Gérson

GÉRSON
(atacante)

Nome completo: Gérson Pereira da Silva
Data de nascimento: 23/9/1965
Local: Santos (SP)

CARREIRA:

1983-1984 - Santos
1985 - Guarani
1985-1986 - Santos
1986-1987 - Paulista
1988-1991 - Atlético-MG
1992-1993 - Internacional

Saudoso "Nêgo Gérson", goleador nato, carrasco de rivais e uma das perdas precoces mais sentidas do futebol brasileiro. Ter Gérson em campo era garantia de gols por onde quer que passava, independente de cancha, certame ou adversário.

Gérson começou a carreira profissional aos 20 anos, jogando pelo Santos, em 1985. Um ano antes, foi a grande revelação da Taça São Paulo de Futebol Júnior. Teve um começo excelente, sendo destaque nas seleções de base, onde conquistou o Mundial sub-20.



No mesmo ano, foi para o Guarani, que vivia uma fase muito boa. Gérson também ficou marcado pelo faro de gols e foi um dos artilheiros do time no ano. Na sequência, foi para o Paulista de Jundiaí adquirir experiência.

A consagração de sua carreira se iniciou no Atlético-MG. Foi duas vezes artilheiro da Copa do Brasil pelo Galo Mineiro, em 1989 e 1991 e, nesses mesmos anos, levantou a taça do Campeonato Mineiro.

Veio para o Colorado em 1992, depois do ataque formado por Cuca e Lima fracassar em 91. No Internacional o atacante voou, marcando 9 gols dos 18 feitos pelo time na conquista da Copa do Brasil, dando um título a nível nacional ao clube depois de 13 anos de jejum.

A suspeita de AIDS surgiu em abril de 1992, lançada pelo então diretor de futebol do Internacional, Romeu Masiero. O jogador não assumia a doença, alegando estar com caxumba. A situação abalou a diretoria, mas Antônio Lopes procurou tranquilizar os chefões do Inter, citando o exemplo de Magic Johnson, atleta de basquete que declarou ser portador do vírus HIV, mas ainda assin, fez parte do Dream Team das Olimpíadas de 1992.

Os seus companheiros só foram saber que Gérson estava doente em 93, pois o atacante pouco falava sobre sua condição. Aos poucos, o rendimento do atacante foi caindo de produção, causando estranheza por parte dos companheiros e da torcida. Seu último jogo pelo Internacional foi contra o Nacional de Medellín, onde não aguentou os 90 minutos.

Gérson recebeu o passe livre, após ser afastado do grupo Colorado, em setembro. Em março de 1994 foi internado, enquanto morava em São Paulo. Faleceu no dia 17 de maio de 1994, em virtude de um tumor no cérebro.

O legado de Gérson está na história do futebol brasileiro. Muitos ainda acreditam que o atacante teria lugar na seleção que disputou a Copa de 1994.

Marquinhos (1992)

MARQUINHOS
(meia)

Nome completo: Marco Antônio da Silva
Data de nascimento: 9/5/1966
Local: Belo Horizonte (MG)

CARREIRA:
1985-1991 - Atlético-MG
1991-1993 - Internacional
1994-1996 - Cerezo Osaka-JAP
1997-1998 - América-MG


O Internacional oscilava muito nos anos 80. O Grêmio vivia uma excelente fase na segunda metade da década, conquistando o hexacampeonato gaúcho de 85 a 90, e a Copa do Brasil de 1989. O Inter precisava se reerguer. Marquinhos foi peça chave no início dos anos 90.


O meia foi revelado pelo Atlético-MG, promovido aos profissionais em 1985. Mas o ano de ascensão de Marquinhos foi o de 1987, quando assumiu a titularidade na meia-cancha atleticana. Os jovens passaram a ter mais oportunidades. O passe preciso e o chute forte ajudaram o Galo a conquistar os títulos mineiros de 85, 86, 88 e 89.

No início dos anos 90, o Galo passou a priorizar atletas vindos de fora, e os prata-da-casa já não tinham o mesmo prestígio. Então, na metade de 1991, Marquinhos veio para o Beira-Rio. De quebra, colaborou com a quebra do jejum de seis anos sem levantar o Gauchão, batendo o Grêmio, rebaixado à Série B do Brasileirão, na decisão.

O ano de ouro foi o de 1992. Depois de um Brasileirão regular, o Colorado foi papando todo mundo na Copa do Brasil, enquanto jogava o Gauchão com time misto. Resultado: o Inter venceu as duas competições, com Marquinhos se destacando nas duas ocasiões.

Em 93, o Internacional não fez um bom ano. Os reforços não deram conta do recado e o Inter nem sequer passou de fase na Libertadores. Mesmo assim, Marquinhos era um jogador com moral entre os demais.

No ano seguinte, se transferiu para o Japão, para jogar no Cerezo Osaka na recém lançada J-League. Marquinhos ajudou o Cerezo a subir para a 1ª divisão do futebol japonês e se tornou ídolo em Osaka.

Após 3 anos no Japão, retornou ao Galo em 1997. Foi um dos jogadores mais importantes na excelente campanha do Atlético no Brasileirão com sua habilidade e experiência. Encerrou a carreira no ano seguinte pelo América-MG

Lúcio Flávio

LÚCIO FLÁVIO
(meia)

Nome completo: Lúcio Flávio dos Santos

Lúcio Flávio iniciou a carreira profissional no Paraná Clube, em 1997. O meia, de bom passe e excelente cobrador de faltas, era destaque no time paranaense e xodó da torcida. Sua boa performance rendeu uma passagem pela Seleção sub-20. Viveu um grande momento ao chegar no vice-campeonato da extinta Copa Sul de 1999, perdendo a decisão para o Grêmio.

Veio ao Internacional por empréstimo, na metade de 99. Estreou na derrota por 2 a 0 para o Coritiba, no Beira-Rio. Mesmo com a derrota, seu desempenho agradou a torcida. Porém, no Inter, não teve o mesmo prestígio que tinha no Paraná, mas fez boas partidas. Ficou no Internacional até a eliminação da Seletiva da Libertadores, vencida pelo Atlético-PR, clube que eliminou o Inter nas quartas-de-final.

Retornou do empréstimo em 2000 e, no mesmo ano, conquistou o módulo amarelo da Copa João Havelange, que seria a Série B do campeonato. No ano seguinte, foi para o São Paulo, onde conquistou o Supercampeonato Paulista de 2002.

Passou por Coritiba e Atlético-MG, até chegar no São Caetano e fazer história, ajudando o clube a conquistar o primeiro título paulista de sua história, em 2004. No mesmo ano, fez ótima campanha na Libertadores, sendo eliminado pelo Boca Juniors nas quartas-de-final.

Após uma passagem pelo Oriente Médio, voltou ao Brasil para defender o Botafogo, onde ganhou os títulos cariocas de 2006 e 2008. Passou por Santos, Atlas-MEX e Vitória, até retornar ao seu Paraná Clube, onde joga atualmente.

Chiquinho (1990)

CHIQUINHO
(lateral-direito)

Nome completo: Francisco da Silva Júnior
Data de nascimento: 30/12/1961
Local: Paulínia/SP

CARREIRA
1980 - Guarani
1981 - Ponte Preta
1982 - América-RJ
1983 - Guarani
1984 - Palmeiras
1984-1985 - Santos
1986 - Juventus-SP
1987 - Atlético-MG
1988 - Portuguesa
1989-1990 - Internacional
1991 - Grêmio
1992 - Ituano
1993 - Noroeste
1994-1995 - Remo
1996 - Ponte Preta


Chiquinho começou a carreira no Guarani, em 1980, depois de passar pelos juvenis no clube de Campinas. Em 82, foi emprestado ao América-RJ. Depois de retornar ao Guarani, teve seu passe vendido ao Santos.



Na Vila Belmiro, foi uma das revelações do time que conquistou o título paulista de 1984, o último antes de um longo jejum de títulos no Peixe. Foi para a Juventus em 1986, conquistando o Torneio Início Paulista.

No Atlético-MG, Chiquinho recebeu uma missão de grande responsabilidade: substituir Nelinho. Teve ótimo desempenho, se tornando o batedor de pênaltis oficial do time e se sagrou campeão mineiro em 1988.

Depois de passar pela Portuguesa, foi contratado pelo Internacional. Chiquinho não pegou uma fase boa no Colorado, jogando exatamente no intervalo entre a Libertadores de 1989 e a recuperação do título gaúcho de 1991. Não rendeu o esperado e o Inter quase foi rebaixado no Brasileirão.

No ano seguinte, deixou o Beira-Rio e foi para o Olímpico. Se em 1990 o jogador não conseguiu a proeza do rebaixamento, em 1991 o Grêmio acabou o Brasileirão na lanterna. Chiquinho é considerado por muitos gremistas como um dos piores laterais da história do Grêmio.

Passou por Ituano, Noroeste, Remo e pendurou as chuteiras em 1996, aos 35 anos, jogando pela Ponte Preta.

Luiz Alberto

LUIZ ALBERTO
(zagueiro)


Luiz Alberto, ex-companheiro de Juan na zaga do Flamengo, começou nas categorias de base do rubro-negro em 1993, aos 16 anos. Nos profissionais, jogou de 1996 a 2000, conquistando a Mercosul em 2000, e os títulos estaduais de 96, 99 e 2000.

A revelação flamenguista deixou o Brasil e rumou à França, para defender o Saint-Étienne. Depois de uma temporada, trocou a França pela Espanha, quando foi para o Real Sociedad.

O Internacional repatriou o jogador para a disputa do Brasileirão, já que perdera Junior Baiano, por indisciplina, e Ameli, contratado pelo São Paulo após o Gauchão. O desempenho do time foi trágico no Brasileirão, mas o Luiz Alberto mostrou dedicação e vontade de vencer em sua passagem pelo Beira-Rio.

No ano seguinte, Luiz Alberto foi negociado com o Atlético-MG, tendo em vista o fato de o Inter não oferecer proposta de renovação. Após um ano e meio no Galo, retornou ao Real Sociedad.

O Santos buscou o zagueiro na metade de 2005 e, no ano seguinte, levantou a taça do Campeonato Paulista. Deixou o Peixe no final de 2006, assegurando a vaga na Libertadores do ano seguinte.

No Fluminense, começou bem, recebendo a braçadeira de capitão e erguendo o troféu da Copa do Brasil de 2007, mas a sequência não foi boa. O Flu fez excelente campanha na Libertadores de 2008, mas perdeu o título em casa para a LDU. Do mesmo modo, deixou a Sul-Americana escapar contra a mesma LDU, também em casa. Para piorar, o Tricolor estava praticamente rebaixado no Brasileiro, mas uma arrancada sensacional fez o time se manter na Série A.

Em 2010, Luiz Alberto teve uma passagem relâmpago pelo Boca Juniors. Sem espaço e com o time argentino vivendo constantes crises, o zagueiro deixou a Bombonera após disputar apenas sete jogos. A partir daí, a carreira do zagueiro começou a declinar.

Passou por Duque de Caxias e Boavista, até se transferir por empréstimo ao Atlético-PR. Na primeira temporada, ajudou o Furacão a subir para a Série A, mas era reserva do jovem Cleverson. Readquiriu confiança e recuperou a titularidade em 2013, um ano ótimo para o Atlético, vice da Copa do Brasil e 3º no Brasileirão. Uma cena comovente da carreira de Luiz Alberto é ele aos prantos, assistindo a confusão entre as torcidas de Atlético-PR e Vasco, em Joinville.

Foi contratado pelo Náutico para a disputa da Série B do Brasileirão, a pedido do técnico Lisca.

Internacional x Atlético-MG (Campeonato Brasileiro 1971)


O ano de 1971 foi um ano de novidades. Pela primeira vez, tivemos um Campeonato Brasileiro propriamente dito. 20 clubes foram divididos em dois grupos. No 1º turno, se enfrentavam entre si. No 2º turno, enfrentaram os adversários da outra chave. Na segunda fase, os 12 melhores clubes da primeira fase foram divididos em três grupos com quatro times. Os melhores de cada grupo se enfrentariam em um triangular final, no qual o Atlético-MG se sagrou campeão. Confira os duelos de Inter e Galo no Brasileirão de 71:

O primeiro duelo entre Inter e Galo foi válido pela 17ª rodada da primeira fase do campeonato. Foi o jogo da quebra de um tabu do Atlético, que nunca vencera o Internacional em partida oficial a nível nacional. A estrela do jogo foi Dario, artilheiro do certame.
Campeonato Brasileiro de 1971- 1ª fase - 17ª rodada
31/10/1971
Mineirão - Belo Horizonte/MG
Público: 24.203 pessoas
Árbitro: Luiz Carlos Félix Ferreira
Atlético-MG 3 x 1 Internacional
ATLÉTICO-MG: Renato; Humberto Monteiro, Vantuir, Grapete, Oldair (Cincunegui); Wanderley, Ronaldo, Romeu, Spencer (Humberto Ramos); Dario e Pedrilho. Técnico: Telê Santana.
INTERNACIONAL: Rafael; Édson Madureira, Pontes, Hermínio, Jorge Andrade; Carbone, Carpegiani, Dorinho, Sérgio Galocha; Valdomiro e Marciano (Árlem). Técnico: Dino Sani.
Gols: Dario (Atl) aos 25', Valdomiro (Int) aos 46', Pedrilho (Atl) aos 57' e Dario (Atl) aos 70'.

Na segunda fase, os dois times voltaram a se encontrar, depois de terminarem a primeira fase com os mesmos 23 pontos, mas em grupos diferentes. Dessa vez, a partida foi no Beira-Rio. O Inter levou uma sonora goleada de 4 a 1. Mais uma vez, Dario marcou dois gols e foi o carrasco atleticano diante do Inter.
Campeonato Brasileiro 1971- 2ª fase - 3ª rodada
28/11/1971
Beira-Rio - Porto Alegre/RS
Público: 19.929 pessoas
Árbitro: José Favilli Netto
Internacional 1 x 4 Atlético-MG
INTERNACIONAL: Gainete; Édson Madureira, Cláudio, Pontes, Scala; Carbone, Carpegiani, Sérgio Galocha (Bráulio), Valdomiro; Benê (Árlem) e Claudiomiro. Técnico: Dino Sani.
ATLÉTICO-MG: Renato; Humberto Monteiro, Grapete, Vantuir, Oldair; Humberto Ramos, Wanderley, Ronaldo, Dario; Romeu e Pedrilho (Beto). Técnico: Telê Santana.
Gols: Dario (Atl) aos 18', Oldair (Atl) aos 50', Dario (Atl) aos 53', Ronaldo (Atl) aos 70' e Valdomiro (Int) aos 84'.

O último encontro dos dois times no campeonato foi no Mineirão e, conseqüentemente, a despedida do Inter no Brasileiro. O Inter entrava em campo precisando vencer o Galo por uma diferença de 3 gols para se classificar á fase final, o que acabou por não acontecer. A derrota no Beira-Rio custou a classificação colorada.
Campeonato Brasileiro 1971 - 2ª fase - 6ª rodada
09/12/1971
Mineirão - Belo Horizonte/MG
Público: 28.773 pessoas
Árbitro: Armando Marques
Atlético-MG 0 x 1 Internacional
ATLÉTICO-MG: Renato; Humberto Monteiro, Vantuir, Grapete, Oldair; Humberto Ramos, Wanderley, Beto (Spencer), Ronaldo; Dario e Guará. Técnico: Telê Santana.
INTERNACIONAL: Schneider; Cláudio, Figueroa, Édson Scott, Pontes; Carbone, Árlem, Bráulio, Carpegiani; Valdomiro e Land (Tovar). Técnico: Dino Sani.
Gol: Árlem (Int) aos 24'.