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07/11/1948 - Amistoso - Esportivo 2 x 2 Internacional

AMISTOSO - ESPORTIVO 2 X 2 INTERNACIONAL
Data: 07/11/1948
Local: Montanha - Bento Gonçalves (RS)
Renda: aprox. Cr$ 30.000
Juiz: Romeu Viola
Gols: Heitor [2] (E); Nena e Villalba (I).
ESPORTIVO: Picoli; Tremera e Luciano; Carlos, Guedes e Toneti; Heitor, Nélson, Podão, Lino e Tomedi (Dominguinhos).
INTERNACIONAL: Ivo Winck; Nena e Maravilha; Alfeu (Ilmo), Viana e Abigail; Tesourinha (Leônidas), Villalba, Adãozinho, Rebolo e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.

[...] O INTERNACIONAL NÃO FOI ALÉM DE UM EMPATE FRENTE O GRÊMIO ESPORTIVO, DE BENTO GONÇALVES [...]
BENTO GONÇALVES, 8 (Do correspondente) — Acompanhado de uma grande caravana de torcedores, o Internacional, bicampeão de Porto Alegre e do Estado na categoria profissional, visitou esta cidade, tendo festiva recepção por parte do mundo esportivo local que cumulou os visitantes de gentilezas. À tarde de ontem, apesar do mau tempo aqui reinante, um público numeroso compareceu ao estádio veterano, a fim de assistir o embate entre o Internacional x Grêmio Esportivo local. Após longa troca de gentilezas e discursos, o embate foi iniciado sob o apito de Romeu Viola, que cumpriu boa arbitragem. O embate findou empatado em dois tentos, de autoria de Heitor 2, para os locais e Nena e Villalba, para os visitantes. Assim formaram as duas equipes: INTERNACIONAL — Ivo, Nena e Maravilha; Alfeu, Viana e Abigail; Tesourinha, Villalba, Adão, Rebolo e Carlitos. ESPORTIVO — Picoli, Tremera e Luciano; Carlos, Guedes e Toneti; Heitor, Nélson, Podão, Lino e Tomedi. No decorrer do jogo Leônidas substituiu Tesourinha; Ilmo voltou a jogar no lugar de Alfeu e, no Esportivo, Dominguinhos substituiu Tomedi.
Fonte: Jornal do Dia (RS), n. 542, 09 nov. 1948, p. 7. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/098230/4015. Acesso em: 14 mar. 2026.

EMPATOU O INTERNACIONAL
PORTO ALEGRE, 10 (Asapress) — Exibindo na cidade de Bento Gonçalves, com o seu quadro bicampeão estadual completo, o S. C. Internacional não foi além de um empate de 2-2, diante do Esportivo Bento Gonçalves.
Fonte: Diário de Notícias (RJ), n. 7991, 11 nov. 1948, p. 13. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/093718_02/41960. Acesso em: 14 mar. 2026.

23/10/1938 - Amistoso - Esportivo 4 x 4 Internacional

AMISTOSO - ESPORTIVO 4 X 4 INTERNACIONAL
Data: 23/10/1938
Local: Campo do Esportivo - Bento Gonçalves (RS)
Gols: Heitor [2], Batim, Dirceu (E); Filhinho, Acácio, Pirillo e Osvaldo Brandão (I).
ESPORTIVO: Farina; Belmonte e Speroto; Cauduro, Waldemar e Cachoeira; Heitor, Koff, Batim (Dirceu) e Garganta.
INTERNACIONAL: Marcelo; Sady Gontan e Risada (Viana); Osvaldo Brandão, (Nenê) e Levi; Filhinho, Miguel, Pirillo, Castillo e Acácio.

EM BENTO GONÇALVES
Realizou-se, domingo último, na vizinha cidade de Bento Gonçalves, o esperado encontro S. C. Internacional de Porto Alegre x Desportivo Bentogonçalvense.
Após um jogo equilibrado, registrou-se um honroso empate de 4 x 4.
Esse resultado é bem significativo, e atesta, de modo particular, o valor do adversário do Caxias, no próximo Campeonato Estadual, patrocinado pela F. R. G. D.
Fonte: A Época (RS), n. 005, 30 out. 1938, p. 3. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/882089/19. Acesso em: 29 mai. 2025.

Carlão

Card elaborado por Sandro Gomes e Wander de Souza,
com foto ilustrativa restaurada por Gustavo Leal,
disponível na página Cards do Internacional.

CARLÃO
(zagueiro)

Nome completo: Carlos Emanuel de Souza
Data de nascimento: 05/07/1951
Local: Vitória (ES)

Carreira:
1974 Atlético-AC
1975-1977 Esportivo
1977-1978 Internacional
1978-1979 Esportivo
1979 Juventude
1980-1989 São Paulo-RG

Carlão foi um zagueiro firme, decidido e bom nas bolas aéreas. Começou sua carreira no Vitória do Espírito Santo. Após uma rápida passagem pelo Fluminense, atuou no Atlético do Acre em 1974.
Carlão veio para o Rio Grande do Sul em 1975, contratado pelo Esportivo de Bento Gonçalves. Entre 1977 e 1978 defendeu o Internacional. Sua estreia foi em 13/11/1977, Inter 1 x 0 Caxias, foi titular de todos os jogos restantes da temporada. Com o Internacional, foi Campeão do Torneio Viña del Mar, em 1978. Saiu em 1978 para defender novamente o Esportivo.
Após uma rápida passagem pelo Juventude de Caxias do Sul, chegou ao São Paulo de Rio Grande, em 1979, onde disputou o Campeonato Brasileiro e foi campeão da Copa Bento Gonçalves, em 1985, competição com 16 equipes do estado, com a participação da dupla Gre-Nal. Parou de jogar no São Paulo, em 1989.
Como técnico, treinou o próprio São Paulo, e seus rivais Rio Grande e Rio-Grandense. Morava na praia do Cassino, em Rio Grande, onde possuía um brique. Carlão faleceu em 19/06/2010, aos 58 anos, vítima de uma parada cardiorrespiratória, sofrida durante uma partida de futebol em Rio Grande, com a camisa do Cassino Futebol Clube, equipe que presidia.

Texto da página Cards do Internacional, de Sandro Gomes.

ESTATÍSTICAS DE CARLÃO PELO INTERNACIONAL
Estreia
13/11/1977Campeonato Brasileiro 1977 - 1º turnoInternacional 1 x 0 Caxias

Último jogo
25/02/1978Torneio Cidade de Goiânia 1978Goiás 2 x 1 Internacional

Jogos pelo Internacional
CompetiçãoJVEDGols
Campeonato Brasileiro 197784220
Torneio Viña del Mar 197822000
Torneio Cidade de Goiânia 197831020
Total137240

Milton

MILTON
(goleiro)

Nome completo: Milton Ramos Vergara
Data de nascimento: 29/9/1931
Local: Porto Alegre (RS)

Carreira:
1947-1949
Vila Cristal
1950-1951
Internacional
1951
Brasil-PEL
1952-1956
Internacional
1956
Esportivo
1958-1959
Atlético-PR

Como muitos atletas dos anos 40 e 50, o goleiro Milton surgiu na várzea porto-alegrense, no time da Vila Cristal. Veio para o Internacional em 1950, ano em que foi campeão juvenil, mas foi emprestado ao Brasil de Pelotas para adquirir mais experiência.
Ao retornar para Porto Alegre, foi promovido ao time profissional em 1952, com a missão de substituir o emblemático Ivo Winck, que havia adoecido. De última hora, o goleiro Éverton também não pôde jogar. Imediatamente, assumiu a titularidade do time que sucedeu o famoso “Rolo Compressor” dos anos 40, o “Rolinho”.
Uma de suas maiores façanhas é ter ficado mais de 900 minutos sem sofrer gols com a camisa colorada. Foi campeão gaúcho em 1952, 1953 e 1955, e do Torneio Régis Pacheco, disputado na Bahia, sendo convocado à Seleção Gaúcha em 1954. Milton foi o goleiro titular do Gre-Nal de inauguração do estádio Olímpico, em uma acachapance goleada de 6 a 2, estragando a festa do co-irmão.
Teve que abandonar a carreira no final dos anos 50, quando defendia o Atlético Parananense, por causa da instabilidade financeira.
Faleceu no dia 27 de outubro de 2012, em Porto Alegre, vítima de um câncer de pulmão. Na reta final de sua vida, Milton fez parte de eventos consulares do Internacional. O goleiro foi um dos maiores guardiões da camisa nº 1.

Paulo César (1982)

PAULO CÉSAR
(zagueiro)

Nome completo: Paulo César Domingues Maurente
Data de nascimento: 1/2/1959
Local: Bagé (RS)

CARREIRA:
1977-1982
Pelotas
1982-1983
Internacional
1983-1984
Esportivo
1985
Sampaio Corrêa
1985-1986
Esportivo
1986-1987
CSA-AL
1987
XV de Jaú
1988
Goiás
1990-1991
Araçatuba
1991
Pelotas
1991-1992
Araçatuba

O bageense Paulo César começou a carreira no Pelotas em 1977. Curiosamente, enquanto o zagueiro esteve no Pelotas, o clube esteve na elite do futebol gaúcho. Contratado pelo Internacional no início de 1982, Paulo César teve raras oportunidades no time colorado. À sua frente, havia três monstros da defesa: Mauro Galvão, Mauro Pastor e André Luís. Permaneceu no Internacional entre 82 e 83, sendo repassado ao Esportivo.
Depois de duas boas temporadas em Bento Gonçalves, foi emprestado ao Sampaio Corrêa. Retornou ao Esportivo em 85, permanecendo até o ano seguinte. Pelo CSA, ajudou o clube a chegar à 2ª fase do Brasileirão de 86, mas fez uma vexatória campanha em 87.
Depois disso, teve passagens pelo XV de Jaú, Goiás, Araçatuba e Pelotas, com dificuldades de se firmar como titular nas equipes que defendeu. Parou de jogar em 1992, no Araçatuba.

Edinho Bagé

EDINHO BAGÉ
(lateral-direito)

Nome completo: Édson Ricardo Xavier Olmedo
Data de nascimento: 27/12/1972
Local: Bagé (RS)

CARREIRA:
1991-1994 - Bagé
1995 - Internacional
1996 - Esportivo
1996 - Bagé
1997 - São José-RS
1998 - Comercial-SP
1998 - Avaí
1999 - Figueirense
1999 - Bagé
2000-2001 - São José-RS
2001 - Juventude
2002-2004 - América-RN
2004 - 15 de Novembro
2004 - América-RN
2005 - Botafogo-PB
2006 - Guarani-VA
2006-2008 - Guarany-BG
2010-2011 - Guarany-BG

*Agradecemos à esposa de Edinho, Patrícia da Silva Alano, pela imagem e pelas informações cedidas.

Edinho Bagé é um jogador que pode ser considerado um "rei do acesso". Ao longo de sua carreira, o lateral-direito conquistou vários títulos de divisões intermediárias no sul do país. Bom apoiador, se diferenciava por ter um chute potente e certeiro.

No início da carreira, ajudou o Bagé a se sagrar vice-campeão da Segundona Gaúcha em 1993. Embora a campanha do Bagé fosse ruim em 94, Edinho foi um dos grandes destaques do time, chamando a atenção do Internacional.

A passagem de Edinho pelo Internacional é detalhada pela esposa do jogador, em entrevista feita pelo facebook:
"Edinho chegou ao internacional em 1995, vindo de Bagé após anos sem contratar um jogador do interior. Logo no primeiro coletivo, ganhou a titularidade com Cláudio Duarte, mas teve sua passagem atrapalhada no clube por uma suspensão de 120 dias, decorrente do time do Bagé. O jurídico do Inter bem que tentou mas não conseguiu transformar a pena em multa, pois não haviam imagens do jogo onde o atleta disse ter sido acusado injustamente e confundido com colega. Só veio saber da súmula onde foi citado quando já havia sido contratado pelo Inter, que ameaçou rescindir seu contrato. O interesse do rival grêmio pela sua contratação foi o que bastou para o Inter permanecer mesmo assim com o atleta, só treinando nesse período de 120 dias, voltando ao time até final da temporada".
Defendendo o Avaí, conquistou a Série C do Campeonato Brasileiro em 1998. Edinho é considerado pela torcida avaiana um dos destaques daquele time. No entanto, virou a casaca e foi para o rival Figueirense em 1999, onde se sagrou campeão catarinense.

No Zequinha, novamente, jogou ao lado de César Silva, seu companheiro dos tempos de Internacional e Avaí. No segundo semestre de 2001, o jogador defendeu o Juventude no Campeonato Brasileiro.

Participou da grande campanha do 15 de Novembro na Copa do Brasil de 2004, sob o comando do técnico Mano Menezes. Campeão da Segundona Gaúcha em 2006, pelo Guarany-BG. Ainda pelo Guarany, assumiu o comando técnico em 2008 como interino. Pendurou as chuteiras em 2011.

Paulinho Wissmann

PAULINHO WISSMANN
(lateral-esquerdo)

Nome completo: Paulo Roberto Vontobel Wissmann
Data de nascimento: 21/9/1962
Local: Ijuí (RS)

CARREIRA:
1983-1984 - Cruzeiro-RS
1985 - Caxias
1985-1986 - São José-RS
1987 - Caxias
1987 - Internacional
1988 - Caxias
1989 - Esportivo
1989 - Avaí
1990 - Pelotas
1991 - São José-RS

*Um agradecimento especial ao Paulinho pelas informações cedidas via Facebook.

Paulinho foi um lateral-esquerdo que defendeu o Internacional na Copa União de 1987, quando o Internacional chegou à final contra o poderoso Flamengo de Leandro, Zico, Bebeto e cia.

Começou na escolinha de futebol do Gaúcho de Ijuí e se profissionalizou no Cruzeiro-RS em 1983, permanecendo no clube até o ano seguinte. Sua primeira passagem pelo Caxias foi em 1985. No mesmo ano, voltou a Porto Alegre, para jogar pelo São José.

Depois de um bom primeiro semestre jogando no Caxias, terminando o estadual na 4ª colocação, foi contratado para a disputa da Copa União, a pedido do técnico Ênio Andrade. Paulinho assumiu a titularidade na reta final do Campeonato Brasileiro. Teve boas atuações, sendo um dos jogadores mais regulares do Internacional na competição.

Retornou ao Caxias em 88, sendo campeão do primeiro turno do estadual e convocado para a Seleção Gaúcha na disputa do Campeonato Brasileiro de Seleções. A Seleção Gaúcha era formada apenas por jogadores que defendiam times do interior do estado.

Em 1989, jogou no Esportivo ao lado de Tite (o próprio) e disputou a Série B pelo Avaí. Ainda passou por Pelotas e retornou ao São José para encerrar a carreira, em 1991. Atualmente, Paulinho trabalha no desenvolvimento de jovens atletas em Ijuí, sua terra natal.

Itamar

ITAMAR
(atacante)

Nome completo: Itamar Strapasson
Data de nascimento: 26/3/1974
Local: Erechim (RS)

Carreira:
1994-1996
Internacional
1996
Santa Cruz
1997
Araçatuba
1997
União São João
1998
América-SP
1999
Ypiranga-RS
1999
Esportivo
2000
Canoas
2000
Volta Redonda
2001
São José-RS

Atacante "gringo" é tradição no futebol gaúcho. Aqueles estilo varzeano, que joga valendo a vida, com baixo nível técnico, mas esbanjando muita raça. Assim era Itamar, um jovem atacante promovido aos profissionais do Internacional em 1994. Antes de jogar nos juniores do Inter, jogou nas categorias de base do Ypiranga, de Erechim.
Itamar não teve muitas oportunidades no time principal e não tinha muito prestígio com os treinadores, que preferiam Leandro, Aílton e Zé Alcino. Esteve no Inter até o final de 96. Em 1997 foi para o Araçatuba, junto com o lateral-esquerdo Cleomir, que voltava de empréstimo. No mesmo ano, Itamar disputou o Brasileirão pelo União São João, que terminou rebaixado.
Itamar passou por América-SP, São José-RS, Ypiranga-RS, Esportivo e Canoas. Encerrou a carreira profissional no Zequinha, em 2001.

Alex Bach

ALEX BACH
(zagueiro)

Nome completo: Alex Fabiano dos Santos Bach
Data de nascimento: 2/1/1974
Local: Taquara (RS)

CARREIRA:
1994-1996 - Internacional
1997 - Esportivo
1997 - Marítimo-POR
1998 - Atlético-PR
1998-1999 - Marítimo-POR
1999-2000 - Camacha-POR
2001 - Juventude-MT
2001-2002 - Passo Fundo
2002 - Botafogo-SP
2003 - Luzern-SUI
2003 - São José-RS
2004 - Sapiranga
2005 - Passo Fundo
2005 - Chapecoense
2006 - Santo Ângelo
2007 - Guarani-VA
2008 - Porto Alegre


Promovido aos profissionais do Internacional em 1994, Alex Bach era um temor, mas para a própria torcida do Internacional. Alex era um zagueiro típico de Gauchão: muito sarrafo e pixotada pra pouca técnica.



Lançado por Antônio Lopes, Alex Bach teve um bom começo de carreira, fazendo bons jogos no Gauchão. Ganhou mais confiança após a eliminação colorada na Copa do Brasil para o Ceará, quando várias críticas caíram sobre a defesa.

Porém, no Brasileirão, vieram as críticas. O Inter vinha de uma boa sequência invicta, até um jogo diante do Vasco no Maracanã. O jogo terminou 5 a 2 para os cruzmaltinos, com muitas falhas da zaga. A gota d'água foi um gol contra de Alex Bach. Adílson Pinto retornou ao time e Alex não teve mais oportunidades no Inter.

Depois de passar dois anos com raríssimas chances no grupo principal, Alex Bach foi vendido ao Marítimo-POR em 1997, após disputar o Gauchão pelo Esportivo. Em Portugal, recebeu muitas críticas por falhas na bola aérea e de posicionamento.

Foi emprestado ao Atlético-PR, onde ficou apenas seis meses, retornando ao futebol português no segundo semestre de 1998. Seguiu jogando por empréstimo, mas pelo Camacha. Não deu certo no exterior.

Voltou ao Brasil para defender o Juventude-MT, onde fez história no time que goleou o Fluminense por 4 a 1, em Primavera do Leste, pela Copa do Brasil. Entretanto, o Juventude foi eliminado ao levar 3 a 0 no Maracanã.

Passou ainda por Passo Fundo, Botafogo-SP, Luzern-SUI, São José-RS, Sapiranga, Chapecoense, Guarani-VA e, seu último clube, o Porto Alegre.

Arílson

ARÍLSON
(meia)

Nome completo: Arílson Gilberto da Costa
Data de nascimento: 11/6/1973
Local: Bento Gonçalves (RS)

CARREIRA:
1990-1993 - Esportivo
1994-1995 - Grêmio
1996 - Kaiserslautern-ALE
1996-1997 - Internacional
1998 - Palmeiras
1999 - Grêmio
2000 - Real Valladolid-ESP
2000 - América-MG
2000-2001 - Universidad de Chile-CHI
2002 - 15 de Novembro
2002 - Portuguesa
2002-2003 - Avaí
2003-2004 - Al-Ittifaq-SAU
2004 - Santa Fé-COL
2004 - Grêmio
2005 - Farroupilha
2005 - América-RN
2006 - Sampaio Corrêa
2007 - Glória
2007 - Imbituba-SC
2008 - São Luiz-RS
2008 - Itinga-MA
2009 - 14 de Julho-LIV
2011 - Imbituba-SC


Craques polêmicos são uma incógnita. Geralmente, com atitudes inusitadas, até mesmo quando sua fase no clube é boa. Arílson era explosivo dentro e fora de campo.



Arílson, meia-esquerda habilidoso e de força, chegou à Porto Alegre em 1994, após se destacar nas categorias de base do Esportivo. Foi um dos destaques do Grêmio multicampeão nos anos 90. Pelo tricolor, jogou até 1995.


Chegou à Seleção de Zagallo, mas após fugir da concentração durante o Pré-Oímpico, atrapalharam sua relação com o Velho Lobo. Arílson foi banido da Seleção Brasileira pelo presidente Ricardo Teixeira.

Na Alemanha, pelo Kaiserslautern, teve problemas também com o técnico Andreas Brehme. Segundo o meia, o restante do elenco tinha inveja do salário que recebia. Seis meses depois, foi dispensado do clube alemão.

A volta de Arílson ao Brasil causou alvoroço. Em menos de meio ano, trocou o Grêmio pelo Internacional. O meio-campo vestiu a camisa colorada com determinação. Mesmo o Internacional tendo fracassado na temporada, Arílson se dedicou como poucos naquele grupo.

Em 1997, teve sua melhor temporada no Internacional. Ajudou o Inter a quebrar o jejum de dois anos sem vencer o Gauchão. No Brasileirão, conduziu o Inter à fase semifinal. Em sua passagem pelo Beira-Rio, ficou marcado pela dupla infernal com seu grande amigo Fabiano.

Tudo indicava que seria vendido ao futebol francês, mas lesões no final de 97 atrapalharam as transações. No ano de 1998 foi para o Palmeiras, de Felipão, onde ajudou a conquistar a primeira edição da Copa Mercosul.

Retornou ao Grêmio em 1999, mas acabou sendo ofuscado pela revelação Ronaldinho. Apesar da conquista do Gauchão e da Copa Sul, o ano do tricolor foi irregular. Acabou dispensado no final da temporada. Também esteve no Grêmio que foi rebaixado em 2004 à Série B, mesmo tendo boas atuações.

Peregrinou por Minas Gerais, São Paulo, Arábia Saudita, interior do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, Colômbia, Chile e Nordeste. Ao longo da carreira, enfrentou problemas com alcoolismo e com a justiça. Mas que era um bom jogador, isso é inegável.

César Silva

CÉSAR SILVA
(goleiro)

Nome completo: César Tadeu da Silva
Data de nascimento: 22/2/1966
Local: Porto Alegre (RS)

CARREIRA:
1986-1989 - Internacional
1989-1990 - Mogi Mirim
1991 - Internacional
1992-1993 - Esportivo
1993 - Paysandu
1994 - Cerro Porteño
1994-1995 - Internacional
1996-1997 - Rio Branco-SP
1998-2000 - Avaí
2001-2002 - São José-RS


Muitos jogadores que não deram certo no Internacional se deram muito bem em outros clubes. Pode ser que haja sorte em outros lugares quando a esperança se acaba em casa.

César Silva subiu para os profissionais do Internacional aos 20 anos, em 1986. Sem chances no gol, que tinha Taffarel e Ademir Maria, foi por empréstimo ao Mogi Mirim. Jogou no time que antecedeu o famoso Carrossel Caipira.

Retornou ao Internacional em 1991 e, novamente, não tinha espaço. Dessa vez, o Inter tinha Gato Fernandez, Ademir Maria e Maizena. Passou por Esportivo-RS e Paysandu, sem destaque e com atuações nada convincentes.

Em 1994 foi para o Cerro Porteño, também por empréstimo. Começou o ano como titular, disputando a Libertadores. Ao seu lado, Arce, Gamarra, Enciso e Lima defendiam o clube paraguaio. Após falhas decisivas e uma derrota contra o Olimpia por 3 a 1, César foi dispensado e voltou ao Internacional. Chegou a tempo de conquistar o Gauchão, mas como reserva.

No ano de 95, começou a temporada como titular, tendo André à sua sombra. Entretando, falhas em um jogo contra o Juventude, em que o Inter perdeu de 5 a 1 no Alfredo Jaconi, colocaram a trajetória do goleiro em xeque. A confirmação veio em uma grave lesão no Gauchão. César ficou o segundo semestre todo na geladeira. Até lá, o Inter já contava com o argentino Goycochea.
Depois de dois anos no Rio Branco-SP, César Silva foi contratado pelo Avaí, onde se tornou um dos maiores ídolos da história do clube. Em seu primeiro ano, conquistou a Série C do Brasileirão. Ainda se tornou o maior goleiro-artilheiro do clube com 9 gols em seus 3 anos. O goleiro, de personalidade forte, se destacava pelas suas atuações em clássicos contra o Figueirense. Jamais perdeu: 5 vitórias e 6 empates. Antes de encerrar a carreira, jogou pelo São José, de 2001 a 2002.