06/09/1947 - Citadino 1947 - 2º turno - Nacional-POA 1 x 5 Internacional

DECISÃO DO CAMPEONATO GAÚCHO DE FUTEBOL
PORTO ALEGRE, 4 (Asapress) — Será disputado, domingo, o clássico do futebol gaúcho, entre o Grêmio e o Cruzeiro, no estádio da Baixada. O Grêmio, campeão do Estado, jogará uma cartada séria, uma vez que, estando a três pontos aquém do Internacional, líder invicto, uma nova derrota o afastaria da conquista do bicampeonato. Por sua vez, o Cruzeiro caiu inesperadamente na última rodada por 6-0 ante o Internacional.
Nos demais jogos da rodada, o Internacional, como líder invicto e jogando em seu campo aparece como franco favorito diante do Nacional.
Enquanto isso, o Força e Luz e São José deverão realizar um jogo, também muito equilibrado e interessante, em vista da última "performance" dos "zequinhas", derrotando o Grêmio por 4-2, e da contundente derrota dos "zebrados", diante do Renner, por 5-1.
Fonte: Diário de Notícias (RJ), n. 7627, 05 set. 1947, p. 12. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_02/3480705. Acesso em: 14 fev. 2026.

[...] INTERNACIONAL X NACIONAL
[...] COLORADOS E NACIONALISTAS PORFIARÃO NO ESTÁDIO DA RUA SILVEIRO [...]
Com dois bons embates terá início, hoje, à tarde, a terceira rodada pelo segundo turno do campeonato da cidade, promovido pela Federação Rio Grandense de Futebol. No tradicional "estádio" colorado, no bairro do Menino Deus, medirão forças as turmas do Internacional e do Nacional, num prélio que, embora apresente o onze colorado como franco favorito, deverá assumir proporções interessantes e movimentadas.
As duas turmas, salvo possíveis modificações de úitima hora, pisarão o gramado assim constituídas:
INTERNACIONAL: Ivo, Nena e Ilmo; Alfeu, Viana e Abigail; Boris, Tesourinha, Adão, Villalba e Carlitos. NACIONAL: Munheco, Gasogênio e Saul; Gonzales, Fontoura e Brito; Carlinhos, Danilo, Valter, Manoelzinho e Jorge.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 186, 06 set. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/1079. Acesso em: 14 fev. 2026.

CITADINO 1947 - 2º TURNO - NACIONAL-POA 1 X 5 INTERNACIONAL
Data: 06/09/1947
Local: Chácara das Camélias - Porto Alegre (RS)
Renda: Cr$ 16.586,00
Juiz: Joaquim Rodrigues de Almeida, auxiliado por Aristeu Santos e Luís A. Manjeló.
Gols: Bóris 10’/1 (I); Vilallba 18’/1 (I); Tesourinha 30’/1 (I); Carlitos, pênalti 43’/1 (I); Villalba 1’/2 (I); Jorge 8’/2 (N).
NACIONAL-POA: Munheco; Gasogênio e Saul; Marçal, González e Brito; Carlinhos, Danilo, Valter, Fontoura e Jorge. Técnico: Teté.
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Nena e Ilmo; Alfeu, Viana e Abigail; Bóris, Villalba, Adãozinho, Tesourinha e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.

O INTERNACIONAL PASSOU FOLGADAMENTE PELO NACIONAL
5 A 1 NA PRINCIPAL E 3 A O NA PRELIMINAR — BORIS, VILALBA (2), TESOURINHA, CARLITOS E JORGE, OS GOLEADORES — O NACIONAL "VÍTIMA" DE UM PÊNALTI DOS TAIS QUE "SÓ SE APITAM CONTRA OS PEQUENOS"... — RENDA CONSIDERADA ÓTIMA: Cr$ 16.586,00
O público numeroso que lotou as dependências da "Chácara das Camélias" assistiu, à tarde de ontem, um embate bastante disputado, uma vez que o voluntarioso onze do "Ferrinho" fez valer o seu "sangue" já tradicional toda vez que enfrenta o "Rolo Compressor".
Jogando um primeiro tempo onde andou sempre dominado, mas reagindo brilhantemente na fase derradeira, o Nacional conseguiu aí equilibrar a contenda, embora já o Internacional tivesse praticamente assegurada a vitória. Do bando vencedor, os melhores, sem dúvida, foram Adãozinho, no ataque; Alfeu e Viana na defesa.
No bando vencido, Munheco fez jogadas espetaculares, convindo ainda salientar, pelo labor, Marçal, Saul e Brito; na linha, os melhores foram Danilo, Válter e Jorge.
As duas equipes formaram com a seguinte constituição:
INTERNACIONAL: Ivo; Nena e Ilmo; Alfeu, Viana e Abigail; Boris, Villalba, Adãozinho, Tesourinha e Carlitos. NACIONAL: Munheco; Gasogênio e Saul; Marcal, Gonzalez e Brito; Carlinhos, Danilo, Valter, Fontoura e Jorge.
Aos 10 minutos da fase inicial Boris iniciava a contagem, aproveitando um momento em que o arco de Munheco se encontrava desguarnecido. Oito minutos após, isto é, aos 18, Villalba fulminava o arqueiro nacionalista, de cima, aproveitando muito bem um passe de Adãozinho que se infiltrara pela direita. Aos 30 minutos, durante um entrevero dentro da área, Munheco chutou violentamente tendo a bola retrucado em Tesourinha e se aninhado no fundo das redes: 3 a 0. Decorriam 43 minutos da fase inicial, quando Marçal, que corria para aliviar um perigoso avanço colorado, resvala no terreno, tocando, ao cair, involuntariamente, com a mão na bola. Juca, com rigorismo que muito
bem conhecemos de certos juízes contra os "pequenos", não teve dúvidas: puniu o Nacional com pena máxima que, batida por Carlitos, redundou no tento nº 4 do Internacional.
Na segunda fase vimos o Internacional cair mais na defensiva, poupando-se seus homens, do que se aproveitou o Nacional para pressionar e equilibrar o embate. Nessa fase, mais dois tentos foram assinalados, um para cada bando, por intermédio de Villalba e Jorge, respectivamente ao 1º minuto e aos 8.
Preliminarmente jogaram as equipes de aspirantes, vencendo o Internacional por 3 a 0. Juiz: Ivo Tavares, de boa arbitragem.
Joaquim Rodrigues de Almeida, o popular Juca, andou com altos e baixos, sempre displicente, puniu o Nacional com um pênalti que, estamos certos que s. s. não apitaria contra nenhum "grande". Foi rigoroso numa falta involuntária de Marçal e andou erroneamente assinalando pênalti, uma vez que aquele jogador tocara na bola, involuntariamente, quando caía.
A renda atingiu a apreciável importância de Cr$ 16.586,00.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 187, 07 set. 1947, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/1087. Acesso em: 14 fev. 2026.

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