QUER O FLAMENGO ENFRENTAR O INTERNACIONAL — Patrocinado pelo Botafogo, em pagamento ao passe de Ávila, teremos na tarde de amanhã a apresentação do Internacional, de Porto Alegre, hexacampeão gaúcho, que medirá forças com o novo detentor do título máximo carioca. O compromisso inicial foi apenas para uma exibição do quadro sulista, mas tudo indica que veremos duas vezes o Internacional. Isto porque está o Flamengo interessado em medir-se com o clube de Porto Alegre, devendo para isso procurar o Botafogo e apresentar sua sugestão.Fonte: Jornal dos Sports (RJ), n. 5929, 18 dez. 1948, p. 1. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/32173. Acesso em: 29 mar. 2026.
BOTAFOGO E INTERNACIONAL AMANHÃ EM GENERAL SEVERIANOAssentada de improviso a realização do interessante encontro interestadualQuando tudo indicava que o fã carioca teria o domingo de amanhã preenchido por um esforço do América, a princípio estabelecendo um jogo com o São Cristóvão e posteriormente assentando um com o Flamengo, eis que o Botafogo resolveu de improviso promover a vinda do Internacional, de Porto Alegre, para um amistoso amanhã, em General Severiano. O assunto ficou liquidado ontem mesmo, tendo a Federação autorizado a realização do amistoso interestadual através do seu boletim oficial.Fonte: Jornal dos Sports (RJ), n. 5929, 18 dez. 1948, p. 1. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/32173. Acesso em: 29 mar. 2026.
A FORÇA MÁXIMAHoje, às 15 horas teremos a delegação do Internacional entre nós. O desembarque terá lugar no aeroporto Santos Dumont, e a turma visitante que viajará em aparelho da VARIG seguirá para o City Hotel, onde ficará hospedada até quinta-feira, quando se dará o regresso ao extremo sul do país.COM A FORÇA MÁXIMA O INTERNACIONALO adversário do campeão carioca virá integrado de todos os seus valores, na maioria já velhos conhecidos dos aficionados. Deverão desembarcar logo mais, os seguintes players: Ivo, Éverton, Nena, Ilmo, Maravilha, Abigail, Viana, Alfeu, Tesourinha, Villalba, Beresi, Adãozinho, Ghizzoni e Carlitos, além dos reservas. O chefe da embaixada, segundo informações recebidas pelo "Glorioso", será o proprio presidente do Internacional, Sr. Pedro Machado Moreira, que trará como técnico o antigo centro-médio do Flamengo, Volante, treinador do onze campeão de Porto Alegre.ARBITRAGEM E PROVÁVEL PRELIMINARO Colégio de Árbitros na palavra do seu diretor Joaquim Guimarães, indicará Mário Viana para arbitrar a partida entre os dois campeões. Sem dúvida alguma a indicação do árbitro nacional para o importante embate é das mais felizes. Para a preliminar, o clube de General Severiano, convidará o quadro de aspirantes do Vasco, a fim de preliar com o seu onze de igual categoria. Será, portanto, em caráter de revanche, pois o conjunto cruzmaltino, campeão da cidade, sofreu sua única derrota no certame frente aos pupilos de Newton Cardoso.Fonte: Jornal dos Sports (RJ), n. 5929, 18 dez. 1948, p. 6. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/32178. Acesso em: 29 mar. 2026.
VÁRIOS AUSENTES NA PRÁTICATreinou o Botafogo pra enfrentar amanhã o Internacional sem o concurso de 4 titularesInterrompendo o descanso, ao qual haviam sido entregues desde a vitória que lhes valeu o campeonato, os profissionais do Botafogo estiveram ontem em ação na cancha da rua General Severiano. A abertura da nova fase de treinamento foi um exercício de conjunto, que durou 60 minutos. Embora sem a participação de todos os titulares, e não obedecendo ao critério adotado durante o campeonato, que estabelecia o tempo regulamentar para os ensaios coletivos do quadro que se sagrou campeão, a prática agradou em grande parte. Os players botafoguenses que, mesmo inativos, não se descuidaram da forma física que os levou ao campeonato, demonstraram na tarde de ontem a boa disposição em que se encontram para enfrentar amanhā à tarde o conjunto do Internacional de Porto Alegre.AUSENTES: GÉRSON, ÁVILA, PIRILLO E BRAGUINHANo quadro principal notou-se a ausência não só de Osvaldo, que como sempre atuou no onze reserva, como também de Gérson, Ávila, Pirillo e Braguinha. O zagueiro foi poupado por determinacão do Departamento Médico, em virtude da recuperação física que está-se observando em seu organismo, abalado com a perda de peso, não participando de nenhum exercício. O centro-médio e o comandante estiveram presentes e treinaram individualmente. E quanto ao extrema-esquerda, está um pouco resfriado e, portanto, foi dispensado pelos dirigentes do clube. O quadro principal marcou a vantagem de três tentos contra nenhum dos suplentes. Os artilheiros foram: Geninho, Otávio e Reinaldo. E os quadros estavam assim constituídos:Titulares: — Matarazzo — Marinho e Santos — Rubinho — Beracochea e Juvenal — Paraguaio — Geninho — Osvaldinho — Otávio e Reinaldo.Reservas: — Osvaldo — Amauri e Sarno — Ivan — Cid e Adão; Nerino — Zezinho — Hamílton Jaime e Paulino.Fonte: Jornal dos Sports (RJ), n. 5929, 18 dez. 1948, p. 6. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/32178. Acesso em: 29 mar. 2026.
INTERNACIONAL, O ADVERSÁRIO DO BOTAFOGODEFINITIVAMENTE ESCOLHIDOHOJE A CHEGADA DOS GAÚCHOS — O QUADRO ALVI-NEGRO PARA AMANHÃConforme anunciamos ontem com absoluta exclusividade, estava o Botafogo interessado na vinda do Internacional de Porto Alegre ou do América Mineiro para fazer um jogo no domingo.INTERNACIONALOntem, no entanto, conforme aliás adiantamos, ficou definitivamente resolvida a vinda do Internacional. O quadro chegará hoje ao aeroporto, cerca de três horas da tarde.A DELEGAÇÃOA delegação do Internacional conta com os seguintes jogadores:Goleiros: Ivo e Éverton.Zagueiros: Nena, Ilmo e Maravilha.Médios: Abigail, Viana e Alfeu.Atacantes: Tesourinha, Villalba, Adão, Ghizzoni e Carlitos.Como técnico virá o nosso velho conhecido Volante, que durante vários anos militou no C. R. do Flamengo.O BOTAFOGOQuanto ao Botafogo, manterá o mesmo team que levantou de forma brilhante o campeonato carioca deste ano.Assim teremos no Glorioso: Osvaldo, Gérson e Santos; Rubinho, Ávila e Juvenal; Paraguaio, Geninho, Pirillo, Otávio e Braguinha.JUIZ E PRELIMINARQuanto ao juiz será o sr. Mário Viana. A preliminar do interestadual de amanhã só hoje será resolvida.Fonte: Diário Carioca (RJ), n. 6283, 18 dez. 1948, p. 9. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093092_03/35031. Acesso em: 29 mar. 2026.
BOTAFOGO X INTERNACIONAL AMANHÃ, EM GENERAL SEVERIANOCHEGARÃO HOJE OS CAMPEÕES GAÚCHOSCONCLUÍDOS ONTEM A TARDE OS ENTENDIMENTOS PARA O INESPERADO AMISTOSO DE AMANHÃFicou decidido ontem, após uma ligação telefônica interestadual, a realização do match Botafogo x Internacional, de Porto Alegre. Os entendimentos para a disputa de uma partida amistosa nesta capital estavam sendo realizados, porém, havia dúvidas quanto ao adversário, vacilando entre o América, campeão de Belo Horizonte, e o Internacional, campeão gaúcho.Entretanto, os mineiros não puderam vir esta semana e os gaúchos concordaram com o convite dos alvi-negros. Assim, fará o Botafogo sua primeira exibição para o público, depois da brilhante conquista do título de campeão. Será um match de grandes atrações, pois o Internacional sagrou-se campeão este ano, em Porto Alegre, sendo assim, amanhã, em General Severiano, a peleja dos campeões, o que constitui uma partida de perspecitvas bastante interessantes. Dois campeões em luta, e o Botafogo, novo campeão carioca, em sua primeira prova de fogo, defendendo seu honroso título, conquistado com tanto sacrifício e de alto valor.Estando tudo assentado, marcando definitivamente para domingo o match Botafogo, campeão carioca, com o Internacional, campeão gaúcho, os dirigentes do clube alvi-negro tomam providências para o jogo e, ontem, estiveram na Federação Metropolitana, ultimando os assuntos referentes ao atraente encontro.A delegação do Internacional, de Porto Alegre, enviou ontem uma comunicação ao Botafogo de que chegará hoje, à tarde, por via aérea. Os gaúchos deverão ficar hospedados no Hotel dos Estrangeiros, seguindo na segunda-feira, de regresso, logo após o jogo. No quadro campeão virão os mais famosos ases já conhecidos pelos cariocas, como Tesourinha, Adãozinho, Nena e Carlitos. Adãozinho está contundido, porem virá com a delegação.Fonte: O Jornal (RJ), n. 8787, 18 dez. 1948, p. 16. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/46795. Acesso em: 29 mar. 2026.
O BOTAFOGO RECEBERÁ, HOJE, A VISITA DO INTERNACIONAL, DE PORTO ALEGREO público carioca reverá, hoje, o conjunto do Internacional, de Porto Alegre, que aqui virá enfrentar o Botafogo, campeão metropolitano, titulo conquistado com galhardia, após uma campanha de brilhantes exibições.É de esperar que o gramado do Botafogo apanhe uma assistência enorme, dado o valor do bando alvi-negro e o prestígio do quadro gaúcho, adquirindo depois de magníficas.A EQUIPE DO BOTAFOGOO "team" do Botafogo entrará em campo assim formado:Osvaldo; Gérson e Santos; Rubinho, Ávila e Juvenal; Paraguaio, Geninho, Pirillo, Otávio e Braguinha.O QUADRO "COLORADO"A turma gaúcha deverá jogar assim formada:Ivo; Ilmo e Nena; Alfeu, Viana e Abigail; Tesourinha, Beresi, Adãozinho, Villalba e Carlitos.O JUIZDirigirá o jogo o sr. Mário Viana, indiscutivelmente no momento, o nosso melhor juiz.Fonte: Diário de Notícias (RJ), n. 8024, 19 dez. 1948, p. 51. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_02/42734. Acesso em: 29 mar. 2026.
ENFRENTANDO O CAMPEÃO CARIOCA, ESTREIA HOJE, NO RIO, O "ROLO COMPRESSOR"TODAS AS ATENÇÕES DO MUNDO ESPORTIVO PORTO-ALEGRENSE VOLTADAS PARA O SENSACIONAL EMBATE ENTRE O INTERNACIONAL E O BOTAFOGO — PROVÁVEIS EQUIPESVia aérea seguiu, ontem, para o Rio de Janeiro, a famosa equipe bicampeã gaúcha de futebol que, na Capital da República enfrentará, hoje, à tarde, em Álvaro Chaves, o onze campeão carioca de 1948, o Botafogo.A equipe do Internacional — único clube gaúcho que goza, verdadeiramente, de prestígio nacional — quando de sua última exibição frente os cariocas enfrentou o Flamengo, então campeão do Rio de Janeiro, deixando o estádio da Gávea com um honroso empate em dois tentos.Agora, volta novamente ao Rio o onze de Carlo Volante, desta vez com idêntico compromisso, isto é, enfrentar o campeão carioca.Confiam os esportistas do Rio Grande numa otima exibição do "Rolo Compressor" frente a equipe dos gaúchos Ávila e Pirillo, pois é o Internacional, no momento, indiscutivelmente, o clube melhor credenciado para representar o futeból gaúcho fora dos pagos.PROVÁVEIS EQUIPESPara o choque sensacional desta tarde, no Rio de Janeiro, provavelmente assim jogarão as duas equipes campeãs: BOTAFOGO — Osvaldo, Gérson e Santos; Rubinho, Ávila e Juvenal; Paraguaio, Geninho, Pirillo, Otávio e Braguinha. INTERNACIONAL — Ivo, Nena e Ilmo; Alfeu, Viana e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Ghizzoni e Carlitos.QUARTA-FEIRA, O SEGUNDO COMPROMISSOO último compromisso do Internacional em campos cariocas será cumprido quarta-feira próxima, frente o onze do Flamengo, terceiro colocado no certame oficial guanabarino.A última vez que jogaram colorados porto-alegrenses e rubro-negros da Gávea, a vitória sorriu para os locais, pelo aplastante escore de 6x2, razão por que o Flamengo espera com ansiedade o momento da ambicionada revanche quando, então, enfrentará o "Rolo Compressor" tendo o "handicap" de jogar em sua própria casa. Acreditamos, entretanto, que mais uma vez o Internacional se sairá airosamente da contenda.Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 574, 19 dez. 1948, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/4289. Acesso em: 29 mar. 2026.
BOTAFOGO X INTERNACIONAL NUM JOGO DE CAMPEÕESAtuarão completos os dois esquadrões — Gérson jogará — Mário Viana na arbitragem — PreliminarO carioca, que estava, até o meio da semana, destinado a ter uma tarde de domingo sem futebol, após as vibrações sensacionais da peleja decisiva da última semana entre Vasco e Botafogo, vê-se agora com a promessa de uma grande batalha interestadual. Pelo menos, isso é o que é lícito esperar-se do choque que o próprio Botafogo, campeão da Cidade, vem de promover com o Internacional, a famosa agremiação gaúcha, que em mais de uma oportunidade se tem exibido entre nós com o mais absoluto sucesso. Será, sem dúvida, uma batalha das mais sugestivas. Alvinegros e "colorados" inegavelmenle se encontram em situação de proporcionar ao público um belo espetáculo de futebol, possuidores que são de quadros bem dotados, onde militam algumas das figuras mais categorizadas do "association" nacional. Ávila, Pirillo, Otávio, Geninho, de um lado; Tesourinha, Adãozinho, Nena, do outro, são astros que por si só poderão assegurar o brilhantismo da jornada, brindando hoje o público com um espetáculo pleno de motivos de atração.ORGANIZAÇÃO DOS TEAMSOs dois quadros que jogarão, salvo modificações de última hora, apresentar-se-ão assim formados:BOTAFOGO — Osvaldo — Gérson e Santos — Rubinho — Ávila e Juvenal — Paraguaio — Geninho — Pirillo — Otávio e Braguinha.INTERNACIONAL: — Ivo — Nena e Ilmo — Viana — Alfeu e Abigail — Tesourinha — Villalba — Adãozinho — Ghizzoni e Carlitos.GÉRSON JOGARÁGérson, zagueiro campeão pelo Botafogo, que se machucara no domingo passado no encontro com o Vasco, a ponto de não voltar mais ao gramado, atuará hoje formando a zaga com Santos.MÁRIO VIANA NA ARBITRAGEMFuncionará na arbitragem o Sr. Mário Viana, que se conduziu com brilho no jogo de domingo passado, entre o Botafogo e Vasco.Fonte: Gazeta de Notícias (RJ), n. 297, 19 dez. 1948, p. 12. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_07/42107. Acesso em: 29 mar. 2026.
CHOQUE DE CAMPEÕESBOTAFOGO E INTERNACIONAL EM LUTA QUE PROMETE AGRADAR — UM GRANDE CONJUNTO O DO CAMPEÃO GAÚCHO — GENERAL SEVERIANO, O LOCAL DA LUTAO domingo não vai passar em branco. É que o Botafogo, campeão de 48, resolveu trazer ao Rio, para enfrentá-lo o forte conjunto do Internacional, de Porto Alegre, campeão gaúcho, esta tarde.Não precisamos dizer da importância do choque entre os dois campeões, choque que, ao nosso ver, deverá ser dos mais empolgantes do ano.EMPATOU COM O FLAMENGOA última vez que jogou no Rio, o Internacional não perdeu. É bem verdade que não venceu. Todavia, obteve um honroso empate com o Flamengo, agradando a todos os que o viram jogar.Veio ao Rio, agora, em melhor forma e a sua turma está disposta a obter um resultado positivo contra o nosso campeão. Facil é, pois, concluir que os amantes do futebol que não pensavam em ter um domingo, com jogos, acabarão assistindo um match promissor entre dois campeões.EM GENERAL SEVERIANOA luta entre o "glorioso" e o campeão gaúcho será disputada em General Severiano, que por certo, será pequeno para conter o público que a deseja assistir.É interessante frisar que os dois campões jogarão integrados por todos os seus valores.QUADROS PROVÁVEISPara a grande peleja de hoje, salvo modificações de última hora, as duas equipes entrarão em campo com as prováveis constituições:O Botafogo — Osvaldo, Gérson e Santos; Rubinho, Ávila e Juvenal; Paraguaio, Geninho, Pirillo, Otávio e Braguinha.Internacional: Ivo; Ilmo e Nena; Alfeu, Viana e Abigail; Tesourinha, Beresi, Adãozinho, Villalba e Carlitos.Fonte: A Manhã (RJ), n. 2460, 19 dez. 1948, p. 24. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116408/40856. Acesso em: 29 mar. 2026.
CHEGOU O INTERNACIONALProcedente de Porto Alegre, chegou, ontem, em avião especial da Panair do Brasil, o time do Internacional, bicampeão do Rio Grande do Sul, o qual enfrentará hoje, à tarde o Botafogo, e na quarta-feira, o esquadrão do C. R. Flamengo.A equipe colorada veio sob a direção do presidente recém-eleito, dr. Joaquim Difini e sr. Milton Soares, trazendo como secretário e tesoureiro, respectivamente, o dr. Evaldo Campos e Celeste Aleixo.Fonte: Correio da Manhã (RJ), n. 17104, 19 dez. 1948, p. 19. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_05/44929. Acesso em: 29 mar. 2026.
BOTAFOGO X INTERNACIONAL, O INTERESTADUAL DE HOJEDepois de terminado o campeonato, geralmente os chamados clubes grandes excursionam, ou então, promovem a vinda dos mais categorizados esquadrões dos Estados ao Rio.Claro, que essa medida, além de ser proveitosa para o patrocinador, também é bastante oportuna para os fãs do "association", pois, já não contando mais com o certame, assim não ficarão inativos.Como hoje, a data estava vaga, teve o Botafogo, que acaba de sagrar-se campeão carioca, a feliz iniciativa de promover um interestadual com o Internacional de Porto Alegre. Todos sabem o prestígio e fama que desfruta esse esquadrão na terra dos "pampas", pois, por vezes consecutivas levantou o campeonato "gaúcho" e para não fugir à praxe, voltou a reproduzir tudo de anterior, conquistando no corrente ano mais um campeonato, o que demonstra bem o time que é possuidor, onde existem elementos como Carlitos, Nena, Tesourinha, Adãozinho e outros.A torcida bem numerosa que deverá afluir, hoje à tarde, a General Severiano, terá oportunidade de assistir um sensacional cotejo, estando em jogo, o prestígio do futebol guanabarino e do "sulino". A última vez que o Internacional aqui esteve, enfrentou o Flamengo e, embora não lograsse grande êxito, deixou uma ótima impressão e, naturalmente, o público, querendo ver esse mesmo Internacional, não poupará esforços para dirigir-se ate a praça de esportes do "glorioso".Falando sobre favoritismo, a despeito do clube carioca jogar em seus domínios, claro que leva uma superioridade, embora não seja nítida. Contudo, o clube "gaúcho", na certa, não dará importância ao "fator campo" e envidará todos os esforços nesse "choque" de campeões para que fique com o seu estado a supremacia.A delegação do Internacional encontra-se desde ontem no Rio, e, somente momentos antes da refrega é que será escalado o time, porém, podemos antecipar que os scratchmen brasileiros estarão a postos.Já com o Botafogo, não sucede o mesmo, estando assim escalado o quadro:Osvaldo; Gérson e Santos; Rubinho, Ávila e Juvenal; Paraguaio, Geninho, Pirillo, Otávio e Braguinha.Fonte: Correio da Manhã (RJ), n. 17104, 19 dez. 1948, p. 19. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_05/44929. Acesso em: 29 mar. 2026.
CAMPEÕES EM CHOQUE!BOTAFOGO X INTERNACIONALUma grande atraçãoInteresse pela apresentação do herói do Campeonato Gaúcho esta tarde em Gal. SeverianoDesapareceu, não resta a menor dúvida, a ameaça da inatividade que tanto vinha preocupando o torcedor carioca. E esta tarde, graças a iniciativa do Botafogo, os aficionados poderão rever o destacado conjunto do Internacional, incontestavalmente uma das maiores glórias do football sulino. O Internacional, como se sabe, depois de um 1947 adverso, conseguiu readquirir a supremacia do football gaúcho, levantando o título máximo do certame que acaba de terminar. Portanto, esta tarde, quando pisará o gramado da rua General Severiano para enfrentar o Botafogo, aparece suficientemente credenciado para proporcionar aos cariocas um prelio à altura da expectativa, digno de autênticos campeões. Na realidade, o choque de logo mais reúne detalhes que o tornam dos mais atraentes. Veremos a maior categoria técnica do Botafogo diante de um Internacional, cheio de flama e disposto a demonstrar que o football sulino continua mantendo a mesma eficiência que o nivelou aos grandes centros esportivos do país.UMA GRANDE PELEJAO Botafogo joga uma cartada perigosa. Pela primeira vez defenderá o seu prestígio de campeão. Um título que foi alcançado brilhantemente e exigiu o máximo de esforços dos alvi-negros. O Internacional, como já salientamos, reúne uma equipe de grandes possibilidades técnicas. Dispõe de grandes valores, podendo ser citados como elementos de primeira gandeza os internacionais Nena, Tesourinha e o célebre Adãozinho, que vem sendo cobiçado pelos grandes clubes cariocas e paulistas. A grande característica da turma visitante é o entusiasmo e o grande entendimento que se observa em todas as suas linhas. O Botafogo está preparado para justificar o valor da sua turma, enquanto o Internacional chegou ontem com a disposição de uma grande vitória, ou na pior das hipóteses, repetir a proeza que realizou quando há tempos enfrentou o Flamengo que havia conquistado o tricampeonato.OS QUADROSOs dois quadros estão oficialmente escalados. Eis como aparecerão na cancha da rua General Severiano:BOTAFOGO — Osvaldo — Marinho e Santos — Rubinho — Ávila e Juvenal — Paraguaio — Geninho — Pirillo — Otávio e Braguinha.INTERNACIONAL — Ivo — Nena e Maravilha — Alfeu — Viana e Abigail — Tesourinha — Ghizzoni — Adāozinho — Villalba e Carlitos.MÁRIO VIANA NA ARBITRAGEMDe acordo com o que ficou estabelecido, a arbitragem da peleja pertencerá ao Sr. Mário Viana. Na preliminar, jogarão as equipes representativas dos bancos Mineiro de Produção e Delamare.Fonte: Jornal dos Sports (RJ), n. 5930, 19 dez. 1948, p. 1. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/32181. Acesso em: 29 mar. 2026.
FORÇA MÁXIMAILMO, O ÚNICO DESFALQUE NO QUADRO DO INTERNACIONALNo City Hotel a turma do campeão sulinoDesde ontem, à tarde, a cidade hospeda a delegacão do Internacional, de Porto Alegre, que em pagamento do passe de Ávila, enfrentará o Botafogo, logo mais.Os campeões gauchos deixaram a capital do seu estado às 12 horas de ontem, e antes das 16 já se encontravam entre nós. A viagem transcorreu normalmente, e apenas o zagueiro Ilmo não acompanhou a turma treinada por Volante, por força de uma distensão muscular que o atingiu no último encontro do onze invicto com o Grêmio. A embaixada tem como chefes os Srs. Joaquim Difini, atual presidente do clube e Milton H. Soares, membro do Conselho Deliberativo. Os auxiliares são: tesoureiro — Celeste Aleixo: secretário — Evaldo Campos, além dos jogadores, técnico, que, como dissemos, é o antigo centro-médio do Flamengo e ainda um massagista.NO CITY HOTEL, A DELEGAÇÃOPouco depois do desembarque no Aeroporto Santos Dumont, os visitantes rumaram para o City Hotel, onde ficaram hospedados. A reportagem de JORNAL DOS SPORTS, entrando em contato com os integrantes da delegação sulista, cientificou-se da boa disposição de todos, e a satisfação por se encontrarem na "Cidade Maravilhosa". Entretanto, lamentam unicamente a falta de Ilmo, que será substituido por Maravilha, um jovem zagueiro que vem se revelando na posição que consagrou Domingos da Guia. Os restantes, todos estarão em seus respectivos postos, e os desportistas cariocas terão oportunidade de rever ases como Tesourinha, Adãozinho e Nena, scrathmen nacionais; Alfeu, capitão, da equipe, Ivo, Carlitos, Abigail e outros de reconhecida capacidade técnica. O desejo de continuarem na trajetória invicta que vem marcando a sua campanha do ano ainda em curso é acentuada. Reconhecem, contudo, o valor do quadro campeão carioca e, portanto, estão cônscios de que terão de demonstrar tudo que sabem do "association" para conquistarem a vitória. E com isto lucrará o público, que assistirá um prélio entre verdadeiros campeões, que precisam do triunfo para consolidar as campanhas excepcionais que fizeram.Fonte: Jornal dos Sports (RJ), n. 5930, 19 dez. 1948, p. 1. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/32181. Acesso em: 29 mar. 2026.
FALAM VOLANTE E ADÃOZINHO:JUVENAL É MESMO GRANDE ZAGUEIROImpressões sobre o futuro defensor da turma do FlamengoAproveitando a visita que fizemos ontem ao Ciy Hotel, onde entramos em contato com a embaixada do Internacional, ouvimos as opiniões dos desportistas gaúchos, sobre as possibilidades do cobiçado zagueiro do Cruzeiro de Porto Alegre — Juvenal. O chefe da delegacão salientou que o jogador pretendido pelo Flamengo, será um grande reforço para o tricampeão. Também Volante e Adãozinho prestaram as suas declarações sobre o full-back. O treinador argentino reafirmou as palavras do dirigente do clube que empresta o seu concurso, dizendo que Juvenal possui muitos recursos e que poderá triunfar no football da metrópole. O centroavante da seleção brasileira, que sem dúvida é um dos que pode avaliar bem as qualidades do zagueiro, pois já jogou várias vezes sob a sua marcação, reconhece no futuro rubro-negro grandes predicados técnicos, e alguns defeitos que possui serão facilmente corrigidos por um técnico que lhe imponha um eficiente treinamento.Fonte: Jornal dos Sports (RJ), n. 5930, 19 dez. 1948, p. 1. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/32181. Acesso em: 29 mar. 2026.
INÍCIO: 16 HSMário Viana dirigirá o interestadualA arbitragem do interestadual desta tarde entre o Botafogo, campeão carioca de 48 e o Internacional, bicampeão gaúcho, estará entrgue ao juiz nacional nº 1, Mário Viana. Uma garantia para o êxito da rodada footballística em General Severiano, nao há dúvida.ÀS 16 HORAS O INÍCIO DO JOGOUm detalhe interessante para o conhecimento do público é o de que o jogo de hoje está com o seu início marcado para às 16 horas.OS PREÇOS DOS INGRESSOSVigorarão hoje em General Severiano os seguintes preços: Cadeiras numeradas: Cr$ 50,00. Arquibancadas e gerais (preço único): Cr$ 12,00.Fonte: Jornal dos Sports (RJ), n. 5930, 19 dez. 1948, p. 1. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/32181. Acesso em: 29 mar. 2026.
CAMPEÃO CARIOCA X CAMPEÃO GAÚCHOHoje no Botafogo — Os dois quadros — Mário Viana o juiz — A faixa de campeãoNo Estádio "Mais Bonito do Brasil", o campeão do ano em curso receberá, em sua praça de esportes, a visita do Internacional, de Porto Alegre, campeão daquela cidade.Trata-se, sem dúvida alguma, de uma partida amistosa que agradará, levando-se em conta, de ser um "match" de campeões, pois ambos os quadros possuem elementos de grande projeção no futebol brasileiro.Veremos, assim, desse modo, o quadro do "Rolo Compressor", figura expoente do futebol sulino, e que pode muito bem representar o futebol praticado e usado na terra gaúcha. Aliás, os torcedores cariocas já tiveram o oportunidade de ver o Internacional, quando este veio a esta capital a convite do Flamengo.Portanto, a partida dos "campeões" poderá agradar, pois tanto o quadro visitante como o campeão carioca, apresentar-se-ão completos, dando assim ao encontro amistoso um colorido diferente.Segundo informações da capital gaúcha, o quadro "colored", joga à base do entusiasmo, o que aliás não é desconhecido dos aficionados cariocas, pois que contra os rubro-negros, reagiram e fizeram da partida, que parecia ser favorável ao quadro de Zizinho, equilibrada.Possui o quadro do "Rolo Compressor" elementos que já figuraram, não só no "scratch" gaúcho, como também no selecionado brasileiro, tais como Nena, Tesourinha e, a sombra de Heleno no último certame continental, Adãozinho.Sobre o quadro do Botafogo, nada é preciso noticiar, pois que o onze preparado por Zezé Moreira, saberá pôr a prova, frente ao Internacional, que foi sem dúvida, o melhor conjunto do campeonato.Terão pois, os torcedores cariocas, uma boa partida e interessante, que será dirigida por Mário Viana, e que por certo arrancará aplausos a todos aqueles que forem a General Severiano.Os quadros formarão assim:BOTAFOGO — Osvaldo — Marinho e Santos; Rubinho — Ávila e Juvenal; Paraguaio — Geninho — Pirillo — Otávio e Braguinha.INTERNACIONAL — Ivo — Maravilha e Nena; Abgail — Viana e Alfeu — Tesourinha — Villalba — Adão — Ghizzoni e Carlitos.Fonte: Diário Carioca (RJ), n. 6284, 19 dez. 1948, p. 14. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093092_03/35048. Acesso em: 29 mar. 2026.
LUTA DE CAMPEÕES EM GENERAL SEVERIANO—INTERNACIONAL X BOTAFOGOLídimos representantes do futebol carioca e gaúcho prometem espetáculo soberbo para a tarde de hoje — completos os dois quadros — Grandes nomes do futebol nacional, em desfile no gramado botafoguenseTerminado o campeonato oficial da cidade, domingo passado, os clubes passaram a cuidar dos seus prograns de excursões, enquanto que alguns concediam férias aos seus profissionais, tudo indicando que no dia de hoje teríamos a tarde inteiramente em branco, ou seja, sem qualquer partida de futebol, principalmente porque, terminado há uma semana o campeonato, não haveria possibilidades de se efetuar um cotejo de grande expressão na cidade, voltando-se então as expectativas para o cotejo entre o Fluminense e o Fortaleza, no Ceará, ou sobre a possibilidade de algum amistoso entre os quadros que permaneciam na cidade, constituindo-se este último caso, mais num passatempo para o público, que propriamente um espetáculo de categoria.Surgiu então, na sexta-feira pela manhã, a notícia de que o Flamengo e América haviam acertado um amistoso para hoje. Entretanto, naquele mesmo dia à tarde, o Botafogo pedia licença a Federação para jogar com o Internacional de Porto Alegre, causando a nova, grande sensação entre o público, que passou a desinteressar-se completamente pelo outro "match" entre os grêmios locais, levando o rubro-negro e o grêmio rubro, a decidirem a peleja para a noite de ontem, não levando assim desvantagem se a mantivessem para hoje.Foi das mais oportunas a ideia do campeão de 48, trazendo ao Rio o esquadrão do Internacional gaúcho. Ambos, cumpriram campanhas das mais elogiáveis nos respectivos certames e o publico terá a oportunidade de presenciar a um embate, portanto, de autênticos campeões, em cujas fileiras formam elementos de grande renome no futebol nacional. Possui o clube gaúcho, um dos mais perfeitos quadros do Brasil, pontificando em suas fileiras elementos como Tesourinha, Nena, Adãozinho e outros, já nossos conhecidos de outras oportunidades e que hoje à tarde, em General Severiano, de novo se exibirão aos olhos dos desportistas locais.Terá assim o público carioca uma tarde de gala, na de hoje, no gramado de General Severiano. Uma partida difícil para ambos, que promete desenrolar dos mais acirrados e com bom futebol no terreno, devendo se constituir numa festa esportiva de grande significação, estando em ação todos os titulares campeões pelos respectivos conjuntos que defendem, o que se constitui numa garantia para o espetáculo de logo mais, no gramado alvi-negro.Fonte: O Jornal (RJ), n. 8788, 19 dez. 1948, p. 20. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/46815. Acesso em: 29 mar. 2026.
OS GAÚCHOS ESTÃO NA TERRAA turma do "veneno" foi logo pensando que o Carlito mandou buscar o Internacional para atrapalhar o Flamengo e o América, interessados em promover um amistoso para as castanhas do Natal. Mas não houve nada disso. O Carlito nao é homem dessas coisas. O presidente campeão poderia apenas ter estranhado a presteza dos rubro-negros e americanos, marcando a festa das castanhas para General Severiano, sem ao menos avisar aos donos da casa...Mesmo assim, Carlito Rocha deu licença para acender seus refletores para o amistoso, flcando com o domingo livre para promover uma partida atraente entre dois legítimos campeões.Aliás, o Internacional, por ser um clube do Sul, tem grandes simpatias na "Cidade Maravilhosa". O carioca gosta imensamente do gaúcho. A prova está no prestígio que desfrutam os Aranhas, o Riva, o Vargas Netto e outros tantos que conosco convivem fraternalmente, retratando muito bem o espírito jovial e franco dos filhos dos pampas. E quando chegam por aqui as embaixadas esportivas dessa gente boa e despretensiosa, o carioca não esconde o seu interesse e procura logo ao contato íntimo com o gaúcho, que o recebe de coração escancarado. Os cracks sulinos tem milhares de fãs entre nós. E justifica-se o fanatismo, porque a história relembra entre os seus mais famosos jogadores Kuntz, Candiota, Lara, Luiz Luz, Sílvio, Luiz Carvalho, Martim Silveira, Moderato, Cardeal, Russo, Pirillo, Noronha, Chico, Tesourinha, Adãozinho, Nena, todos marcando, no passado e no presente, a escola fulgurante do futebol gaúcho.De quando em vez os clubes cariocas procuram rejuvenescer suas equipes de profissionais com o sangue gaúcho. E sempre que isso acontece, há uma revolução pelas bandas do Sul. Os clubes de lá não se conformam em perder seus ases e as cifras nunca valem como argumento decisivo. As transferências, quando se processam, registram sempre o sentido da amizade.Ávila só veio para o Botaforo quando o Internacional resolveu castigá-lo. Tesourinha, Adãozinho e Nena, quase que vieram... mas tudo ficou no quase... Pirillo escapuliu, porque o Flamengo foi buscá-lo no Peñarol de Montevidéu. A última importação gaúcha foi a de Luizinho para o Flameneo. Dizem que o Cruzeiro só concordou em cedê-lo porque o menisco do rapaz havia dado o prego. Mas Luizinho tem futuro, e estaria brilhando, se tivesse encontrado na Gávea um Flávio Costa, como o Chico encontrou em Sao Januário um Ondino Vieira. O rapaz não teve muita sorte, mas com perseverança vencerá. O gaúcho não pára no meio do caminho. Agora anunciam que o melhor zagueiro de Porto Alegre também virá para a Gávea. Trata-se de Juvenal, que os críticos de lá afirmam ser superior a Nena. Não conhecemos bem o rapaz. Vimo-lo o ano passado, passeando pela rua dos Andradas. Tem pinta. No campo, dizem que é um Domingos em formação. O Dario não poupou esforços, nem dinheiro para trazê-lo para o futebol metropolitano. Aliás, com essa aquisicão, o Dario subiu no conceito de sua torcida. Em compensação, alguem teria que cair... Caiu o presidente do Cruzeiro. Assim é a vida, uma espécie de gangorra. Uns subindo... outros descendo... O Flamengo caberá dar a Juvenal a projeção que ele precisa e o Cruzeiro dá de se orgulhar de ter revelada mais uma "estrela" nos céus do futebol brasileiro.Fonte: SCASSA, João. O Jornal (RJ), n. 8788, 19 dez. 1948, p. 20. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/46815. Acesso em: 29 mar. 2026.
CONFIANTES OS GAÚCHOSFala Volante, o técnico do Internacional — O quadro para hojeChegou ontem, a delegação do Internacional de Porto Alegre, para enfrentar, esta tarde, o quadro do Botafogo, em sensacional match amistoso. São dois campeões, que conquistaram de forma espetacular o título máximo deste ano, e que estão credenciados a proporcionar um espetáculo à altura do título que conquistaram.A delegação do Internacional seguiu para o City Hotel, onde se encontram hospedados os seus integrantes. A embaixada está assim constituída: Chefe — Joaquim Difini, presidente do clube; Secretário — Evaldo Campos; Tesoureiro, Celeste Aleixo; diretor-técnico, Nilton Soares; técnico, Carlos Volante; jogadores, Ivo, Éverton, Nena, Maravilha, Tábua, Alfeu, Viana, Abigail, Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Roberto e Carlitos.O quadro do Internacional já se exibiu diversas vezes nesta capital contra diversos clubes cariocas. Todavia, pela primeira vez o campeão gaúcho se exibirá nesta capital com a equipe dirigida por Volante, ex-centro-médio do Flamengo.Será, portanto, uma das grandes atrações da peleja interestadual de hoje, embora a exibição dos campeões de Porto Alegre. Levantou o título deste ano o antigo defensor do Flamengo e esta tarde, colocará seu quadro diante do público carioca, num prélio de proporções verdadeiramente sensacionais. Um jogo contratado nas últimas horas de sexta-feira, já existe grande expectativa em torno do amistoso.O QUADRO DO INTERNACIONAL PARA HOJEPara o match desta tarde com o Botafogo, volante apresentará a seguinte equipe:Ivo — Nena e Maravilha — Alfeu, Viana e Abigail — Tesourinha, Villalba, Adãozinho, Roberto e Carlitos.Fonte: O Jornal (RJ), n. 8788, 19 dez. 1948, p. 20. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/46815. Acesso em: 29 mar. 2026.
QUARTA-FEIRA À NOITE:FLAMENGO CONTRA O INTERNACIONALEntendimentos entre os presidentes do Botafogo e Flamengo para a concretização da ideia — Também em Gal. Severiano a pelejaNa tarde de hoje, o público desportivo local terá a oportunidade de presenciar no gramado de General Severiano, a uma peleja das mais interessantes, reunindo os conjuntos do Botafogo, campeão carioca de 48 e do Internacional de Porto Alegre, campeão gaucho, num amistoso que tem tudo para agradar ao torcedor, anunciando-se que estarão em ação, dos dois lados, os maiores valores dos respectivos quadros, num confrorto bastante interessante de tecnica, movimentação de disciplina.Marcado à última hora, esse cotejo veio preencher o domingo que se antecipava vazio para o torcedor carioca, preenchendo-o aliás, de forma plenamente satisfatória, pois os dois quadros tem todas as recomendações para tornarem o espetáculo dos mais interessantes e agradáveis.De há muito que o campeão gaúcho não nos visita, reinando por isso grande interesse em torno da sua exibição de hoje no gramado botafoguense, mormente quando se recorda que integram o seu plantel elementos de reconhecida e indiscutível capacidade, como Nena, Tesourinha, Adãozinho e outros.Aproveitando a vinda do Internacional ao Rio, nasceu de parte do Flamengo, o desejo de também realizar um amistoso com o campeão gaúcho na noite da próxima quarta-feira, também em General Severiano, pois não tendo ainda o rubro-negro, iniciado a sua temporada de excursões, pretende aproveitar os dias em que permanece na cidade, realizando alguns amistosos para manter em forma o seu quadro titular.A realização dessa peleja, entretanto, depende de um entendimento entre o presidente do Botafogo e o do Flamengo, com a natural aquiesência da direção, da delegação do clube visitante, o que a se concretizar será mais uma grande atração para o torcedor carioca na próxima semana.Podemos, aliás, adiantar que o Internacional vem prevenido para jogar na quarta-feira, faltando apenas a designação do adversário, que será mesmo o rubro-negro, embora também o América desejasse efetuar esse "match".Fonte: O Jornal (RJ), n. 8788, 19 dez. 1948, p. 20. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/110523_04/46815. Acesso em: 29 mar. 2026.
AMISTOSO - BOTAFOGO 6 X 2 INTERNACIONAL
Data: 19/12/1948
Local: General Severiano - Rio de Janeiro (RJ)
Renda: Cr$ 108.772,00
Juiz: Mário Viana
Gols: Villalba 1’/1 (I); Juvenal 7’/1 (B); Osvaldinho 12’/1 (B); Juvenal 18’/1 (B); Otávio 28’/1 (B); Osvaldinho 8’/2 (B); Adãozinho 12’/2 (I); Paraguaio 40’/2 (B).
BOTAFOGO:
Osvaldo; Gérson (Marinho) e Santos (Sarno); Rubinho (Ivan), Ávila (Beracochea)
e Juvenal (Adão); Paraguaio, Geninho, Osvaldinho, Otávio e Braguinha
(Reinaldo). Técnico: Zezé Moreira.
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Nena e Maravilha; Alfeu (Segura),
Viana e Abigail; Tesourinha, Ghizzoni, Adãozinho, Villalba (Roberto) e
Carlitos. Técnico: Carlos Volante.
![]() |
| Chamada da Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, para o confronto contra o Botafogo. Fonte: A Manhã (RJ). |
![]() |
| "[...] o momento em que Robeto, Éverton, Segura e Ivo diziam à reportagem da satisfação por se encontrarem no Rio [...]". Fonte: Jornal dos Sports (RJ). |
![]() |
| "[...] Adãozinho conversando alegremente com Volante [...]". Fonte: Jornal dos Sports (RJ) |
![]() |
| "[...] Tesourinha, Alfeu e o treinador campeão acompanhados da reportagem". Fonte: Jornal dos Sports (RJ). |
| Em pé: Ivo Winck, Nena, Maravilha, Alfeu, Viana e Abigail. Agachados: Tesourinha, Ghizzoni, Adãozinho, Villalba e Carlitos. Fonte: O Globo (RJ). |
| Ivo Winck faz a defesa. Fonte: O Globo (RJ). |
| O botafoguense Osvaldo seguro por cima. Fonte: O Globo (RJ). |
![]() |
| "[...] um dos tentos assinalados pelo Botafogo, e que apesar do esforço inaudito do goleiro Ivo, não foi possível evitá-lo". Fonte: Diário Carioca (RJ). |
![]() |
| Lance do segundo gol botafoguense, marcado por Osvaldinho. No lance, Otávio observa de longe, enquanto Nena se conforma e Ivo observa a bola ir ao fundo do gol. Fonte: Sport Ilustrado (RJ). |
| O goleiro colorado Ivo Winck se esforça, mas não evita a goleada. Fonte: A Noite (RJ) |
![]() |
| "[...] o arqueiro do Internacional defende de soco, acossado por Geninho, enquanto Otávio aguarda o resultado do lance". Fonte: Diário Carioca (RJ). |
![]() |
| "Duas fases do jogo interestadual de anteontem, em General Severiano". Fonte: Diário de Notícias (RJ). |
![]() |
| Ivo Winck salta para anular um ataque aéreo de Otávio. Fonte: Sport Illustrado (RJ). |
![]() |
| Villalba abriu o placar, mas Osvaldo cresceu frente aos atacantes colorados ao longo do jogo. Fonte: Sport Illustrado (RJ). |
![]() |
| Momento de raro sucesso da defesa colorada, em que Ivo Winck agarra firme um arremate botafoguense. Fonte: Sport Illustrado (RJ). |
![]() |
| Ivo Winck e Braguinha no lance. Fonte: Sport Illustrado (RJ). |
![]() |
| O quarto gol do Botafogo marcado por Otávio. Fonte: Sport Illustrado (RJ). |
![]() |
| Marinho protege o goleiro Osvaldo da chegada de Villalba. Fonte: Sport Illustrado (RJ). |
![]() |
| Sarno e Marinho neutralizam a investida de Villalba e Carlitos. Fonte: Sport Illustrado (RJ). |
IMPRESSIONADOS OS GAÚCHOS COM A EFICIÊNCIA DO BOTAFOGO"AGORA EU SEI PORQUE O BOTAFOGO É CAMPEÃO"Volante ficou entusiasmado com o alvi-negro, mas acha que o seu team não jogou o que sabe — O drama de Paula Job, "colorado" no sul e alvi-negro no Rio, desejando um empateA torcida botafoguense gostou, mas os neutros, não. O Botafogo foi tirando, um a um, quase todos os titulares, ficando apenas quatro, já que Pirillo nao jogou. Praticamente com o team de reservas, o alvi-negro ainda venceu o segundo tempo por 2x1. E cada jogador que saía era festejado pela torcida, ao passo que os reservas, por um impulso muito natural e compreensivo, "metiam a cara", resultando que o Internacional, longe de encontrar a sopa que esperava, continuou freado.E o 6x2 final encontrou a torcida desolada, pois o team "colorado" em nenhum momento justificou o pomposo título de "rolo compressor" que ostenta, deixando-se bater facilmente, em que pese a excelente atuação do alvi-negro. Volante, sentado na ponta do banco, ao lado do massagista, nervoso, fumava cigarro atras de cigarro, ficando mudo às observacoes de elementos da embaixada gaúcha, que achava que este ou aquele elemento não estava bem.Depois do jogo, o ex-centro-médio do Flamengo tentava justificar a derrota, mas sem monosprezar o Botafogo:— Jogamos muito mal, ou por outra, o team jogou muito mal. Até parece que se deixou dominar pela emoção do gol relâmpago. Estou seguro de que, noutro jogo, o team acusaria melhor rendimento de que é capaz.— E que tal achou o Botafogo?— Um grande team, sem dúvida. Agora sei porque ele foi o campeão carioca.Ali próximo de Volante, entre conterrâneos, Paula Job vivia um drama. Botafoguense no Rio, mas "colorado" no sul, mais colorado que alvi-negro, ficaria satisfeito com um empate. Mas as coisas estavam mal para o Internacional, sofrendo gol em cima de gol.— Deve ter acontecido alguma coisa. O Botafogo, vocês sabem, é o maior, mas o meu team de Porto Alegre nao lhe fica atrás.O chefe da embaixada, sr. Difini estava desapontado com seu team, mas teve palavras elogiosas para com o quadro alvi-negro, que ele aponta como uma verdadeira máquina.Quanto a Flávio Costa, que foi ver o jogo, movido por uma natural curiosidade e também por um dever profissional já que, como técnico da seleção nacional, teria que observar jogadores que possam ser úteis ao scratch, ao terminar o jogo teve que cuidar de outro problema, que surgiu de forma imprevista: sua barata enguiçou e foi preciso que uma outra a empurrasse. Mais tarde, falando sobre o jogo, Flávio disse que esperava mais do Inteinacional e que acredita ter havido um fracasso coletivo. Sobre os jogadores mais ou menos apontados como candidatos ao scratch, preferiu não dizer nada.Fonte: Diário da Noite (RJ), n. 4835, 20 dez. 1948, p. 25. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/48497. Acesso em: 29 mar. 2026.
— Que tal o primeiro domingo sem campeonato?...— Correu melhor do que eu esperava. Contrariando a minha suposição de que a torcida estivesse pedindo descanso, o campo do Botafogo apanhou uma renda excepcional. 108 contos num dia que amanheceu chuvoso, foi renda pra chuchu...— E o jogo correspondeu à presença de tanta gente.— Não... Podia ter dado uma renda menor... Com uns 50 contos, o jogo teria valido bem...— Internacional, pelo que vejo, não é mais aquele famoso esquadrão de outras eras...— Parece que o futebel evoluiu mais rapidamente do que o campeão gaúcho... Mas devemos esperar outra oportunidade, para um juízo mais firme. Talvez tenham os sulinos sentido o esforço da viagem...— Aliás, o Internacional vai ter, realmente, uma boa oportunidade de reabilitação... Jogará com o Flamengo...—— O Botafogo defendeu brilhantemente o seu título de campeão. Vamos a ver até quando vai durar a resistência...— Ontem, o quadro alvi-negro reproduziu uma de suas grandes atuações. Mostrou o quanto vale um conjunto bem treinado.— E ainda se deu ao luxo de exibir reservas, o que muita gente julgava não existir em General Severiano...— Só não entrou em ação um reserva que todo mundo tem vontade de saber se há ou não há...— Que reserva é esse?— O reserva do Biriba...—— E por falar na inundação de reservas, no segundo tempo da partida, você achou aquilo direito?...— Claro que não. O público foi convidado a assistir a um jogo de quadros campeões e nao produziria, certamente, aquela renda de 108 contos, se soubesse que, no fim, seria aquilo...— Na minha opinião, o maior defeito dos jogos amistosos é essa questão de subsstituições.— O Botafogo poderá desculpar-se, alegando o cansaço dos seus titulares...— Cá entre nos: nesse caso não devia ter arranjado o jogo...Fonte: BRUCE, Fernando. Diário da Noite (RJ), n. 4835, 20 dez. 1948, p. 25. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/221961_02/48497. Acesso em: 29 mar. 2026.
JOGANDO COMO UM CAMPEÃO, O BOTAFOGO NÃO TEVE DIFICULDADE EM VENCER O INTERNACIONALIMPRESSIONOU MAL A ATUAÇÃO DO CAMPEÃO GAÚCHOAssitência considerável compareceu ao gramado do campeão da cidade para assistir a sua exibição frente ao esquadrão do Internacional, campeão do Rio Grande do Sul. Era de se esperar que um público numeroso acorresse às dependências do gramado de General Severiano. Isso porque, na tarde de ontem, o grêmio alvi-negro se apresentava aos olhos dos seus fãs pela primeira vez, após a sensacional vitória que obtivera sobre a equipe do Vasco. Por outro lado, também o Internacional, por si só, era considerado um adversário bastante difícil. Todos conhecem a fibra do quadro sulino, que inegavelmente oferece luta aguerrida a todos os adversários. Somando todas essas circunstâncias, teríamos de imediato a razão para que a renda somasse a apreciável cifra de 108.772,00.DecepçãoMas, infelizmente, toda aquela gente sofreu amarga decepcão. É que em nenhum momento da peleja, o Internacional foi o adversário esperado e o alvi-negro, mesmo jogando desfalcado, de Pirillo, não teve dificuldades em abater o campeão do Rio Grande do Sul. Apenas no primeiro minuto de jogo, o Internacional disse no que veio. Numa excelente combinação, logo apos a saída, os dianteiros colorados foram até a área de Osvaldo, e o meia-esquerda Villalba, embora impedido, conseguiu enfiar a pelota nas redes adversárias. A torcida botafoguense ficou apreensiva com aquele tento relâmpago. Mas, a apreensão durou pouco. Logo depois, o Botafogo reagia. Apesar de Ávila jogar sem aquela costumeira classe, a equipe botafoguense não tinha grandes dificuldades em incursionar até a meta de Ivo. A defesa sulina aparecia jogando sem entendimento entre os seus componentes. A linha média era insuficiente no sentido de apoio aos zagueiros e, como resultado, todos os cinco componentes da defensiva do Internacional se confundiam de instante a instante. Nasceu pouco depois o tento do empate. Juvenal jogou uma bola na altura da linha média adversaria, driblou Alfeu e Viana, e [...] da entrada da área. A bola penetrou no arco de Ivo, depois de bater na trave superior e sem que o arqueiro gaúcho tivesse tempo de esboçar qualquer defesa.Domínio botafoguenseDaí por diante o Botafogo exerceu pressão ainda mais forte. Os tentos foram nascendo numa sequência interminável — e que de fato o seria caso os avantes alvi-negros não se desinteressassem do marcador. Osvaldinho marcou o segundo numa confusão à boca da área, e pouco depois, recebendo de Juvenal marcava o terceiro: quase ao findar o primeiro tempo Juvenal centra uma bola sobre a meta e Otávio, na corrida, emendou, driblando Ivo e marcando o mais belo tento da tarde.A segunda faseNo segundo tempo, várias modificações foram feitas nos dois bandos. O Botafogo continuou apresentando o mesmo sistema de jogo — sem dar uma folga ao seu adversáario. Por seu turno, o Internacional continuava decepcionando, e no seu famoso onze somente apareciam as veteranas figuras de Nena, Tesourinha e Adãozinho, que se esforçavam para evitar que o revés fosse ainda mais contundente. Mas apesar dos esforços daqueles três defensores da agremiação visitante o esquadrão campeão da cidade continuava a desenvolver um padrão de jogo que, se não apresentava nada de excepcional, pelo menos era o bastante para lhe garantir a vitória.Osvaldinho novamente movimentou o marcador para o Botafogo emendando uma rebatida do zagueiro Nena que tentava cortar um passe de Otávio ao substituto de Pirillo. Com 5 a 1 a seu favor, a direção técnica botafoguense foi fazendo entrar seus reservas. Mesmo atuando com vários deles substituindo os titulares, o Botafogo não perdeu o domínio das ações, muito embora Adãozinho tivesse diminuído a diferença para 5 a 2.Já ao apagar das luzes o grêmio de Wenceslau Braz encerrava a contagem por intermédio de Paraguaio, movimentando o placar para 6 x 2.Os quadrosBotafogo: Osvaldo; Gérson e Santos (Sarno); Rubinho (Ivan), Ávila (Beracochea) e Juvenal; Paraguaio, Geninho, Osvaldinho, Otávio e Braguinha (Reinaldo).Internacional — Ivo; Nena e Maravilha; Alfeu (Segura), Viana e Abigail; Tesourinha, Ghizzoni (Segura), Adãozinho, Villalba (Roberto) e Carlitos.JuizMário Viana — Ótima atuação. Para isso cooperou o espírito de disciplina dos jogadores em campo. Renda: 108.772,00.Fonte: A Noite (RJ), n. 13059, 20 dez. 1948, p. 18. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/348970_04/56073. Acesso em: 29 mar. 2026.
ESPETACULAR VITÓRIA DO BOTAFOGO SOBRE O BICAMPEÃO GAÚCHO: 6 X 2O EMBATE VISTO PELA IMPRENSA CARIOCA E PAULISTA — NÃO ATUOU DENTRO DE SUAS POSSIBILIDADES O "ROLO COMPRESSOR" — EQUIPES E GOLEADORESRIO, 20 (J. D.) — Assim apreciou o encontro Botafogo x Internacional, o semanário esportivo "O Campeão":"Pouco se tem para falar sobre o quadro do Internacional de Porto Alegre, já que muito pouco football foi para ele apresentado. Esperávamos naturalmente assim como aqueles que se dirigiram ao estádio de General Severiano, melhor apresentação, para um quadro que pisou o Rio com a credencial de campeão gaucho, o que sem dúvida é um feito que coloca qualquer quadro em igualdade de condições com os campeoes dos outros Estados. No entanto, temos que afirmar que, ou o foot-ball gaúcho está em declínio, ou jogou muito mal o seu campeão. Vimos um Internacional sem intuição, noção das jogadas e desnorteado com o modo de atuar do Botafogo, que aliás deixou um tanto perplexa a defesa que marca pela primeira vez, já que Geninho, um dos meias, joga bastante recuado, trazendo sempre um elemento da defesa contrária para marcá-lo. Se esse elemento for avançado, está tudo muito bem, mas se for um jogador acostumado a jogar atrasado, então vem naturalmente um desacerto pelo menos nos primeiros minutos, até que o técnico resolva o problema. Mas, parece que o quadro sulino não é bem norteado, porquanto pecou do princípio ao fim, não marcando ninguém e sofrendo consequentemente uma estonteante goleada, primeiramente do quadro titular, sem Pirillo, depois de quase todo o quadro reserva do Botafogo. Venceu fácil o Botafogo, a um quadro que quase nada mostrou de football, nem mesmo nos instantes em que foi um pouco mais lúcido. Não teve a classe neccssária o campeão rio-grandense para, pelo menos, opor uma relativa resistência ao campeão carioca. Isso vem demonstrar que atualmente o quadro dirigido por Zezé Moreira passa por uma fase esplêndida, e que se assim continuar ontros campeões também tombarão. Quanto aos porto-alegrenses, conforme escrevemos acima, nada ou muito pouco se tem o que falar, já que não deixaram qualquer ponto que pudesse ser explorado para se tecer um comentário, a não ser a sua fraca performance, e nao devemos atacá-la de rijo. Portanto, vamos parar por aqui, de vez que um quadro visitante sempre é visitante, e pode ser que lá em Porto Alegre ele jogue melhor.JOGADORES E JUIZNeste prélio de campeões, em que o Botafogo de F. R. levou nítida superioridade territorial e técnica, assim podemos analisar a atuação individual dos vinte e dois homens:OSVALDO — Pouco empenhado, praticou boas defesas com calma e classe. Atravessa uma fase excepcional o goleiro do campeão carioca.GÉRSON — Muito bom na marcação, jogando uma partida tranquila. Seu substituto, Marinho, também correspondeu plenamente.SANTOS — Formou com Gérson uma zaga firme e de classe. Sempre vigilante e seguro em seu posto. Sarno tambem não teve grande oportunidade para aparecer, mas nos minutos em que jogou, durante o segundo tempo, portou-se bem.RUBINHO — Jogando recuado, fez uma partida muito boa, saindo-se airosamente de todas as jogadas dentro da área. Ivan, que o substituiu na segunda etapa, mostrou-se pouco inseguro nos primeiros momentos, depois melhorando, sem comprometer.ÁVILA — Está jogando muito o centro-médio "colored", fazendo com perfeição o triângulo com Juvenal e Geninho. Seu suplente Beracochea entrou muito confuso, passando a jogar regularmente, com o tempo. Pareceu-nos ainda desambientado no sistema defensivo do "trio" do Botafogo.JUVENAL — O maior homem da intermediária botafoguense. Fez verdadeiras diabruras com a pelota. Tanto é aguerrido na defesa, como inteligente e perigoso no ataque. Adão, pouco apareceu.PARAGUAIO — O arisco ponteiro alvi-negro deu muito trabalho a seu marcador, o zagueiro Maravilha. Suplantou-o amplamente, fazendo verdadeiras diabruras com a pelota nos pés e constituindo-se, por isso mesmo, num perigo constante para o arco do Internacional. Ótimo.GENINHO — Este é o "cérebro" do quadro botafoguense. Inteligente, Geninho dá proveito a todas as bolas, que lhe chegam aos pés, conduzindo o "team" a frente em passes curtos e precisos. Foi, não resta dúvida, a maior figura dentro da cancha, com uma atuação cem por cento perfeita. Um verdadeiro "mestre" de football, dentro da cancha.OSVALDINHO — Incumbido de substituir Pirillo, desde o início do jogo, esforçou-se muito e conseguiu brilhar, aparecendo com realce na vanguarda alvi-negra. Foi o goleador da tarde, sendo muito feliz na maioria de suas intervenções.OTÁVIO — O jovem meia-esquerda constitui sempre um perigo iminente quando se apossa do couro nas imediações de área. Sobram-lhe fibra entusiasmo, em todos os instantes. Joga muito bem.BRAGUINHA — Atuou bem o "mignon" ponteiro. Deslocou-se com oportunidade e inteligência, procurando evitar a marcação adversária e colaborou efetivamente em um dos gols de seu quadro, despejando um petardo para centro da área, quase sem ângulo, apenas aparado por Osvaldinho, que encaixou nas redes. Reinaldo, que foi incumbido de substituí-lo no decurso do segundo tempo, também atuou a contento.No Internacional, de modo geral, os jogadores estranharam o ritmo veloz posto pelo Botafogo, tomando conta da cancha cinco minutos após o início do "match" e dominando-o ate o final.IVO — Fez defesas arrojadas, aos pés dos atacantes contrários, porém, não pôde evitar as bolas enviadas, quase sempre de perto; apenas no gol de Juvenal o goleiro gaúcho comprometeu-se, porque o médio atirou violento, mas de fora da área, e Ivo fez o golpe de vista.NENA — Suou a camiseta na marcação sobre Otávio. Foi, entretanto, o melhor elemento do trio final visitante.MARAVILHA — Incumbido de marcar Paraguaio, perdeu visivelmente no duelo, sendo várias vezes envolvido. Confundiu-se em algumas oportunidades mas esforçou-se muito e fez o que pôde.ALFEU — Jogou bem enquanto estve na cancha. Não foi possível fazer mais. Seu suplente foi o meia Ghizzoni, que voltou a campo no início da segunda fase. O "insider" recuado para médio atuou melhor e foi implacável na vigilância a Reinaldo.VIANA — Apareceu mais na retaguarda do que na frente, porque seu quadro jogou, durante quase todo o match, dominado e inferiorizado tecnicamente na cancha. Na defesa, portou-se com galhardia. Esforçado e útil.ABIGAIL — Dentro do esquema de atuacão de sua equipe cabia-lhe alimentar o ataque. Sobrou-lhe pouco tempo para isso, todavia, fez o que pôde.TESOURINHA — Juntamente com Adãozinho, fez a melhor dupla de atacantes. Trabalhou incansavelmente e proporcionou um tento belíssimo, a meio minuto de luta.GHIZZONI — Enquanto esteve na meia, não correspondeu. Atuou melhor depois, quando foi chamado a substituir Alfeu.ADÃOZINHO — Jogou bem. Rapidamente e infiltrante, não pôde fazer mais do que um tento de bela feitura, no ângulo direito da meta de Osvaldo. Iniciou o jogo no comando do ataque e terminou-o formando uma boa e produtiva ala com Tesourinha.VILLALBA — Tanto na esquerda como na direita, não julgamos satisfatório seu trabalho, dentro do conjunto do Internacional. Segura atuou quase sempre atrasado, mas trabalhou melhor no segundo tempo ao lado de Carlitos.CARLITOS — É inteligente o ponta esquerda do campeão gaúcho. Não conseguiu, todavia, produzir muito, porque estava severamente marcado. O reserva Roberto, que entrou na etapa complementar para o comando do ataque, mostrou muita disposição mas teve poucas oportunidades.MÁRIO VIANA foi o árbitro da peleja. S. S. conduziu-se otimamente na direção do "match", parecendo-nos que seu único engano foi no tento de Paraguaio — o sexto do Botafogo — obtido em franco impedimento. Do local onde se encontrava nossa reportagem, foi possível presenciar com absoluta clareza a situação irregular do ponteiro campeão. Mário Viana não teve grande culpa neste lance, uma vez que resultou de uma jogada rápida, nascida do centro da cancha, e o bandeirinha nada assinalou, validando, portanto, o tento de Paraguaio — o que afinal não veio alterar o panorama geral desde que a vitória do onze campeão naquela altura era insofismável.O JOGO VISTO PELA "A GAZETA" DE S. PAULO"No Estádio de General Severiano, na tarde de ontem, o onze do Botafogo, brilhante campeão carioca de 1948, dando início a uma série de partidas amistosas depois da conquista do título, derrotou espetacularmente o Internacional de Porto Alegre, campeão gaúcho desta temporada. A partida, devido a grande diferença entre os dois quadros não agradou tanto quanto esperava a grande torcida presente à praça de esportes do alvi-negro. O Botafogo foi sempre superior ao seu adversário, muito embora não atuasse com sua força máxima, por motivos de força maior. Vários foram os titulares poupados. Já no 1º período o Rotafogo vencia por 4 x 1, muito embora não se empenhasse com seriedade.Marcaram neste período Juvenal, aos seis minutos, inaugurando o placar, Osvaldinho aumentou aos 12 e aos 22, marcando novamente Otávio aos 28. Vencia pois o Botafogo por 4 x 1. Aos 45 segundos de jogo Villalba marcou o único tento do Internacional. Na segunda fase Osvaldinho voltou a consignar aos 5 minutos. Adãozinho marcou aos 12 e Paraguaio encerrou o placar aos 39 minutos. O árbitro foi Mário Viana sendo a renda de Cr$ 108.772.00. Os dois quadros formaram com a seguinte constituição:Botafogo — Osvaldo, Gérson (Marinho) Santos, (Sarno), Rubinho (Ivan), Ávila (Beracochea), Juvenal (Adão), Paraguaio, Geninho, Osvaldinho, Otávio e Braguinha (Reinaldo). Internacional — Ivo, Maravilha, Nena, Alfeu (Ghizzoni), Viana e Abigail, Tesourinha, Ghizzoni (Segura), Adãozinho (Roberto), Villalba e Carlitos.Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 575, 21 dez. 1948, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/4303. Acesso em: 29 mar. 2026.
É O TAL NEGÓCIOAfinal, os locutores Sibemberg e Luiz Mendes "descobriram" a razão da derrota do Internacional: cansaço da longa viagem aérea, direta, até os domínios do "Biriba"...xxxO nome daquele grande clube era o "leit-motiv" de todas as manchetes vermelhas da primeira pagina das edições esportivas do vespertino primeiro e único. Era... antes dos 6x2 de domingo último, em General Severiano!...xxx"Nós, jogando contra o campeão carioca, contra a torcida, contra o juiz e contra o 'Biriba', perdemos só por 6 x 2. O Grêmio, em nosso lugar, teria levado 20x0". — Um colorado.xxxO presidente botafoguense, Carlito Rocha, recebeu de Porto Alegre, o seguinte telegrama: "Queira aceitar calorosos parabéns da torcida gremista".Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 575, 21 dez. 1948, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/4303. Acesso em: 29 mar. 2026.
AMPLA CONTAGEM DO BOTAFOGO DO BOTAFOGO SOBRE O INTERNACIONALPor 6 x 2, venceu o campeão carioca, com o placar que foi iniciado pelos coloradosO Botafogo, depois do jogo com o Vasco em General Severiano, no qual se sagrou campeão carioca de 1948, tem recebido convites de todas as partes do continente para excursionar. O primeiro clube que se defrontou com o Botafogo, foi o Internacional, também campeão gaúcho de 48. O encontro de anteontem entre os dois campeões foi realizado à tarde na cancha de General Severiano, tendo como vencedor, o campeão carioca, pela contagem de 6 a 2. A luta entre os dois campeões, teve um transcurso monótono na primeira fase, melhorando um pouco na fase final, quando os visitantes, aproveitando as modificações introduzidas no "onze" carioca, fez uma forte pressão, mas sem resultado, pois o marcador já era desfavorável.Aquele gol inesperado, no primeiro minuto da luta, dava-nos a impressão, que os alvi-negros teriam que lutar muito para vencer o campeão gaúcho. Entretanto, os locais não se dominaram pelo tento conquistado pelo Internacional, e lançaram-se à luta com muita disposição, dispostos a tirar a diferença, até que Juvenal, recebendo um passe de Ávila, invade a área pelo setor esquerdo, estabelecendo a igualdade no marcador. Depois do tento do empate, os alvi-negros passaram a dominar por completo, estabelecendo grande vantagem no marcador, até que se desinteressaram por completo, limitando-se apenas, a fazer jogo para assistência. No período final, Zezé Moreira fez várias modificações na equipe, dando uma oportunidade a Ivan e Beracochea, que desta forma estrearam na equipe botafoguense.OS MARCADORESCoube ao meia esquerda Villalba a abertura da contagem, aproveitando um centro de Tesourinha. Juvenal, ao receber um passe de Ávila, investiu pelo setor esquerdo, consignando o tento do empate. Otávio, numa jogada pessoal, invadiu a área entregando um passe a Osvaldinho, que não teve dificuldade, para consignar o 2º gol do Botafogo. Ainda o centroavante dos alvi-negros, recebendo um passe de Juvenal, livrou-se de Nena, e conquistou o 3º tento. Juvenal, de fora da área, alvejou a meta e Otávio concluiu com felicidade, conquistando o 4º gol. Com o marcador de 4 a 1, encerrou a primeira fase. Paraguaio cruzou uma bola pelo alto, que foi ter aos pés de Braguinha, que rápido centrou rasteiro, aproveitando-se Osvaldinho, na indecisão de Nena, para consignar o 5º gol. Adãozinho, numa escapada pelo setor direito, invadiu a área, chutando forte, vencendo Osvaldo pela segunda vez. Coube ao ponteiro Paraguaio encerrar o marcador, ao escorar um centro de Reinaldo.OS QUADROSOs dois quadros, formaram assim constituídos:BOTAFOGO: — Osvaldo — Gérson (Marinho) e Santos (Sarno); Marinho — Santos (Beracochea) e Juvenal (Adão); — Paraguaio — Geninho — Osvaldinho — Otávio e Braguinha.INTERNACIONAL: — Ivo — Nena e Maravilha — Alfeu (Ghizzoni) — Viana e Abigail — Tesourinha — Ghizzoni (Adãozinho) — Adãozinho (Roberto) — Villalba e Carlitos.ÁRBITROServiu como juiz o Sr. Mário Viana. Sua atuação foi ótima, correta e precisa.PRELIMINAR E RENDANo encontro da preliminar defrontaram-se as equipes "classistas" do Banco Delamare e Banco Mineiro da Produção. O encontro finalizou com a vitória do Banco Delamare pelo escore de 1 a 0.A renda apurada foi de Cr$ 108.772,00.Fonte: Gazeta de Notícias (RJ), n. 298, 21 dez. 1948, p. 12. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/103730_07/42127. Acesso em: 29 mar. 2026.
SUPREMACIA INCONTESTÁVELCumprindo uma notável "performance", os companheiros de Geninho venceram por 6 x 2 — Lutou denodadamente o campeão gaúcho — Adãozinho, uma figura de relevo — A renda, tentos e preliminar — Mário Viana, o juizJogando domingo, em General Severiano, o Botafogo logrou abater o seu rival daquela tarde, ou seja, o Internacional, campeão gaúcho, pelo elevado escore de 6 tentos a 2.O "match", à exceção de seus primeiros minutos, que pertenceram aos sulistas, e dos momentos finais, quando o Botalogo já jogava com diversos elementos de seu quadro de reservas, e que os gaúchos conseguiram equilibrar, foi totalmente dominado pelo campeão carioca, o que, aliás, é demonstrado cabalmente pelo placar.Os tentos do jogo foram todos de bonita feitura, e consignados por Villalba, abrindo a contagem, Juvenal, empatando para o Botafogo, e Oswaldinho, logo a seguir aumentando. Novamente, Oswaldinho e depois Otávio foram os ampliadores do placar para os locais, tendo a primeira fase terminando com 4 x 1 no marcador.Na segunda fase mais três tentos foram conquistados, sendo que Oswaldinho e Paraguaio, para os alvi-negros, e Adãozinho, para os visitantes.No quadro vencedor não houve quem se sobressaísse mais, merecendo todos um mesmo destaque por colaborarem igualmente, e com a mesma disciplina e cavalheirismo na vitória.No "team" rubro, a figura de grande projeção foi Adãozinho, seguido por Nena, Viana e Villalba.O JUIZ — RENDA E QUADROSDirigiu a contenda interestadual o árbitro da F. M. F., sr. Mário Viana, que mais uma vez reeditou uma de suas peculiares atuações, consideradas muito boas.Sob as ordens de s. s., os quadros alinharam-se para o prélio com a seguinte constituição:INTERNACIONAL — Ivo; Nena e Maravilha; Alfeu (Ghizzoni) e Abigail; Tesourinha, Ghizzoni, (Adãozinho), Adãozinho (Roberto), Villalba e Carlitos.BOTAFOGO — Osvaldo; Gérson (Marinho) e Santos (Sarno); Rubinho (Ivan), Ávila (Beracochea) e Juvenal (Adão); Paraguaio, Geninho, Oswaldinho, Otávio e Braguinha (Reinaldo).A renda foi das melhores, tendo, passado pelas bilheterias de General Severiano a apreciável soma de 108.772,00 cruzeiros.Na preliminar deste encontro preliaram os conjuntos dos bancos Delamare e Mineiro da Produção. Foi vencedor da contenda o Banco Delamare pela contagem mínima.Fonte: A Manhã (RJ), n. 2461, 21 dez. 1948, p. 12. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/116408/40883. Acesso em: 29 mar. 2026.
VENCEU O BOTAFOGO COM TRANQUILIDADEPela contagem 6-2 baqueou o Internacional, campeão gaúchoNão constituiu um espetáculo de gala o cotejo entre os campeões do Distrito Federal e do Rio Grande do Sul. Afora os cinco minutos iniciais, que pertenceram ao Internacional de Pôrto Alegre, o Botafogo dominou o jogo, fazendo no gramado o que bem entendeu. Agiu o "team" gaúcho, apesar dos seus valores individuais, de modo pouco convincente, diante de um adversário que nem de sombra precisou ser aquele quadro campeão, para vencê-lo pela contagem de 6-2. Já na etapa incial, mesmo daquele ponto gaúcho adquirido em poucos segundos, os botafoguenses tinham ao seu favor o placar de 4-1. A segunda parte foi, apenas, uma espécie de treino, uma vez que os alvi-negros e "colorados" fizeram muitas alterações nas suas linhas.OS MELHORESNa equipe do Botafogo, sem errar, pode-se apontar Juvenal como a grande figura do gramado. Os demais atuaram de acordo com as características da peleja. Pirillo foi substituído por Osvaldinho, um centroavante de magníficas condições técnicas.Entre os gauchos deve-se realçar o trabalho individual de Nena, Abigail, Tesourinha, Adãozinho e Alfeu.O JUIZO árbitro Mário Viana atuou com acerto, sendo de notar a cordialidade reinante entre os litigantes em luta.OS GOLS1º tempo — Villalba abriu o "score" aos 40 segundos de jogo. Juvenal empatou aos 7 minutos. Otávio marcou o segundo tento aos 11, Osvaldinho, o terceiro, aos 22 e novamente Otávio, o quarto, aos 28.2º tempo — Osvaldinho, o quinto do Botafogo, aos 9 minutos. Aos 12 minutos Adãozinho adquiriu o segundo ponto visitante e Paraguaio encerrou a contagem.RENDA E QUADROSO jogo rendeu Cr$ 108.277,00 e os quadros foram os seguintes:BOTAFOGO: Osvaldinho; Gérson (Marinho) e Santos (Sarno); Rubinho (Ivan), Ávila (Beracochea) e Juvenal (Adão); Paraguaio, Geninho, Osvaldinho, Otávio e Braguinha (Reinaldo).INTERNACIONAL: Ivo; Nena e Maravitha; Alfeu (Ghizzoni), Viana e Abigail; Tesourinha, Ghizzone (Villalba e, posteriormente, Segura), Adãozinho, Villalba (Roberto) e Carlitos.Fonte: Diário de Notícias (RJ), n. 8025, 21 dez. 1948, p. 17. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_02/42756. Acesso em: 29 mar. 2026.
PRA LER NO BONDEO Botafogo disputou, anteontem, sua primeira partida depois da conquista do titulo máximo do futebol carioca. Apesar dos esforços do Internacional, campeão de Porto Alegre, o placar cresceu, esticou-se e a vitória do campeão carioca se verificou folgadamente, por 6-2, isto é, o dobro da contagem de seu triunfo sobre o Vasco da Gama. A vitória botafoguense não foi surpresa, porque sua equipe está em grande forma e é mesmo superior ao conjunto gaúcho.Fonte: Diário de Notícias (RJ), n. 8025, 21 dez. 1948, p. 17. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_02/42756. Acesso em: 29 mar. 2026.
O COTEJO ENTRE OS CAMPEÕES GAÚCHO E CARIOCAPor 6 x 2 o Botafogo venceu o InternacionalA peleja Botafogo x Internacional, jogada na tarde de domingo em General Severiano, revestia-se de grande interesse, pois, nela, estava em jogo, a supremacia do futebol "gaúcho" e do carioca, além de se tratar de um "choque" de campeões.Infelizmente, a numerosa assistência que afluiu às dependências do "glorioso" não pôde assistir uma peleja bem disputada e renhida, e sim um encontro no qual o Botafogo só encontrou forte resistência nos primeiros minutos. Depois que estudou o adversário, dominou-o técnica e territorialmente, até o fim da contenda, impondo-lhe o revés de 6 x 2.Diante de um escore tão acachapante como esse, é, para qualquer torcedor, por muito leigo que seja em matéria de futebol, ficar um tanto pasmado, pois o Internacional é campeão no sul, seis vezes consecutivas e daí achar-se no direito de honrar a tradição do "association" de seu Estado. Tudo isso, no entanto, verifica-se nas partidas interestaduais resolvidas poucos momentos antes de se disputá-las e foi justamente o que aconteceu ao Internacional.Voltando ao cotejo novamente, temos a frisar que não nos iludimos com o gol atômico de Villalba, quando o marcador ainda não acusava quarenta segundos. Isso porque o Botafogo, mais adestrado e possuidor de um preparo físico mais convincente, dava-nos a nítida impressão de que tudo não passava de uma franca ilusão. Festejavam os rio-grandenses a conquista do ponto do meia, não sabendo ainda, onde esconder o contentamento, quando o Botafogo, passou a notar as falhas do esquadrão visitante, que se apresentavam em grande profundidade.Diante disso, verificaram-se os primeiros ataques e lá na frente como sempre, estava Juvenal, o médio-esquerdo avançado alvi-negro, fazendo suas habituais diabruras, alimentando o ataque com grande mestria e sempre inspirando cuidados os seus tiros longos. Não demorou muito, para que surgisse o reflexo do estudo feito pelo Botafogo, na retaguarda gaúcha. Juvenal, após receber a bola de um contrário, investiu rapidamente e com um violento chute de fora da área, conseguiu burlar a vigilância de Ivo, após a bola ter repicado na trave. Estava, com esse ponto, aberto o caminho para a vitória do glorioso".Com o incentivo de sua numerosa torcida, passaram os botafoguenses, a fazer o jogo pela esquerda, onde Juvenal se encarregava de levar a bola até às proximidades da área do adversário e de lá entregar a Braguinha, a Otávio ou então, de quando em vez a Osvaldo. Não teve forças a defesa visitante para conter o ímpeto da ofensiva de seu competidor e abrindo demasiadamente por vezes sucessivas, facilitou a tarefa do campeão carioca que aí não teve dúvidas em controlar todas as ações para surgir posteriormente a sequência de tentos, conquistados por Osvaldinho, após um centro bem proporcionado por Braguinha, ainda o mesmo Osvaldinho, depois de uma jogada de Juvenal e Otávio encerrando na fase inicial o marcador, também em jogada de Juvenal, o maior homem em campo.Após o descanso regulamentar, o Internacional repetiu a mesma proeza dos minutos iniciais, isso porque descansaram suficientemente para jogar somente cinco minutos arrancados. Tanto assim que depois do quinto minuto de luta, não mais vimos o grêmio "sulino" em campo, e o Botafogo passou a comandar novamente o prélio.Já nessa etapa, não vimos Juvenal, com a mesma desenvoltura, todavia, nem por isso, deixou o Botafogo de evidenciar a mesma segurança anterior e já no nono minuto, Osvaldinho, num de seus grandes dias, fazia novamente com que o placar sofresse transformação.O Internacional, cada vez mais deixando transparecer cansaço, assim mesmo ainda conseguiu, consignar o 2º ponto, após uma jogada pessoal de Adãozinho. Mas, não deu esse feito para abrir caminho ao empate porque, o Botafogo estava mais armado e sobretudo preparado fislcamente. Com o marcador de 5 x 2 a seu favor, nada mais almejaram os campeões cariocas, se não o clássico jogo para a arquibancada, o que aproveitou Zézé para dar oportunidade aos reservas e assim sendo, entraram, na ordem, os players Marinho, Sarno, Ivan, Bera, Adão e Reinaldo, nos lugares de Gérson, Santos, Rubinho, Ávila, Juvenal e Braguinha, enquanto, o Internacional limitou-se a substituir Ghizzoni, Segura e Roberto por Alfeu, Ghizzoni e Villalba.Diante de tais modificações, decaiu com grande intensidade a refrega, e o Botafogo, antes que o match terminasse, conquistou assim mesmo ainda, gol. Fê-lo Paraguaio, após um centro alto de Adão. Para demonstrar o cansaço dos visitantes, basta que se diga ter sua defesa parado totalmente, por ocasião da conquista desse último ponto, que fez com que o Botafogo chegasse a meia dúzia a dois, ouvindo-se mais tarde o apito de Mário Viana, dando por fim a contenda.Jogo fraco, que não compensou o esforço do público, esperando-se que para o encontro de despedida que será contra o Flamengo, o quadro sulino, naturalmente mais descansado, tire a má impressão deixada por ocasião de sua estreia.As bilheterias de General Severiano arrecadaram nada menos de Cr$ 103.772,00 e a arbitragem de Mário Viana foi ótima.Os quadros atuaram com as seguintes constituições:Botafogo — Osvaido; Gérson (Marinho) e Santos (Sarno); Rubinho (Ivan), Ávila (Bera) e Juvenal (Adão); Paraguaio, Beninho, Osvaldinho, Otávio e Braguinha (Reinaldo).Internacional — Ivo; Nena e Maravilha; Alfeu (Ghizzoni), Viana e Abigail; Tesourinha, Ghizzoni (Segura), Adãozinho, Villalba (Roberto) e Carlitos.Fonte: Correio da Manhã (RJ), n. 17105, 21 dez. 1948, p. 16. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/089842_05/44974. Acesso em: 29 mar. 2026.
DEVE HAVER ALGUM ENGANO: O INTERNACIONAL NÃO PODE SER O QUE SE VIU EM GENERAL SEVERIANOQuem foi a General Severiano foi ver o Internacional, contra o Botafogo, naturalmente. O Botafogo sendo uma espécie de espelho para o Internacional. Pelo menos a impressão que se tinha não era outra. O Botafogo seria um pretexto para que se visse o Internacional. Para que se pudesse ver o Internacional direito. Devia haver gente também que se agarrava ao Internacional para ver o Botafogo. Outra vez. Conhecia-se o Botafogo através do Vasco, do Flamengo, do Fluminense, não se conhecia o Botafogo através do Internacional. De qualquer maneira, em torno do Internacional e que girava a curiosidade do público. A gente podia imaginar o Internacional. Pelo que vira dele há tempos atrás. Pelo que lera a respeito dele. Em telegramas, em crônicas de Vargas Netto. Pelo que se ouvira dele. Em conversa de gaúcho. O que se tinha visto do Internacional, o que se lera a respeito dele, o que se ouvia dele podia, quando muito, servir para a gente saber que o Internacional fora assim. Como uma imagem de álbum, parada no tempo. A gente folheia o álbum, guarda uma fisionomia, depois, quando vê a pessoa, quase não a reconhece.O RETRATO DO ÁLBUMEm football, então, nem se fala. Há o Flamengo de quarenta e dois, quarenta e três e quarenta e quatro, e há o Flamengo de quarenta e oito. De um dia para outro um team muda. Ou vira o Botafogo, ou vira o Internacional. É verdade que a gente quando vai a um jogo acha sempre que conhece os teams. Mesmo quando esse team vem de fora. Quem não se lembra do Southampton? Todo mundo foi para Sao Januário como se conhecesse o Southampton. Tão bem como o Fluminense. A prova é que ninguem duvidava que o Fluminense não ia poder fazer nada contra um team como o Southampton. Quando acaba, o público nao conhecia nem o Southampton nem o Fluminense. Explicava-se: o Fluminense representando o papel de fraquinho, de team para cinquenta. A gente só conhece um team de fato depois de vê-lo jogar muitas vezes. Depois de um campeonato. Como o Botafogo. Quem não conhece o team do Botafogo? A memória fresquinha, pode passar uma semana, numa semana um team não muda, e o mesmo ainda. Por isso eu digo que quem foi a General Severiano foi para ver o Internacional. Pelo menos foi mais para conhecer o Internacional do que o Botafogo. O Botafogo todo mundo conhecia.RETOQUES NO RETRATO DO ÁLBUMÉ verdade que havia quem por conhecer muito o Botafogo já começasse a imaginar um outro Botafogo. O Botafogo levantara o campeonato há oito dias. E desde que o Botatogo levantara o campeonato, os jogadores não tinham parado. O carnaval de depois do jogo com o Vasco, a feijoada da casa de Otávio, o churrasco da casa de Rubinho. Sem falar no que não se divulgara, no que se ignorara. E que, por isso mesmo, podia ser o que a imaginação quisesse. Quem se lembrava de carnavais, feijoadas e churrascos temia pela sorte do Botafogo. Arranjando de antemão uma desculpa para a derrota. Se o Botafogo perdesse, a culpa seria do carnaval, da feijoada, do churrasco, pensando bem, os que temiam pela sorte do Botajogo achavam e que conheciam muito o Internacional. Retocando, cuidadosamente, o retrato do álbum. Quando o Internacional entrou em campo, então, poucos quiseram ver para crer. O Internacional era o mesmo. Que mesmo? — seria o caso de perguntar.CASA DE MARIBONDOE parecia, realmente, que o Internacional era o mesmo. Que mesmo? Aí é que estava a dúvida. O jogo começou, o Internacional foi para a frente, de repente o argentino Villalba ficou diante de Osvaldo e soltou o pé. Gol do Internacional. O Internacional era tudo o que se vira dele, o que se lera dele, a que se ouvira dele. E mais alguma coisa. Bastava ver a facilidade com que fizera o gol. Como é que o Botafogo, muita gente se perguntou, uma semana depois de levantar o campeonato, de fazer o seu carnaval, de comer a feijoada de Osvaldo e o churrasco de Rubinho, se metia numa aventura daquela? Para se ver como ninguém conhece ninguém. Quando parecia que o Botatogo, recebendo o golpe de um gol logo no começo do match, como o Vasco na decisão do campeonato, ia ficar à mercê de um Internacional assanhado, cheio de gás, aí é que o Internacional desapareceu de campo, ai é que o Botafogo virou o inglês assustado de Bernard Shaw.O MESMO BOTAFOGOTocaram no Botafogo, o Botafogo apareceu logo, seria melhor assim dizer: tocaram no campeão e o campeão apareceu logo. Porque o que se viu foi um campeão ir para cima do Internacional e esmagá-lo. Talvez alguém ache que seria melhor dizer que o que se viu foi um campeão ir para cima de outro campeão. Eu não vou negar a condição de campeao do Internacional. Conquistou um título e tem o direito de usá-lo. Mas em campo, contra o Botafogo, não foi campeao coisa nenhuma. Parecia que era quando marcou o gol de começo de jogo, depois se viu que o único campeão que estava em campo era o Botatogo. Qual carnaval, qual feijoada, qual churrasco. O Botafogo nem parecia que tinha tido o seu carnaval, a sua feijoada, o seu churrasco. Pelo menos o carnaval, a feijoada e o churrasco não lhe fizeram mal nenhum. O team que esmagou o Internacional foi o que derrotou o Vasco. Só com uma diferença: contra o Vasco, o Botatogo lutou para merecer um título, e contra o Internacional para nao desmerecê-lo. Para mostrar que continuava a merecê-lo. A ser digno dele.O OUTRO INTERNACIONALO valor que o Botafogo dava a esse título que lhe custou tanto é o que faria lutar com aquele ímpeto que varreu todas as resistências do Internacional. Veio o gol de Juvenal, o gol de Osvaldinho, outro gol de Osvaidinho, o gol de Otávio, antes que acabasse o primeiro tempo. O Botafogo, reagindo, seguiu o próprio impulso e quando olhou o placar estava quatro a um. O Botafogo nao precisava olhar o placar, bastava olhar para o Internacional. O Internacional inteiramente nas mãos do Botafogo. Para o Botafogo fazer dele o que bem entendesse. De tal forma que João Lira Filho perguntou a Vargas Netto se aquele era o team do Internacional. Era. João Lira Filho insistiu: o Vargas Netto não compreendera direito. Bem sabia João Lira Filho que aquele era o team do Internacional. O que João Lira Filho queria saber era se aquele team do Internacional era o mesmo que ele aprendera a admirar nas crônicas do Vargas Netto. Por um motivo simples: João Lira Filho não conseguia, se lembrando das crônicas de Vargas Neto, reconhecer o Internacional.PARA DAR E VENDERFoi a impressão que deixou o Internacional: a de nao ser ele mesmo, de ser outro completamente diferente. Não que para ser o Internacional das crônicas de Vargas Neto ele precisasse dar no Botafogo. Seria muito difícil dar no Botafogo ainda com o seu verniz de campeão, como a perguntar se "hay otro valiente que se quiera pelear con otro valiente". Mas o Internacional das crônicas de Vargas Netto faria alguma forcinha, não ficaria naquele gol de começo de jogo, que só serviu para atiçar o Botafogo, para lembrar ao Botafogo que ele era o campeão, que tinha um título a zelar. Assim, quem foi ver o Internacional viu foi o Botafogo. Os que julgavam conhecer o Internacional não o reconheceram. Reconheceram, sim, o Botafogo. Igualzinho ao daquele dia contra o Vasco. Cheio de força. Com força para dar e vender.A HORA DO CHEGACom tanta força que o próprio Botafogo ficou com um certo receio de empregá-la. E mesmo assim, de quando em quando Otávio se via sozinho diante do gol de Ivo. Não tinha outro remédio senão chutar para fora. Sem consciência só Osvaldinho. Também Osvaldinho estava no lugar de Pirillo, queria aparecer bem. Quantas lhe dessem em boas condições se ele pudesse meter, metia. Paraguaio não tanto assim, mas queria fazer o seu gol, como Braguinha. Quem nem pensara em gol era Geninho. Para que? Daí o segundo tempo de bate-bola. De quase bate-bola, o Botafogo se desfigurando para não ser ele mesmo. para não marcar dez gols no Internacional. O Internacional pensara em reagir, um gol do Botafogo. Cinco a um com outro gol de Osvaldinho. Adãozinho quis diminuir o score, cinco a dois. Paraguaio fez o dele, seis a dois. E o Internacional se aquietou.SER OU NÃO SER, EIS A QUESTÃOPode-se ver o Botafogo no primeiro tempo porque no segundo o Botafogo tirou a parelha de backs, a linha de halves, tirou até Braguinha. Quase o team de reservas do Botajogo contra o Internacional no segundo tempo. Contra um team que vestia a camisa do Internacional, e que só se parecia com o Internacional por causa da camisa e de alguns rushes de Adãozinho. Quando acabou o jogo, a gente ficou assim como quem ouviu uma anedota e nao compreendeu direito. Querendo ouvir a anedota de novo para ter a certeza de que devia rir ou de que devia chorar. Talvez a anedota não fosse tão má assim, talvez a anedota fosse até boa. É preciso ver o Internacional de novo. O Internacional não pode ser só aquilo que a gente viu. O Internacional tem de ter alguma coisa das crônicas de Vargas Netto. Talvez tenha sido um dia negro, uma dessas coisas que sucedem na vida de um team. Eu me recuso a ver no Internacional só aquilo que vi. E que nao foi ilusão de ótica, porque quem esteve em General Severiano viu o mesmo. Mas que pode ter sido o tal dia negro na vida do Internacional.Fonte: FILHO, Mario. Jornal dos Sports (RJ), n. 5931, 21 dez. 1948, p. 5. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/32201. Acesso em: 29 mar. 2026.
LÓGICAO Internacional jogou muito mal contra o Botafogo. Mas não pensem que é só aquilo que os "colorados" sabem jogar.Também os clubes cariocas quando vão ao Rio Grande não produzem a mesma coisa que costumam fazer aqui. Estranham, como é natural, o ambiente, a terra, a torcida, o campo de jogo, o clima, a viagem, tudo!Os maiores teams argentinos têm perdido em Porto Alegre, assim como as equipes uruguaias. Até os "scratchs" platinos têm empatado e perdido no Rio Grande do Sul.Que o Rio Grande tem feito excelentes jogadores, todos sabem. O scratch gaúcho, que tem sido o team do Internacional com dois ou três reforços, tem brilhado no Rio, inclusive vencendo os paulistas, nitidamente, duas vezes.Nena é um back internacional, que já jogou no selecionado brasileiro, assim como Tesourinha e Adãozinho. Carlitos, o extrema-esquerda, é o recordista de gols em vários campeonatos gaúchos, inclusive neste que passou. Os meias são goleadores, principalmente o argentino Villalba. Alfeu e Abigail são veteranos de vários selecionados conhecidos no Rio. Vieram também alguns jogadores novos.Mas o que é necessario não esquecer tambem é que o team do Botafogo está jogando para selecionado, atuando de maneira admirável. E a prova disso é que o Vasco, com uma equipe notável, a mesma que levantou o campeonato dos campeões sul-americanos, passou o mesmo trabalho que o Internacional e não saiu do Rio, e não foi para ambiente diferente.Mesmo quando saiu Gérson e se machucou Ávila, o ritmo de jogo e o aspecto da luta não se alteraram, a supremacia alvi-negra não sofreu colapso! E o Vasco permaneceu com os seus onze atletas em campo, fisicamente bem!Porque admiraram-se tanto da derrota "colorada"? Um dia é da caça outro do caçador...Fonte: NETTO, Vargas. Jornal dos Sports (RJ), n. 5931, 21 dez. 1948, p. 5. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/32201. Acesso em: 29 mar. 2026.
PREVALECERÃO AS GARANTIAS SOCIAISNão pagarão ingresso amanhã os associados alvi-negrosO Botafogo é o promotor da visita que ora nos faz o Internacional de Porto Alegre, portanto, dispõe de todos os direitos sobre as exibições do quadro campeão sulino. Para enfrentar os visitantes, numa segunda partida a ser realizada amanhã, foi convidado o Flamengo, que prontamente aceitou o convite, e amanhã, à noite, estará em ação no estádio botafoguense. Neste prélio, os associados do "Glorioso" terão entrada franca, de acordo com os estatutos do clube, isto é, poderão ainda comparecer acompanhados de suas pessoas de suas famílias.Fonte: Jornal dos Sports (RJ), n. 5931, 21 dez. 1948, p. 6. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/112518_01/32202. Acesso em: 29 mar. 2026.
VITÓRIA DE CAMPEÃO SOBRE CAMPEÃOGrande atuação do quadro do "Glorioso" — Não se apresentou à altura o Colorado — Outras notasO encontro amistoso que teve lugar no campo do Botafogo, entre os quadros dos campeões carioca e gaúcho, não chegou a satisfazer, em face da fraca apresentação do onze colorado.Todavia, o público presente ficou satisfeito em ver o quadro do campeão carioca, fazer uma grande exibição, provando mais uma vez, que foi sem dúvida alguma, o melhor conjunto do campeonato da cidade.Nem mesmo aquele gol relâmpago de Villalba aos 40 segundos, veio atemorizar o Botafogo, que teve em Juvenal a ponta de lança para os avanços ao arco de Ivo, não encontrando a ofensiva local, por parte do sexteto defensivo do Internacional, qualquer marcação que embargasse os passos dos comandados de Osvaldinho.Veio, desse modo, o tento de empate conquistado por Juvenal, num possante tiro que, batendo no travessão superior, tomou o caminho das redes. Mais outra ofensiva dos campeões e desta feita Osvaldinho botava o Botafogo em vantagem no marcador.Esperava-se então, que o quadro colorado viesse a equilibrar a partida. No entanto, o que aconteceu, foi o Botafogo crescer e outros tentos vieram, chegando o marcador a 4 tentos a 1, com que terminou a 1ª fase.A impressão que se teve do quadro gaúcho — aliás, a mais certa — foi de que os pupilos de Volante estivessem cansados da longa viagem, e tambem estranhando a temperatura. Portanto, esperava-se que na fase final, melhor ambientados, pudessem equilibrar e diminuir o placar.Porém, a etapa complementar foi uma continuação da primeira. Para essa fase, o Botafogo trouxe Sarno em lugar de Santos, enquanto que, o Internacional, vinha com Ghizzoni de médio-direito, entrando Segura no lugar daquele. Mesmo assim não se encontravam os campeões gaúchos, e os campeões cariocas, continuavam o mesmo, a mesma máquina dirigida por Geninho, tendo Juvenal, o incansável, como alimentador do ataque.Veio o 5º tento, e então os alvi-negros pararam. Reagiu o Internacional e Adãozinho, a melhor figura do quadro sulino conquista de forma brilhante o 2º tento, iludindo a Osvaldo.Nessa altura, Zezé Moreira faz várias modificações no quadro, sendo o goleiro Osvaldo, o único elemento da defesa alvi-negra a permanecer em campo, enquanto que Reinaldo, na ofensiva, substituía a Braguinha.Com essas alterações no quadro botafoguense, o Internacional equilibrou a partida, sem contudo tirar proveito da situação. E coube, então, a Paraguaio, visivelmente impedido, encerrar o marcador. Falhou Mário Viana, pois que o ponteiro do Botafogo, correu antes da bola.Como dissemos acima, a 1ª fase terminou com a vantagem do Botafogo por 4 x 1. Juvenal, Osvaldinho (2) e Otávio, foram os construtores para o Botaofgo, e Villalba para o Internacional. Na etapa complementar, Osvaldinho e Paraguaio para os alvi-negros e Adãozinho para os visitantes encerram o marcador de 6 x 2, a favor do Botafogo.OUTRAS NOTASA renda do encontro foi boa, tendo passado pelas bilheterias do estádio botafoguense a importância de Cr$ 108.772.00.Na arbitragen funcionou Mário Viana, que teve uma direção satisfatória. Seu único erro foi assinalar o 6º tento do Botafogo, quando Paraguaio achava-se impedido.Os quadros, com as devidas alteracões, formaram assim:BOTAFOGO: Osvaldo; Gérson (Marinho) e Santos (Sarno); Rubinho (Ivan), Ávila (Beracochea) e Juvenal (Adão); Paraguaio, Geninho, Osvaldinho, Otávio e Braguinha (Reinaldo).INTERNACIONAL: — Ivo; Nena e Maravilha; Alfeu (Ghizzoni), Viana e Abigail; Tesourinha, Ghizzoni (Segura), Adãozinho, Villalba (Roberto) e Carlitos.Fonte: Diário Carioca (RJ), n. 6285, 21 dez. 1948, p. 9. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093092_03/35067. Acesso em: 29 mar. 2026.
GOLS DEMAISQuando aconteceu aquilo, logo de início, no jogo do Internacional, de Porto Alegre, com o Botafogo, do Rio, houve quem pensasse, quem esperasse que a coisa fosse aquela mesmo. Aquela que muita gente previa. Previa e comentava. Comentava sobretudo a "torcida" do Botafogo, na legítima busca antecipada de uma desculpa, uma explicação previa para uma possível surpresa, um fracasso nada impossível do Botafogo.Sabia-se como são essas coisas. O Botafogo, campeão como tinha sido, depois de um jogo daqueles com o Vasco, de um campeonato desses — caindo na comemoração, na farra comemorativa. Uma farra que começara no domingo mesmo, dentro do proprio campo, para todo mundo ver. Que de certo continuara a semana inteira, dispersado naturalmente o programa de preparo físico, de treinamento técnico — ninguém esperando por aquele jogo, ninguém contando com ele, ninguém se preparando para ele. Sabia-se também como o Internacional, campeão de província, hexacampeão de província, de província grande, onde se faz bom futebol, com "cracks" locais entrando nas cogitações, às vezes até nas convocações do "scratch" brasileiro — como esse campeão provinciano devia vir "seco" para dar no campeão metropolitano, ainda mais um campeão metropolitano ruidoso como fora, este ano, o Botafogo.Por isso, quando aquilo aconteceu, logo de início, chegou-se a pensar que era isso, que ia ser isso mesmo. Porque aquilo que acontecera foi apenas o seguinte: mal dada saida ao jogo, a linha do Internacional carregando sobre a defesa do Botafogo com aquele ímpeto de tontear a defesa do Botafogo; e, logo, uma dessas bolas que andam de mão em mão, isto é, de pé em pe, na porta do gol, a procura de uma oportunidade, de uma brecha para o chute ao dito gol, indo ter ao pé de Villalba e deste ao gol num tiro sem defesa.Tudo — do pontapé inicial ao gol — em apenas 45 segundos. Menos ainda do que o tempo que o Botafogo precisara para o seu primeiro gol contra o Vasco, aquele que aos dois minutos já derrotara o Vasco.Chegou-se, pois, a pensar que seria, que ia ser assim mesmo. Mas nem tempo para pensar houve. Quando o Botafogo saiu não meteu nenhum gol, mas sentiu-se logo que ia meter muitos. Meteu. Metou quantos quis. Não quis mais. Foi tirando até os jogadores do campo, botando os reservas, botando gente do seu chamado "team" do Boca. Ivan, Beracochea... Só quatro titulares em campo.Não adiantou. Ainda meteu dois gols. Só mandando acabar o jogo. Mário Viana devia ter apitado antes da hora. Devia mesmo.Fonte: SOUZA, Pompeu de. Diário Carioca (RJ), n. 6285, 21 dez. 1948, p. 9. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093092_03/35067. Acesso em: 29 mar. 2026.
CONFIRMAÇÃO — Anteontem defrontou-se o campeão carioca, o Botafogo F. R., com o Internacional de Porto Alegre, campeão gaúcho, derrotando-o por 6 a 2, um escore que não deixa margem a nenhuma dúvida.Confirmou assim a classe de que é possuidor o esquadrão dirigido por Zezé Moreira.***Essa confirmação era necessária, muito necessária mesmo. Isso porque, apesar da beleza do campeonato levantado pelo glorioso, ainda existiam muitos que não acreditavam que ele tivesse sido conseguido à força de trabalho e dedicação de seus dirigentes e jogadores, e sim por simples golpe de chance.Ainda há coisa de dois ou três dias, conversando com Zezé Moreira, ele me dizia da incredulidade do torcedor que, às vésperas do jogo contra o América, penúltimo do campeonato, ainda não conseguira ter uma confiança irrestrita no team.E foi essa incredulidade o maior incentivo para o trabalho realizado por todos.***Era assim necessária a confirmação do feito. E uma semana praticamente de folga, pois foi ela quase toda de festas para os jogadores do campeão, enfrentando o campeão gaúcho, consegue infligir uma derrota que bem mostra a classe excepcional dos pupilos de Carlito e Zezé.Tudo confirmado, tudo azul. Os incrédulos devem ter diminuido um pouco, devem ter abrandado nas suas críticas.Nem se poderá já agora dizer que o Botafogo só joga completo, com todos os seus titulares, pois desta feita Osvaldinho jogou em lugar de Pirillo desde o início marcando três dos seis gols.No segundo tempo, Marinho, Sarno, Ivan, Beracochea, Adão e Reinaldo entraram no team. Contudo a vitoria não sofreu perigo, não assustou a torcida do campeão carioca.***Tivemos assim um primeiro tempo de Botafogo x Internacional e uma segunda fase com um verdadeiro combinado Reservas e "Boca" x Internacional.Oportunidade para que o público visse a estreia de Beracochea no quadro alvi-negro, visse o reaparecimento de Ivan e visse, sobretudo, o trabalho que está sendo feito em General Severiano para conseguir reservas à altura dos titulares.E a tática de Zezé, desmontando o sistema ofensivo da diagonal, mostrou mais uma vez que é o perfeito ou pelo menos o que melhores resultados pode oferecer.Fonte: MEDEIROS, Paulo. Diário Carioca (RJ), n. 6285, 21 dez. 1948, p. 9. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093092_03/35067. Acesso em: 29 mar. 2026.
BONITA INICIATIVA DO BOTAFOGODONATIVOS PARA A ZONA DA MATANo intervalo entre a preliminar e jogo principal de domingo, em General Severiano, os associados do Botafogo de Futebol e Regatas, utilizando uma bandeira do clube, recolheram dinheiro para ser enviado às vitimas da catástrofe de Minas Gerais.Os torcedores que acorreram ao estádio alvi-negro, compreendendo a beleza e a significação de tal iniciativa, deram apoio total aos elementos do "Glorioso".Fonte: Diário Carioca (RJ), n. 6285, 21 dez. 1948, p. 9. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093092_03/35067. Acesso em: 29 mar. 2026.
TODA A IMPRENSA esportiva carioca teceu os mais desfavoráveis comentários à atuação do Internacional, campeão de Porto Alegre, ante o Botafogo. O "Jornal dos Sports", o "Globo", "Diretrizes" e a "Folha Carioca" chegaram a afirmar que se o Internacional, é de fato, a maior expressão do futebol do Rio Grande do Sul, não pode haver dúvida de que o futebol gaúcho está atravessando, no momento, uma crise de valores, não mais podendo se ombrear com a técnica usada no Rio e em S. Paulo.Fonte: A Tribuna (SP), n. 229, 22 dez. 1948, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/153931_02/45181. Acesso em: 29 mar. 2026.
VENCEU COM AUTORIDADE O CAMPEÃO CARIOCAO público esportivo da metrópole esteve ameacado de passar o domingo sem o seu esporte favorito. O Botafogo, porém, aproveitou a folga para saldar uma dívida antiga, fazendo vir a esta capital o quadro do Internacional para disputar uma partida em pagamento do passe de Ávila. A equipe gaúcha hexacampeã do seu Estado, é tida como um dos melhores conjuntos do País. Se não bastasse o fato de termos uma peleja entre campeões, tínhamos ainda como atração maior o ensejo de presenciar a exibição de um quadro pontilhado de valores de maior expressão no cartaz futebolístico do sul do Brasil, onde se contavam três internacionais, Nena, Tesourinha e Adãozinho, e cinco "scratchmen" estaduais, Ivo, Alfeu, Viana, Abigail e Carlitos. Mal sabiam, porém, os espectadores a triste surpresa que lhes estava reservada: um espetáculo pobre, que nem sequer fez jus à sua marca de interestadual. Nem mesmo a grande esperança do público salvou a contenda: as atrações da equipe "colorada" representadas nos seus valores individuais. Diremos mesmo que em um único momento a peleja ofereceu uma falsa impressão, qual seja o lance do tento de Vilalba, adquirido aos 45 segundos do prélio em uma manobra verdadeiramente relampejante. É bem possível que se fosse outro conjunto que estivesse na cancha dando combate aos sulinos, aquele tento fulminante serviria para quebrar o ânimo dos jogadores. Porém, ali estava um Botafogo valente e decidido, calejado de golpes similares. A ausência de Pirillo preocupava alguns, porque se sabe que o "center" titular é um elemento indispensável da equipe. O seu substituto, o combativo Osvaldinho, porém, comecava a romper a defesa visitante nos seus primeiros lampejos para o gol adversário. Veio então o lance do gol de empate, um tento de marca sensacional, que, aliás, sempre caracterizou os lances decisivos desse extraordinário e dinâmico "crack" da atualidade: Juvenal. Por incrível que pareça, aquele tento de Juvenal decidiu a sorte da peleja, porque daí por diante os alvi-negros passaram a comandar inteiramente as ações, manobrando livremente no terreno, sem ser molestado pelos seus antagonistas, que davam mostras surpreendentes de uma exaustão alarmante. Quer pela direita, quer pela esquerda, o Botafogo sempre surgia dentro do terreno adversário manobrando com facilidade as suas investidas, sem preferência por determinado setor. Veio então a sequência de tentos e, para maior dos seus males, os visitantes retraíram-se, caindo na defesa, desprezando aquilo que seria lícito esperar-se: a reação. Vez por outra aparecia Adãozinho, valente e decidido, porém, perdido na meia cancha, sob a vigilância implacável de Gérson e posteriormente de Marinho, que não lhe deram tréguas. Estava delineado plenamente o panorama do prélio, embora apenas um período estivesse concluído. Julgava-se, assim, apesar dos pesares, que o conjunto "colorado" no período complemetar tudo faria no sentido de diminuir a vantagem. Mais uma vez, porém, iludiram-se quantos assim o julgavam, porque o jogo não sofreu alteração, permanecendo os alvi-negros no comando das ações e os seus adversários retraídos na sua meia cancha, procurando a todo custo desfazer as manobras do seu oponente. Vendo a incapacidade do seu adversário, o Botafogo iniciou uma série de substituições, continuando em campo apenas cinco dos elementos que iniciaram a luta. Ainda assim os suplentes, quase na totalidade componentes da defesa, mostraram-se arrojados e valentes, mantendo o mesmo "train" de jogo, ao passo que os sulinos, apáticos e frios, batidos implacavelmente. Mais dois tentos colheram os alvi-negros nesse período, contra um dos adversários, totalizando assim meia dúzia de tentos contra dois apenas dos visitantes. Esta fase da peleja nada ofereceu digno de nota, porque em nenhum momento os visitantes armaram o seu conjunto a fim de criarem situações críticas para a defesa alvi-negra, que dava cabal cumprimento da sua missão, anulando as poucas investidas que ultrapassaram a linha de médios dos alvi-negros. Os valores individuais que constituíam maior preocupação para os campeões cariocas — Adãozinho e Tesourinha — já conhecidos do nosso público, se não chegaram a decepcionar totalmente, não conseguiram, por seu turno, ratificar o conceito e a popularidade que desfrutam entre nós, notadamente Tesourinha, que foi anulado totalmente por Santos e, posteriormente por Sarno, pois ambos fizeram uma das suas partidas mais tranquilas. A contagem alarmante foi um espelho fiel da superioridade do campeão carioca, que deu uma demonstração eloquente da magnífica fase técnica e física que atravessa. O esquadrão está bem ajustado e suas linhas funcionam em perfeita harmonia, a par dos seus valores individuais. O feito do Botafogo foi apenas uma ratificação da sua potencialidade. Mário Viana foi o árbitro da peleja. S. s. conduziu-se com a serenidade e precisão que já estamos habituados a assistir.Fonte: GUIMARÃES, Charles. Sport Illustrado (RJ), n. 559, 23 dez. 1948, p. 10. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/182664/15033. Acesso em: 29 mar. 2026.
.png)
.png)
.png)
.png)
%20%5B2%5D.png)
.png)
.png)

.png)
.png)
.png)
.png)
.png)
.png)
.png)
