Torneio Viña del Mar 1978

Internacional buscava a reabilitação após o decepcionante ano de 1977. Com a hegemonia de oito títulos estaduais consecutivos quebrada, uma campanha mediana no Campeonato Brasileiro e sem contar com o mítico zagueiro Elias Figueroa, o Colorado precisava se reerguer, conquistar a confiança da torcida e restaurar o ânimo do grupo. A pré-temporada de 78 iniciou com o Torneio Viña del Mar.


Disputado no tradicional estádio Sausalito, a primeira edição do torneio foi em 76, vencido pelo Fluminense. O Internacional queria trazer o caneco novamente para o Brasil em 1978. Os adversários colorados foram os anfitriões Everton-CHI e o Colo Colo-CHI. Com duas vitórias, o Internacional se tornou campeão e trouxe a taça para Porto Alegre.


No primeiro jogo do triangular, Internacional e Colo Colo se enfrentaram e os gaúchos venceram a partida por 2 a 1. Severino Vasconcelos e Alcione garantiram a vitória colorada.


FICHA PARCIAL DO JOGO
AMISTOSO 1978 - TORNEIO VIÑA DEL MAR
COLO COLO-CHI 1 X 2 INTERNACIONAL
Data: 11/02/1978
Local: Estádio Sausalito (Viña del Mar/CHI)
Gols: Orellana 26'/1 (CC); Vasconcelos 14'/2 (I) e Alcione 41'/2 (I).


Precisando de uma vitória simples, o Internacional jogou com o time da casa com a casa cheia. O resultado simples de 1 a 0 deu o título para o Colorado. Pela primeira vez, o Internacional conquistava um torneio no Chile. Luizinho Lemos foi o autor do gol do título.


FICHA PARCIAL DO JOGO
AMISTOSO 1978 - TORNEIO VIÑA DEL MAR
EVERTON 0 X 1 INTERNACIONAL
Data: 11/02/1978
Local: Estádio Sausalito (Viña del Mar/CHI)
Árbitro: Juan Silvagno (CHI)
Gols: Luizinho Lemos 6'/1

Sérgio Márcio

SÉRGIO MÁRCIO
(zagueiro)


Nome completo: Sérgio Márcio Inocêncio
Data de nascimento: 17/7/1962
Local: Campinas (SP)

CARREIRA:
1982 - São Paulo
1982-1985 - Araçatuba
1986-1989 - Avaí
1990-1991 - Figueirense
1991 - Campo Mourão-PR
1992-1993 - São Luiz-IJ
1993 - Lajeadense
1993 - Internacional
1994 - Guarani-VA
1995 - ABC-RN
1996-1997 - Brasil-PEL


Sérgio Márcio começou a carreira no São Paulo, em 1982. No ano seguinte foi emprestado ao Araçatuba, mas sua trajetória profissional foi consolidada no sul do país.

O zagueiro é considerado um dos grandes heróis da conquista do título catarinense de 88, defendendo o Avaí. No jogo de maior público da história da Ressacada, o Avaí levantou o caneco depois de 13 anos de jejum. O técnico avaiano era o uruguaio Jorge Fossati.

Depois de passar pelo Avaí, defendeu Campo Mourão-PR e Figueirense, até trocar Santa Catarina pelo Rio Grande do Sul. Jogou no São Luiz de Ijuí em 1992 e 1993, e foi para o Lajeadense ainda em 93. Após uma boa apresentação no Gauchão daquele ano, foi contratado para reforçar o Internacional no Campeonato Brasileiro.

O time do Internacional era um emaranhado de reforços vindos "de balaio" e, com a campanha ruim no campeonato, Sérgio Márcio acabou sobrando, assim como mais da metade do elenco colorado.

Voltou ao interior em 1994 para jogar no Guarani de Venâncio Aires. No ano seguinte, rumou ao Rio Grande do Norte, onde se sagrou campeão potiguar pelo ABC.

Seu último clube foi o Brasil de Pelotas, onde ficou em 96 e 97. Jogou no Xavante ao lado de outros ex-jogadores do Internacional, como o zagueiro Zózimo e o atacante Lima.

América-MG 1 x 1 Internacional (Copa Sul-Minas 2000)

Três minutos. Esse foi o tempo em que o Internacional esteve classificado para a segunda fase da Copa Sul-Minas de 2000. A eliminação para o América-MG, não surpreendeu nenhum torcedor colorado na época, que via o time em frangalhos e como uma grande incógnita depois de uma temporada melancólica, como foi 1999.

Foto: Correio do Povo
Depois da Copa Sul de 1999, times de Minas Gerais foram inclusos na  competição a partir de 2000, formando a primeira Copa Sul-Minas. No  grupo do Internacional, Avaí, Atlético-PR e América-MG. Na última  rodada, o Colorado dependia de si e de resultados paralelos para se classificar.
O América-MG também dependia de uma vitória para se classificar. A esperança dos mineiros era depositada em Zé Afonso, dispensado pelo Grêmio no final do ano anterior. O Internacional era liderado por Dunga, herói colorado na fuga do rebaixamento do Brasileiro de 99.
Ambos os times começaram a partida cautelosamente, brigando pela bola no meio-de-campo, sem ousadia e criatividade. Já na segunda etapa, Lúcio abriu o placar após o bate-rebate em uma cobrança de escanteio. A alegria colorada aumentou quando o Grêmio Maringá empatou a partida contra o Coritiba.
Como visto muitas vezes, o Internacional se acomodou com o resultado e recuou o time. Depois de pressionar o Inter durante quase todo o segundo tempo, o América empatou a partida aos 42 minutos. O Internacional protagonizou mais uma decepção ao seu torcedor, enquanto o do América festejava a classificação.

FICHA DO JOGO
COPA SUL-MINAS 2000
PRIMEIRA FASE
AMÉRICA-MG 1 X 1 INTERNACIONAL
Data: 13/02/2000
Local: Independência (Belo Horizonte/MG)
Árbitro: Evandro Roman (PR)
Gols: Lúcio 6'/2 (I); Zé Afonso 42'/2 (A)
AMÉRICA-MG: Milagres; Estêvam (Tucho), Dênis, Wellington Paulo e Fabrício; Edgar, Pintado e Ruy; Rinaldo, Palhinha (Álvaro) e Welington Amorim (Zé Afonso). Técnico: Flávio Lopes.
INTERNACIONAL: João Gabriel; Lúcio, Ronaldo e Espínola; Denílson, Enciso, Dunga (Paulo César), Juca (Claiton) e Elivélton; Fabiano (Marcelo Scott) e Rodrigão. Técnico: Zé Mário.

Veja os melhores/piores momentos da partida.

Internacional 2 x 1 Grêmio (Campeonato Brasileiro de 1988)

Verão de 1989. Época de carnaval, calor e folia. Para uns, muito trabalho. Para outros, tempos de zoeira. Nílson e Maurício decidiram misturar folia com trabalho às vésperas do Gre-Nal mais decisivo e importante da história do clássico, pulando o carnaval em Tramandaí. Abel Braga ficou possesso com a repercussão e a pressão sobre eles aumentou, para nossa sorte...

Foto: Fernando Gomes/Agência RBS


O Campeonato Brasileiro de 1988 se arrastou até o início do ano seguinte, tendo a fase final iniciada em janeiro de 89. O Cruzeiro padecia diante do Colorado mais uma vez na história do Brasileirão, depois de 75 e 79. Na outra chave, o Grêmio eliminara o Flamengo, com a raiva acumulada desde 1982.

Quis o destino que Grêmio e Internacional fizessem a semifinal de um Brasileirão, valendo vaga na Libertadores da América. O Internacional contava com a segurança de Taffarel, uma zaga sólida, um meio-campo criativo e um ataque avassalador, tendo o artilheiro do campeonato, Nílson, à frente. De quebra, o Inter terminou a primeira fase com a melhor campanha.

O Grêmio ostentava um timaço treinado pelo querido e cerebral Rubens Minelli. Tachado pela imprensa de "Grêmio-Show", com Mazarópi, Alfinete, Luiz Eduardo, Cristóvão, Jorginho e Cuca, o tricolor assegurava uma hegemonia no Rio Grande do Sul, sendo tricampeão gaúcho nos anos de 85 a 87.

Cenário perfeito para um Gre-Nal decisivo: calor, casa cheia, ânimos acirrados e timaços em campo. Beira-Rio espumando, um verdadeiro inferno, na expectativa da classificação colorada. O jogo de ida terminou em 0 a 0 no Olímpico. 

A festa instalada no Beira-Rio começou a esfriar com o primeiro gol do Grêmio. Um chute de Marcos Vinícius inaugurou o placar. O nervosismo aumentou com a expulsão de Casemiro, após atingir violentamente o zagueiro gremista Trasante. A partir daí, o Grêmio veio para cima do Internacional com a força de uma locomotiva, mandando bolas na trave e falhando seguidamente nas conclusões.

No intervalo, o técnico Abel Braga surtou no vestiário, chutando paredes, armário e esbravejando com os jogadores do seu grupo. Enquanto isso, há quem diga que dirigentes gremistas festejavam a vitória antecipadamente com champagne. Mas se há algo que o futebol ensina ao ser humano, é que a vitória só se festeja depois do apito final.

Em campo, o Internacional voltou com outro ânimo. Incrivelmente, Abel Braga sacrificou o volante Leomir, colocando Diego Aguirre em campo e recuando Norberto para a lateral-esquerda. Com dez jogadores no gramado e a faca entre os dentes, o Colorado foi pra dentro dos tricolores e, como sempre, o Gre-Nal ganhou ares de guerra campal.

Aos 16 minutos, o Beira-Rio veio abaixo. Edu Lima sofreu a falta no canto esquerdo de ataque, após uma chegada mais forte de Alfinete. Edu cobrou exatamente onde estava o centroavante Nílson, que subiu, parou no ar e, como Dario Maravilha, mandou pro fundo da rede do goleiro Mazarópi, um típico fanfarrão, que assistiu perplexo o arremate de cabeça.

Com a torcida enlouquecida, o Internacional passou a pressionar o Grêmio no seu campo de defesa. Os jogadores tricolores batiam cabeça, enquanto Edu, Nílson e Maurício os infernizavam com toque de bola e jogadas perigosas. E, finalmente, a virada veio em mais um gol de Nílson. Depois de um drible de corpo de Maurício sobre Aírton e Bonamigo, o ponta-direita chutou cruzado (ou cruzou chutado) e Nílson escorou pro fundo do gol, aos 26 minutos do segundo tempo.

Nílson dava tchau para a torcida visitante; Maurício fazia aviãozinho ao ser substituído; Abel fumava um cigarro atrás do outro pra conter o nervosismo; a defesa colorada mostrava imponência e frieza; Luís Carlos Martins envolvia o adversário, seu ex-clube, com um toque de bola refinado... O Grêmio de Cristóvão e Cuca estava virado em frangalhos. O tricolor parecia refrigerante de 3 litros: perdeu o gás na metade.

O Gre-Nal do Século tinha dono: o Internacional, finalista do Campeonato Brasileiro e representante brasileiro na Libertadores de 1989.

FICHA DO JOGO
CAMPEONATO BRASILEIRO 1988
SEMIFINAL - VOLTA
INTERNACIONAL 2 X 1 GRÊMIO
Data: 12/02/1989
Local: Beira-Rio (Porto Alegre)
Público: 78.083
Renda: NCz$ 58.944,00
Árbitro: Arnaldo Cezar Coelho (RJ), auxiliado por Aloísio Viug (SP) e Dilermando Sampaio (SP).
Cartões amarelos: Aírton e Trasante (G).
Expulsão: Casemiro (I).
Gols: Marcos Vinícius 25'/1 (G); Nílson 16'/2 (I); Nílson 26'/2.
INTERNACIONAL: Taffarel; Luís Carlos Winck, Nenê, Aguirregaray e Casemiro; Norberto, Leomir (Diego Aguirre) e Luís Carlos Martins; Maurício (Norton), Nílson e Edu Lima. Técnico: Abel Braga.
GRÊMIO: Mazarópi; Alfinete, Trasante, Luiz Eduardo e Aírton; Bonamigo, Cristóvão e Cuca; Jorginho, Marcos Vinícius e Jorge Veras. Rubens Minelli.

Assista o jogo completo e lembre esse momento glorioso de nossa história:

Amistosos internacionais do dia 11 de fevereiro

O dia 11 de fevereiro é marcado por três amistosos realizados pelo Internacional nas décadas de 50 e 70: Estrela Vermelha, da antiga Iugoslávia; CSKA Sofia, da Bulgária; e Colo Colo, do Chile.


O Estrela Vermelha era a base da seleção iugoslava. Parte do time titular disputou a Copa do Mundo de 1950, no Brasil. Curiosamente, a Iugoslávia jogou em Porto Alegre, nos Eucaliptos, jogo em que resultou em uma sonora goleada por 4 x 1 contra o selecionado mexicano.

O amistoso realizado contra o Internacional aconteceu durante uma excursão do time iugoslavo no Brasil. Além do Inter, o Estrela Vermelha enfrentou Grêmio e Flamengo durante sua passagem pelo nosso país, amado pelos sérvios.

FICHA PARCIAL DO JOGO
AMISTOSO 1955
INTERNACIONAL 4 X 2 ESTRELA VERMELHA-IUG
Data: 11/02/1955
Local: Eucaliptos (Porto Alegre/RS)
Gols do Internacional: Bodinho (3) e Larry


Na década de 70, o CSKA Sofia, clube do Exército Búlgaro, começava a se erguer no cenário europeu, figurando entre os grandes times do continente em competições como a Recopa Europeia e a Copa Europeia (a atual Champions League). O time também serviu de base para a seleção búlgara.

Em 1971, o Inter enfrentou o CSKA Sofia no Torneio Internacional de Verão, um certame amistoso realizado no verão porto-alegrense. O torneio disputado entre Internacional, Grêmio, CSKA Sofia-BUL e Rapid Viena se deu em um quadrangular, vencido pelo tricolor gaúcho. 

FICHA DO JOGO
AMISTOSO 1971 - TORNEIO INTERNACIONAL DE PORTO ALEGRE
INTERNACIONAL 3 X 0 CSKA SOFIA-BUL
Data: 11/02/1971
Local: Estádio Beira-Rio (Porto Alegre/RS)
Renda: Cr$ 82.468,00
Juiz: Agomar Marins
Expulsão: Penev aos 80'
Gols: Valdomiro 1’/1, Claudiomiro 7’/1 e Claudiomiro 28'/1.
INTERNACIONAL: Valdir (Schneider); Jorge Andrade, Pontes, Valmir (Hermínio) e Vacaria (Edson Scott); Carbone, Tovar e Dorinho (Mosquito); Valdomiro, Didi (Pauo César), Claudiomiro (Rubem)
Técnico: Daltro Menezes
CSKA SOFIA-BUL: Yorganov (Philipov); Kiril Stasnkov, Kolev, Penev e Gagalenov (Jankov); Denev e Yakimov; Atanasov (Boris Stankov) (Dantchev),  Nicodimov; Jekov e Marachilev (Trankov).



O Colo Colo enfrentava uma fase de vacas magras nos anos 70. Longe daquele time finalista da Libertadores de 1973, "El Cacique" se encontrava no ostracismo do futebol chileno. Com sete anos sem levantar uma taça, o tradicional Colo Colo buscava uma reformulação em seu futebol.

No verão de 1978, o Colo Colo e Internacional foram convidados pelo Everton-CHI para a disputa do Torneio Viña del Mar, pequeno campeonato realizado no verão chileno. Depois do Fluminense em 76, o Internacional foi o segundo campeão do torneio, ao vencer as duas partidas no histórico estádio Sausalito, uma das sedes da Copa do Mundo de 1962.

FICHA PARCIAL DO JOGO
AMISTOSO 1978 - TORNEIO VIÑA DEL MAR
COLO COLO-CHI 1 X 2 INTERNACIONAL
Data: 11/02/1978
Local: Estádio Sausalito (Viña del Mar/CHI)
Gols: Orellana 26'/1 (CC); Vasconcelos 14'/2 (I) e Alcione 41'/2 (I).