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24/02/1996 - Campeonato Gaúcho 1996 - 1ª fase - Brasil-FA 0 x 2 Internacional

CAMPEONATO GAÚCHO 1996 - 1ª FASE - BRASIL-FA 0 X 2 INTERNACIONAL
Data: 24/02/1996
Local: Sessinzão - Cidreira (RS)
Público: 3.635 pagantes.
Renda: R$ 19.074,00
Juiz: César Pastro
Cartões: Célio Lino (B); Fabinho e Ânderson Luiz (I).
Expulsão: Celso Vieira (B).
Gols: Yan 12’/2 (I); Carlos Alberto 45’/2 (I).
BRASIL-FA: Preto; Célio Lino, Cristiano, Ariomar e Barbosa; Aílton (Rogério Barcellos), Celso Vieira e Jorge; Veneza, Marquinhos (Carazinho) e Paulo Henrique. Técnico: Casemiro Mior.
INTERNACIONAL: Goycochea; Gamarra, Argel e Ânderson Luiz; Ronaldo (César Prates), Élson, Yan (Luís Fernando Souza), Fabinho e Silvan; Carlos Alberto e Itamar. Técnico: Pedro Rocha.

Élson reencontra seus ex-colegas,
emprestados ao Brasil-FA, no Sessinzão.
Fonte: Pioneiro

Paulo Santos

PAULO SANTOS
(atacante)

Nome completo: Paulo Santos
Data de nascimento: 14/4/1960
Local: Porto Alegre (RS)

CARREIRA:
1981
Internacional
1982-1983
Criciúma
1983-1985
Internacional
1986
Ferroviária-SP
1987
América-RJ
1988-1989
Glória
1990
Marcílio Dias
1991
Passo Fundo
1992
Caxias
1992
Brasil-FA
1993-1994
Palmeirense-RS
1998
Cruzeiro-RS

Oriundo das categorias de base do Internacional, Paulo Santos surgiu como uma forte promessa na ponta-direita, sendo uma das apostas do técnico Mário Juliato, entusiasta do seu futebol rápido e objetivo. Paulo é irmão do ex-gremista Beto, que defendeu o tricolor na década de 60, mas jogou a carreira fora aos 27 anos, por problemas com álcool.

O técnico Mário Juliato foi demitido no primeiro semestre de 1981 e o atacante acabou sendo emprestado no final de 1981. Depois de duas temporadas em Santa Catarina, retornou ao Beira-Rio sob muita desconfiança, ainda mais pela expectativa criada acerca de seu futebol.

Mas em seu retorno, Paulo voltou a adquirir confiança com os títulos estaduais de 83 e 84, a Copa Kirin de 84 e a participação nas Olimpíadas de Los Angeles, integrando a memorável SeleInter. Entretanto, não conseguiu dar continuidade às boas atuações e foi repassado à Ferroviária de Araraquara.

Depois de passar pelo Rio de Janeiro, voltou a atuar no futebol gaúcho. Defendeu Glória de Vacaria, Passo Fundo, Caxias, Brasil de Farroupilha, Palmeirense e Cruzeiro de Porto Alegre, além do Marcílio Dias-SC. Encerrou a carreira aos 38 anos.

Ricardo Rambo

RICARDO RAMBO
(lateral-direito)

Nome completo: José Ricardo Rambo
Data de nascimento: 17/8/1971
Local: São Leopoldo (RS)

Carreira:
1989-1992
Novo Hamburgo
1993-1994
Internacional
1995
Brasil-FA
1995
15 de Novembro
1996
Atlético Sorocaba
1997-1998
Náutico
1998-1999
South China-HKG
1999-2001
Sun Hei-HKG
2001-2002
Sagesse-LBN
2003-2005
Buler Rangers-HKG
2005-2007
Happy Valley-HKG

Para relembrar desse zagueiro, é preciso voltar há 21 anos atrás. Somente os mais antigos colorados conseguirão ter uma memória imediata do zagueiro Ricardo Rambo. Não é apelido, o nome dele é esse mesmo.
Ricardo Rambo iniciou a carreira no Novo Hamburgo, em 1989. Pelo Noia, o zagueiro jogou até 92. No início de 1993, foi transferido para o Santos, onde ficou por 3 meses, apenas treinando. Retornou ao Brasil para jogar no Internacional.
Chegou no Beira-Rio, mas não teve muito espaço no grupo profissional comandado por Falcão e, posteriormente, por Antônio Lopes. A concorrência era forte e nem sequer pegava banco. Já em 1994, teve mais oportunidades no chamado "rolinho", uma espécie de Inter B, treinado por Casemiro Mior. Fez parte do time campeão gaúcho.
No ano seguinte, jogou no 15 de Novembro e no Brasil de Farroupilha. Em 1996, foi para o Atlético de Sorocaba. Pelo Náutico, onde jogou em 1997 e 1998, viveu uma boa fase dentro de campo, quando quase classificou o clube pernambucano à Série A do Brasileirão. Acabou em 3º lugar, atrás de América-MG e Ponte Preta. Lá, foi capitão da equipe, mas problemas com salários atrasados pesaram na decisão de deixar o clube.
A proposta de Hong Kong foi mais forte do que seu apêgo à cidade de Recife. No futebol honconguês, Ricardo Rambo é ídolo e referência. Jogou pelo South China, Sun Hei, Sagesse (do Líbano), Buler Rangers e Happy Valley.

Celso Vieira

CELSO VIEIRA
(lateral-esquerdo)

Nome completo: Celso Vieira
Data de nascimento: 25/9/1974
Local: Porto Alegre (RS)

Carreira:

1994-1995
Internacional
1996
Brasil-FA
1997-1999
Internacional
1999
Portuguesa
1999
Ituano
2000
Portuguesa
2001
Vegalta Sendai-JAP
2002
Cerro Porteño
2004
Guarani-VA
2005
Porto Alegre
2006
Cruzeiro-RS
2006
Sampaio Corrêa


Celso Vieira é cria da base do Inter nos anos 90. Lateral-esquerdo de boa qualidade, teve a carreira comprometida com uma grave lesão. Mas não largou a bola e seguiu adiante. A Colorados Anônimos registra aqui uma breve entrevista, feita pelo facebook com o próprio Celso Vieira:


Colorados Anônimos: - Celso, em que período tu jogaste no Inter? E em quais outros clubes tu jogaste?
Celso Vieira: - Joguei de 94 até 99, sendo emprestado ao Brasil de Farroupilha e Ituano. Depois, Portuguesa, Vegalta Sendai-JAP, Cerro Porteño-PAR, Guarani-VA, Cruzeiro-PoA, e Porto Alegre (time do Ronaldinho), Sampaio Corrêa.

CA: - Tens alguma atuação que tu destacaria pelo Internacional?
CV: - Um jogo do Brasileirão de 1997 contra o Goiás, em que estava assumindo a titularidade da lateral esquerda. Ganhamos por 3 x 1 e fiz um gol. Três jogos depois, quebrei a perna contra o Paraná Clube, em Curitiba (em uma dividia com Reginaldo que, no ano seguinte, seria contratado pelo Inter).

CA: - E quais os motivos que te levaram a deixar o Colorado?
CV: - Estava de titular no ano de 1999, no início, mas a equipe estava mal. Perdemos dois jogos, e eu e o Denílson, laterais esquerdo e direito, fomos trocados com dois laterais da Portuguesa.

CA: - Muito obrigado, Celso! Quer deixar um recado pra coloradagem que curte a página?
CV: - Independente da fase que o time se encontra, ser colorado é ter paixão pelo clube.

Preto

PRETO
(goleiro)

Nome completo: Daniel Laerte Lahm
Data de nascimento: 11/4/1973
Local: Taquara (RS)

CARREIRA:
1993-1994 - Internacional
1995-1996 - Brasil-FA
1996-2000 - Internacional

Todo bom time começa com um bom goleiro. Não era o caso do nosso Colorado nos fatídicos anos 90, onde o co-irmão erguia canecos como se não houvesse amanhã, e nós, colorados, ficávamos cada vez mais viúvos do alemão André Döring.

Preto estava para os goleiros titulares do Inter assim como Roger Noronha estava para Rogério Ceni. Profissional desde 1993, amargou as reservas de Sérgio Guedes, César Silva e André. No intervalo de 95 e 96, Preto foi emprestado ao Brasil de Farroupilha junto com o lateral Celso Vieira e o atacante Paulo Henrique.

Até o ano de 1999, onde teve as primeiras oportunidades como titular. Quando a titularidade parecia absoluta para Preto, uma fratura no dedo anelar contra o Brasil de Farroupilha, no Gauchão, foi determinante para que ele perdesse de vez seu posto de camisa 1 colorado para João Gabriel.

Se raramente pudemos vê-lo nas fichas de jogos de jornais, Guias do Brasileirão e o álbum de figurinhas do Brasileirão 99 imortalizaram nosso eterno camisa 22.  O goleiro recebeu o título de Colorado Benemérito de Taquara em 2014.