado pela manhā para Porto Alegre, por via aérea.
Fonte: Diário Carioca (RJ), n. 5784, 08 mai. 1947, p. 9. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093092_03/28483. Acesso em: 14 fev. 2026.

O FLAMENGO ESPERADO AMANHÃ EM PORTO ALEGRE
Estreará domingo contra o "Rolo Compressor" — Possível um segundo jogo com o "Grêmio" ou o "Cruzeiro"
PORTO ALEGRE, 8 (A MANHÃ) — A reportagem, em conversa com o presidente do S. C. Internacional, dr. Paulino Vargas Vares, foi informado que o poderoso esquadrão do Clube de Regatas do Flamengo da Capital Federal jogará em nossa cidade, no próximo domingo, frente ao "Rolo Compressor".
A equipe rubro-negra, que chegará sábado por via aérea, trará todos seus titulares, tendo, portanto, o público esportivo porto-alegrense a oportunidade de conhecer a maioria de seus integrantes, ou sejam, Zizinho, o consagrado craque do selecionado brasileiro, Biguá, Bria e Jaime; a mais sólida intermediária carioca e o famoso trio final constituído por Luiz Borracha, Newton e Norival; e rever Pirillo, o perigoso atacante gaúcho, Jair, figura indispensável dos nossos selecionados, além de muitos outros como Adílson, Vevé, Jervel e Vaguinho.
Possivelmente, o conjunto da Gávea fará sua segunda apresentação na terça-feira, à noite, quando enfrentará o Grêmio ou o Cruzeiro, sendo o mais certo com este último clube, pois o Grêmio jogará na próxima quarta-feira contra o Renner, ficando impossibilitado, portanto, de se bater contra a equipe visitante.
Se não for concretizado esta última pugna, a delegação Carioca seguirá para o Rio, na segunda-feira, também por via aérea.
Fonte: A Manhã (RJ), n. 1762, 09 mai. 1947, p. 10. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116408/33990. Acesso em: 14 fev. 2026.

RUMO AO SUL
Seguiu o Flamengo para Porto Alegre — Como está formada a delegação — Jair ausente
Com destino a Porto Alegre, onde medirá forças com o Internacional e o Grêmio em compromissos amistosos, seguiu esta manhã, em avião da V. A. R. I. G., a equipe de profissionais do Flamengo.
A temporada rubro-negro na capital sulina estava sendo vivamente aguardada pelos meios locais, que desejavam rever vários dos cracks do onze de Zizinho.
Empresta-se, aliás, o maior interesse a essa rapida "tournet" do tricampeão, que vai também saldar um compromisso com o Internacional, retribuindo a visita que há tempos nos fez o quadro "colorado" de Porto Alegre.
O embarque, como dissemos, teve lugar esta manhã. Seguiu assim formada a delegação rubro-negra:
Chefe, Sr. Francisco Abreu; técnico, Ernesto Santos; médico, Dr. Ibsen Martins; massagista, Johnson; roupeiro, Elpídio; jogadores: Luiz, Tarzan, Nilton, Norival, Miguel, Biguá, Bria, Jayme, Jacyr, Adílson, Zizinho, Pirillo, Vaguinho, Tião, Vevé e Délio.
Por motivos de força maior não puderam seguir, na qualidade de convidados de honra do Internacional, os Srs. Orisini Coriolano, presidente do Flamengo e Vargas Netto, presidente da Federação Metropolitana de Football.
Fonte: A Noite (RJ), n. 12561, 10 mai. 1947, p. 11. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/153931_02/39243. Acesso em: 14 fev. 2026.

SEGUE HOJE O FLAMENGO
Em avião especial, segue hoje para a capital gaúcha a delegação de futebol profissional do C. R. do Flamengo, que ali vai jogar duas partidas com o Internacional, amanhã, e o Cruzeiro, quarta-feira próxima. A comitiva rubro-negra vai chefiada pelo seu próprio presidente, cel. Orsini Coriolano. Como convidado de honra, acompanha a delegação do Flamengo o sr. Vargas Netto, presidente da Federação Metropolitana de Futebol. Integrará, ainda, a delegação, o nosso colega Pilar Drumond, chefe da seçao esportiva de "A Noite", que representará a crônica esportiva metropolitana.
Fonte: Correio da Manhã (RJ), n. 16107, 10 mai. 1947, p. 3. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_05/36378. Acesso em: 14 fev. 2026.

Esperado o Flamengo — Porto Alegre, 9 (Asp.) — Está sendo esperado amanhã, nesta capital, com desusada ansiedade, o esquadrão do C .R. do Flamengo, que domingo deverá enfrentar o Internacional em grande match interestadual. Para este jogo, em que os gaúchos confiam plenamente na sua representação, o famoso "Rolo Compressor" deverá atuar completo, reaparecendo Ávila e Fandiño, que estiveram ausentes no prélio de anteontem contra o Cruzeiro. Assim sendo, o clube "colorado" deverá apresentar o seguinte quadro: — Ivo; Alfeu e Nena; Viana, Ávila e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Fandiño e Carlitos.
Fonte: Correio da Manhã (RJ), n. 16107, 10 mai. 1947, p. 3. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_05/36378. Acesso em: 14 fev. 2026.

JOGARÃO EM PORTO ALEGRE FLAMENGO X INTERNACIONAL
Completo o "Rolo Compressor" e o rubro-negro sem Jair
O Flamengo seguiu esta manhã rumo a Porto Alegre a fim de enfrentar amanha à tarde, o Internarional, tradicional e popular grêmio gaúcho que desfruta também de grandes simpatias entre a torcida rubro-negra. O quadro carioca cumprirá duas partidas na capital gaúcha. Amanhã, frente ao "Rolo Compressor" e terça-feira à noite contra o Grêmio Portoalegrense.
Não atuará Jair
Jair, que atualmente se constituiu na grande atração do quadro rubro-negro, nao poderá jogar em Porto Alegre. O famoso crack contundiu-se no encontro com o Canto do Rio e foi dispensado pelo Departamento Médico da Gávea.
No posto de Jair jogará Tião, formando ala com Vévé.
As equipes para o choque de amanhã em Porto Alegre deverão obedecer a seguinte formação:
FLAMENGO — Luiz; Nilton e Norival; Biguá, Bria e Jaime; Adílson, Zizinho, Pirillo, Tião e Vevé.
INTERNACIONAL — Ivo; Alfeu e Nena; Viana, Ávila e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Elizeu e Carlitos.
Fonte: A Noite (RJ), n. 12561, 10 mai. 1947, p. 12. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_04/46113. Acesso em: 14 fev. 2026.

O FLAMENGO ESTREARÁ HOJE EM PORTO ALEGRE
Desde as primeiras horas da tarde de ontem que se encontra em Porto Alegre a delegação do Flamengo, festivamente recebida pelos dirigentes e adeptos do Internacional. Reina grande expectativa em torno do encontro da tarde de hoje, esperando os desportistas locais uma renda superior a 120 mil cruzeiros. Os quadros deverão jogar com a seguinte
constituição:
FLAMENGO: — Luiz, Nilton e Norival; Jacir, Bria e Jaime, Adílson, Zizinho, Pirillo, Tião e Vevé.
INTERNACIONAL: — Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Ávila e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Elizeu e Carlitos.
Fonte: O Jornal (RJ), n. 8290, 11 mai. 1947, p. 8. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/38476. Acesso em: 14 fev. 2026.

INTERNACIONAL X FLAMENGO
O sensacional cotejo interestadual amistoso, de hoje, em Porto Alegre — A luta deverá ser renhida — A formação dos teams
Os fãs do "assoclation" portoalegrense assistirão, hoje, um jogo interestadual amistoso de extraordinario interesse: queremos nos referir ao embate que será travado entre os renomados conjuntos do Flamengo, do Rio, e do Internacional, da capital gaúcha.
Esse compromisso entre os rubro-negros e os "colorados" será o primeiro da série de três, que deverá ser cumprida em gramados sulinos. Os outros dois jogos, ao que dizem, serão contra o Nacional e o Grêmio.
UM "MATCH" RENHIDO
A peleja entre os tricampeões cariocas e os hexacampeões gaúchos, que vem sendo aguardada com grande interesse pelo público esportivo, caracterizar-se-á, por certo, pela movimentação e equilíbrio dos contendores.
FLAMENGO FORTEMENTE CREDENCIADO
O Flamengo, como divulgamos, seguiu com todos os seus players, com exceção única, aliás, do "insider" Jair. A falta do famoso meia, estamos certos, muito influenciará no desempenho da equipe da Gávea. Mesmo assim, afirmam os "entendidos" que o esquadrão do "clube mais querido do Brasil" está fortemente credenciado para vencer. Todavia, salientamos, a vitoria do Internacional poderá surgir!...
OS DOIS CONJUNTOS
Os dois esquadrões formarão, salvo modificações de última hora, da seguinte maneira:
FLAMENGO — Luiz Borracha; Newton e Norival: Biguá, Bria e Jaime; Adílson, Zizinho, Pirillo, Tião e Vevé.
INTERNACIONAL — Ivo; Alfeu e Nena; Viana, Ávila e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Fandiño e Carlitos.
Fonte: A Manhã (RJ), n. 1764, 11 mai. 1947, p. 16. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116408/34016. Acesso em: 14 fev. 2026.

FLAMENGO x INTERNACIONAL
COMO ATUARÃO AS DUAS EQUIPES NO SENSACIONAL ENCONTRO DE HOJE — TÁBUA SUBSTITUIRÁ ÁVILA — GRANDE ANIMAÇÃO PARA O CHOQUE DESTA TARDE
Desde ontem pela tarde encontra-se em Porto Alegre a embaixada do Clube de Regatas do Flamengo do Rio, que aqui deverá participar de interessante temporada interestadual, para a qual reina invulgar expectativa, dado que toda a cidade anseia por ver atuar os famosos craques, muitos dos quais de renome internacional, que integram o plantel do simpático clube carioca.
O primeiro compromisso dos rubro-negros da capital do país será, hoje à tarde, frente ao poderoso esquadrão do Sport Club Internacional. Sem dúvida que o embate entre colorados e flamenguistas deverá assumir proporções bastante sensacionais e movimentadas. As duas turmas deverão empregar-se a fundo.
Os visitantes, para confirmarem o grande cartaz de que vêm precedidos, e os rubros gaúchos, pela responsabilidade que lhes pesa sobre os ombros qual seja, prestigiarem o futebol, dos pampas. A embaixada do Flamengo, que viajou em avião da Varig, obedece à chefia do desportista Francisco de Abreu, alto prócer rubro-negro e encontra-se hospedada no Hotel Preto.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 088, 11 mai. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/315. Acesso em: 14 fev. 2026.

AMISTOSO - INTERNACIONAL 6 X 2 FLAMENGO
Data: 11/05/1947 
Local: Eucaliptos - Porto Alegre 
Renda: Cr$ 108.000,00 
Juiz: Oswaldo Rolla
Gols: Carlitos 9’/1 (I); Villalba 16’/1 (I); Carlitos 18’/1 (I); Tião 19’/1 (F); Carlitos 26’/1 (I); Nena, contra 28’/1 (F); Eliseu 2’/2 (I); Villalba 8’/2 (I).
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Alfeu e Nena; Viana, Ávila e Ilmo; Tesourinha, Villalba, Adãozinho (Rebolo), Fandiño (Elizeu) e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.
FLAMENGO: Luiz; Nilton e Norival; Biguá, Bria e Jayme; Adílson, Zizinho (Hélio), Pirillo, Tião e Vevé. Técnico: Ernesto Santos.

Os legendários Tesourinha e Zizinho.
Fonte: 1909 em cores

DERROTADO O FLAMENGO EM PORTO ALEGRE
Porto Alegre — O famoso onze do Flamengo do Rio jogou domingo nesta Capital, enfrentando o Internacional.
Depois de uma peleja em que o rubro-negro carioca foi amplamente dominado, verificou-se farta vitória do Internacional por 6 a 2.
Fonte: O Dia (PR), n. 7232, 13 mai. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/092932/60350. Acesso em: 14 fev. 2026.

DE PORTO ALEGRE
Batido o Flamengo, pelo Internacionnl, por 6 a 2!
PORTO ALEGRE, 11 (Asapress) — Em sua partida de estreia, nesta capital, o Flamengo, do Rio, jogando contra o Internacional, sofreu fragorosa derrota pela contagem de 6 tentos a 2.
O prélio foi inteiramente favorável ao Internacional, que já na primeira fase vencia pela contagem de 4 a 2.
Os tentos foram marcados por intermédio de Carlitos (3), Villalba (2) e Elizeu para o Internacional e Tião e Nena (contra) para o Flamengo.
Jogaram os quadros com as seguintes constituições:
INTERNACIONAL — Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Ávila e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Fandiño (Elizeu) e Carlitos.
FLAMENGO — Borracha, Newton e Norival; Biguá, Bria e Jaime; Adílson, Zizinho, Pirillo, Tião e Vevé.
A renda foi de 110 mil cruzeiros, tendo dirigido o prélio o sr. Osvaldo Rolla.
Fonte: A Tribuna (SP), n. 040, 13 mai. 1947, p. 6. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/153931_02/36467. Acesso em: 14 fev. 2026.

O FLAMENGO EM PORTO ALEGRE
Estreando na sua excursão ao sul, o Flamengo disputou anteontem uma partida amistosa com o Internacional, de Porto Alegre, sendo derrotado por 6x2, escore que mostra a flagrante superioridade do quadro gaúcho sobre o tricampeão. A "Folha da Tarde", em seu número de ontem, descreve o prélio com amplos detalhes, concluindo por afirmar que o Flamengo não está à altura do renome que possui. Nem mesmo o América, na sua recente excursão ao sul, atuou tão mal como o quadro da Gávea, na tarde negra de domingo último. O aludido jornal critica a ação dos rubro-negros pela falta de coesão e, especialmente, pela fraqueza da zaga, que esteve abaixo da crítica, e, por fim, descreve os oito tentos da partida, da seguinte maneira:
Primeiro (Internacional) — Aos 9 minutos, houve uma escrimage às portas do gol do Flamengo. Villalba atirou. Luiz defendeu. Novo tiro de Adãozinho e nova defesa parcial de Luiz. Carlitos atirou inapelavelmente e marcou.
Segundo (Internacional) — 16 minutos, Fandiño recebeu no centro, infiltrou-se nas proximidades da área dos visitantes e desviou a Villalba na meia-esquerda. Este emendou violentamente, burlando a vigilância de Luiz.
Terceiro (Internacional) — Adãozinho deslocou-se para a direita, aos 18 minutos, e centrou; a zaga flamenguista parou e o insider entregou a Carlitos, que fulminou.
Quarto (Flamengo) — Meio minuto após, o Flamengo carregou pelo centro. Pirillo deslocou Alfeu e deu a Tião, que foi até próximo do arco e atirou certeiro.
Quinto — Aos 26 minutos, Carlitos recebeu, no centro, de Tesourinha. Norival parou e o ponteiro colorado teve tempo de escolher o canto e atirar no ângulo direito do arco de Luiz, que se jogou inutilmente.
Sexto (Flamengo) — Aos 28 minutos, Zizinho apossou-se do couro dentro da área do Internacional. Enganou um adversário e atirou de meia altura: Nena, ao tentar a defesa, de cabeça, deslocou Ivo, mandando o couro as suas próprias redes.
Com esse escore — 4x2 pró-Internacional — terminou o 1º tempo.
Sétimo (Internacional) — Decorriam apenas dois minutos da primeira etapa, quando Adãozinho pôs Tesourinha em ação. O ponteiro cabeceou rumo à pequena área flamenguista. Entrou Elizeu e emendou diretamente às redes de Luiz.
Oitavo (Internacional) — Oito minutos: Biguá, acossado por Elizeu na linha de fundo, entregou-lhe a bola. Elizeu estendeu um passe curto dentro da área flamenguista, e Villalba, que vinha na corrida, encheu o pé, encerrando a contagem.
Fonte: Correio da Manhã (RJ), n. 16109, 13 mai. 1947, p. 11. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_05/36424. Acesso em: 14 fev. 2026.

O FLAMENGO SOFREU AMPLO REVÉS, POR 6 X 2
A proeza do Internacional de Porto Alegre [...]
— (Serviço Especial para "Frangos & Bicicletas") — O interesse com que vinha sendo aguardada a apresentação do Flamengo em gramados gaúchos, levou esta tarde a presenciar a primeira apresentacão dos rubro-negros cariocas um publico considerável, que deixou o estádio pouco satisfeito com a atuação do clube visitante. De fato, o Flamengo apresentou-se muito aquém da expectativa sendo batido espetacularmente pelo Internacional pela elevada contagem de 6 tentos a 2, gols de Carlitos (3), Vilalba (2) e Elizeu para os locais e de Tião e Nena (contra) para os visitantes. O padrão de jogo posto em prática pelo Flamengo não correspondeu absolutamente, pois Pirillo jogou sempre como um segundo centro-médio, atuando praticamente na ofensiva apenas 4 homens que nada podiam fazer de útil, ante a eficiência da defesa do Internacional, jogando num dos seus melhores dias. As equipes foram as seguintes:
INTERNACIONAL: — Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Tábua e Ilmo; Tesourinha, Villalba, Adãozinho (Rebolo), Fandiño (Elizeu) e Carlitos.
FLAMENGO: — Luiz, Newton e Norival; Biguá, Bria e Jayme; Adílson, Zizinho (Hélio), Pirillo, Tião e Vevé.
A renda apurada, foi de 108 mil cruzeiros. Apitou a partida, o juiz Osvaldo Rolla, da Federação Gaúcha. Terça-feira, o conjunto rubro-negro fará seu prélio de despedida, frente ao Grêmio Portoalegrense.
Fonte: O Jornal (RJ), n. 8291, 13 mai. 1947, p. 8. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/38504. Acesso em: 14 fev. 2026. 

FESTA DE GOLS NOS EUCALIPTOS: 6 A 2
Caíram os rubro-negros cariocas frente ao Internacional — Esplêndido desempenho dos pupilos de Carlos Volante — Jaime, a única figura que se salvou no onze do Flamengo — Boa arbitragem de Foguinho — Vitória do Internacional na preliminar — Renda: Cr$ 110.060,00.
Sem dúvida que o resultado do prélio de domingo, nos Eucaliptos, entre as equipes do Flamengo, da capital do País, e do Sport Club Internacional, o famoso "Rolo Compressor" gaúcho, constituiu verdadeira surpresa.
Não surpreendeu, é claro, a vitória maiúscula alcançada pelos pupilos de Carlos Volante. Esta, aliás, era visível desde os instantes iniciais da porfia. A grande surpresa, a maior sem dúvida, foi a apresentação do famoso esquadrão rubro-negro carioca. A apresentação do onze da Gávea, deve ser dito, foi decepcionante sob todos os aspectos. O grande público que domingo afluiu ao reduto colorado no bairro do Menino Deus certamente que lá foi para assistir a uma legítima exibição futebolística. Mesmo porque, não poderia ser de outra maneira, pois deveriam estar frente a frente nas grandes equipes — o Internacional e o Flamengo, este mesmo Flamengo que sempre gozou de grande cartaz em todo o País e muito essecialmente aqui em Porto Alegre.
Entretanto, o famoso onze do Flamengo decepcionou em toda a linha. Em nenhum instante foi adversário perigoso. Apresentou-se o Flamengo como uma legítima equipe do interior, uma equipe das mais modestas e que pode, perfeitamente, ser taxada como a mais modesta de quantas já nos vsitaram. Nem mesmo os modestos esquadrões do América, também do Rio, e do Sol de América, vice-campeão paraguaio, que aqui estiveram recentemente, não se exibiram de maneira tão apagada. Todos aqueles que domingo se abalaram a ir até o estádio da rua Silveiro esperavam ver algo de extraordinario, algo de grandioso. Nada, porém, foi visto melhor do que aquilo que estamos habituados a ver. O onze flamenguista, em matéria de técnica futebolística, constituiu verdadeiro "1º de abril"... Coletivamente, também, nada exibiu de apreciável, individualmente, a rigor, só o médio Jaime confirmou o grante cartaz de que desfruta. Jaime não só foi a principal figura do Flamengo, como ainda constituiu uma das melhores figuras do gramado, molhando a camiseta e jogando com consciência.
Luiz Borracha, dono de grande cartaz, não teve oportunidade de luzir. As seis bolas que deixou passar nos pareceram indefensáveis. A zaga Newton e Norival constitui o ponto mais fraco de todo o onze. Ambos dotados de físico avantajado, antes de iniciado o jogo, impressionavam favoravelmente, entretanto, quando entraram em cena, revelaram muito pouca classe, além do que jogam com uma displicência de pasmar. Na intermediária, além de Jaime, sobre quem já aludimos, Bria e Biguá andaram num mesmo plano. O pivô guarani andou mal no primeiro período, para melhorar no segundo, e o médio paranaense andou o prélio todo com altos e baixos.
Finalmente, na dianteira, só os dois meias, Tião e Zizinho, aquele pela combatividade e ardor com que se emprega e este pela classe que aliás não foi exibida em todo seu esplendor em face de ter estado afastado por mais de ano, em consequência de ter fraturado uma das pernas. Os demais, Pirillo, algo pesado, Adílson e Vevé mais os suplentes Hélio e Vaguinho exibiram-se com mediocridade. Este, em linhas gerais, o famoso onze da Gávea e que domingo sofreu um dos maiores revezes de sua longa e gloriosa existência — 6 a 2 — resultado este que, por si só, teria dispensado quaisquer referências, pois fala bem alto de quanto esteve inferior ao onze do Internacional. O onze representativo da capital, o simpático esquadrão colorado mais uma vez escreveu uma bonita página na história do futebol gaúcho conquistando esplêndida vitória que aumenta de significado por ter sido conquistada sobre uma equipe como a do Flamengo, considerada como uma das mais completas do País.
Os pupilos de Carlos Volante se exibiram com grande disposição e todas as suas linhas movimentaram-se com harmonia, notadamente a dianteira que domingo andou com grande apetite, e, se mais não fez, foi porque mais não quis fazer, pois notava-se o desinteresse em aumentar o marcador. No onze local, todos estiveram num mesmo plano, inclusive o pivô Tábua que, à última hora substituiu Ávila, presentemente em lugar incerto e não sabido. Ivo, Alfeu e Nena estiveram soberbos, notadamente os dois zagueiros que se exibiram de maneira elogiável. A intermediária contou com os laterais Viana e Ilmo em primeiro plano. Tábua, embora sem seguir o "train" daqueles, não comprometeu, podendo até ser elogiado o seu labor se for considerado que é a primeira vez que desempenha-se na difícil posição. Na dianteira, a principal figura, já que todos andaram muito bem, foi o insider Fandiño durante o tempo que esteve no gramado. Tesourinha, Villalba, Adão, Carlitos e Elizeu seguiram-se por ordem de méritos. As duas turmas formaram com a seguinte constituição:
INTERNACIONAL: Ivo — Alfeu e Nena; Viana — Tábua e llmo; Tesourinha — Villalba — Adão — Fandiño (Elizeu) e Carlitos.
FLAMENGO: Luiz Borracha — Newton e Norival; Biguá — Bria e Jaime; Adílson — Zizinho (Hélio) — Pirillo — Tião (Vaguinho) e Vevé.
Os tentos do Internacional foram assinalados por Carlitos aos 9 minutos, por Villalba aos 16, por Carlitos aos 18, novamente por Carlitos aos 26, por Elizeu aos 46, e por Villalba aos 53. Os tentos do Flamengo foram de autoria de Tião aos 19 e Nena, numa jogada infeliz, aos 28 quando tentava desviar um centro de Zizinho.
A arbitragem esteve a cargo de Osvaldo Rolla, o popular Foguinho, cujo desempenho foi bom, agradando a todos. De início, houve algumas reclamações por parte dos jogadores visitantes, tudo, porém, sem maiores consequências. Na preliminar entre os juvenis colorados e os juvenis do Apolo, voltou a vitoriar-se a turma do Internacional pelo mesmo escore — 6 a 2, sob a arbitragem de José Carvalho, de fraco desempenho. A renda foi de Cr$ 110.060,00. Sem ser recorde, pode ser considerada ótima.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 089, 13 mai. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/323. Acesso em: 14 fev. 2026.


Os "cracks" do Flamengo, após o regresso de Porto Alegre, estão argumentando que o fator preponderante do insucesso da equipe rubro-negra no prélio com o Internacional foi o cansaço produzido pela viagem exaustiva.
Fonte: Correio Paulistano (SP), n. 27949, 17 mai. 1947, p. 8. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/090972_09/33033. Acesso em: 14 fev. 2026.

07/05/1947 - Torneio Extra 1947 - Internacional 0 x 1 Cruzeiro-RS

DECISIVO O RESULTADO DO EMBATE NA BAIXADA ENTRE COLORADOS E ALVI-AZUIS
A CONSTITUIÇÃO DAS EQUIPES — APARÍCIO VIANA E SILVA CONTROLARÁ O EMBATE PRINCIPAL — IVO TAVARES NA PRELIMINAR — NOTA DO GRÊMIO
Ansiosamente aguardado, realiza-se, hoje, à noite, sob a luz dos refletores do tradicional "Fortim da Baixada", no bairro dos Moinhos de Vento, o choque sensação que colocará frente a frente, pela segunda vez na presente temporada, as poderosas equipes do Sport Club Internacional e do Esporte Clube Cruzeiro, em prosseguimento ao "Extra" promovido pela Federação Rio Grandense de Futebol.
O encontro entre colorados e alvi-azuis que vem sendo ansiosamente aguardado, deverá redundar, realmente, em um magnífico espetáculo, pois é sabido que o resultado do jogo poderá ser decisivo. Vencedor o onze do Internacional, terá assegurado o primeiro título da temporada, além do que, terá feito jus aos finos troféus instituídos pelo Grêmio Náutico União. Vencedores os alvi-azuis estará o certame empatado entre cinco concorrentes, pois tanto estes, como tricolores, renistas e rajados já contam com uma derrota, aos quais se juntaria, assim, o Internacional. Ao contrário, se vencer o clube colorado terá, praticamente, assegurado o cobiçado título, pois já terá passado incólume pelos seus dois mais perigosos adversários. Os alvi-azuis tudo farão por não perderem a oportunidade última de se adjudicarem o título e para isso prepararam-se convenientemente. Os colorados que, por seu turno, sabem que uma vitória hoje lhes assegurará o título, razão por que também se prepararam com especial cuidado. Tudo, pois, indica que o prélio entre os pupilos de Carlos Volante e Teté será dos mais renhidos de quantos já temos assistido e que, certamente, terá a presenciá-lo um público numeroso e entusiasta.
As duas turmas deverão formar com a seguinte constituição: INTERNACIONAL: Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Ávila e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adão, Fandiño e Carlitos. CRUZEIRO: Romeu, Juvenal e Laranjeira; Laerte, Lauro Só e Clóvis; Luizinho, Saladuro, Waldir, Wilson e Lombardini. A arbitragem do sensacional prélio estará a cargo de Aparício Viana e Silva, do quadro principal da F. R. G. F., enquanto que o encontro preliminar será controlado por Ivo Tavares.
NOTA DO GRÊMIO
Devendo realizar-se, hoje, à noite, na "Baixada", o clássico Inter-Cruz, a direção do grêmio das três cores avisa que os senhores sócios terão entrada franca pelo portão central, mediante a apresentação do recibo nº 5, correspondente ao mês de maio. Os associados que ainda não hajam sido procurados pelo cobrador poderão encontrá-lo hoje, no guichê ao lado daquele portão, a partir das 18,30 horas.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 084, 07 mai. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/283. Acesso em: 14 fev. 2026.

TORNEIO EXTRA 1947 - INTERNACIONAL 0 X 1 CRUZEIRO-RS
Data: 07/05/1947
Local: Baixada - Porto Alegre (RS)
Renda: Cr$ 49.441,00
Juiz: Aparício Viana e Silva, auxiliado por Aristeu dos Santos e Thomaz C. de Lima.
Gol: Luizinho 5’/1 (C).
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Alfeu e Nena; Viana, Ghizzoni e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Elizeu (Ilmo) e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.
CRUZEIRO-RS: Borracha; Juvenal e Laranjeira; Laerte, Lauro Só e Clóvis; Luizinho, Saladuro, Waldyr, Wilson (Godô) e Lombardini. Técnico: Teté.

MERECIDA VITÓRIA DO CRUZEIRO: 1 A 0
Caiu o Internacional, embora reacionado toda a etapa derradeira
LUIZINHO E VIANA EXPULSOS DO GRAMADO — SOBERBO DESEMPENHO DO TRIO FINAL ALVI-AZUL — BOA ATUAÇÃO DE APARÍCIO — RENDA: Cr$ 49.141,00
Internacional e Cruzeiro realizaram, ontem, na "Baixada", sob a luz dos refletores, o primeiro jogo da semana em prosseguimento ao "Extra" promovido pela Federação Rio Grandense de Futebol. Já alguem afirmou, e com muita razao, que em matéria de futebol, não houve, não há e nunca haverá lógica. Pela logica, evidentemente, o grêmio das três cores, a 1º do corrente, não poderia ter baqueado frente aos colorados. Ainda, pela lógica, ontem à noite, os mesmos colorados não poderiam ter caído frente ao onze do Esporte Clube Cruzeiro; entretanto, como está suficientemente provado e comprovado que em futebol não há lógica, o onze do Internacional que foi a campo com as honras de franco favorito, viu fugir-lhe, não số a vitoria tão necessária, como ainda um título que já estava praticamente assegurado. Não foi possível, porém, aos pupilos de Carlos Volante deixarem a baixada vitoriosos. A vitória do Cruzeiro foi justa e merecida sob todos os aspectos. O jogo de um modo geral decorreu equilibrado: houve ocasiões em que notava-se alguma superioridade dos alvi-azuis e, em seguida, eram os colorados que pressionavam e assim, com tais características, o embate chegou ao final dos 90 minutos acusando um tento para o Cruzeiro contra nenhum do "Rolo Compressor". O tento do Cruzeiro foi de autoria do insider Luizinho, quando decorriam apenas 5 minutos da primeira fase e poucos instantes após haver o árbitro anulado um tento registrado por Elizeu, pois este praticara um foul antes de consignar o tento. Aos 27 minutos o ponteiro Luizinho, do Cruzeiro, que pouco antes já havia machucado o arqueiro Ivo, voltou a incorrer na mesma falta, originando-se daí um ligeiro "mal-entendido": Luizinho teria agredido o zagueiro Nena e Viana, médio colorado, revidou a agressão, sendo ambos expulsos do "field".
Daí para diante os dois bandos passaram a atuar com apenas quatro dianteiros, o que tirou grande parte do brilhantismo com que vinha transcorrendo o embate.
Sem dúvida que o ponto alto do esquadrão alvi-azul residiu no trio final, cujo desempenho foi esplêndido, notadamente, do craque pelotense Juvenal, que foi a principal figura do gramado. Também a intermediária esteve muito bem. Na vanguarda, por ordem de méritos, em primeiro plano o winger Lombardini, seguido de Valdir, Saladuro e Wilson.
Luizinho, que só atuou 27 minutos, durante o tempo em que esteve em campo conduziu-se com acerto. Godô, que substituiu a Wilson, não teve ocasião de aparecer. No bando vencido, o trio final houve-se com regularidade, surgindo Nena como a principal figura; Ivo, pouco empregado, parece ter cochilado no primeiro e único tento cruzeirista. A intermediária, em conjunto, não foi além ou regular. Por ordem de méritos é justo salientar a atuação de Abigail que, tanto na dianteira como na esquerda, quando foi ocupar o posto de Viana, foi o mais positivo. Ghizzoni parece não estar ambientado e Ilmo, que entrou quando da saída de Viana, não comprometeu. Na dianteira não houve um único elemento que se sobressaísse. Tesourinha, bastante vigiado por Clóvis e posteriormente algo recuado, auxiliando a defesa, só uma vez tentou uma daquelas suas investidas periculosas que por pouco não redundou no empate. Os demais bastante fracos, inclusive Adão. Os dois bandos formaram com a seguinte constituição: Cruzeiro: Borracha, Juvenal e Laranjeira; Laerte, Lauro Só e Clóvis; Luizinho, Saladuro, Valdir, Wilson (Godô) e Lombardini. Internacional: Ivo, Alfeu e Nena; Viana (Abigail), Ghizzoni e Abigail (Ilmo); Tesourinha, Villalba, Adão, Elizeu (llmo) e Carlitos.
Como árbitro funcionou Aparício Viana e Silva que teve bom desempenho. Foi enérgico na repressão do jogo pesado e preciso nos impedimentos.
Houve protestos de parte do público quando anulou um tento colorado aos 4 minutos da primeira fase, entretanto, o árbitro punira uma falta, nos parecendo acertada, por isso, a anulação.
No período final, nos momentos derradeiros, não assinalou uma penalidade máxima cometida por Clóvis, porém, o lance foi tão rápido que talvez lhe tivesse passado desapercebido. Em suma, foi um bom árbitro que se houve com consciência.
Na preliminar entre as equipes de aspirantes, voltou a vitoriar-se o esquadrão cruzeirista, desta feita por 2 a 1.
A arbitragem esteve a cargo de Ivo Tavares, cujo desempenho foi verdadeiramerte desastroso.
Tem-se a impressao de que o popular árbitro esqueceu tudo aquilo que aprendeu na escola da "Máter". A renda andou pela casa dos Cr$ 42.441,00.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 085, 08 mai. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/291. Acesso em: 14 fev. 2026.


EM DISPUTA do Campeonato Extra jogaram, ontem, à noite, em Porto Alegre, as equipes do Internacional e do Cruzeiro. O Internacional, que ainda há dias obtivera magnifico triunfo ao abater o Grêmio, foi derrotado, desta vez, pelo Cruzeiro, cujos jogadores foram carregados em triunfo após o apito final.
Fonte: A Tribuna (SP), n. 036, 08 mai. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/153931_02/36394. Acesso em: 14 fev. 2026.


PELA CONTAGEM MÍNIMA
Vitória do Cruzeiro sobre o Internacional
PORTO ALEGRE, 8 (Asapress) — Contrariando as opiniões dos entendidos, o Cruzeiro derrotou o Internacional ontem à noite pelo escore de 1x0, em jogo de prosseguimento do Torneio Extra de football da F. R. G. F.. Diante da estrondosa vitória do quadro de Tesourinha sobre o quadro [cruzeirista] por 4x0, constituiu uma grande surpresa a sua derrota de agora, embora não se deixe de reconhecer o valor da equipe cruzeirense.
E como consequência, cinco clubes ficaram empatados na liderança do certame, a saber: Internacional, Grêmio, Cruzeiro, Força e Luz e Renner, com uma derrota cada.
O único tento da noite, que proporcionou a vitória do esquadrão alvi-azul foi consignado por Luizinho, com 5 minutos apenas de iniciado o jogo.
Posteriormente, este elemento foi expulso do gramado juntamente com o half Viana, aquele por ter atingido o goleiro Ivo, com violenta entrada e o último por ter reagido, agredindo-o Aparício Viana foi um bom juiz e a renda somou 49.441 cruzeiros. Os quadros preliantes foram os seguintes:
CRUZEIRO — Borracha — Juvenal e Laranjeira — Laerte, Lauro e Clóvis — Luizinho (Godô) — Saladura — Valdir — Wilson (Godô) e Lombardini.
INTERNACIONAL — Ivo — Alfeu e Nena — Viana (Abgail) — Ghizzoni e Abgail (Ilmo) — Tesoura — Villalba — Adão — Elizeu (lImo) e Carlitos.
Fonte: Jornal dos Sports (RJ), n. 5433, 09 mai. 1947, p. 4. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/28222. Acesso em: 14 fev. 2026.