07/05/1947 - Torneio Extra 1947 - Internacional 0 x 1 Cruzeiro-RS

DECISIVO O RESULTADO DO EMBATE NA BAIXADA ENTRE COLORADOS E ALVI-AZUIS
A CONSTITUIÇÃO DAS EQUIPES — APARÍCIO VIANA E SILVA CONTROLARÁ O EMBATE PRINCIPAL — IVO TAVARES NA PRELIMINAR — NOTA DO GRÊMIO
Ansiosamente aguardado, realiza-se, hoje, à noite, sob a luz dos refletores do tradicional "Fortim da Baixada", no bairro dos Moinhos de Vento, o choque sensação que colocará frente a frente, pela segunda vez na presente temporada, as poderosas equipes do Sport Club Internacional e do Esporte Clube Cruzeiro, em prosseguimento ao "Extra" promovido pela Federação Rio Grandense de Futebol.
O encontro entre colorados e alvi-azuis que vem sendo ansiosamente aguardado, deverá redundar, realmente, em um magnífico espetáculo, pois é sabido que o resultado do jogo poderá ser decisivo. Vencedor o onze do Internacional, terá assegurado o primeiro título da temporada, além do que, terá feito jus aos finos troféus instituídos pelo Grêmio Náutico União. Vencedores os alvi-azuis estará o certame empatado entre cinco concorrentes, pois tanto estes, como tricolores, renistas e rajados já contam com uma derrota, aos quais se juntaria, assim, o Internacional. Ao contrário, se vencer o clube colorado terá, praticamente, assegurado o cobiçado título, pois já terá passado incólume pelos seus dois mais perigosos adversários. Os alvi-azuis tudo farão por não perderem a oportunidade última de se adjudicarem o título e para isso prepararam-se convenientemente. Os colorados que, por seu turno, sabem que uma vitória hoje lhes assegurará o título, razão por que também se prepararam com especial cuidado. Tudo, pois, indica que o prélio entre os pupilos de Carlos Volante e Teté será dos mais renhidos de quantos já temos assistido e que, certamente, terá a presenciá-lo um público numeroso e entusiasta.
As duas turmas deverão formar com a seguinte constituição: INTERNACIONAL: Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Ávila e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adão, Fandiño e Carlitos. CRUZEIRO: Romeu, Juvenal e Laranjeira; Laerte, Lauro Só e Clóvis; Luizinho, Saladuro, Waldir, Wilson e Lombardini. A arbitragem do sensacional prélio estará a cargo de Aparício Viana e Silva, do quadro principal da F. R. G. F., enquanto que o encontro preliminar será controlado por Ivo Tavares.
NOTA DO GRÊMIO
Devendo realizar-se, hoje, à noite, na "Baixada", o clássico Inter-Cruz, a direção do grêmio das três cores avisa que os senhores sócios terão entrada franca pelo portão central, mediante a apresentação do recibo nº 5, correspondente ao mês de maio. Os associados que ainda não hajam sido procurados pelo cobrador poderão encontrá-lo hoje, no guichê ao lado daquele portão, a partir das 18,30 horas.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 084, 07 mai. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/283. Acesso em: 14 fev. 2026.

TORNEIO EXTRA 1947 - INTERNACIONAL 0 X 1 CRUZEIRO-RS
Data: 07/05/1947
Local: Baixada - Porto Alegre (RS)
Renda: Cr$ 49.441,00
Juiz: Aparício Viana e Silva, auxiliado por Aristeu dos Santos e Thomaz C. de Lima.
Gol: Luizinho 5’/1 (C).
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Alfeu e Nena; Viana, Ghizzoni e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Elizeu (Ilmo) e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.
CRUZEIRO-RS: Borracha; Juvenal e Laranjeira; Laerte, Lauro Só e Clóvis; Luizinho, Saladuro, Waldyr, Wilson (Godô) e Lombardini. Técnico: Teté.

MERECIDA VITÓRIA DO CRUZEIRO: 1 A 0
Caiu o Internacional, embora reacionado toda a etapa derradeira
LUIZINHO E VIANA EXPULSOS DO GRAMADO — SOBERBO DESEMPENHO DO TRIO FINAL ALVI-AZUL — BOA ATUAÇÃO DE APARÍCIO — RENDA: Cr$ 49.141,00
Internacional e Cruzeiro realizaram, ontem, na "Baixada", sob a luz dos refletores, o primeiro jogo da semana em prosseguimento ao "Extra" promovido pela Federação Rio Grandense de Futebol. Já alguem afirmou, e com muita razao, que em matéria de futebol, não houve, não há e nunca haverá lógica. Pela logica, evidentemente, o grêmio das três cores, a 1º do corrente, não poderia ter baqueado frente aos colorados. Ainda, pela lógica, ontem à noite, os mesmos colorados não poderiam ter caído frente ao onze do Esporte Clube Cruzeiro; entretanto, como está suficientemente provado e comprovado que em futebol não há lógica, o onze do Internacional que foi a campo com as honras de franco favorito, viu fugir-lhe, não số a vitoria tão necessária, como ainda um título que já estava praticamente assegurado. Não foi possível, porém, aos pupilos de Carlos Volante deixarem a baixada vitoriosos. A vitória do Cruzeiro foi justa e merecida sob todos os aspectos. O jogo de um modo geral decorreu equilibrado: houve ocasiões em que notava-se alguma superioridade dos alvi-azuis e, em seguida, eram os colorados que pressionavam e assim, com tais características, o embate chegou ao final dos 90 minutos acusando um tento para o Cruzeiro contra nenhum do "Rolo Compressor". O tento do Cruzeiro foi de autoria do insider Luizinho, quando decorriam apenas 5 minutos da primeira fase e poucos instantes após haver o árbitro anulado um tento registrado por Elizeu, pois este praticara um foul antes de consignar o tento. Aos 27 minutos o ponteiro Luizinho, do Cruzeiro, que pouco antes já havia machucado o arqueiro Ivo, voltou a incorrer na mesma falta, originando-se daí um ligeiro "mal-entendido": Luizinho teria agredido o zagueiro Nena e Viana, médio colorado, revidou a agressão, sendo ambos expulsos do "field".
Daí para diante os dois bandos passaram a atuar com apenas quatro dianteiros, o que tirou grande parte do brilhantismo com que vinha transcorrendo o embate.
Sem dúvida que o ponto alto do esquadrão alvi-azul residiu no trio final, cujo desempenho foi esplêndido, notadamente, do craque pelotense Juvenal, que foi a principal figura do gramado. Também a intermediária esteve muito bem. Na vanguarda, por ordem de méritos, em primeiro plano o winger Lombardini, seguido de Valdir, Saladuro e Wilson.
Luizinho, que só atuou 27 minutos, durante o tempo em que esteve em campo conduziu-se com acerto. Godô, que substituiu a Wilson, não teve ocasião de aparecer. No bando vencido, o trio final houve-se com regularidade, surgindo Nena como a principal figura; Ivo, pouco empregado, parece ter cochilado no primeiro e único tento cruzeirista. A intermediária, em conjunto, não foi além ou regular. Por ordem de méritos é justo salientar a atuação de Abigail que, tanto na dianteira como na esquerda, quando foi ocupar o posto de Viana, foi o mais positivo. Ghizzoni parece não estar ambientado e Ilmo, que entrou quando da saída de Viana, não comprometeu. Na dianteira não houve um único elemento que se sobressaísse. Tesourinha, bastante vigiado por Clóvis e posteriormente algo recuado, auxiliando a defesa, só uma vez tentou uma daquelas suas investidas periculosas que por pouco não redundou no empate. Os demais bastante fracos, inclusive Adão. Os dois bandos formaram com a seguinte constituição: Cruzeiro: Borracha, Juvenal e Laranjeira; Laerte, Lauro Só e Clóvis; Luizinho, Saladuro, Valdir, Wilson (Godô) e Lombardini. Internacional: Ivo, Alfeu e Nena; Viana (Abigail), Ghizzoni e Abigail (Ilmo); Tesourinha, Villalba, Adão, Elizeu (llmo) e Carlitos.
Como árbitro funcionou Aparício Viana e Silva que teve bom desempenho. Foi enérgico na repressão do jogo pesado e preciso nos impedimentos.
Houve protestos de parte do público quando anulou um tento colorado aos 4 minutos da primeira fase, entretanto, o árbitro punira uma falta, nos parecendo acertada, por isso, a anulação.
No período final, nos momentos derradeiros, não assinalou uma penalidade máxima cometida por Clóvis, porém, o lance foi tão rápido que talvez lhe tivesse passado desapercebido. Em suma, foi um bom árbitro que se houve com consciência.
Na preliminar entre as equipes de aspirantes, voltou a vitoriar-se o esquadrão cruzeirista, desta feita por 2 a 1.
A arbitragem esteve a cargo de Ivo Tavares, cujo desempenho foi verdadeiramerte desastroso.
Tem-se a impressao de que o popular árbitro esqueceu tudo aquilo que aprendeu na escola da "Máter". A renda andou pela casa dos Cr$ 42.441,00.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 085, 08 mai. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/291. Acesso em: 14 fev. 2026.


EM DISPUTA do Campeonato Extra jogaram, ontem, à noite, em Porto Alegre, as equipes do Internacional e do Cruzeiro. O Internacional, que ainda há dias obtivera magnifico triunfo ao abater o Grêmio, foi derrotado, desta vez, pelo Cruzeiro, cujos jogadores foram carregados em triunfo após o apito final.
Fonte: A Tribuna (SP), n. 036, 08 mai. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/153931_02/36394. Acesso em: 14 fev. 2026.


PELA CONTAGEM MÍNIMA
Vitória do Cruzeiro sobre o Internacional
PORTO ALEGRE, 8 (Asapress) — Contrariando as opiniões dos entendidos, o Cruzeiro derrotou o Internacional ontem à noite pelo escore de 1x0, em jogo de prosseguimento do Torneio Extra de football da F. R. G. F.. Diante da estrondosa vitória do quadro de Tesourinha sobre o quadro [cruzeirista] por 4x0, constituiu uma grande surpresa a sua derrota de agora, embora não se deixe de reconhecer o valor da equipe cruzeirense.
E como consequência, cinco clubes ficaram empatados na liderança do certame, a saber: Internacional, Grêmio, Cruzeiro, Força e Luz e Renner, com uma derrota cada.
O único tento da noite, que proporcionou a vitória do esquadrão alvi-azul foi consignado por Luizinho, com 5 minutos apenas de iniciado o jogo.
Posteriormente, este elemento foi expulso do gramado juntamente com o half Viana, aquele por ter atingido o goleiro Ivo, com violenta entrada e o último por ter reagido, agredindo-o Aparício Viana foi um bom juiz e a renda somou 49.441 cruzeiros. Os quadros preliantes foram os seguintes:
CRUZEIRO — Borracha — Juvenal e Laranjeira — Laerte, Lauro e Clóvis — Luizinho (Godô) — Saladura — Valdir — Wilson (Godô) e Lombardini.
INTERNACIONAL — Ivo — Alfeu e Nena — Viana (Abgail) — Ghizzoni e Abgail (Ilmo) — Tesoura — Villalba — Adão — Elizeu (lImo) e Carlitos.
Fonte: Jornal dos Sports (RJ), n. 5433, 09 mai. 1947, p. 4. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/28222. Acesso em: 14 fev. 2026.

01/05/1947 - Torneio Extra 1947 - Internacional 4 x 0 Grêmio

NA TIMBAÚVA O GRANDE CHOQUE
Com a constituição de suas equipes já definitivamente assentadas, estarão logo mais na Timbaúva, os categorizados esquadrões do Grêmio Porto Alegrense e do Sport Clube Internacional, onde, frente a frente, realizarão o primeiro "Gre-Nal" da presente temporada. O choque desta tarde promete empolgar os meios esportivos da capital, dado que, tanto tricolores como colorados ostentam esplendorosa forma e, por conseguinte, perfeitamente em condições de brindarem o grande público que, por certo, afluirá ao local de porfia com um espetáculo digno de dois autênticos campeões, de dois expoentes máximos de nosso futebol. Gremistas e Internacionalistas encontram-se invictos no "Extra", e é esta, justamente, uma das circunstâncias que fez com que o embate seja aguardado com justificada ansiedade, pois o seu vencedor, não só continuará desfrutando do invejável título de invicto, como, ainda, assumirá sozinho a liderança do certame e, finalmente, o que é mais interessante e o principal, terá praticamente assegurado o título máximo, — além do que terá se adjudicado ao vistoso troféu e finas medalhas — instituídos pelo Grêmio Náutico União. Difícil será prognosticar quem seja o vencedor, pois os dois tradicionais adversários sempre que se defrontam no campo da luta, empregam-se com inexcedível ardor e entusiasmo, dando ao espetáculo contornos sensacionais e bastante interessantes. O prélio de hoje certo que não constituirá uma exceção à regra devendo desenrolar-se num ambiente de grande combatividade e lealdade esportiva que é, aliás, a característica de todos os grenais.
Oswaldo Rolla, o juiz
Oswaldo Rolla, o popular Foguinho, árbitro do quadro principal de juízes da F. R. G. F., de cujo departamento, aliás, é seu diretor, foi o indicado por sorteio realizado terça-feira última, para controlar o sensacional embate. A indicação do correto apitador penhor seguro de que a partida, no que tange ao fator arbitragem, tem plenamente assegurado seu êxito, já que Oswaldo Rolla é o árbitro número um de nossos gramados.
O encontro preliminar entre as equipes de aspirantes será controlado por Guilherme Sroka.
Preços
Para este encontro foram estabelecidos os seguintes preços: Cadeira numerada, Cr$ 50,00; Geral, Cr$ 10,00; 1/2 Geral, Cr$ 5,00.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 080, 01 mai. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/251. Acesso em: 14 fev. 2026.

TORNEIO EXTRA 1947 - INTERNACIONAL 4 X 0 GRÊMIO
Data: 01/05/1947
Local: Timbaúva - Porto Alegre (RS)
Renda: Cr$ 166.480,00
Juiz: Osaldo Rolla, auxiliado por Ruy Gonçalves e Homero Carvalho.
Expulsões: Nena (I); Hélio (G).
Gols: Villalba 11'/2 (I); Tesourinha 12'/2 (I); Villalba 16'/2 (I); Adãozinho 31'/2 (I).
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Alfeu e Nena; Viana, Ávila e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Fandiño (Elizeu) e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.
GRÊMIO: Júlio Petersen; Clarel e Johni; Sanguinetti, Touguinha e Jorge (Danton); Cordeiro (Santana), Beresi, Massinha (Gaiteiro), Hélio e Bentevi. Técnico: Otto Pedro Bumbel.

Em pé: Ivo Winck, Nena, Viana, Ávila, Alfeu e Abigail.
Agachados: Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Fandiño e Carlitos.
Fonte: Súmulas Tchê
"O clichê mostra o sr. Walter Jobim, governador do Estado,
confundindo-se com o povo, assistindo o 'Gre-Nal' de quinta-feira".
Fonte: Jornal do Dia (RS).
O contraste nas metas de Grêmio e Internacional:
Acima, Júlio Petersen é vazado mais uma vez.
Abaixo, Ivo Winck agarra a bola com segurança.
Fonte: Súmulas Tchê
Goleada colorada na Timbaúva.
Fonte: 1909 em cores
O ex-colorado Júlio Petersen salta, mas a bola lhe escapa das mãos.
Fonte: Súmulas Tchê

Em Porto Alegre — Torneio Extra — Internacional 4 x Grêmio 0. Este jogo forneceu a renda recorde dos campos gaúchos: Cr$ 166.480,00.
Fonte: Correio da Manhã (RJ), n. 16101, 03 mai. 1947, p. 3. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_05/36294. Acesso em: 14 fev. 2026.

DERROTADO O CAMPEÃO GAÚCHO
PORTO ALEGRE, 2 (Asapress) — No maior clássico do futebol gaúcho, Internacional x Grêmio, que arrastou ao estádio da Timbaúva uma assistência numerosíssima traduzida na renda de Cr$ 166.480.00, o Internacional jogando dentro das suas reais possibilidades, impôs sério revés ao Grêmio, campeão estadual de futebol pelo avultado placar de 4 x 0, embora tivessem os tricolores pisado a cancha com as honras de favorito. O primeiro tempo foi esgotado sem abertura de contagem não obstante o grande esforço dos adversários nesse sentido. Na fase complementar, coube a Villalba fazer funcionar o marcador com o 1º gol aos 11 minutos, aumentando Tesourinha aos 12. Villalba volta a marcar aos 16 e Adãozinho encerra aos 31.
O árbitro Osvaldo Rolla (Foguinho) teve fraca atuação. Quase no final do encontro, que foi em disputa do Torneio Extra, Nena e Hélio foram expulsos quando pretendiam se atracar. Após o jogo, que foi assistido pelo governador Walter Jobim e outras autoridades, os torcedores do Internacional realizaram a "Passeata da vitória sobre o Campeão de 46".
QUADROS:
INTERNACIONAL: Ivo, Alfeu e Nena, Viana, Ávila e Abgail, Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Fandiño (Elizeu) e Carlitos.
GRÊMIO: Júlio, Clarel e Johni, Sanguinetti, Touguinha e Jorge (Danton), Cordeiro (Santana) Beresi, Massinha (Gaiteiro), Hélio e Bentevi.
Fonte: Gazeta de Notícias (RJ), n. 101, 03 mai. 1947, p. 9. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_07/31845. Acesso em: 14 fev. 2026.

VITÓRIA DE MÉRITO DO INTERNACIONAL SOBRE O GRÊMIO
4 A 0, O RESULTADO DO GRE-NAL DE QUINTA-FEIRA, NA TIMBAÚVA — IRRECONHECÍVEL O ONZE DA "BAIXADA" — RENDA RECORDE: Cr$ 166.480,00 — A ARBITRAGEM — VITORIA DO GRÊMIO NA PRELIMINAR — UM INCIDENTE
O resultado numérico do GRENAL de anteontem, na Timbaúva, foi dos mais surpreendentes e extravagantes dos últimos tempos, talvez, mesmo, de quantos já foram realizados até aqui. Havia, como é natural, uma grande maioria daqueles que acreditavam num sucesso dos tricolores; havia, também, aqueles que admitiam a vitória do Internacional e, havia muitos que previam um jogo bastante equilibrado, cujo equilíbrio se traduzisse no marcador. Ninguém, porém, poderia admitir que o primeiro GRE-NAL do ano tivesse o desfecho que teve! Ninguém poderia admitir que o derrotado fosse cair por uma contagem desconsertante. Entretanto, e ainda que pareça mentira, o onze do Grêmio Porto  Alegrense que vinha cumprindo esplêndida campanha nos últimos tempos, melhorando sensivelmente de jogo para jogo, viu-se derrotado por uma contagem elevada — 4 a 0 — além do que, em nenhum momento constituiu adversário. Uma contagem, sem dúvida, surpreendente para um GRE-NAL, isto porque, de um modo geral, os "grenais" eram vencidos por este ou aquele, porém, sempre com resultados ajustados como, aliás, ainda sucedeu no ano passado quando os colorados obtiveram dois triunfos e os tricoleres outros dois. O GRE-NAL de quinta-feira pode perfeitamente ser apontado como o mais fraco de quantos já foram realizados ate aqui. Os colorados, mesmo vencendo por uma contagem elevada, não tiveram desempenho meritório; venceram, é verdade, e sua vitória foi líquida, indiscutível e insofismável. Longe, porém, estiveram os pupilos de Carlos Volante de realizar uma exibicão que pudesse ser classificada de ótima. Sua dianteira, que ultimamente vem constituindo o ponto alto, não teve um desempenho perfeito.
Villalba esteve bastante mal. Carlitos foi o mais fraco de todos. Tesourinha e Adão, seguidos de perto por Fandiño, conduziram-se com acerto e repetidas vezes criaram situações difíceis para o arco de Júlio. A rigor, porém, deve-se reconhecer que só o center Adão constituiu elemento realmente perigoso, de vez que Tesourinha, embora sofresse marcação defeituosa de Johni, não saiu como está habituado.
No sexteto defensivo, todos mais ou menos num mesno plano agliram regularmente e tiveram grandemente facilitada sua tarefa em face da completa desarticulacão com que se conduziu o quinteto atacante tricolor. Em resumo: o onze vencedor não teve um desempenho superior às suas atuações na presente temporada. Longe está a atual equipe do Internacional de ser aquele conjunto homogêneo que tantas glórias conquistou. Quanto ao onze do grêmio das três cores, realizou sua mais apagada atuacão dos últimos anos. Não há lembrança de que a equipe do clube de Pibernat de Carvalho, em ocasião alguma, se haja conduzido de maneira tão desastrosa e imperfeita. Os tricolores, embora fossem até apontados como favoritos, mercê de suas últimas atuações, como já foi dito, em momento constituíram adversários perigosos e isso prova o labor desenvolvido pelo arqueiro Ivo, que talvez tenha feito o jogo mais fácil e cômodo de toda a sua longa carreira futebolística. Os pupilos de Otto Pedro Bumbell apresentaram-se com uma retaguarda bastante falha na marcação e uma dianteira que em nenhum momento conseguiu se articular. Todos os integrantes do onze da baixada pareciam estar "abafados" com algo, pois desde os instantes iniciais notava-se a imperfeição com que atuavam.
Além de tais falhas fatais a um conjunto de futebol, tiveram ainda os vencidos uma incrível falta de chance. Jorge, o eficiente half-direito, nos instantes iniciais da peleja completamente só, chutou a grama, o que e obrigou a retirar-se do gramado, sendo substituído por Danton. Cordeiro, o elemento-chave da linha de ataque sofreu uma distenção muscular e acabou substituído por Hélio, que, por sua vez, cedeu seu posto a Santana. Bentevi já entrou mal e Massinha sentiu-se de uma antiga infecção na perna. Por cúmulo de azar, dois defensores do onze, Johni e Danton assinalaram contra...
As duas turmas formaram com as seguintes constituições: GRÊMIO: Júlio, Clarel e Johni; Jorge, (Danton), Touguinha e Sanguinetti, Bentevi, Beresi, Hélio (Sant'Ana), Massinha (Gaiteiro) e Cordeiro (Hélio). INTERNACIONAL: Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Ávila e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adão, Fandiño (Elizeu) e Carlitos.
Os quatro tentos que asseguraram cômoda vitória ao valoroso S. C. Internacional, foram conseguidos na seguinte ordem: Aos 14 minutos, o zagueiro Johni, acossado por Villalba, tentando pôr a redonda a escanteio, fê-lo com infelicidade, fazendo com que beijasse as redes da arco de Júlio, que ficou sem ação. Aos 51, Tesourinha, recebendo de Villalba, em boas condições, assinalou o segundo tento.
Aos 61, o insider Villalba em visível posição de impedimento, recebendo da Adão assinalou o terceiro tento. Finalmente, aos 76, Adão desferiu violento pelotaço e Danton, tentando desviar, imitou o feito de Johni, mandando o couro ao fundo das redes do arco gremista. Houve ainda um tento de Elizeu que o árbitro, erradamente, invalidou. Aos 83 minutos, verificou-se ligeiro incidente que motivou a expulsão de campo dos jogadores Nena, do Internacional e Hélio, do Grêmio. A arbitragem esteve a cargo de Oswaldo Rolla, o popular Foguinho, cujo desempenho foi satisfatório, tendo errado quando deu validade ao terceiro tento colorado, uma vez que seu autor, o insider Villalba, encontrava-se em posicão de impedimento e quando anulou o tento de Elizeu. No mais, andou bem.
A preliminar entre as equipes de aspirantes foi vencida pelo Grêmio por 4 a 3, sob a arbitragem de Guilherme Sroka, que teve bom desempenho. A renda constituiu recorde, pois foram arrecadados Cr$ 166.488,00.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 081, 03 mai. 1947, p. 6. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/258. Acesso em: 14 fev. 2026.

... E O MOSQUETEIRO PIFOU!
O Gre-Nal de quinta-feira foi, sem dúvida, o embate-surpresa, característica nem sempre apresentada no choque-rei do futebol sulino. Uma das grandes, das maiores surpresas — nem era preciso dizer... — residiu no desconcertante escore construído pelos integrantes do famoso "Rolo Compressor": nada menos de 4 tentos a nihil, não se levando em conta que o árbitro Foguinho anulou, injustificavelmente, o quinto tento colorado...
Que os tricolores, mesmo apresentados como favoritos, perdessem o jogo, era, em todas as rodas esportivas, admissível, justificável mesmo, uma vez que o onze colorado se apresentasse numa tarde de grande gala. Mas por aquele escore arrasante, santo Deus, quem iria pensar...
Falar nas falhas apresentadas pelo onze perdedor seria um nunca acabar de enumerar erros e fracassos rotundos, e isso não faremos, pois não queremos incorrer nas iras de certos toreedores apaixonados, que não sabem discernir, que não sabem perder, que não são possuidores do verdadeiro espírito esportivo...
E, ainda classificando o choque de domingo como o encontro das surpresas, uma delas a maior, talvez, e a mais agrádavel para o mundo esportivo, constou da presença anônima, democrática, sem as trombetas do alarde publicitário, do sr. Walter Jobim e do prefeito da capital, dr. Gabriel Pedro Moacir.
Lá estavam eles, como simples espectadores anônimos que pagaram suas entradas (no "cambio negro", talvez...) para, mal acomodados como qualquer torcedor comum, assistir um embate futebolístico. Não nos perderemos, aqui, em comentarios lonvaminheiros e rapapés, mesmo porque não somos possuidores do hábito compensador de curvar a espinha aos poderosos...
Mas, queremos, isto sim, deixar registrado como um belo gesto de liberalidade, a presença desses dois destacados homens do governo, no estádio da Timbaúva. Eles, da maneira como assistiram o embate, deviam ter trocado significativos olhares, assim como quem diz: "Mas, companheiro, que falta faz um Estádio para Porto Alegre...
E agora, esta justificativa, feita em campo, por um "doente" gremista, sobre a derrota de seu onze:
— Assim é francamente impossível vencer! O juiz roubando dessa maneira... Dois tentos do Internacional feitos pelos beques do Grêmio... Os outros dois conquistados em visível offside...
Quer dizer que, para esse toreedor apaixonado, o resultado do embate foi 0 a 0... Depois disso, só mesmo parando por aqui.
Fonte: A. C.. Jornal do Dia (RS), n. 081, 03 mai. 1947, p. 6. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/258. Acesso em: 14 fev. 2026.

26/04/1947 - Torneio Extra 1947 - Internacional 4 x 3 São José-RS

PROSSEGUE HOJE O "EXTRA" COM O CHOQUE INTERNACIONAL X S. JOSÉ
REBOLO EM LUGAR DE ADÃOZINHO, COMANDARÁ A VANGUARDA COLORADA — SADI SERÁ O COMANDANTE ZEQUINHA — A CONSTITUIÇÃO DAS EQUIPES
Aguardado com invulgar expectativa, realiza-se hoje, à tarde, na Chácara das Camélias, o embate entre as equipes de profissionais do Internacional e do Sao José, em disputa do "Extra", promovido pela F. R. G. F. e em disputa de fino troféu instituído pelo Grêmio Náutico União.
Colorados e zequinhas, convenientemente preparados, estão perfeitamente em condições de brindarem os esportistas da capital com um espetáculo bastante interessante. Sabido é que os pupilos de Luiz Luz sempre que enfrentam qualquer dos três grandes, o fazem com invulgar apetite, o que, não raro, consegue emprestar ao espetáculo contornos de verdadeiro sensacionalismo. O embate de logo mais é de grande responsabilidade para os pupilos de Carlos Volante que, já no próximo dia 1º de maio medirão forças com o seu tradicional adversário, o Grêmio Porto Alegrense. Sabem os colorados a grande responsabililades que lhes pesa sobre os ombros e, por isso, não descuraram dos treinamentos. Entretanto, o que mais preocupa a família internacionailsta é o comando da vanguarda que não será ocupado pelo titular, o ágil "colored" Adão, que se encontra lesionado. Adão será substituído por Rebolo, substituição esta que constitui, sem dúvida, considerável "handicap" em favor dos zequinhas que, por isso mesmo, nao escondem seu otimismo.
Tudo, pois, indica que o choque desta tarde entre rubros e alvos seja dos mais interessantes de quantos já foram realizados neste início da temporada. É a seguinte a constituição das duas equipes:
INTERNACIONAL: Ivo — Alfeu e Nena; Viana — Ávila e Abigail; Tesourinha — Villalba — Rebolo — Fandiño e Carlitos.
S. JOSÉ: Clóvis — Nilo e Repolho; Ivo — Tibica e Gomes; Polaco — Elpídio — Sadi — Ícaro e Rony.
ARBITRAGEM
Atuarão no encontro desta tarde na Chácara das Camélias, Aparício Viana e Silva, o popular "Coca-Cola", e Guilherme Sroka, respectivamente no embate principal e no de aspirantes.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 076, 26 abr. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/215. Acesso em: 14 fev. 2026.

TORNEIO EXTRA 1947 - INTERNACIONAL 4 X 3 SÃO JOSÉ-RS
Data: 26/04/1947 
Local: Chácara das Camélias - Porto Alegre (RS)
Renda: Cr$ 11.539,00
Juiz: Aparício Viana e Silva, auxiliado por João O. de Oliveira e João Carvalho.
Gols: Tesourinha 3’/1 (I); Tesourinha 8’/1 (I); Sadi 28’/1 (S); Sadi 38’/1 (S); Ivo 39’/1 (S); Villalba 7’/2 (I); Rebolo 30’/2 (I).
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Alfeu e Nena; Viana, Ávila e Abigail; Tesourinha, Villalba, Rebolo, Fandiño e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.
SÃO JOSÉ-RS: Edmundo; Nilo (Aldeia) e Repolho; Ivo, Tibica e Gomes; Polaco, Rui Macedo (Elpidio), Amarante, Sadi e Roni. Técnico: Luiz Luz.

DIFICÍLIMA VITÓRIA DO INTERNACIONAL SOBRE O S. JOSÉ
SADI, DO SÃO JOSÉ, UM DOS MAIS POSITIVOS EM CAMPO — BOA ARBITRAGEM DE APARÍCIO — VENCIDO PELO SÃO JOSÉ O ENCONTRO DE ASPIRANTES — RENDA: Cr$ 11.539,00
Verdadeiramente surpreendente o resultado do encontro de ontem na tradicional Chácara das Camélias, em disputa do "Extra", e no qual foram contendoras as equipes de profissionais do Internacional e do São José. Surpreendente porque era crença geral de que os rapazes preparados por Carlos Volante colheriam fácil e cômodo triunfo, mercê de suas últimas exibições. Entretanto, sucedeu justamente o contrário, e não será exagero afirmar que o "Rolo" necessitou empregar-se a fundo para levar a melhor por uma contagem bastante ajustada — 4 a 3 — e que traduz fielmente o quanto foi disputado o embate. Os momentos iniciais davam a impressão de que os colorados alcançariam fácil vitória e tanto é assim que já aos 8 minutos venciam por 2 a nihil.
Entretanto, os zequinhas cuja característica sempre foi a de não esmorecer, ontem voltaram a não se intimidar com a vantagem inicial do antagonista e aos poucos passaram a controlar a situação. Uma feliz substituição introduzida pelo "coach" Luiz Luz veio dar novo aspecto ao embate.
Amarante, juvenil do grêmio da baixada no ano passado, não era o elemento indicado para comandar a vanguarda num jogo de responsabilidade. Oportuna, pois, a substituição do antigo juvenil gremista por Sadi, que vinha atuando na meia-esquerda. Sadi, que foi, sem dúvida, um dos mais positivos forwards em campo, deu novo alento ao ataque do clube de Walter Raabe, muito contribuindo também a entrada de Elpídio, um jovem futuroso e o "câmbio" de Rui Macedo para a entre-ala esquerda.
Assim, reajustado em suas linhas, passou o onze zequinha a disputar um jogo de igual para igual, e o resultado não se fez esperar, aos 39 minutos de luta, já os comandados de Sadi venciam espetacularmente por 3 a 2. Justo que se diga que após a modificação introduzida no ataque alvo, o onze do Passo da Arela passou a conduzir-se com mais acerto que o seu adversário que aí passou a deixar transparecer certas falhas em suas linhas mormente no sexteto defensivo, onde, a rigor, só um elemento jogava conscientemente: Viana, o mignon médio-direito; os demais, inclusive Nena, integrante do último Selecionado Nacional, claudicavam de instante a instante.
O período derradeiro teve, de início, mais ou menos as mesmas características do primeiro tempo; os zequinhas mais coordenados e com maior disposição, não raro criavam situações de bastante aprêmio para o último reduto rubro.
Aos 52 minutos, o insider Villalba, valendo-se de uma confusão na área zequinha empatou o cotejo e, finalmente, aos 75, Rebolo, em posição bastante duvidosa, assinalava o tento que decidiria a porfia em favor do Internacional, quando, então, já se notava uma certa queda na produção do onze alvo, com a maioria de seus craques visivelmente esgotados. Entregaram-se os companheiros de Tibica só nos momentos finais, já esgotados, entretanto, o resultado lhes foi extremamente honroso não só por terem se iniciado bastante mal, como ainda por terem enfrentado um adversário que ostentava as honras de franco favorito.
Venceram os rubros, entretanto, toda a sua grande legião de fãs deixou o local da pugna com a fisionomia visivelmente preocupada em face do fraco desempenho da equipe, cujas linhas só nos momentos iniciais agiram com algum acerto. Apresentou-se o onze colorado com graves falhas em sua retaguarda e sua dianteira mostrou-se pouco positiva, embora se deva reconhecer que não contou com o concurso de seu comandante titular, que esteve ausente por encontrar-se lesonado. Entretanto, esperava-se que a dianteira do clube de Abelardo Noronha produzisse mais. O onze zequinha, habilmente preparado por Luiz Luz, realizou sua melhor exibição na presente temporada, conduzindo-se de maneira verdadeiramente elogiável. O trio final esteve bastante sólido, não havendo nomes a destacar. A intermediária voltou a constituir o ponto alto do conjunto. Ivo, Tibica e Gomes realizaram uma grande partida, e finalmente, na dianteira, em primeiro plano, o trio central, Elpídio, Sadi e Rui Macedo; estes três elementos conduziram-se com grande acerto. Os dois ponteiros não seguiram o "train" dos demais.
Polaco algo fora de forma e Roni, a nosso ver, pouco cancheiro, além do que, foi feito atuar com chuteiras completamente novas, o que fez com que a cada instante estivesse beijando a grama. As equipes contendoras formaram com a seguinte constituição: Internacional: Ivo — Alfeu e Nena; Viana — Ávila e Abigail; Tesourinha — Villalba — Rebolo — Fandiño e Carlitos.
São José: Edmundo — Nito (depols Aldeia) e Repolho (depois Nito); Ivo — Tibica e Gomes; Polaco — Rui Macedo (Elpídio depois Amarante) — Amarante (depois Sadi) — Sadi (depois Rui Macedo) e Roni.
COMO FORAM FEITOS OS TENTOS
O primeiro tento da tarde foi de autoria do ponteiro Tesourinha quando decorriam apenas 3 minutos de pugna, aproveitando uma bola "sobrada". Aos 8, novamente Tesourinha sacudiu as redes ao receber esplêndido passe de Rebolo. Aos 28, Sadi aproveitando um passe de Roni descontou em favor do São José; aos 38, o mesmo Sadi, agora recebendo de Elpídio empatou o cotejo e um minuto após, o médio Ivo recebendo fora da área colorada desferiu potente chute que foi aninhar-se no fundo do arco de Ivo.
O tento de empate para os rubros surgiu aos 52 minutos, sendo seu autor o insider argentino Villalba, que aproveitou muito bem uma confusão na pequena área zequinha.
Finalmente, aos 75 o center Rebolo, em posição que nos pareceu duvidosa, e concluindo um centro de Carlitos, assinalava o tento que daria cifras definitivas ao placar: Internacional 4; Sao José 3.
A arbitragem esteve a cargo de Aparício Viana e Silva, cujo desempenho foi bom, podendo o "baixinho" ser apontado como o mais completo no momento. Temos a impressão de que s. s. errou ao dar validade ao quarto tento rubro, entretanto, da posição em que se encontrava, e com a rapidez do lance certamente não percebera o impedimento. Na fase inicial, o São José teve um tento invalidado, de autoria de Sadi, pois a redonda bailara, antes do contraste, nas mãos de Nena e do mesmo Sadi...
O encontro de aspirantes foi vencido pelo onze do São José pela contagem de 3 a 0, sob a arbitragem de Guilherme Sroka, cujo desempenho também foi bom. A renda andou pela casa dos 11.539 cruzeiros.
Fonte: Jornal dos Sports (RS), n. 077, 27 abr. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/223. Acesso em: 14 fev. 2026.

INTERNACIONAL 4 X SÃO JOSÉ 3
PORTO ALEGRE, 28 (Asapress) — Em jogo do Torneio Extra de Futebol patrocinado pela Federação Rio Grandense de Futebol, o famoso conjunto do Internacional passou por um grande susto diante do modesto quadro do São José, que após estar perdendo por 2 x 0, reagiu valentemente e passou à frente do marcador com 3 tentos, resultado com o qual se esgotou o 1º periodo da luta com enorme decepção da grande torcida do "rolo compressor" e satisfação dos que animavam entusiasticamente os "zequinhas". Foi preciso que os companheiros de Tesourinha dessem tudo, para arrancarem a ferro uma vitória apertada por 4 x 3. Foi uma vitória bonita dos "colorados" pelo grande esforço com que foi conquistada e uma derrota honrosa para o São José que, para a maioria, seria goleado impiedosamente, vindo o seu resultado dar maior cotação aos futuros jogos dos alvos.
Fonte: Gazeta de Notícias (RJ), n. 098, 29 abr. 1947, p. 15. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_07/31799. Acesso em: 14 fev. 2026.

21/04/1947 - Amistoso - Pelotas 1 x 0 Internacional

AMISTOSO - PELOTAS 1 X 0 INTERNACIONAL
Data: 21/04/1947
Local: Boca do Lobo - Pelotas (RS)
Renda: Cr$ 28.000,00
Juiz: Aparício Viana e Silva
Gol: Amaral 25’/2 (P).
PELOTAS: Mário; Bexiga e Vaz; Salardo, Adolfo Rodrigues e Dodô; Bentinho, Amaral, Apis, Edgar (Fierro) e Pardal (Chaparro).
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Alfeu e Nena; Viana, Ávila e Ilmo; Tesourinha, Villalba, Adãozinho (Rebolo), Fandiño (Elizeu) e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.

[...] DERROTADO EM PELOTAS O S. C. INTERNACIONAL
[...] AMARAL, AUTOR DO TENTO CONTRA O "ROLO" EM PELOTAS — GRANDE PÚBLICO ASSISTIU O COTEJO
DERROTADO EM PELOTAS
PELOTAS, 21 (Pela fonografia) — Exibiu-se hoje, aqui, frente ao forte onze do Esporte Clube Pelotas, o famoso "Rolo Compressor" da capital. Perante uma grande assistência, das maiores já vistas em gramados locais, o onze visitante foi derrotado pela contagema mínima.
O tento que garantiu a vitória ao E. C. Pelotas foi de autoria do insider Amaral, aos 23 minutos do segando tempo, após iludir toda a defesa colorada. O magnífico feito dos locais foi grandemente festejado. Como árbitro da partida funcionou Aparício Viana e Silva, que teve bom desempenho. As turmas degladiantes formaram com a seguinte constituição: Pelotas: Carneirinho, Vaz e Bolinha; Rui, Rodrigues e Salardo; Apis, Amaral, Fierro, Negrito e Bentinho.
Internacional: Ivo, Alfeu e Nena; Viana, Ávila e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adão, Fandiño e Carlitos.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 072, 22 abr. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/183. Acesso em: 14 fev. 2026.

SENSACIONAL DERROTA DO INTERNACIONAL
Já em Pelotas, o clube "colorado" não foi tão feliz, pois dando combate ao possante conjunto do E. C. Pelotas, foi derrotado pelo "score" mínimo, com tento feito por Amaral aos 26 minutos do segundo tempo. Acreditamos que esta sensacional vitória dos pelotenses ainda esteja sendo comemorada, tal o entusiasmo causado entre os esportistas da Princesa do Sul.
Fonte: Diário de Notícias (RJ), n. 7513, 24 abr. 1947, p. 16. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_02/32825. Acesso em: 14 fev. 2026.

20/04/1947 - Amistoso - Rio Grande 0 x 2 Internacional

DOIS JOGOS REALIZARÁ O INTERNACIONAL NO SUL DO ESTADO
Confirma-se a noticia que divulgamos há poucos dias: o Sport Club Internacional excursioná ao sul do Estado onde amanhã enfrentará o Rio Grande da cidade marítima e segunda-feira, em Pelotas, o Esporte Clube Pelotas. Os colorados viajarão em avião especial da Varig, que deixará o aeroporto federal às 14,30 horas.
A embaixada colorada viajará sob a chefia do conhecido esportista dr. Joaquim Difini, que se fará acompanhar dos diretores Saião Lobato e Brasil Câmpio. Como técnico seguirá Carlos Volante e como massagista, Coratti. Especialmente convidado, acompanhará a embaixada o cronista Cid Pinheiro Cabral, da "Folha da Tarde".
Os jogadores que deverão constituir o plantel rubro são os seguintes: Ivo, De Lorenzi, Alfeu, Nena, Viana, Ávila, Abigail, Tesourinha, Fandiño, Villalba, Carlitos, Adão, Ilmo, Tábua, Castrinho, Boris, Rebolo e Elizeu.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 070, 19 abr. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/163. Acesso em: 13 fev. 2026.

AMISTOSO - RIO GRANDE 0 X 2 INTERNACIONAL
Data: 20/04/1947
Local: Oliveiras - Rio Grande (RS)
Renda: Cr$ 33.560,00
Juiz: Darci Encarnação
Gols do Inter: Adãozinho e Hélio, contra.
RIO GRANDE: Rubens; Francisco e Castrinho; Hélio, Vergara e Ferro (Scala); Fossati, Ceroni (Marçal), Libito, Alvim e Humberto.
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Alfeu (Castrinho) e Nena; Viana (Ilmo), Ávila (Táboa) e Abigail; Tesourinha (Bóris), Villalba (Rebolo), Adãozinho (Elizeu), Fandiño e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.

Em pé: Alfeu, Ivo Winck, Ávila, Ilmo e Viana.
Agachados: Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Fandiño e Carlitos.
Fonte: 1909 em cores

VITORIOSO EM RIO GRANDE [...] O S. C. INTERNACIONAL
ESPLENDIDO DESEMPENHO DO "ROLO COMPRESSOR" — DARCY ENCARNAÇÃO FUNCIONOU COMO ÁRBITRO — A CONSTITUIÇAO DAS EQUIPES [...]
RIO GRANDE, 21 (JD) — Exibiu-se ontem, nesta cidade, enfrentando o onze do veterano Rio Grande, o forte esquadrão do Internacional, dessa capital, e para cujo embate reinava invulgar expectativa em face do grande cartaz que desfruta aqui o famoso "Rolo Conpressur".
Os colorados da capital corresponderam plenamente à expectativa, pois impuseram-es ao "Veterano" pela expressiva contagem de 2 tentos contra nenhum dos locais. É bem verdade que dos dois tentos conquistados pelos visitantes, um deles foi resultante de uma jogada bastante infeliz do médio Hélio, que ao atrasar a bola ao arqueiro Rubens, o fez com infelicidade, indo o couro morrer no fundo das redes.
Os pupilos de Volante exibiram um bonito futebol, bastante vistoso e que conseguiu agradar plenamente o grande público presente ao embate. Como árbitro funcionou o antigo craque riograndino Darcy Encarnação, cujo desempenho foi satisfatório. As duas turmas formaram com a seguinte constituição: Internacional: Ivo, Alfeu (depois Castrinho) e Nena; Viana (depols Ilmo), Ávila (depois Tábua) e Abigail; Tesourinha (depois Boris), Villalba (depois Rebolo), Adão (depois Elizeu), Fandiño e Carlitos. Rio Grande: Rubens, Francisco e Castrinho; Hélio, Vergara e Ferro (depois Scala); Fossati, Ceroni (depois Marçal), Libito, Alvim e Humberto. Ontem mesmo, após o jogo, os componentes da embaixada do Internacional seguiram para Pelotas onde amistosamente entrentarão o forte conjunto do Esporte C. Pelotas.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 072, 22 abr. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/183. Acesso em: 13 fev. 2026.


PORTO ALEGRE, 23 (Asapress) — O Internacional, conforme é do conhecimento do público esportivo nacional que acompanha de perto o movimento de todos os Estados neste setor, conta em suas fileiras com renomados "cracks" como Tesourinha, Nena, Adãozinho, Ávila e outros, realizou dois jogos, domingo e segunda-feira, em duas das principais cidades gaúchas. No primeiro dia, se exibiu na cidade marítima de Rio Grande, enfrentando o veterano S. C. Rio Grande em seus domínios e vencendo-o pelo "score" de 2-0, tentos feitos por Adãozinho e pelo próprio médio-direito local Hélio, numa jogada infeliz. Este jogo constituiu um dos maiores acontecimentos esportivos que se têm registrado naquela cidade, o que pode ser interpretado pela renda de Cr$ 33.560,00, que passa a constituir recorde absoluto em Rio Grande.
Fonte: Diário de Notícias (RJ), n. 7513, 24 abr. 1947, p. 16. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_02/32825. Acesso em: 14 fev. 2026.